Cinco destaques da Nova Estratégia Global dos EUA
Um novo documento de Estratégia Nacional dos Estados Unidos acaba de ser divulgado, e ele não é uma evolução; é uma reescrita fundamental do pacto da América com o mundo. Este plano abandona décadas de idealismo globalista do pós-Guerra Fria, substituindo-o por um realismo transacional implacável. É uma ruptura deliberada com o consenso que moldou a ordem mundial que conhecemos.
Este post vai destilar os 5 pontos mais surpreendentes e contraintuitivos desta nova visão de “América Primeiro”, revelando uma reconfiguração profunda das prioridades americanas que redefinirá alianças, fronteiras e o próprio conceito de poder global.
A Maior Ameaça da Europa Não é a Rússia, Mas seu Próprio “Apagamento Civilizacional”
Esqueça o foco tradicional na contenção militar da Rússia. A nova estratégia americana expressa uma preocupação muito mais profunda e existencial com a crise interna da Europa. O documento argumenta que os problemas reais do continente não são principalmente militares, mas sim culturais, demográficos e institucionais.
As questões destacadas são a queda vertiginosa nas taxas de natalidade, a perda de identidade nacional, as políticas de migração que estão “transformando o continente” e um “sufocamento regulatório” que mina a criatividade e a produtividade. O objetivo declarado dos EUA não é simplesmente defender a Europa, mas “ajudar a Europa a corrigir sua trajetória atual” e a “permanecer europeia”.
“Mas este declínio econômico é eclipsado pela perspectiva real e mais gritante de apagamento civilizacional.”
Essa redefinição rebaixa a Europa de parceira estratégica a um projeto civilizacional em risco. Washington não se posiciona mais como um protetor militar contra uma ameaça externa, mas como um patrono ideológico contra o que considera uma decadência interna, uma mudança que reescreve fundamentalmente a dinâmica de poder na aliança.
O Fim da Obsessão Americana pelo Oriente Médio
Após décadas de intervenções dispendiosas e foco geopolítico intenso, o documento anuncia formalmente o fim da prioridade do Oriente Médio na política externa dos EUA. Essa mudança dramática, um exemplo claro da nova doutrina de transferência de fardos, rebaixa uma região que já foi o epicentro da estratégia americana.
As razões são claras: a diversificação do fornecimento de energia, com os EUA como exportador líquido, diminuiu a dependência do petróleo do Golfo. Além disso, uma série de sucessos diplomáticos — como a “Operação Martelo da Meia-Noite”, que degradou o programa nuclear do Irã, o cessar-fogo negociado em Gaza e a expansão dos Acordos de Abraão — é vista como fator que estabilizou a região a ponto de a supervisão constante de Washington não ser mais necessária.
“…os dias em que o Oriente Médio dominava a política externa americana, tanto no planejamento de longo prazo quanto na execução do dia a dia, felizmente acabaram…”
Na prática, isso significa que a região está sendo reclassificada. Deixa de ser uma fonte primária de conflito que exige intervenção e passa a ser um lugar de “parceria, amizade e investimento”, liberando recursos e atenção americanos para prioridades mais próximas de casa.
A Doutrina Monroe Recebe uma Atualização: O “Corolário Trump”
A Doutrina Monroe, pilar da política externa americana do século XIX, recebe uma atualização agressiva e mercantilista: o “Corolário Trump”. Esta é uma reafirmação contundente da preeminência dos EUA no Hemisfério Ocidental, tratando-o não apenas como uma esfera de influência, mas como um mercado a ser dominado.
Os objetivos vão além da segurança tradicional. A estratégia busca negar a competidores não-hemisféricos, como a China, a capacidade de possuir ativos estratégicos ou posicionar forças na região. A abordagem “Recrutar e Expandir” detalha um plano econômico duro: usar todo o aparato financeiro do governo dos EUA para garantir “contratos de fonte única para nossas empresas” e, ao mesmo tempo, trabalhar ativamente para “expulsar empresas estrangeiras” de nações adversárias.
Essa abordagem transforma o hemisfério não apenas em uma esfera de influência, mas em um mercado cativo. A estratégia vai além da segurança, buscando ativamente a dominação comercial, onde a parceria com os EUA exige a exclusão de concorrentes, utilizando todo o peso financeiro do governo americano para garantir a primazia.
