Produção nacional de defesa poderia gerar 226 mil empregos e quase R$ 10 bilhões em tributos, aponta CNI

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Brasília — Um novo estudo divulgado pela CNI nesta quinta-feira (27) revela que, caso o Brasil passasse a produzir internamente cerca de 30% dos produtos de defesa hoje importados, o país poderia gerar até 226 mil empregos diretos e indiretos e arrecadar aproximadamente R$ 9,9 bilhões em tributos e contribuições sociais.

O levantamento, apresentado no âmbito da 26ª reunião do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa), estima que o impacto total sobre o valor da produção no setor chegaria a cerca de R$ 60,9 bilhões, caso parte significativa da demanda hoje suprida por importações fosse atendida internamente.

Empregos de alta qualificação e inovação tecnológica

Segundo a simulação do Observatório Nacional da Indústria, entre os novos postos de trabalho criados haveria grande parte voltada à mão de obra especializada: engenheiros, técnicos e profissionais de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Esse reforço à base industrial de defesa não apenas diminuiria a dependência externa de equipamentos militares e de segurança, mas poderia também fomentar a inovação e gerar efeitos positivos em setores de tecnologia dual — com aplicações civis e militares — como telecomunicações, aeroespacial e eletrônica.

Estratégia para soberania e competitividade

Para os defensores da proposta, estimular a produção doméstica por meio de compras públicas e incentivos à indústria nacional representa uma estratégia capaz de impulsionar o desenvolvimento tecnológico, fortalecer a soberania nacional e dinamizar a economia — com geração de empregos qualificados e inovação estruturante em diversos setores.

Desafio da demanda e da estrutura produtiva

Atualmente, o Brasil importa uma média anual de cerca de R$ 70,8 bilhões em produtos de defesa e segurança — desde itens básicos como coletes balísticos e trajes antibombas até componentes avançados para mísseis e aeronaves. Por outro lado, o país já possui uma base industrial capaz de produzir armamentos, radares, aeronaves e sistemas militares; o que falta, segundo a CNI, é articular um ambiente institucional e de compras públicas que priorize o conteúdo nacional.

O estudo da CNI reacende o debate sobre a reconstrução e modernização da indústria de defesa brasileira — não apenas como ferramenta de segurança nacional, mas também como motor de desenvolvimento econômico, tecnológico e de geração de empregos qualificados. A adoção de políticas públicas que favoreçam a nacionalização de parte significativa da demanda poderia representar um salto importante para a autonomia produtiva e competitividade do Brasil no médio e longo prazo.■


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Claudio Moreno
Claudio Moreno
9 dias atrás

Salve senhores camaradas do Forte e Trilogia!

Mas isso nunca foi um segredo sagrado!

Sgt Moreno

Marcelo
Marcelo
Responder para  Claudio Moreno
8 dias atrás

Você acha mesmo que os militares brasileiros vão abrir mão do escritório de aquisição de armas em Washington.
Vida boa lá é uma teta.
Forças armadas compra sucata do deserto americano, mais não compra produto nacional.
https://www.planobrazil.com/2025/12/01/marinha-do-brasil-compra-140-fuzis-colt-m4-por-r-13-milhao/

Brito
Brito
Responder para  Marcelo
7 dias atrás

Complicado, o Taurus T4 atenderia perfeitamente..

Rruan
Rruan
9 dias atrás

Está faltando isso aí, e é para ontem já.

Leandro Costa
Leandro Costa
9 dias atrás

SE o Brasil passasse à produzir…
SE o Brasil investisse…
SE o Brasil fizesse isso ou aquilo…

