EUA oferecem 250 blindados Stryker à Polônia por US$ 1 — Varsóvia avalia aceitar oferta
M1126 Stryker
A administração dos Estados Unidos ofereceu à Polônia a transferência de 250 veículos blindados de transporte de tropas Stryker por um dólar simbólico cada, provenientes de unidades do Exército dos EUA que serão retiradas da Europa.
O anúncio formal foi feito pelo ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak‑Kamysz, que revelou que Varsóvia está “preparada para aceitar” a proposta assim que forem definidos os detalhes logísticos.
Situação atual e apoio militar polonês
O Estado-Maior das Forças Armadas da Polônia já manifestou parecer favorável à aceitação do lote. Falta apenas a autorização final do Ministério da Defesa.
Segundo o general Wiesław Kukuła, chefe do Estado-Maior, será realizada uma inspeção técnica nos veículos, para verificar se estão em condições adequadas de uso. A decisão definitiva deve ser tomada até meados de 2026 — salvo uma degradação rápida da situação de segurança.
Benefícios e desafios para Varsóvia
A oferta surge em momento em que o Exército polonês enfrenta escassez de blindados modernos. Os Stryker poderiam suprir rapidamente essa lacuna e ampliar a capacidade de mobilidade da infantaria polonesa.
Por outro lado, há ressalvas importantes:
- Os Stryker não são novos — precisarão de reparos, manutenção e possivelmente modernizações. Manter e adaptar esses veículos poderá gerar custos elevados.
- A introdução de um novo tipo de blindado pode prejudicar a indústria nacional de defesa, já que a Polônia possui seu próprio veículo blindado, o KTO Rosomak, cuja produção interna está perto de ser ampliada.
Apesar desses desafios, autoridades polonesas argumentam que a adoção dos Stryker seria uma oportunidade de fortalecer a cooperação com aliados da OTAN, além de proporcionar “exercícios e interoperabilidade” com forças que já usam o veículo.■

Para quem opera Leopard, um derivado do T-72, Abrams, e agora K2, um tipo a mais não seria problema.
Eu só colocaria esses Stryklers na mesma unidade dos Abrams para facilitar….
Deus me livre, mas quem me dera…
kkk bem isso mesmo, da série mundialmente famosa: “Não servem para o EB, nossas pontes não aguentam, foram usados até o osso, nossas pontes cairiam, os motores gastam muito, a manutenção é caríssima, é sucata americana”, e por aí vai…Só queremos estado de arte, só serve a última bolacha do pacote, por isso ficamos com Leo 1 (mais velho que a Xuxa) e o cascavel remoçado.
O fato da Polonia receber 250 Stryker por 1 dólar, e a Argentina pagar milhões por “meia dúzia” desses mesmos veículos me arranca risadas involuntárias…
Sim, sei que são contextos diferentes, mas mesmo assim é engraçado.
Muy amigo 🙂
A indústria bélica Argentina é incipiente e o freguês cativo, já os poloneses tem capital para investir em projetos da sua indústria bélica, além do mais ocupa espaço que seria natural dos europeus Rsrsrsrs
A indústria bélica Argentina é incipiente (…)”
Incipiente é a nossa, a deles é praticamente morta.
Qual o histórico de exportação da FAdeA ou de qualquer empresa bélica argentina?
Até a Imbel deve exportar mais do que qualquer empresa do ramo argentina, e nem vou colocar Embraer, CBC e Taurus na lista, que aí já é covardia.
Acho engraçado o pessoal falar da Embraer e Taurus. A Embraer não é mais brasileira faz tempo e tem até fábricas nos EUA. A Taurus é outra que, depois das tarifas, já comprou passagem só de ida para os states e as fábricas que tem aqui serão fechadas.
“A Embraer não é mais brasileira faz tempo e tem até fábricas nos EUA.” Então a BYD virou Brasileira porque tem uma fabrica aqui??
Agora me diga: o que é fabricado dos aviões da Embraer no Brasil? Motores não são; a eletrônica, displays e cockpit também não. Sobra a fuselagem. Só precisa de uma canetada dos imperialistas do norte para ela fechar as portas. E isso já está acontecendo, porque vi uma notícia há pouco tempo de que a fábrica de motores estava demorando mais do que o normal para fazer as entregas à Embraer, o que estava afetando as entregas dos aviões. Agora que a Airbus tem um concorrente na mesma classe de aviões em que a Embraer concorre, você acha que essa empresa de motores não está em conluio com a Airbus, que compra 10 vezes mais que a Embraer?