“A Era da Migração em Massa Acabou” – Uma Prioridade de Segurança Nacional
O documento usa uma linguagem forte e definitiva para declarar o fim da era da migração em massa, elevando o controle de fronteiras a um dos elementos primários da segurança nacional. A migração descontrolada não é tratada como uma questão social ou econômica, mas é explicitamente equiparada a uma “invasão”.
A estratégia lista ameaças diretas ligadas à migração: o esgotamento de recursos domésticos, o enfraquecimento da coesão social, o terrorismo transfronteiriço e o tráfico de drogas. Essa política está diretamente ligada ao “Corolário Trump”, já que um dos objetivos centrais para o hemisfério é “recrutar amigos estabelecidos… para controlar a migração”, entrelaçando a política externa regional com a segurança interna.
“A era da migração em massa deve terminar. A segurança das fronteiras é o elemento primário da segurança nacional.”
Essa estrutura redefine o que muitas vezes é um debate político doméstico, transformando-o em uma questão existencial de soberania e sobrevivência nacional, onde o controle sobre quem entra no país é apresentado como o direito mais fundamental de um Estado.
O Fim da Carona: Aliados Devem Assumir o Fardo (e os Custos)
A era da América como o “Atlas” do mundo, sustentando sozinha a ordem global, acabou. A nova estratégia formaliza uma mudança de paradigma nas alianças dos EUA, passando de um modelo de proteção para um de parceria transacional, onde o apoio é condicional.
A exigência mais concreta é o “Compromisso de Haia”, que estabelece uma nova e ambiciosa meta para os países da OTAN: gastar 5% de seu PIB em defesa. Trata-se de um aumento drástico em relação à meta anterior de 2%, que muitos aliados já tinham dificuldade em cumprir, sinalizando o fim da paciência americana. A nova abordagem é descrita como uma “rede de compartilhamento de encargos”, na qual os EUA atuarão como “organizador e apoiador”, não mais como o provedor principal.
Esta não é apenas uma renegociação de orçamentos; é uma mudança filosófica. As alianças deixam de ser comunidades de valores com garantias de segurança e se tornam contratos de serviços. O apoio americano passa a ser um benefício condicionado ao pagamento, transformando a segurança coletiva em um mercado.
Conclusão: Um Mundo Transacional à Frente
Juntas, essas cinco ideias pintam o retrato de uma mudança decisiva, não como pontos isolados, mas como facetas de uma única e coerente visão de mundo: um afastamento do idealismo globalista em direção a um realismo focado no interesse nacional. A nova estratégia prevê uma América mais seletiva, mais exigente e inabalavelmente focada em sua própria segurança. Cada aliança, cada acordo comercial e cada engajamento estão sendo reavaliados através de uma única lente transacional: “O que a América ganha com isso?”
A grande questão que fica é: como o resto do mundo se adaptará a uma América que não busca mais ser a polícia do mundo, mas sim seu parceiro de negócios mais poderoso e exigente?

Uma visão racista, egocêntrica e imediatista. Acham que não precisam de ninguém, que podem governar o planeta sem qualquer interferência, pois são o bastião do pensamento ocidental. Dá pra entender parte das loucuras que temos visto até agora. Insanidade é o nome disto…
Isso piorou ou mudou para pior com a unificação da Alemanha.
A reunificação trouxe a imigração, o desemprego, as obrigações sociais, o crime e o despreparo do estado para lidar com demandas sociais.
Chega de ser coniventes com as besteiras que seus antecessores fizerem. Tem que cuidar dso seu país, e deixar quem quer entrar nesta politica do globalismo que se exolodam!
Se você e americano ok, agora se e brasileiro, vai ficar na pior!
Caríssimo, a globalização do mercado e com ele cultura, começou com a revolução industrial e se intensificou com os EUA. Logo, se reclamam é cuspir para o alto.
Verdade amigo e mais perigoso andar num beco escuro em Berlim que aqui no Rio de janeiro!
Não houve nenhuma reunificação; a Alemanha Ocidental simplesmente anexou a Oriental.
Adoro ler os comentários dos especialistas em política externa de plantão,muito edificante, mas pena que sempre os mesmos.
Lamento que o Itamaraty não leve em conta o que Esteves e similares a Esteves postam por aqui,o Brasil seria A excelência em política externa…
Pior é ver os vira-latas achando isso lindo. Devem pensar que fazem parte do EUA, que são “americanos” como eles. Mal sabem que são vistos como meros “macaquitos” sul-americanos.