Se… Se…

Nilo
Nilo
Responder para  Leandro Costa
9 dias atrás

Estão corretos Srs. O Brasil o país do si, do sonho, sonho e desejo algo, mas a conduta, a atitude na hora de votar no final tem resultado inverso é só ver notícias nas mídias ultimamente, da ânsia de vômito, é pornografia explicita, é de deixar qualquer um mentalmente perturbado. Então na prática o que significa produzir 30% do que produzimos? Que itens nesta lista poderíamos produzir? E teríamos capacidade tecnológica para produzir esses itens? Mas antes de responder essa pergunta teríamos que perguntar, a nossa sociedade é capaz de aprovar um projeto de sustentabilidade de uma indústria que não sobrevive sem incentivo fiscal e apoio financeiro porque não tem nossas Forças Armadas capacidade de quantidades de compra? Aprovariam a sociedade a compra de item bélico nacional mais caro e tecnologicamente atrasado apenas pelo motivo de incentivo no desenvolvimento tecnológico?
A culpa e dos eleitores de Marte rsrsrs

Última edição 9 dias atrás por Nilo
Nilo
Nilo
Responder para  Nilo
9 dias atrás

Correção: Então na prática o que significa produzir 30% do que importamos?

Sergio
Sergio
Responder para  Leandro Costa
8 dias atrás

Cansa, neh…

naval762
naval762
9 dias atrás

O foco de painho nunca foi gerar emprego ou fortalecer a indústria, seja ela qual for, o objetivo é cobrar impostos e roubar os cofres públicos. Só isso.

Glaucus Lima
Glaucus Lima
Responder para  naval762
9 dias atrás

 Dados militares sobre os governos do PT

Durante o governo FHC, houve falta de recursos para as Forças Armadas, com cortes orçamentários que afetaram o pagamento de despesas diárias como água, luz e telefone, e até a alimentação da tropa, forçando a adoção de medidas como a redução do expediente e a dispensa de recrutas. Em 2002, por exemplo, o governo autorizou a dispensa antecipada de recrutas devido aos bloqueios de verbas. 
Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram marcados por um fortalecimento da política de defesa nacional e investimentos substanciais na Base Industrial de Defesa (BID), com o objetivo de garantir autonomia tecnológica e modernizar as Forças Armadas. 
Os principais programas e iniciativas militares implantados ou desenvolvidos nesse período incluem: 
Programas Estratégicos e de Reequipamento 

  • Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB): Um dos projetos mais estratégicos, que incluiu a construção de submarinos convencionais e o desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear, o SN-BR. Esse programa visava dotar a Marinha do Brasil de maior capacidade de dissuasão e proteção da chamada “Amazônia Azul”.
  • Programa F-X2: Processo de reequipamento da Força Aérea Brasileira (FAB) com novas aeronaves de caça. Após um longo processo de seleção, o governo Dilma Rousseff anunciou a escolha dos caças suecos Saab Gripen NG (atualmente designados F-39 Gripen) em 2013, com um contrato que previa transferência de tecnologia e produção parcial no Brasil.
  • Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON): Programa do Exército Brasileiro para monitorar e controlar a extensa faixa de fronteira terrestre do país, utilizando tecnologias avançadas como radares, sensores e sistemas de comunicação para combater ilícitos transnacionais.
  • Programa Estratégico do Exército (PEE) Guarani: Projeto que visava a substituição da antiga frota de blindados do Exército por uma nova família de Veículos Blindados Multitarefa, desenvolvidos e fabricados no Brasil em parceria com a empresa italiana Iveco.
  • Programa Nuclear Brasileiro (Retomada): Os governos Lula e Dilma deram continuidade e prioridade ao programa nuclear, que havia tido períodos de estagnação. Isso envolveu a retomada das obras da usina de Angra 3 e investimentos no desenvolvimento da tecnologia de enriquecimento de urânio por ultracentrifugação, essencial para o projeto do submarino nuclear. 

Políticas e Iniciativas 

  • Fomento à Base Industrial de Defesa (BID): A política de defesa desses governos teve um forte viés de estímulo à indústria nacional. Medidas como a inclusão do setor de defesa no Plano Brasil Maior e no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) visavam reduzir a dependência externa e estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico no país.
  • Atualização de Documentos de Defesa: Em 2012, no governo Dilma, documentos importantes como a Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa foram atualizados, servindo como diretrizes claras para os investimentos e ações militares.
  • Fortalecimento das Operações de GLO e Fronteira: Houve um aprimoramento na atuação dos militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), notavelmente nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro, e uma maior ênfase na segurança das fronteiras através de programas como o SISFRON.
  • Aumento de Investimentos: O orçamento para a defesa teve um aumento significativo na década, passando de cerca de R900 milhões em 2003 para 8,9 bilhões em 2013, refletindo a prioridade dada a esses programas estratégicos.