Meu caro, a c@deia de produção aeronáutica é globalmente integrada. É normal se ter componentes e sistemas integrados vindos de vários países diferentes. Qual a necessidade que a Embraer tem de gastar bilhões no projeto de um motor à jato, sendo que tem fornecedores confiáveis e de larga experiência e expertise no mercado, como GE, Rolls-Royce e Pratt & Whitney? Nenhuma! Assim, ela economiza recursos, que na indústria aeronáutica são escassos, até por ser um setor que opera com margens de lucro menores, para outros projetos e atividades mais essenciais. O que realmente importa é o domínio de desenvolvimento de projeto, e isso a Embraer tem.
Só olhar para um carro. Nem a BYD produz um carro na China com 100% de componentes Made in China. A mesma coisa acontece na Aviação. Boeing e Airbus tem fornecedores no mundo inteiro, inclusive do Brasil, que tem mão-de-obra bem mais barata no setor aeronáutico e até por isso se tem partes de aviões que são montadas aqui e depois seguem para suas respectivas linhas de montagem final.
Obrigado por explicar para ele. Eu já estava fazendo a resposta p da vida.
E outro fator que tem pesado é que, desde a pandemia, as indústrias de motores aeronáuticos, no mundo todo, tem sofrido para manter o fluxo necessário de motores novos e também de reparos e overhauls de motores já em uso.
O Milei pelo menos ganhou um X do Trump impresso.
Fica ainda mais engraçado quando você lembra que os EUA prometeram 20 bilhões em empréstimo pra Argentina, mas depois diminuíram pra 5, e só se a Argentina aceitar pagar mais em juros e colocar ativos do país como “caução”.
E os Bancos se recusaram a emprestar mais kk
Já viu a lista de materiais bélicos e os seus valores respectivos que a Polônia adquiriu dos EUA ?
Tanques Abrams, Helicópteros Apaches, Caças F-35, Defesas Patriot, Himars, e muitos e muitos bilhões de dólares de munições e outras coisas mais…
Acho bem justo mandar uns “brindes” a um excelente cliente, ainda mais se for para possivelmente usa-los contra a Rússia
Pior seria se oferecesem pro Bresil…. ;-{
Esse é o aliado dos argentinos,imagina se fosse inimigo.
Nada é de graça! São 250 blindados na fronteira russa após modernização, Polônia pertence a OTAN e Argentina não. O relacionamento é estratégico! e tem muitos outros motivos por traz disso. fora que a Polônia vai gastar centenas de milhões para modernizar, e os americanos estão prontos para fazer esta modernização e dexalos totalmente atualizado nas portas da Rússia
Sem contar que a Polônia pode pagar milhões para empresas americanas para modernizar e vender para a Ucrânia onde estão sendo mais úteis que os Abraans, ninguém sai perdendo nesta história.
EUA/ Polônia= pai e filho, EUA/ Argentina (ou qualquer idiota latino) malandro para otários.
EUA deve estar de olho em 2 pontos:
1 não terá custos para trazer para EUA e armazenamento.
2 suas empresas vão ganhar milhões com modernização deles e assim impostos destas empresas. Eles não são bobos mas a Polônia pode vender para a Ucrânia, ninguém perde nesta história.
Não é engraçado porque vc não conhece o funcionamento do FMS, o lema é “Sem lucro sem prejuízo”, quem compra a 1 dólar tem que obrigatoriamente modernizar o equipamento nos EUA, com empresas americanas, e os fretes são por conta do comprador, ou seja, movimenta a economia americana, a mão de obra não fica ociosa, aumenta a geração de empregos, as empresas de transporte faturam, enfim, para comprar a 1 dólar vc precisa gastar milhões…
Poderiam ofertar para a Romênia que é e está mais carente de equipamentos mais novos.
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humm…🤔 será? Quando a esmola é demais o santo desconfia..
Não existe almoço 0800.
Eu te dou o blindado grátis, mais você vai ter que comprar todas as peças para fazer manutenção e modernização do veiculo no meu país e gerar milhares de empregos lá.
O preço do blindado usado será diluído no preço das peças e assistência do fabricante na manutenção e operação.
É assim que funciona a economia nos EUA. Você compra automóveis e outros bens de consumo baratos e a manutenção é uma facad@ no pescoço. O setor de serviços nos EUA é caríssimo.
A quantas anda nosso guarani porta morteiro? Off topic mas nem tanto.
Tão certa quanto a versão 8×8 do Guarani (alguem mais lembra?).
“A oferta surge em momento em que o Exército polonês enfrenta escassez de blindados modernos”
Eu não li isso…. Se a Polônia tem escassez, então o que o E.B tem? kkkk
EB está raspando o tacho kkkk
Estamos relativamente bem com os guaranis
O Guarani não guenta um peido na guerra moderna
Qual a fonte disso? Por qual motivo?