Esse pessoal acha que os EUA é Hollywood, Disney e Netflix…
Lá são latinos como qualquer outro; na Europa Ocidental idem. Se for pelo menos moreno será tratado igual aos africanos.
O brasileiro branco médio, com cerca de 11 a 30% de DNA mitocondrial africano e indígena (salvo raras exceções em rincões do Sul), se acha tão “ariano” quanto um escandinavo, sabe-se lá o porquê.
Aliás, nem mesmo os portugueses e italianos, dos quais descendem a maioria desses brasileiros de fenótipo caucasiano, são tão “puros” assim, já que passaram séculos se miscigenando com outros povos do Mediterrâneo.
Aqui temos inclusive o “fenômeno” de gente com melanina acentuada que flerta com o neofascismo… Lá na Europa são tratados como o mesmo racismo e supremacismo que os africanos…
Muito brasileiro, a nível epidêmico… sofre da “Síndrome de Estocolmo”.
Você sabe que, tem Brancos nos EUA com a mesma média de DNA africano né?
Não achei racista ou egocêntrica, mas imediatista e, consequentemente bem míope.
“(…) mas imediatista e, consequentemente bem míope.”
Concordo.
Os EUA agem como se ainda estivéssemos entre os anos 40 e 90, no auge do poderia e influência dos EUA, e como se o resto do mundo fosse correndo atrás deles, buscando proteção e pagando por isso, caso contrário, eles sairiam do local.
Eles só se esquecem de duas coisas:
1- como disse, eles não estão mais no auge de sua influência, e nem economicamente, embora ainda no auge militarmente;
2- não existe vácuo de poder.
Willber, acho mais que eles estão retraindo como nas décadas de 1920 e início dos anos 1930. Querem fazer um isolacionismo e aceitar de fato um mundo multilateral, com suas fatias de áreas de influência bem definidas. Acho que essa é a do Trump.
O galho é que para que não existam muitas controvérsias e para melhor resolução delas, precisa-se confiar em mecanismos multilaterais, reforçando esses mecanismos. Sabemos o que aconteceu com a Liga das Nações (que inclusive foi uma idéia Americana, mas os mesmos foram impedidos de participar por recusa do Congresso). E não acho que o Trump esteja disposto à isso…
Então vamos ter que ver o que é discurso, o que é real e o que vai sobreviver após a substituição de Trump na Casa Branca.
“(…) acho mais que eles estão retraindo como nas décadas de 1920 e início dos anos 1930. Querem fazer um isolacionismo e aceitar de fato um mundo multilateral, com suas fatias de áreas de influência bem definidas.”
Tem esse “pequeno detalhe” também. A maioria se esquece de que apenas recentemente ( após a WWII ) os EUA fizeram o papel de “polícia do mundo” e de “tomar a frente” nas questóes mundiais, mas que em 90% da história dos EUA, eles foram isolacionistas.
“(…) e para melhor resolução delas, precisa-se confiar em mecanismos multilaterais, reforçando esses mecanismos”
O problema é que esses mecanismos, como a ONU, foram dilapidados e estraçalhados nas últimas décadas, inclusive, pelo próprio EUA.
A guerra da Ucrania foi apenas a consequencia mais recente ( mas não a última ) dessa dilapidaçáo e enfraquecimento dos órgãos internacionais.
“Então vamos ter que ver o que é discurso, o que é real e o que vai sobreviver após a substituição de Trump na Casa Branca.”
Mesmo que a próxima administração federal seja de um democrata, e não de um “Trump 2.0”, o estrago já foi feito.
Quem vai confiar num país cuja política externa e a maneira como trata seus aliados, depende do presidente do momento, e não de uma política de Estado sólida?
Pois é. Esse é o nosso mal também. Instabilidade política que leva à diferentes sabores de política externa (e interna) sem uma continuidade ou objetivo de longo prazo.
Se os EUA descambar para isso, aí estão ferrados mesmo.
O povo Americano, em geral, não enxergavam com bons olhos serem ‘A polícia do Mundo.’ Acham que cada um deve resolver seus próprios problemas. Esse aspecto vai ser difícil de mudar. A percepção durante a Guerra Fria era totalmente diferente, sendo que estavam unidos junto com outros países para barrarem o avanço inexorável e incansável do comunismo.