Essas ações representaram um esforço concentrado para modernizar o aparato de defesa do Brasil, visando uma maior autonomia estratégica e projeção internacional, além de fortalecer a indústria nacional.

Renan
Renan
Responder para  Glaucus Lima
9 dias atrás

O Brasil só investiu sério em defesa após 2007

Nilo
Nilo
Responder para  Renan
9 dias atrás

Comendo demais mortadela, Ernesto Gaisel deu forte apoio a indústria bélica nacional.

Última edição 9 dias atrás por Nilo
Deadeye
Deadeye
Responder para  Nilo
9 dias atrás

Realmente deu, e boa parte dessa indústria tirando algumas exceções, morreu já no regime militar ou após o fim da guerra fria.

Heli
Heli
Responder para  Nilo
9 dias atrás

Geisel foi o jenio (com j mesmo) que recebeu o aviso da Inteligencia Francesa de que uma crise do petróleo estava prestes a estourar e ele entao debochou da fonte e bravejou que o Brasil era gigante…. aí quando a crise realmente estourou o brasileiro nao classe A se lascou. Os franceses nos deram essa informação como cortesia porque compramos os Mirage III e radares deles. Nossos generais eram sem comentarios.

Renan
Renan
Responder para  Nilo
8 dias atrás

Viva o presente, valoriza o que realmente faz diferença hoje, qual o interesse de políticos se investir 100 bilhões de reais em ministério da defesa e não gerar voto?

Se o povo quer investimento na defesa independente de quem ( esquerda ou direita) fizer merece destaque, merece palanque.
Hoje colhemos o que começou em 2007.

Se todos mandar email elogiando as verbas para o projeto x,y,z a chance dos políticos se motivar a investir mais.

Por exemplo recentemente uma merreca foi aprovada para garantir 5 bilhões para a defesa temos que encher a caixa do presidente da câmara e do idealizador do projeto com os parabéns

Para que mais projeto assim seja cogitado e aprovado

José de Souza
José de Souza
Responder para  Nilo
8 dias atrás

“GEisel”, apedeuta, “Geisel”.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Glaucus Lima
9 dias atrás

Pois então, fatos, não questão de gosto por “governo”. Os principais programas das FAs foram alavancados pelos governos do PT.

O problema nunca foi falta de recursos mas sim político/ideológico.

Os próprios militares sabotam as suas FAs apoiando neoliberalismo no país (Teto de Gastos, etc) e alinhamento com os EUA/OTAN (Materila caríssimo e cheio de restrições geopolíticas).

Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  Cássio Euler
8 dias atrás

No novo milênio (2001 – 2025) nós tivemos:

2 anos de FHC
4 anos de Bolsonaro (com pandemia)
19 anos de PT com +1 ano que vem, totalizando 20 anos

Ai fica difícil a comparação.

Compare com outros países como a China, Coreia do Sul e dezenas de outros e veja que o que fizemos foi muito pouco.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Luís Henrique
8 dias atrás

Defesa não é prioridade no Brasil, nem para os militares (evidenciado por suas escolhas de sempre e ideologia neoliberal que a maioria do oficialto defende).

Última edição 8 dias atrás por Cássio Euler
Pablo
Pablo
Responder para  Glaucus Lima
9 dias atrás

Quanto aos outros programas eu nao sei, mas o Fx iniciou no governo FHC, depois lula cancelou e fez o fx2 (que nao deixa de ser continuação do FX). Nao foi o governo Dilma que escolheu, foi a FAB que bateu o pé, se dependesse do lula, teria vindo o rafale, por questao de política, ja que o Sarkozy visitou o brasil em 2010 e Lula anunciou o caça francês como vencedor, a FAB negou e e disse nao ter escolhido nada. Depois a Dilma queria o F18, mas goveno OBAMA espionou o Brasil e gracas a Deus nao foi feito negócio nenhum. Portanto, se dependesse de lula ou dilma, teríamos caças por politicagem!

