RIPSAW M3

A Textron Systems e sua subsidiária Howe & Howe anunciaram nesta terça-feira (2/12) a venda do veículo terrestre robótico RIPSAW® M3 ao governo da Suécia, tornando o país o primeiro cliente europeu do sistema. O contrato representa um marco para a família de veículos não tripulados desenvolvidos pela empresa norte-americana, consolidando a expansão internacional da plataforma.

Veículo robótico avançado e modular

O RIPSAW M3 pertence à nova geração de veículos terrestres autônomos projetados para missões de alta complexidade. Segundo a Textron Systems, o M3 utiliza uma arquitetura aberta e modular (MOSA), permitindo integração rápida de novos sensores, cargas úteis, sistemas de controle e recursos de autonomia.

Entre os destaques técnicos da plataforma estão:

  • Powertrain híbrido-elétrico
  • Alto vão livre do solo, ideal para terrenos irregulares
  • Lagartas de borracha composta, que reduzem vibração e aumentam mobilidade
  • Autonomia superior a 180 milhas (cerca de 290 km)
  • Desempenho otimizado para climas e terrenos extremos, comuns no norte da Europa

A empresa afirma que o M3 foi projetado para oferecer “confiança ao combatente”, com foco em capacidade de sobrevivência, flexibilidade de missão e agilidade no campo de batalha.

Parceria estratégica com a Europa

Para a Textron Systems, a escolha sueca reforça a confiança internacional na tecnologia norte-americana de veículos autônomos.

“O RIPSAW M3 é ideal para operações na região devido ao seu desempenho superior em ambientes climáticos e terrenos desafiadores”, afirmou Sara Willett, vice-presidente de Programas da Textron Systems.
“Estamos entusiasmados em apoiar clientes europeus com plataformas robóticas que aumentam a segurança e o sucesso da missão.”

A venda também se alinha ao esforço da Suécia — agora membro pleno da OTAN — para modernizar rapidamente suas forças terrestres com sistemas autônomos e capacidades de combate distribuído.

Histórico consolidado

A Textron Systems destaca que suas plataformas não tripuladas acumulam mais de 3 milhões de horas operacionais em domínios terrestre, aéreo e marítimo, reforçando maturidade e confiabilidade das soluções.

A Howe & Howe, responsável pela linha RIPSAW, é conhecida por veículos robóticos extremos, incluindo o RIPSAW M5 e o sistema Thermite, utilizado para combate a incêndios.■


 

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Heinz
Heinz
1 mês atrás

Fico me perguntando, tem como “cortar” o sinal dele? Eletronicamente falando, porque em tese ele é um “drone” terrestre.

Bernardo
Bernardo
Responder para  Heinz
1 mês atrás

Sim e é por isso que focam tanto em direção autônoma no caso dos drones terrestres. Mesmo sem interferência eletrônica, em condições de combate, até agora a experiência pré-ucrânia foi de controle de distância de 750m-1km em condições urbanas (que não é a condição usada na Ucrânia). Isso direto, sem repetidor, gambiarra, nem nada. Mais do que isso já perdia o sinal. Com guerra eletrônica (e aí se aplicam os mesmos princípios) complica muito mais. Hoje se fala num escopo realista de centenas de metros de distância de um veículo “nave-mãe”/algo como loyal wingman, ou de um grupo de soldados a quem a máquina daria apoio.
(Na Ucrânia não tem sido exatamente assim, mas são casos e aplicações diferentes)

danieljr
danieljr
Responder para  Bernardo
1 mês atrás

Será que um drone orbitando o campo de batalha não ajuda?

Por causa dos meios anti drones o correto seria um drone a alta altitude, servindo como retransmissor (um roteador de WIFI).

Ainda teria o problema das interferências, mas o sinal estaria no local.

Heinz
Heinz
Responder para  Bernardo
1 mês atrás

Daora, eles podem ser guiados por satélite?

Zoe
Zoe
Responder para  Heinz
1 mês atrás

Vão acabar colocando uma Fibra neste veículos, para fugir das interferências.

Heinz
Heinz
Responder para  Zoe
1 mês atrás

Ai é complicado, pq pode-se danificar a fibra, ou cortar…

MMerlin
MMerlin
Responder para  Heinz
1 mês atrás

Tem e é conhecido como jamming.
É preciso um sinal mais potente de rádio na frequência exata utilizada pelo veículo.
O sinal de rádio mais potente sobrepõem o sinal mais fraco, no receptor.

Mauricio R.
1 mês atrás

É só ver pelos veículos de entrega monitorados, os rastreadores dependem de tecnologia de celular, entre edifícios a perda de sinal é grande, frequente, o que dificulta a localização precisa e por exemplo o destravamento das portas do baú qndo o condutor do veículo “pensa” que chegou ao local da entrega.
Para locais mais afastados, mesmo que abertos e menos densamente ocupados, a falta de densidade da cobertura de celular se faz sentir.
E não pensem que o monitoramento via satélite é lá muito melhor, choveu o sinal some sem choro e nem vela.
E lá se vai o monitoramento do veículo.

Mauricio R.
1 mês atrás

OFF topic, mas nem tanto:

UGV avaliados pelo CEMTEx do exército português:

(https://www.snafu-solomon.com/2025/12/i-hope-im-reading-this-right-but-if-i.html)

Mauricio R.
1 mês atrás

OFF TOPIC, mas nem tanto:

UGV da Renault em parceria com a Arquus Defense:

(https://www.snafu-solomon.com/2025/12/ground-drones-renaultfr-partnered-with.html)

Bragança
Bragança
1 mês atrás

https://taskandpurpose.com/news/army-pilots-question-aviation-cuts/ corte de 6000 pilotos nos EUA, exército americano vai usar drones

nukenyn
nukenyn
1 mês atrás

Howe & Howe me lembro de ver esses irmãos na TV por assinatura,era so projetos na epoca tipo ciência de garagem,olha agora os cara estão gigantes no ramo tecnológico e militar.

Os Irmãos Howe (Howe & Howe Tech) 2010, 2 temporadas.