Depois que acabou a Guerra Fria, ficaram sem direção. E é basicamente o que vemos hoje. Trump é estranho, porque o natural seria usar Rússia e, principalmente China, como fator unificador do ‘ocidente,’ mas parece estar tendo o efeito contrário.
Definitivamente Trump não é um cara que preza multilateralismo. Apenas tratativas bilaterais. Qualquer mecanismo multilateral para ele é perda de tempo. Miopia total.
Enfim… ele é mucho loco. Vou pensar direitinho nisso ainda.
“Depois que acabou a Guerra Fria, ficaram sem direção”
Com o fim da guerra-fria, por 30 anos os EUA foram literalmente a única superpotência do mundo.
O problema é que eles usaram esses 30 anos de supremacia pra fazer uma série de burradas de hard-power com consequências a longo prazo, como as guerras do Iraque ( baseadas numa mentira ) e Afeganistão ( que nem os próprios EUA sabiam direiro o que estavam fazendo lá ), ao invés de usar esse tempo pra tomarem decisões acertadas, baseadas no soft-power e com consequências a longo prazo.
Enquanto isso, a China usava esses 30 anos pra investir pesado em infra-esteutura, setores-chave, educação e em soft-power em países e regiões que sempre foram escanteadas pelos EUA e Europa.
Resultado: os EUA chegaram hoje com menos poder de soft-power e influência global do que quando terminou a Guerra-Fria, enquanto a China tem muito mais influência econômica, financeira e de soft-power do que a URSS jamais teve em seu auge.
Na verdade, os americanos não se mantiveram tão isolados assim em relação à política externa conforme se costuma pensar. Eles acabaram o período Sakoku no Japão sob ameaça de bombardeio da Esquadra do Almirante Perry, tomaram territórios do México e da Espanha em conflitos bélicos, fizeram excursões punitivas contra povos polinésios e do Pacífico e do norte da África, interviram na América Latina através de suas companhias multinacionais (de onde surgiu o termo das “repúblicas das bananas”), além de participarem da repartição da China. Os americanos só não se importavam muito com o que acontecia na Europa e com os atores principais da região, como os Impérios Britânico e Russo e a França.
Os EUA sempre foi um país belicoso e expansionista.
Logo após a independência estavam simplesmente ocupados com o genocídio de Estado da população ameríndia norte americana, roubo do território do México, guerra hispano-americana (que causaram com uma false flag), etc.
Passadas essas fases partiram para seu projeto imperialista global.
Genocídio de Estado não existe. Isso é uma espécie de expressão de efeito que você provavelmente inventou agora. Genocídio é genocídio e são perpetrados por Estados e/ou autoridades locais. Não consigo lembrar de Genocídio perpetrado por particulares.
Os Americanos nessa época fizeram o que você sempre diz que tem que ser feito. Geopolítica. Avançaram para a Costa Oeste, desrespeitando a autodeterminação dos povos (aquela que você diz que é balela e que mostra que provavelmente nunca leu Grotius, Kant ou estudou sobre a História dos Habsburgos), e criaram um belo de um polígono de segurança tanto no Caribe (Guerra Hispano-Americana) quanto no Pacífico (Guerra Hispano-Americana de novo), e o expandiram com o tempo, visando apenas sua segurança (e que se dane os outros) e seu desenvolvimento (e que se dane os outros).
Foi o que o Brasil fez também. Expulsamos e escravizamos as populações locais e trazidas de fora, expandimos para o oeste aprisionando e escravizando quem aparecesse pela frente, fomos arrebanhando os sobreviventes dizendo aonde eles deveriam morar e depois estabelecemos nossas fronteiras bilateralmente, sendo que interferimos muito na Cisplatina… faz parte.
Se formos julgar todos os países por causa disso, praticamente todos os que existem hoje, em todos os continentes, são culpados das mesmas ações.
Dagor, todas essas ações foram feitas para desenvolvimento interno dos EUA ou sua segurança. A idéia deles na época era simplesmente não mexer com o sistema internacional ou qualquer arranjo diplomático de grandes potências que poderiam existir. Mas queriam mercado, queriam comércio, etc.
Eram isolados sim, mas não é o tipo isolado como a Coréia do Norte é hoje, por exemplo. Não queriam se envolver em grandes controvérsias, por assim dizer.
A ONU não tem solução enquanto estiver sediada nos EUA; seria a primeira e mais urgente reforma.
