Washington autoriza venda à Dinamarca de sistema integrado de defesa aérea avaliado em US$ 3 bilhões

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Integrated Battle Command System (IBCS)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível venda militar estrangeira para o Governo da Dinamarca envolvendo o Integrated Battle Command System (IBCS) com capacidade de proteção contra fogo indireto, num pacote estimado em US$ 3 bilhões. A Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA) já notificou o Congresso sobre a operação.

O pedido dinamarquês inclui:

  • 24 All Up Round Magazine (AUR-M)
  • 8 lançadores Indirect Fire Protection Capability Increment 2
  • 2 radares Sentinel A4 e sistema IBCS
  • 2 Centros de Operações de Engajamento IBCS
  • 2 Ambientes Colaborativos Integrados IBCS
  • 6 retransmissores de Rede de Controle de Fogo Integrado IBCS

O pacote também abrange veículos de recarga, equipamentos de comunicação, interrogadores IFF, criptografia, geradores, ferramentas e equipamentos de teste, publicações técnicas, peças de reposição, treinamento de pessoal, equipes de suporte técnico, integração de sistemas e assistência logística.

Segundo o governo americano, o acordo reforçará a segurança de um aliado da OTAN, contribuindo para a estabilidade política e o progresso econômico na Europa. A integração com o IBCS permitirá à Dinamarca ampliar sua defesa aérea de médio e longo alcance, além de melhorar a interoperabilidade com forças dos EUA e de outros parceiros aliados.

A DSCA destaca que a Dinamarca não terá dificuldade para absorver os equipamentos, que se somarão à estrutura já existente das Forças Armadas do país.

A implementação do programa exigirá a presença de 9 a 14 representantes do governo dos EUA e 12 a 17 contratados, que deverão viajar à Dinamarca durante até sete anos, para instalação, testes, treinamento e suporte técnico.

Os principais contratados serão:

  • RTX Corporation (Arlington, VA)
  • Lockheed Martin (Syracuse, NY)
  • Leidos Inc. (Reston, VA)
  • Northrop Grumman (Falls Church, VA)

O Departamento de Estado afirma que a venda não altera o equilíbrio militar regional e não terá impacto negativo na prontidão de defesa dos EUA.■


 

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Heinz
Heinz
1 mês atrás

Os Eua, nunca venderam tanto equipamento como agora, já devem está perto de um trilhão em vendas…
Esse sistema é realmente diferenciado , vai da a Dinamarca uma consciência situaçional elevada na guerra AA.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Heinz
1 mês atrás

E disseram que o Trump ia falir a América com as taxações…kkkk

Fabiano
Fabiano
1 mês atrás

Devem servir para proteger a Groelândia contra uma possível invasão… oops, mas a maior ameaça contra a Groelândia hoje é justamente os EUA !!! Parem o mundo que eu quero saltar fora…

rui mendes
rui mendes
Responder para  Fabiano
1 mês atrás

Só acredita quem quer.
Daqui a 4 anos falamos.

Bosco
Bosco
1 mês atrás

Ficou complicado o texto.
São 8 lançadores IFPC I2, que possuem 18 células cada.
Os 24 “all up round magazine” seriam 24 x 18 mísseis AIM-9X/2, totalizando 432 mísseis?

Wellington
Wellington
1 mês atrás

Observem esses valores, é praticamente impossível para um país como o Brasil possuir tais equipamentos.
É muita grana envolvida nas novas tecnologias.

Nelson Junior
Nelson Junior
Responder para  Wellington
1 mês atrás

Só o que roubaram dos “velhinhos” no INSS já quase daria para adquirir um desses… O Brasil está entre as 20 maiores economias do mundo, caiu um pouco ultimamente, mas ainda assim é uma grande economia… E também um dos países que mais cobram impostos do mundo…
Não investimos em equipamentos bélicos de ponta porque somos uma nação medíocre governada por ladrões…
Porque riqueza para defender nós temos e muitas !

Bernardo
Bernardo
Responder para  Nelson Junior
1 mês atrás

A gente também toma dinheiro emprestado a juros altíssimos e gasta boa parte do orçamento pagando só isso. E se não fizer desse jeito, não consegue captar, porque gasta muito (no geral, não só com juros) e mal, muito mal. Tem que gastar muitos reais pra chegar um real lá na ponta.
O que eu acho f é que tem gente que fica reclamando que é absurdo o Brasil gastar tanto dinheiro “pagando juros a banco”. Como alguns desenvolvimentistas fazem. Uai e pq tomou emprestado? Não era obrigado. Agora que já captou o dinheiro tá achando ruim? Pensando bem, isso representa muito bem o Brasil.

Wellington
Wellington
Responder para  Nelson Junior
1 mês atrás

É o que estou dizendo, é impossível para um país como o Brasil.
A lástima é tão grande que nem defesa de médio alcance temos.
Hoje tem vários países muito mais pobres que o Brasil que possuem sistemas avançados de defesa aérea.

Bernardo
Bernardo
Responder para  Wellington
1 mês atrás

AA é caro mesmo, mas ou compra ou o não adianta muita coisa ter o resto, vai perder tudo que não esteja muito, muito pra trás no front. Que é nossa situação atualmente.
Tem alternativas menos caras e boas (que a gente não compraria hoje por razões políticas), mas não são baratas, só menos caras.

Wellington
Wellington
Responder para  Bernardo
1 mês atrás

Exatamente, principalmente opções Chinesas.
Até hoje não entendo toda resistência sobre equipamentos militares chineses.
Perto do que eles vendem pra nós de máquinas, carros, eletrônicos, uma compra militar não faria nem cócegas no quanto já compramos da China.
Na loja de material de construção que trabalho, a máquina carregadeira que temos é Chinesa e está atendendo muito bem nesses 2 anos que está lá.
Quando fomos comprar era 1/3 das marcas consagradas (JCB, Volvo, Caterpillar). Logicamente essas “aguentam mais o tranco”, mas dizer que a Chinesa não presta é de uma imbecilidade gigante.
Talvez os sistemas Chineses não sejam um Patriot, um S400, etc…
Mas com certeza são bons e acabariam com uma deficiência grave nas nossas Forças.