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Pablo
9 dias atrás

Todo compra de material militar é uma escolha política e geopolítica. Logo, o mesmo vale para o Gripen.

O resultado, 12 anos depois, é explícito.

A situação geral das FAs do Brasil é diretamente relacionada com a opção, de sempre, de material dos EUA/OTAN pelos respectivos comandos das FAs brasileiras.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Cássio Euler
9 dias atrás

A China nos ofereceu J-10E, a FAB nem cita a possibilidade de compra.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Deadeye
9 dias atrás

Muita coisa poderia ser adquirida da China, nosso maior parceiro comercial e dos BRICS.

Mas as opções dos comandos das FAs sempre são EUA, OTAN e Israel.

Mas segundo determinada “tese” são escolhas técnicas, não políticas.

Marcelo
Marcelo
Responder para  Cássio Euler
9 dias atrás

Se comprar material de guerra de origem chinesa ou russa atrapalha o passeio dos americanos no seu quintal ( america do sul ).
General,almirante e brigadeiro todos tem (casa)familia morando no state.
Não seja ingênuo,essa é a realidade.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Marcelo
8 dias atrás

Pois então; além do mercado de meios obsoletos via FMS (com imposições geopolíticas até o talo = na pŕatica equipamento para desfile; mas muita gente acha que isso é ter “defesa”; vide o caso da Argentina atual).

Mauricio R.
Responder para  Deadeye
9 dias atrás

Comprar J-10 pra que? Design morto, nem vale considera-lo.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Mauricio R.
8 dias atrás

O Rafale não acha isso.

Mauricio R.
Responder para  Deadeye
8 dias atrás

O Rafale é uma jaca, não serve de parâmetro.
Além do que com uns 3 clones de Flanker, um avião mais ou menos de 5ª gen, outro realmente de 5ª gen e outros 2 de 6ª gen, quem precisa de J-10?
Ah, já sei: o Brasil , o Irã, o Paquistão, etc, etc, etc…

Pablo
Pablo
Responder para  Cássio Euler
9 dias atrás

Foi tao política que a FAB nao aceitou o Rafale e o F18

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Pablo
8 dias atrás

A escolha da FAB sempre foi o F-18; mas o caso de espionagem atrapalhou; e Dilma/Amorim chacelaram a escolha do projeto sueco (com sistemas críticos dos EUA até o talo); óbvio que ambos não diferenciar um Urutu de um tanque de guerra…

Lembrando que o Saito disse em comissão no Senado, quantop questionado sobre a origem do motor, que o F414 era “apenas um item mecânico”…

Pablo
Pablo
Responder para  Cássio Euler
8 dias atrás

Se todo material fosse por “politicagem”, ao invés do centauro, teríamos escolhido a Norinco.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Pablo
8 dias atrás

Política e politicagem são conceitos diferentes.

E sim, toda esolha de hardware militar é política e geopolítica. Não existe neutralidade.

A questão fundamental é a quem serve essa política e geopolítica…

Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  Pablo
8 dias atrás

1) Sarkozi está preso por corrupção.
2) a Dassault já respondeu por corrupção
3) a alma mais honesta do mundo já foi preso por corrupção

então fica evidente porque o Rafale era o favoritíssimo do governo Lula.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Luís Henrique
8 dias atrás

Ufa, ainda bem que não existe corrupção no complexo-militar dos EUA e de outros países da OTAN…

Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  Cássio Euler
8 dias atrás

Diferença que Sarkozy esta preso.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Luís Henrique
8 dias atrás

Estava. Já foi solto para aguardar o recurso em liberdade.

Mauricio R.
Responder para  Cássio Euler
8 dias atrás

Ufa, mesmo. Nos EUA pega-se cana ou paga-se uma bela multa, como aliás a Embraer bem sabe.