Racista porque dá a entender que a visão do mundo que vale é apenas a do mundo ocidental, dos europeus e americanos, só os valores cristãos, o islamismo vai destruir a Europa.
Egocêntrica porque é unicamente baseada na visão do Trump, que reforma a Doutrina Monroe, o corolário Trump, personalista ao extremo.
Isso não é o “Trump”; é o pensamento de fato da elite dirigente dos EUA, de ambas facções de seu regime.
Pensamento de parte relevante da população americana também.
Sim, mas são os que implantam a Política de Estado.
Idem a Europa Ocidental.
Mas jugger, olhando por essa ótica também fomos racistas no passado quando determinamos durante um tempo em que nossas relações diplomáticas seriam ‘Sul-Sul’ tirando o foco Eurocêntrico. Hoje em dia, tanto na América do Norte quanto Europa, as raças estão tão asurdamente miscigenadas que o termo não se aplica à menos que a perseguição de cidadão de minorias étnicas seja verdade, o que não ocorre.
Se mudar de ‘racismo’ para ‘nacionalismo’ funciona melhor.
É claríssimo; sempre foi; para os EUA não existem aliados mas sim vassalos.
E os de mais baixo nível pra eles, exigem subserviência total, são os países Latino Americanos. Quem tentar ser minimamente soberano sofrerá Mudança de Regime (sanções, embargos, desestabilização, golpe). Essa é a história deles com a região e estamos vendo a mesam política atualmente. Nada novo.
Está bem explícito; mas, como também é muito claro, muitos na América Latina, com uma visão de mundo totalmente colonizada por eles, acham natural ser subserviente as desígnos de Washington.
Os Canhoteiros piram 😂
🙄
Sob vários pontos de vista os EEUU estão de parabéns pela mudança, que reflete bem melhor o mundo pós Cinturão de seda, primavera árabe e guerra da Chechênia. Resta saber se os objetivos serão alcançados, já que a mudança vem com certo atraso.
Não haverá mudança alguma; isso é só papel para ficar bonitinho para quem não acompanha a geopolítica real dos EUA.
Tanto quanto eles são defensores da “liberdade e democracia”.
“A Maior Ameaça da Europa Não é a Rússia, Mas seu Próprio “Apagamento Civilizacional”
“O documento argumenta que os problemas reais do continente não são principalmente militares, mas sim culturais, demográficos e institucionais.”
A sociedade norte-americana é a maior consumidora mundial de porn0, drogas sintéticas, opióides e m0rtes por armas de fogo.
É infinitamente mais fácil os EUA terceirizarem essa responsabilidade e invadir outro país, colocando a culpa nele, do que em resolver esses problemas internos, que tem raízes profundas.
“Após décadas de intervenções dispendiosas e foco geopolítico intenso, o documento anuncia formalmente o fim da prioridade do Oriente Médio na política externa dos EUA.”
Você sabe que o negócio foi desastroso, quando até os EUA se cansaram de dar murro em ponta de faca naquela região.
Só tem que ver se Israel vai gostar disso…
“A estratégia lista ameaças diretas ligadas à migração: o esgotamento de recursos domésticos, o enfraquecimento da coesão social, o terrorismo transfronteiriço e o tráfico de drogas.”
Como disse acima, a sociedade norte-americana é a maior consumidora de drogas do mundo, enquanto isso perdurar, combate as drogas é perca de tempo.
Só existe mercado, porque existe comprador.
“A abordagem “Recrutar e Expandir” detalha um plano econômico duro: usar todo o aparato financeiro do governo dos EUA para garantir “contratos de fonte única para nossas empresas” e, ao mesmo tempo, trabalhar ativamente para “expulsar empresas estrangeiras” de nações adversárias.”
A era do “livre-mercado” acabou de vez.
Mas boa sorte aos EUA, em tentar recuperar o tempo perdido na AL e África, duas regiões aonde a China se aproveita de décadas de descaso dos EUA e Europa nessas regiões.
Duvido que os EUA e suas empresas consigam ter melhores prazos e melhores condições de preço que as empresas chinesas, sem recorrer ao “plata ou plomo”.
““A era da migração em massa deve terminar. A segurança das fronteiras é o elemento primário da segurança nacional.”
Ok, imigração em massa e sem controle é realmente um problema, mas tem que ver se o americano médio quer assumir empregos insúlabres, chão de fábrica ou que pagam pouco, que eram exercidos pelos imigrantes.
