EUA aprovam venda de pacote de treinamento militar e suporte logístico para helicópteros da Arábia Saudita
WASHINGTON — O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível venda militar estrangeira (FMS) à Arábia Saudita envolvendo um amplo pacote de treinamento de aviação e serviços associados, avaliado em US$ 500 milhões. A informação foi confirmada pela Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA), que notificou oficialmente o Congresso norte-americano.
O governo saudita solicitou um “Blanket Order” de treinamento para o Corpo de Aviação das Forças Terrestres Reais Sauditas (RSLFAC), abrangendo instrução inicial, intermediária e avançada para pilotos e equipes de manutenção. O programa será conduzido pelo Comando de Treinamento e Doutrina do Exército dos EUA (TRADOC) e contará com instrutores americanos.
O pacote inclui treinamento nas principais aeronaves de asa rotativa operadas pelos sauditas e adquiridas dos EUA, entre elas:
- AH-64E Apache,
- CH-47F Chinook,
- UH-72A Lakota,
- UH-60L/M Black Hawk.
Segundo o Departamento de Estado, a venda “apoia os objetivos de política externa e segurança nacional dos Estados Unidos” ao fortalecer um aliado considerado essencial para a estabilidade política e o progresso econômico do Golfo.
Washington afirma que o programa elevará a capacidade da Arábia Saudita de enfrentar ameaças atuais e futuras, garantindo operação segura e padronizada de sua frota de helicópteros de origem americana. O governo dos EUA também destacou que o país “não terá dificuldade em absorver o treinamento em suas forças armadas”.
A DSCA enfatizou que o acordo não altera o equilíbrio militar regional, uma observação típica nos comunicados oficiais de vendas militares sensíveis.
O treinamento será conduzido em instalações do Exército dos EUA no território continental americano (CONUS). Até o momento, não há acordo de compensação industrial (offset) ligado à negociação, e qualquer eventual mecanismo desse tipo deverá ser definido diretamente entre Riad e os contratados.
O governo norte-americano ainda informou que não será necessário deslocar pessoal adicional — militar ou contratado — para a Arábia Saudita, e que o programa não terá impacto negativo na prontidão das forças dos EUA.
Se confirmada, a venda ampliará ainda mais o já robusto vínculo militar entre Washington e Riad, especialmente na área de aviação de asa rotativa.
EUA aprovam também venda de US$ 500 milhões em suporte logístico
WASHINGTON, 1º de dezembro de 2025 — O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível Venda Militar Estrangeira (FMS) à Arábia Saudita para a aquisição de um pacote de suporte logístico por meio do programa Cooperative Logistics Supply Support Arrangement (CLSSA), avaliado em US$ 500 milhões. A Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA) enviou ao Congresso a certificação necessária para a notificação formal.
O governo saudita solicitou a abertura de um caso FMSO II, que permitirá requisitar peças de reposição e componentes de manutenção gerenciados centralmente. O pacote dará suporte direto à frota de helicópteros das Royal Saudi Land Forces Aviation Corps (RSLFAC), incluindo:
- UH-60A/L/M Black Hawk (utilidade),
- AH-64A/D/E Apache (ataque),
- CH-47F Chinook (transporte pesado),
- Schweitzer 333,
- helicópteros de reconhecimento aéreo Aerial Scout,
além de elementos associados de apoio logístico e de programa.
Segundo o Departamento de Estado, a venda contribuirá para os objetivos de política externa e segurança nacional dos EUA, ao fortalecer a capacidade de um parceiro estratégico que desempenha papel relevante na estabilidade política e no progresso econômico da região do Golfo.
O acordo permitirá que a Arábia Saudita mantenha com eficiência sua frota de helicópteros de origem norte-americana, aumentando sua capacidade de integração com coalizões lideradas pelos Estados Unidos e de operar de forma independente em apoio a interesses norte-americanos e à proteção de forças dos EUA no Oriente Médio. O governo americano avalia que Riade não terá dificuldades para absorver o suporte em suas forças armadas.■

Quando se é parceiro comercial dos Estados Unidos, pouco importa se o governo é uma ditadura ou não, desde que o petróleo seja vendido em dólares para o mercado norte-americano.