DanielJr
DanielJr
Responder para  Glaucus Lima
9 dias atrás

Esses programas saíram do papel com muito arrasto, atrasos de pagamento, desperdício de dinheiro, tudo capenga.

Não importa se é um “programa de estudos estratégico” ou se é uma simples ponte no interior. Tudo é feito da mesma forma, mudança de calendário de pagamento, atrasos, repactuações, etc etc

Santamariense
Santamariense
Responder para  Glaucus Lima
9 dias atrás

Chatgpt??? Sério que tu usa isso para colocar um comentário aqui?? Tu fala da época de FHC e os cortes de verbas, falta de rancho e pagamentos de contas básicas. Concordo plenamente! Você só esquece que atualmente, no governo dessa pústula que ocupa o planalto, as Forças também enfrentam dificuldades gigantescas. Assiste aos pronunciamentos do ministro da defesa e dos comandantes das Forças nas comissões do congressos nacional. Ouve o que eles disseram…quero ver se depois tu vai continuar escrevendo essas “abobrinhas” de IA.

Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  Glaucus Lima
8 dias atrás

Comparar governos do PT (5 mandatos de 4 anos, totalizando 20 anos) com FHC (8 anos) ou Bolsonaro (4 anos) é ridículo.

Compare com outros países.

Veja o que aconteceu com a China nos últimos 25 anos
Veja o que aconteceu com a Coreia do Sul nos últimos 25 anos.
E veja a M… que foi o Brasil nos últimos 25 anos.

Mauricio R.
Responder para  naval762
9 dias atrás

E se manter e ao seu nefasto partido político no poder, na Presidência da República, pra sempre.

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  naval762
9 dias atrás

Todos os painhos só pensam nisso. Me diga um que não.

Dirceu
Dirceu
9 dias atrás

Gerar emprego???? para estes governos a menor preocupação é gerar emprego na area de defesa, pois seria uma entidade muito forte se tivessem muitos funcionarios, principalmente de alta qualidade, com estudos e tudo mais, interessa mais é o semi analfabeto que não quer trabalhar…..

Renan
Renan
9 dias atrás

É necessário leva a defesa a sério e isso passa pelo conceito de dissuadir e econômico.
A sociedade tem que vizualizar a defesa como um motor econômico e como garantia de nação.

Ideia
O Brasil tem o PIB acima de 2170 bilhões de dólares. 1% disso deveria ser gasto em aquisição e 0,5% deveria ser gasto em modernização, 1% continua gastando no pessoal e custeio
Garantir por força de lei que o Brasil invista 20 bilhões de dólares por anos durante 10 anos em aquisição de equipamentos. E garantir 5 bilhões de dólares por ano em modernização de equipamentos. É importante atrelar o valor monetário para haver previsibilidade de gastos independente da situação e econômico futura.

Estes recursos só podem ser gastos em equipamento montado no Brasil com no mínimo 30% de conteúdo nacional.

Isso faria o Brasil em 10 anos ter o mínimo para dissuadir.
Faria a economia girar criando empregos relevante e molda a cadeia produtiva de defesa do Brasil.

Gigante do mundo teria que instalar uma linha de montagem aqui forçando a transferência de tecnologia.

Porque 10 anos ?
Pois os programas tem que encerrar antes de 10 anos. Isso garante entrega rápida. E se neste período aparece novas tecnologia disruptivas o novo orçamento irá contemplar as novas tecnologias.

Os equipamentos militares dura 30 anos, mas sua efetividade é de 10 a 15 anos. Então necessário realizar planejamento de a cada década montar uma nova força militar assim estaremos sempre em condições de combate. Não é necessário descartar a tecnologia anterior, mas sim complementar com o novo programa.

20 bilhões de dólares por ano distribuído nas 3 forças para aquisição daria para concluir projetos estratégico e iniciar novos contratos. No que gastar aí é com os militares eles sabem o qual a realidade do Brasil e suas necessidades.