“A era da América como o “Atlas” do mundo, sustentando sozinha a ordem global, acabou. A nova estratégia formaliza uma mudança de paradigma nas alianças dos EUA, passando de um modelo de proteção para um de parceria transacional, onde o apoio é condicional.
A exigência mais concreta é o “Compromisso de Haia”, que estabelece uma nova e ambiciosa meta para os países da OTAN: gastar 5% de seu PIB em defesa. Trata-se de um aumento drástico em relação à meta anterior de 2%, que muitos aliados já tinham dificuldade em cumprir, sinalizando o fim da paciência americana.”
Quais as chances dos Europeus finalmente darem um basta e fizer seu próprio “clubinho” de defesa, uma OTAN 100% européia, e o tiro sair pela culatra?
“A grande questão que fica é: como o resto do mundo se adaptará a uma América que não busca mais ser a polícia do mundo, mas sim seu parceiro de negócios mais poderoso e exigente?”
Tirando um ou outro país que vai cair no colo dos EUA, prevejo que a maioria vai adotar o que o Brasil fazia tão bem nas vésperas da WWII:
Jogar dos dois lados.
A maior ameaça a Europa é os EUA; desde do fim da Segunda Guerra Mundial.
São continente ocupado e bucha de canhão de Washington; nada mais. Para isso que serve OTAN/UE.
A Europa terceirizou sua Defesa e política externa pros EUA, pra se concentrarem em bem-estar social interno.
O problema disso é que os EUA meteram a Europa numa série de intervenções e burradas que, se não afetavam os EUA diretamente e a curto prazo, afetavam a Europa diretamente a curto, médio e longo prazo.
Agora a Europa vai ter que gastar o que não tem pra cuidarem de novo de sua própria Defesa, correr atrás de resolver os problemas externos que foram causados pela inércia européia, e a população européia pode dar adeus a era de “bem-estar social” irrestrita que eles tinham até ontem.
A Europa não “terceirizou”, aceitou ser ocupada e ter sua política externa designada por Washinton, em detrimento de sua segurança, soberania e interesses nacionais.
E no momento estão sendo ainda mais estúpidos que antes:
Sua “nova estratégia de defesa” é destruir sua indústria pagando várias vezes mais pelo gás yankee e US$ centenas de bilhões em hardware do complexo industrial-militar dos EUA.
Estão provando que não há limite para sua miopia e burrice.
“A Maior Ameaça da Europa Não é a Rússia, Mas seu Próprio “Apagamento Civilizacional”
É a mais pura verdade, em breve França, Uk, Alemanha serão califados Islâmicos. Poucos países se salvam
“A sociedade norte-americana é a maior consumidora mundial de porn0, drogas sintéticas, opióides e m0rtes por armas de fogo.”
Eu achava que o primeiro lugar em mortes por armas de fogo era nosso.
A europa esta fadada a voltar a idade media, o Islã deve dominar paises inteiros e seculos de cultura e conhecimento serão perdidos. Não ha solução para a falta de interesse dos europeus em ter filhos, e as politicas dos EUA vão apenas enxugar gelo.
O que acontece na Europa é a evolução das espécies vista ao vivo. A capacidade de se adaptar e progredir de um lado, a falta de adaptação do outro lado, europeus e islâmicos/africanos mostrando como lidar com o mundo atual… Um lado sobrevive, o outro desaparece.
Os europeus não gostam de lembrar disso, mas o continente europeu ser rico e a vanguarda da tecnologia foi coisa recente, coisa de dois séculos ou três pra cá.
Antes disso, a Europa era extremamente pobre, atrasada, e violenta.
Mesmo tendo ficado rica, o continente continuava sendo violento. As duas guerras Mundiais ( pra ficar de exemplo, mas poderia citar centenas de outras, como as napoleõnicas ou a franco-prussiana ) terem origem lá, não foi coincidência.
Foi apenas de 90 anos pra cá, que a Europa de “paz” nasceu, coisa também recente.
A Europa simplesmente está voltando ao que ela foi em 99% de sua história: pobre e violenta.
“Não ha solução para a falta de interesse dos europeus em ter filhos (…)”
Isso é problema global, até no Brasil, embora seja difícil de acreditar.