Democracia é uma coisa do “ocidente”. Pelo mundo afora tem muito mais ditaduras, monarquias, oligarquias e outros.
Esses vídeos de youtube que dizem “como é que tal país faz negócios com uma ditadura?” não passam de um sonho.
Money talks, shit walks.
Para onde tu acha que 30% das exportações brasileiras vão? Lá é partido único e o governo sabe até a hora que o cidadão vai no banheiro.
Uns 10 desses cairiam como uma luva pro EB na região Amazônica…
Toda vez que tem alguma matéria sobre CH47, eu sempre digo o mesmo, cairia como uma luva para o EB, principalmente para ser usado na região amazônica no transporte de equipamentos pesados e de tropas nas fronteiras. Essencial para ser usado nas forças de deslocamento rápido, e também nos fuzileiros. Quem sabe um dia agente compre o dos ingleses de 2ª mão ou de algum pais da península Arábica.
O custo previsto unitário de cada unidade é mais baixo que do Apache (veiculado recentemente aqui), tem custo médio de US$ 30 milhões.
Mas, nos pacotes de venda, que incluem peças sobressalentes (normal em qualquer contrato), integrações de sistemas, sistemas de defesa, treinamento e suporte logístico o valor pode saltar para perto de US$ 200 milhões. Quase o dobro do Apache para os mesmo modelo de contrato.
Tem um custo hora/voo similar ao do F-39
Mas o Gripen é a espinha dorsal da aviação de caça e segurança aérea da FAB.
Não existe aeronave similar nas FA brasileiras. O que temos de mais próximo seria o Caracal para transporte de tropas, que com pacote similar com ToT adicionado, teve um custo do pacote / unidades de US$ 40 milhões.
Muitos o criticam, mas é a unica aeronave de asas rotativas que temos que conseguem transportar até 30 pessoas. Quase o dobro do black hawk.
O que pega é seu custo de manutenção que pode passar de US$ 9 mil hora voo, o triplo do UH-60.
O CH-47 Chinook é um ótimo equipamento, mas tem um custo altíssimo que poucas FA conseguem o ver como um bom custo benefício.
Eu lembro, a alguns anos, de um comentário do Bardini mostrando uma lista dos meios das FA’s BR com a hora/voo mais caras, e o Caracal aparecia no TOP 5.
Com a hora/voo tão cara assim, me pergunto como deve estar a disponibilidade desse heli, já que sabemos que grana nunca foi abundante nas FA’s BR…
Mesmo porque o próprio EB já declarou (e demonstrou com gráficos comparativos de hora de vôo e manutenção) que é muito mais barato e funcional operar na Amazônia com Sherpas de segunda mão do que com qualquer tipo de helicóptero pesado, e fariam exatamente o mesmo trabalho.
E nós??
Eu me lembro quando começou o tal do H-X (acho que era esse o nome). Eu comprava muitas revistas de aviação, mandaram repórteres nos EUA para mostrar o CH-47, faziam reportagens sobre o Mil-26, etc.
Era legal de ver as fotos, relatos, etc., mas tudo aquilo não passava de uma ilusão, o programa em si.
Ler matéria sobre Defesa do final dos anos 90 e começo de 2000 é só pra nos deixar triste.
Tú pega essas matérias, e é MB falando que teria segunda esquadra em breve, PAEMBE com escoltas de 20.000 toneladas, NaE totalmente nacional, subnuc sendo comissionado em 2020, FAB com míssil hipersônico e caça 100% nacional.
É só pra dar risadas tristes mesmo…
Os EUA estão corretíssimos. Como farol da liberdade e baluarte da democracia no mundo, tem o dever de apoiar incondicionalmente todas as demais democracias mundo afora, como está fazendo neste caso. E aplicar sanções severas em países que não sigam esses princípios.
O laranjão nunca decepciona, sanções contra a “ditadura” brasileira e benesses para a democracia saudita. Ele sempre está do lado certo da história (só que não).