Última edição 9 dias atrás por Renan
Mauricio R.
Responder para  Renan
9 dias atrás

O único “gigante do mundo” que instalou uma linha de produção, no caso de aperto de parafuso, foi a finada Aerospatiale, anteriormente Eurocopter e hoje Airbus Helicopters, pra gozar de uma bela reserva de mercado que já perdura a uns bons, pra eles, 50 anos.
E nada de “forçar” alguma transferência relevante de tecnologia.

Renan
Renan
Responder para  Mauricio R.
8 dias atrás

Já é um começo
Não temos nada de muita coisa e um começo o primeiro passo é o mais importante.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Renan
9 dias atrás

Jamais irá ter investimento sério e de longo prazo nas FAs enquanto houver o Teto de Gastos (apenas para Gasto Primimário).

E a mudança passa pela própria mentalidade do oficialato das FAs que defende a ideologia neoliberal e alinhamento com EUA/OTAN que sabotam as Forças Armadas do país.

O problema nunca foi falta de recursos mas sim político/ideológico.

Renan
Renan
Responder para  Cássio Euler
8 dias atrás

Nesta gestão está com medo de golpe. Então entendo que não haverá volume grande de investimento em defesa até que a confiança volte.
Mas entendo que isso tem que partir da sociedade.

Umas 2 milhões de pessoas fazer um projeto deste amparado por pessoa experientes em projeto de lei

Propor uma lei de iniciativa popular, e mobilizar a sociedade que se importa com isso que jugo ser próximo a 3 milhões de brasileiro.

A votar e então ele corre o rito das leis de iniciativa popular.

No meio do caminho pode ser apadrinhado por algum político que queira palco.

Mas o importante é aprovar.
As redes sociais pode ajudar.
Basta ter 100 pessoas obstinado com isto que logo o resultado vem

Não é fácil e talvez deva ser feito e refeito umas 10 vezes mas é a única forma de ter algo relevante a defesa

Renan
Renan
Responder para  Renan
8 dias atrás

Sou engenheiro de formação posso ajudar a estrutura algumas coisas, pessoas de mídia podem e devem participar ( ex: o dono deste meio de comunicação tem centenas de amigos na mídia e isso é um ótimo canal de espalhar a ideia e fazer um conglomerado de pessoas com o mesmo objetivo, ajuda a defesa do Brasil ser uma prioridade nacional), já imaginou quantos advogados, repórter, engenheiro, profissional de marketing e comunicação, profissional de TI, influencer entre outros, que podem ler se interessa e ajudar a organizar um projeto de lei de iniciativa popular?

Se a mídia especializada ajudar. Se todos poder divulgar. Realmente é possível.

Acredito em 5 anos um prazo para ter o alcance necessário.
Mas isso é um sonho.

Distante que parte em acredita na sociedade e sua união pelo bem comum.

Mas não vejo outro caminho.

Mauricio R.
9 dias atrás

A turma do “só pode ser for…” está adorado esse estudo, são somente cartórios, reservas de mercado, privilégios.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
9 dias atrás

A Defesa no Brasil só não recebe mais investimentos porque a classe política ainda não aprendeu a como usar ela de fachada para roubar e corromper. Pronto, falei.

Marcos Bishop
Marcos Bishop
Responder para  Dagor Dagorath
9 dias atrás

Se for esse o motivo a gente podia dar uma mão…
Afinal o modus operandi é o mesmo que opera na indústria de energia, petróleo ou frigoríficos…

DanielJr
DanielJr
9 dias atrás

A realidade é que praticamente ninguém quer que a defesa no Brasil seja levado a sério para proteger o Brasil, projetar força, etc.

O militares querem os equipamentos para fazer missões humanitárias, medir a corrente dos oceanos.

Os industriais e políticos querem arrecadar impostos.

Fabricar armas mesmo é um assunto secundário.

Daniel
Daniel
9 dias atrás

Pura ilusão. O presidente só pensa em viajar com a mulher dele às nossas custas e o Congresso só pensa neles mesmos. Tem muitas coisas para se fazer no país, mas parece que as necessidades de Brasília sempre tem prioridade.