Curiosidade, durante o período que conhecemos como Idade Média, enquanto a Europa caía no obscurantismo social e científico, os povos islâmicos viviam a sua época dourada, ao incentivar as ciências, o comércio internacional, a arquitetura e a filosofia, mantendo os saberes gregos e romanos e trazendo novas idéias e culturas da Índia e China. Esse auge chegou ao fim com as invasões mongóis no Século XIII e a queda de Bagdá.
Falta interesse em ter filhos na Europa, na Rússia, nos EUA, em toda a América Latina, na Ásia e Oceania.
Só tem “interesse” em ter filhos na África subsaariana e em alguns países muçulmanos, não em todos.
E mesmo na África, a taxa de natalidade já começou a cair.
Não não interesse mas sim pobreza, desigualdade social.
A derrota não aconteceu no Oriente Médio e entendo derrota como a quantidade de recursos depositados em uma região incapaz de lidar com os próprios problemas desde a criação do estado de Israel.
Desde 2001 os EUA meteram em torno de 8 trilhões de dólares nos conflitos do OM pagando aos banqueiros mais de 1 trilhão de dólares para financiar essas operações.
A financeirização derrotou o Estado americano.
• reduziu sua autonomia política
• limitou sua capacidade regulatória
• tornou o estado dependente de Wall Street
• obrigou-se a proteger o sistema financeiro a qualquer custo
• enfraqueceu a economia real, reduzindo poder fiscal e produtivo
Empresas passaram a ganhar mais com especulação do que com produção, enfraquecendo a indústria. Crises financeiras frequentes obrigam o Estado a socorrer o sistema…estamos vendo isso no Banco Master no Brasil.
Esteves avisa frequentemente sobre títulos podres depositados por governos estaduais e prefeitos corruptos no Brasil. 1/3 dos recursos dos fundos de pensão que sustentam aposentados e pensionistas no Brasil é podre. Por que na América seria diferente? Vimos isso na crise dos derivativos de 2008.
Grandes instituições ficaram tão grandes que o governo não tem escolha a não ser socorrê-las. Isso transfere risco do setor privado para o Estado. A Boeing não mostra lucros desde 2019.
O Estado não manda mais nas finanças. Fundos e bancos elegem e querem 10% de tudo.
E…a conversinha agora é sobre fronteiras, imigração e drogas?
Segurança pública é diferente de Defesa. Os estados deveriam aumentar os recursos e os investimentos para combater o crime com polícia e justiça. Guerra e 5% para combater a Rússia? Sem ajuda?
Vamos pensar até aonde a Rússia gostaria de ir com os 5% da Europa. Ou rir.
Tudo muito confuso.
Contrações de um império em declínio! Lembro que no século IV, a antiga Roma começou a abondonar suas províncias mais distantes por falta de recursos e soldados: Inglaterra, para tentar manter uma presença nas províncias mais próximas e mais rentáveis. A nova Roma vai pelo mesmo caminho
Vamos ver se dura até a próxima eleição.
Basicamente: O Império sobrecarregado e precisa recuar.
“A Maior Ameaça da Europa Não é a Rússia, Mas seu Próprio ‘Apagamento Civilizacional'”
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
“O Fim da Carona: Aliados Devem Assumir o Fardo (e os Custos)” = artigo 5o que se #$°¥^°§
“A abordagem “Recrutar e Expandir” detalha um plano econômico duro:
Usar todo o aparato financeiro do governo dos EUA para garantir “contratos de fonte única para nossas empresas” e, ao mesmo tempo, trabalhar ativamente para “expulsar empresas estrangeiras” de nações adversárias.”
—
Resumindo: Do livre mercado, para o mercado escravo.
E certamente não seria utilizado somente o “aparato financeiro do governo dos EUA”…
“usar todo o peso da economia americana”, eles estão planejando investimento real na região ou apenas sanções por fazermos negócios com os chineses?
Esse cartaz de propaganda é bem estilo soviético da década de 60…
Apagamento Civilizacional da Europa
concordo, como os Europeus etnicos estão acabando, eles estão sendo trocados por Turcos, Árabes e Indianos, Pessoas da Ásia central, como afegãos e outros, essas pessoas não tem o mínimo interesse em manter os valores como democracia, respeito as mulheres, liberdade religiosa, respeito à homossexuais e outros grupos que vivem vidas sexuais fora dos padrões conservadores, em 60 anos, não existirá mais grupos feministas ou homossexuais, na França Bélgica, Holanda, e Alemanha, pessoas Brancas serão uma minoria, e as mais ricas pois deterão empresas e outros negocios. Tudo que pq os estrangeiros tem mais filhos que os Europeus etnicos, e uma parte desses Europeus não se reproduzem devido suas escolhas sexuais. Pode-ser que países Árabes se tornem a fonte de cultura desses países, quem sabe Arabia Saudita.