Isso que eu chamo de economizar em frete e estacionamento.
Apenas isso, transportar da Europa até Iowa ou Arizona e guardar pra doar no futuro é melhor deixar onde está com a chave no contato.
Os EUA não tem uns 250 Bradleys para nós vender a esse preço camarada também não?
Acho que o EB tá satisfeito com os Guaranís, e “vacinado” demais pra cair na arapuca de pagar milhões de dólares nesses veículos usados.
A polônia compra, faz uma atualização, e envia todos para a Ucrânia.
Bingo, alguém entendeu tudo!
Não.
A Polônia compra, atualiza, moderniza e aguarda os russos chegarem.
Não apenas como transporte de pessoal, mas também deve servir como posto de comando, auxílio médico, unidade de comunicação e rastreamento, transporte de material e munição, enfim…..utilidade é que não falta.
Juntando os 250 e dando uns 150, já está bom demais pelo preço…..
Igual avião. Ganha no pós venda. Assina contratinho para peças, partes e manutenções.
Mas…
O único corredor que separa Rússia e Kaliningrado é o Suwalki. Sem a Ucrânia, o ponto mais frágil da OTAN vira o Corredor Suwalki (Polônia–Lituânia)
Se a Rússia tomar esse corredor, os Bálticos ficam isolados. A Polônia está recebendo:
• blindados Stryker
• Abrams
• brigadas mecanizadas inteiras
• batalhões de defesa aérea
Istivis Gens apresenta, o antigo e atual agora revigorado Bastião Europeu e depósito central de armamento da OTAN para o Leste.
“Se a Rússia tomar esse corredor, os Bálticos ficam isolados.”
É isso que os russos querem unir o enclave de Kalinigrado ao continente russo.
Sem entrar em provocação besta, mas é mais fácil perderem o controle sobre a região do que unirem ao território russo. Até porque, ao que parece, eventuais ofensivas contra poloneses ou lituanos arrastaria a OTAN pra situação.
Por outro lado, me parece que qualquer coisa contra Kaliningrado seria realmente ultrapassar a tão repetida linha vermelha, o que poderia gerar qualquer tipo de resposta russa.
Então, considerando que, em conflito convencional, não daria para os russos e que, por outro lado, não se ultrapassa linhas vermelhas com quem tem arsenal nuclear, a situação na região tende a se manter inalterada.
Aliás, torcemos, fortemente, para que esses “freios e contrapesos” continuem realmente funcionando no estágio dissuasório.
A conversa se dará sobre a Polônia.
Diria que o ponto mais frágil da OTAN são os Países Bálticos. Os russos conhecem as capacidades do Exército Polonês e caso avançassem, tentariam fazê-lo por duas frentes na Região de Suwalki. Porém, um avanço via Belarus seria facilmente neutralizado, pois as fronteiras atuais entre Polônia e Belarus são basicamente áreas de pântano e floresta, incluindo a Floresta Bialowieza, a maior área verde natural preservada da Europa. Sem Belarus, a outra alternativa seria Kaliningrado, mas o Exército Polonês hoje tem condições de barrar esse avanço ou pelo menos segurar os russos até a chegada de reforço da OTAN. E isso implicaria na ativação do Artigo V. Vale lembrar que os EUA tem bases na Polônia, um dos principais aliados dos EUA no pós Guerra Fria. A vulnerabilidade da Polônia seria com a Força Aérea, embora bem treinada, faltam aeronaves, já que os F-35 poloneses ainda não chegaram e a Polônia cedeu os Mig-29 que tinham para a Ucrânia, aumentando ainda mais a dependência dos F-16 poloneses. Além de contar com o apoio da OTAN, seria interessante negociar um lote tampão de caçar F-16 com os EUA, enquanto os primeiros F-35 não chegam.
Por sua vez, um avanço falso via Estônia, com um ataque principal contra a Lituânia, seria mais viável. Só que a Rússia não vem dando conta nem da Ucrânia, imagina invadir território da OTAN.
Quando a esmola é boa, o santo desconfia. Vão ter que gastar muito para modernizar. Não caia nessa Varsóvia!
Nesse caso em particular a esmola pode significar que, em caso de uma guerra contra a Russia, a polônia será a primeira linha de defesa da OTAN e, tal como no caso da Ucrânia, os EUA estarão dispostos a lutar até a última gota de sangue de seus aliados.
Eu diria a última linha de defesa da OTAN. A primeira já caiu.
Pelo que eu entendi, pros EUA é mais interessante doar os blindados do que gastar dinheiro trazendo eles de volta pra América.