Talisson
Talisson
9 dias atrás

Lembrando que torres australianas geram emprego na Australia.

Mauricio R.
Responder para  Talisson
9 dias atrás

Assim como as 2 fábricas da Embraer na Florida, somente geram empregos para norte-americanos.

Jeferson
Jeferson
9 dias atrás

Esquece disso. Fortalecer a indústria de defesa nacional nunca foi prioridade. Só olhar a questão da Avibras. O Governo Federal e o BNDES diziam que só iriam investir novamente na Avibras se o atraso de vida do João Brasil deixasse a empresa. O milagre aconteceu, o cara largou o osso, mas cadê que o aparato federal honrou com a palavra?

Última edição 9 dias atrás por Jeferson
Mauricio R.
Responder para  Jeferson
9 dias atrás

Investir no que? A Avibrás atual não é nem em sonho, a planta que aparece na foto de abertura deste post.
Esquece, hoje a Avibrás é somente um CNPJ e uma IE aguardando baixa.

Carlos Campos
Carlos Campos
9 dias atrás

Como eu já disse antes, se poupasemos 1 por cento do PIB e aplicassemos em um fundo por 4 anos apenas, teríamos dinheiro para fazer todos os projetos brasileiros, e esses 226 mil seriam ainda pouco, estaríamos injetando 40bi por ano na econômia, na industria que é que mais pega bem no geral.

Akhinos
Akhinos
9 dias atrás

O problema de assuntos sérios como este é que tudo nesse blog vira uma rinha dos machos de estimação “aka politicos” dos foristas aqui presentes. Eu não entendo porque a moderação ainda não tomou atitude mais severa com essa palhaçada que estraga completamente qualquer troca de informações, em um espaço que deveria ser de entusiastas de assuntos militares.

O pior de tudo é que aqui tem um monte de gente inteligente que parece que sofreu uma lobotomia dessa palhaçada de polarização.

É óbvio que esse estudo expõe um vazamento de demanda bizarro e inexplicável. Eu tenho vários amigos em diferentes nichos das Forças de segurança. Desde polícia até FAs. Todos eles acham o máximo quando compram a última pistolinha de última geração de Israel, ou o colete fodão de sei lá onde. Vários itens que o Brasil poderia produzir e gerar empregos aqui. A experiência da Ucrânia só mostra que o Brasil nunca aprende, menos ainda os brasileiros.

Já passou da hora das pessoas nesse blog superar esse senso comum de QI de temperatura ambiente que tudo é a tal corrupção e os políticos do mal.

Quando na verdade o Brasil tem instituições jurássicas, e isso passa muito mais por um processo de modernização da nossa sociedade do que magicamente elegermos um tal político salvador. O problema de países sem tradição cidadã como o Brasil, é que o brasileiro na média não faz a mais remota ideia de como funciona uma democracia. Não sabe por exemplo o poder que uma pessoa tem em mudar a trajetória das coisas.

As pessoas podem facilmente se organizar, formar coalizões e defender interesses nacionais. O problema é que o brasileiro é um povo profundamente vagabundo intelectualmente, é sempre mais fácil ficar sentado no sofá sendo o senhor da moralidade incorruptível. Assuntos como os aqui destacados são plenamente possíveis de serem pautados. O problema do pessoal que é entusiasta de assuntos de defesa é que eles são totalmente cegos por tolices ideológicas, sendo que na vdd são possivelmente os brasileiros mais alinhados em temas importantes.

Já passou da hora de as mídias especializadas em assuntos militares, assim como foristas passarem a pensar na criação de grupos organizados para levarmos esses assuntos para o resto da sociedade. Quem está na Internet há muito tempo já deve ter percebido isso, os canais militares vêm crescendo exponencialmente nos últimos anos. O que falta agora é a criação de grupos organizados sobre o assunto. O primeiro passo, entretanto, deveria ser a gente superar essas groselhas ideológicas. Até porque todo mundo aqui é inteligente o suficiente pra saber que se formos atacados, a gente vai ser tudo um bando de marronzinho iguais para os F35, Su57 ou J20s da vida.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Akhinos
9 dias atrás

Concordo com seu argumento.
Infelizmente o pensamento e o vocabulário do brasileiro médio ainda estão no nível de ‘”torcida organizada”, seja lá por que diabo for.
Falta-nos o foco , o método e algo que nunca tivemos nem teremos.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
9 dias atrás

Investimento numa ponta só pode existir com demanda na outra ponta.
É o beabá da tabuada e se Deus quiser, 2+2 sempre será igual a 3,9.
Saiu disso, é mais taxação no couro do distinto contribuinte.