O Fim da Obsessão Americana pelo Oriente Médio
Isso já é um fato, os EUA deixaram a Al Qaeda dominar a Síria, não se importam com Iraque como já se importaram, já produzem bastante petroleo e gás, se tornou rival da OPEP, os investimentos nas Usinas Nucleares ressurgiu forte das cinzas, se a Fusão Nuclear continuar progredindo e tudo aponta que ela é viável, o petróleo vai perder muito espaço, fora a tecnologia das baterias que estão avançando sem parar…. vai chegar um tempo em que Sunita vai matar Xiita, e tudo mundo cag@r pra eles, podem se matar a verdade como galos de briga.
A Doutrina Monroe Recebe uma Atualização: O “Corolário Trump”
Isso é uma fantasia, pelo menos por enquanto, a não ser que os EUA se reindustrialize com muita robótica, mesmo assim os Chineses não estão parados, eles já tem suas proprias empresas de robôs industrias e robos humanoides, então os EUA dominarem o continente americano continua parecendo um sonho, ele só voltará a ter peso como comprador, por isso o desespero em recursos como terras raras.
“A Era da Migração em Massa Acabou” – Uma Prioridade de Segurança Nacional
Pessoal vem dizer que é racismo, que é isso blá blá blá, não tem nada a ver, o proprio Trump se fizer um DNA nele e um Alemão comum, vai parecer que os dois são Alemães com certeza, ou seja os EUA são um país de imigrantes, o que houve é que eles não tem condições mais de ter uma população crescendo sem parar, os salários não crescem mais como antigamente, no passado um homem trabalhava, sustentava uma família, e todos viviam bem, hj isso é um delírio, que só o Coach conservador fala, ainda tem maluco cristão aqui no Brasil, principalmente mulheres que é o homem que tem que prover, se nos EUA não dá imagina aqui. imagina agora dezenas de milhares de trabalhadores vindo todo ano. vão virar mendigos? quem vai pagar a comida e a roupa deles, quem vai dar casa? o Estado? a população quer mais imposto para Abrigar imigrantes, os Governadores de alguns estados mandaram esses imigrantes para estados onde eles bem vindos, e da noite pro dia, eles reclamaram desses imigrantes, mostrando que imigração é um problema, esse imigrante passar fome nos EUA ou na américa central é terrível, mas para os EUA deixa eles passaram lá do buraco que eles vieram, os EUA por meios proprios viraram uma potência econômica, esses países precisam encontrar seu caminho.
O Fim da Carona: Aliados Devem Assumir o Fardo (e os Custos)
Isso dá vontade rir, no primeiro mandato do Trump, era a Europa não precisa deles, vamos fazer as forças armadas europeias, o Macron era um dos maiores nomes falando essa baboseira, a Rússia invadiu a China e derrepente a OTAN era necessária, todos queriam uma atitude mais forte dos EUA, os Europeus demoraram a querer se envolver só o UK se comprometeu, a Alemanha fingiu que a Ucrania não pedia ajuda, deixaram eles morrerem, quando ficou feio passou a ajudar, depois como os Ucranianos se recusam a morrer, os Europeus foram ajudar, agora estão reclamando dos 5%, pq não querem gastar tanto em defesa, viver na aba dos outros é bom demais, mas agua bateu na bunda, vão ter que gastar, pelo menos a Alemanha acordou pra vida.
Resumo a vida tá dificil para todo mundo e os EUA está tentando tirar vantagem como pode, seja pressionando os aliados a gastarem com sua propria defesa, seja tentando pressionar os Outros países a comprarem mais dos EUA.
Russia invadiu a Ucrania, não a China kkkkkkkkkkkkkkkkk
Da pra entender que os EUA serão e deverão ser os senhores da AL…o resto já está dominado
Demoraram para perceber que narco ditadores de esquerda na Améria Latina estão transformando o lugar em um caos, o que significa mais drogas e imigrantes entrando nos EUA. Ainda por cima trazem a Rússia, China e Irã para dentro do continente.