Noruega encomenda sistema anfíbio M3 da GDELS para reforçar mobilidade militar e interoperabilidade da OTAN
A Agência Norueguesa de Material de Defesa (NDMA) assinou, em 1º de dezembro de 2025, um contrato com a General Dynamics European Land Systems – Bridge Systems (GDELS) para a aquisição do sistema anfíbio M3, utilizado para montagem rápida de pontes e balsas militares.
Com a compra, a Noruega torna-se o terceiro país nórdico do NORDEFCO a adotar o M3, após Suécia e Dinamarca, ampliando a padronização regional e fortalecendo a integração operacional entre as forças dos países do Norte da Europa.
Reforço à interoperabilidade na OTAN
Com a adesão norueguesa, seis membros da OTAN passam a operar o M3, consolidando o sistema como a principal solução da Aliança para travessias de rios e grandes cursos d’água — as chamadas wet gap crossings.
O M3 já é utilizado por Alemanha, Reino Unido, Polônia e Singapura, e tem se destacado em exercícios multinacionais por sua rapidez de implantação e elevada mobilidade.
O equipamento se converte em ponte flutuante ou balsa de grande capacidade em poucos minutos, permitindo a transposição de blindados pesados, como Leopard 2 e Challenger 3, e aumentando a capacidade de manobra em cenários de combate.
Ferramenta adaptada ao “teatro do Norte”
Segundo a GDELS, o M3 é hoje o meio mais rápido e flexível de superar obstáculos d’água em operações militares. O sistema tem sido amplamente avaliado no teatro operacional do norte da Europa, caracterizado por rios largos, lagos e terrenos complexos — ambiente que exige alta mobilidade e rapidez de resposta.
Em outubro, a Alemanha e o Reino Unido, por meio da agência europeia OCCAR, já haviam encomendado uma nova geração do M3 para substituir suas frotas atuais, demonstrando a confiança na plataforma.■

Se a canoa virar, vai parecer q ta de pé!
Boa tarde…, nossas pontes “Ribbon” lançadas a partir dos caminhões Tatra parecem mais robustas…
Vi muitas manobras do: 2° Batalhão de Engenharia de Combate em Pindamonhangaba-SP, quando morava nesta cidade…, era caminho para a escola…
O caminhão na época era Mercedes, ia de ré na beira do rio Paraiba do Sul a ponte escorregava da carroceria do caminhão…, caia no rio e abria…, era bem legal ver as manobras…
A mais bonita era quando os helicópteros pantera do exército, pousava em cima da ponte no meio do rio…, uma base logística móvel no rio para o helicóptero abastecer ou fazer manutenção…
Abraço a todos…
Caramba. Que coisa mais incrível. Obrigado por postar e compartilhar.
É boa mas cara pra diabo. Nos ofereceram e mostraram aqui. O que ela oferece a mais do que as que temos não compensa.
O DNIT deveria ter uma dessas ou similar para emergências no sul ?
Nao é ideal pra ponto fixo duradouro. Pra isso melhor pontoes ou se for curto bailey.
Servi no 1º BE Cmb e no ano de 2013 participei das operações de testes e avaliações, junto de militares de outros países latino-americanos. São belas recordações. É um grande meio, mas caro em demasia
Parece um motorhome da década de 50
Tem um quê de Thunderbirds nesse veículo. Só faltou um número 6 bem grande na lateral.
Verdade também…
Água gelada e neve meu amigo, não a água escaldante do verão no Tapajós.
Acho que a foto dele em operação é mais explicativa:
Da de emendar e fazer ponte continua tambem ate certa distância. Ai ela esta como portada pesada.
Este aí é um sistema indispensável para realizar manobras com uma força blindada, atualmente.
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A travessia de um rio é uma das operações mais críticas, complexas e perigosas a que uma força blindada pode ser exposta em combate. O sucesso deste tipo de manobra depende de uma extensa e minuciosa coordenação interarmas, sendo o tempo um fator decisivo.
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Cada tic e tac de um relógio torna essa manobra mais e mais vulnerável a um ataque, dada a crescente transparência do campo de batalha, impulsionada por drones, satélites, guerra eletrônica e por aí vai. Logo, a concentração de meios próximo da linha de frente está se tornando impraticável, visto que todos os sinais e indicações de preparativos para manobra apontam instantaneamente para um alvo de alto valor.
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Sistemas como as nossas IRB exigem várias horas de preparação do local, do equipamento, dos meios de apoio e da tropa. Essa morosidade resulta na concentração prolongada de um grande número de ativos do Exército, elevando a vulnerabilidade da tropa.
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As duas grandes vantagens que essas M3 oferecem sobre os sistemas convencionais, seria a drástica redução no tempo necessário para realizar uma manobra e a capacidade de operação independente e dispersa, já que cada dupla de M3, já forma uma balsa com alta capacidade de carga.
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Vale cada centavo!
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Para quem quer entender como funciona:
https://www.youtube.com/watch?v=z3SCycWcE2E