Luís Henrique
Luís Henrique
8 dias atrás

Aposto que 90% desse valor de R$ 70 bi deve ser de câmeras de segurança e alarmes residenciais.

O orçamento das forças armadas está em cerca de R$ 130 bi, mas gastamos cerca de R$ 100 bi com Ativos e Inativos.
Mais uns R$ 10 ou R$ 15 bi com custeio.
Sobra talvez uns R$ 10 bi para equipamentos, exagerando, talvez uns R$ 15 bi.

30% disso daria entre R$ 3 bi e R$ 4,5 bi.

Para chegar em R$ 70 bi por ano, deve ser câmeras de segurança compradas por empresas e pessoas.

Sergio
Sergio
8 dias atrás

Eu poderia aproveitando a linda manhã de sol, nessas sofridas terras paulistas, vestir a carapuça de pollyana.

Mas não!

Quando recordo, ira quase divina escorrendo pelos lábios, que essa coisa reconduzida ao poder pelo maior tiro no pé já dado por um povo na história da humanidade disse ,logo após o “””””ACIDENTE”””” do VLS, lá em 2003: ” pra que o Brasil precisa de foguete”.

Sinceramente tem gente que crê.

Parece-me, como uma maldição das trevas que nunca sairemos de 2003, 2004, 2005, 2009…

Sebastião Rodrigues de Sousa
Sebastião Rodrigues de Sousa
8 dias atrás

Se não acabar com o sistema de emendas parlamentares e os bilhões em campanhas para eleições de políticos é perder tempo gerando renda. Pois o povo não vê benefícios nenhum só os corruptos de colarinho branco.

Mauricio R.
Responder para  Brito
8 dias atrás

E o crime organizado agradece, mais esta passada de pano do partido!!!!

MMerlin
MMerlin
Responder para  Brito
6 dias atrás

“Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil”

Me lembra do empoderamento da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) iniciada no governo do Hugo Chavez e potencializada ainda mais no regime do Maduro.
Não à toa é utilizada como ferramenta de repressão a oposição política e manter o controle do governo do ditador.
Fora isto, que provavelmente nem vingue (mas o que vale é a intenção e onde eles querem chegar), tem mais estas surpresas de presente de natal divulgadas recentemente:
Aumento de salários.
Aumento de cargos.
Criação de órgãos.
Liberação de mais penduricalhos.
E ainda tem gente que acha o Executivo e Legislativo tem alguma vontade de responsabilidade fiscal para com o Estado.
Imagine se não existisse arcabouço fiscal e permitissem endividamento ilimitado?
Corrupção e decisões populistas comandariam este país enquanto estaríamos indo economicamente para o buraco.

Última edição 6 dias atrás por MMerlin
Fordo
Fordo
8 dias atrás

Os números são lindos, mas na prática teria que saber como comunicar para a população no geral. As pessoas que não acompanham – ou que acompanham pela “grande midia” – temas militares, tendem a não ver com bons olhos investimentos em defesa. O famoso “podia investir esse valor em educação, saúde, etc.”
Para deixar bem claro: esse não é um comentario criticando ou exaltando governo de um lado ou de outro. Ambos tem se mostrado bem incopetentes no assunto de defesa da nação. Me refiro no ambito geral.
Ok, vamos supor que o presidente Fulano leia esse relatorio e resolva aumentar os investimentos na industria de defesa. Como comunicar a nação sem que o povo caia nas meias verdades de redes sociais e isso gere revolta?