China divulga novo plano estratégico para América Latina e Caribe, ampliando presença política, econômica e militar na região

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O governo da China publicou um extenso documento oficial detalhando sua nova política para a América Latina e o Caribe, reforçando a ambição de aprofundar laços diplomáticos, expandir investimentos estratégicos e ampliar a cooperação militar e de segurança com países latino-americanos. O documento — um “policy paper” de mais de 20 páginas — foi divulgado como a terceira diretriz formal de Pequim para a região desde 2008, sinalizando o peso crescente que o chamado “Sul Global” ocupa nos planos geopolíticos chineses.

Expansão do envolvimento chinês no subcontinente

Segundo o texto, a China vê a América Latina como uma região “cheia de vitalidade e esperança”, essencial para a multipolaridade global e para a estabilidade internacional. O documento declara que Pequim pretende levar as relações bilaterais a um “novo nível”, por meio de cinco grandes programas: Solidariedade, Desenvolvimento, Civilização, Paz e Conectividade entre Povos.

Entre os pontos centrais, o governo chinês destaca:

  • Reforço de alianças diplomáticas, com maior intercâmbio entre chefes de Estado, parlamentos e partidos políticos.
  • Apoio explícito ao princípio de “Uma Só China”, enfatizando que a maioria dos países latino-americanos já reconhece Taiwan como parte do território chinês.
  • Ampliação de mecanismos de diálogo político, incluindo com CELAC, Mercosul e outros organismos regionais.

Investimentos, infraestrutura e tecnologia

A China coloca a região como prioridade para a expansão da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI), prometendo integrar projetos de infraestrutura, energia, transporte, telecomunicações, agricultura e indústria avançada.

O documento promete:

  • Incentivar acordos comerciais e novos tratados de livre comércio.
  • Expandir o uso do yuan em transações financeiras, mecanismos de swap cambial e emissão de “panda bonds”.
  • Aumentar investimentos em energia — de petróleo e gás a hidrogênio e nuclear — e em mineração estratégica.
  • Cooperar em ciência, tecnologia e inovação, incluindo IA, semicondutores, biotecnologia e aviação.

A política também prevê maior participação de países latino-americanos em programas espaciais chineses, como o BeiDou, a estação lunar internacional e missões científicas conjuntas.

Cooperação militar e de segurança

Um dos trechos mais sensíveis do documento aborda o Programa da Paz, reforçando o interesse de Pequim em aprofundar laços militares na região:

  • Intercâmbio entre oficiais, visitas de navios e exercícios conjuntos.
  • Cooperação em treinamento, contraterrorismo, operações humanitárias e tecnologia militar.
  • Acordos de extradição, combate ao narcotráfico, crimes transnacionais e lavagem de dinheiro.
  • Maior cooperação em cibersegurança, com a China defendendo um “sistema de governança digital multipolar”.

Pequim também reafirma apoio à região como “Zona de Paz”, alinhando-se a posições latino-americanas sobre desarmamento nuclear.

Educação, cultura e intercâmbio social

Para fortalecer a influência cultural, a China anuncia:

  • Expansão de Institutos Confúcio e centros de ensino de mandarim.
  • Bolsas de estudo, programas de intercâmbio e capacitação profissional.
  • Parcerias na área de mídia, incluindo coproduções, intercâmbio de jornalistas e expansão de conteúdo cultural chinês na região.

Além disso, o documento prevê aprofundar cooperação em temas sociais como redução da pobreza, saúde pública, envelhecimento populacional e construção de cidades inteligentes.

Uma estratégia global de longo prazo

Com esse novo plano, a China busca consolidar-se como um dos principais parceiros estratégicos da América Latina, oferecendo alternativas econômicas e políticas em um momento de competição crescente com os Estados Unidos pela influência no hemisfério.

O texto confirma que Pequim pretende transformar sua relação com a região em um pilar estruturante da ordem internacional emergente, reforçando o papel do Sul Global e promovendo uma multipolaridade mais favorável aos seus interesses.■


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Deadeye
Deadeye
1 mês atrás

Melhor do que o “Corolário de Trump”

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Deadeye
1 mês atrás

Fazendo uma comparação entre as duas doutrinas:
Na primeira, temos:

  • América Latina tratada como quintal exclusivo
  • Controle e intervenção direta
  • Presença militar para combater “ameaças”
  • Postura agressiva e intervencionista

Na segunda, encontramos:

  • Investimentos em infraestrutura e tecnologia
  • Educação, cultura e intercâmbio social
  • Cooperação militar e de segurança

Só sendo muito capacho para escolher a primeira.

GFC_RJ
GFC_RJ
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

A primeira é puro hard power, já a segunda é postura soft power.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

E mesmo assim os maiores investimentos estrangeiros no brasil são americanos:
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/saiba-de-que-paises-vem-o-investimento-direto-no-brasil-eua-lideram/

Wilson França
Wilson França
Responder para  Macgarem
1 mês atrás

E o maior parceiro comercial é a China.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Wilson França
1 mês atrás

Reforça o que comento de tirarmos proveito de ambos os lados.

Um é importante para balança comercial e outro por investir diretamente no brasil.

E não ficar usando estomago e ideologia para decidir coisas tão importantes.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Macgarem
1 mês atrás

O FDI dos EUA no Brasil vem caindo, e a maior parte dos FDI dos EUA no Brasil, são apenas transferências de multinacionais.

E participações como sócios, não significa por si só, que são investimentos tangíveis, podem ser apenas aquisições.

Última edição 1 mês atrás por Deadeye
Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Macgarem
1 mês atrás

Só não deixaram claro que a maior parte desse “investimento” não é produtivo mas especulativo, ou seja, quando convém tiram esses capitais na hora.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Cássio Euler
1 mês atrás

A reportagem é clara sobre o que é investimento estrangeiro direto. Não se trata de especulação, mas de investimento em empresas no Brasil, seja criando novas, ampliando-as, adquirindo-as ou financiando-as.

“Ao analisar o investimento estrangeiro, o BC divide esse montante em duas partes:

  • US$ 884,8 bilhões são participação no capital social de quase 19 mil empresas, ou seja, sócios;
  • US$ 256,4 bilhões são operações intercompanhia, isto é, empréstimos entre empresas.
Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Rafael Oliveira
1 mês atrás

Não.

Ao se analisar dentro desses setores, as atividades campeãs de atração de capital do exterior são:

  • Serviços financeiros e atividades auxiliares: 22%
GFC_RJ
GFC_RJ
Responder para  Cássio Euler
1 mês atrás

Gente boa…
A conta de IED é capital de longo prazo.
Entrada de capitais para investimentos na bolsa ou em títulos nacionais não são, nem nunca foram IED.

E sim, os EUA, a Europa e o Japão ainda possuem larga distância no estoque de IED no Brasil em relação a China, ao menos ainda.
Além dos números do BACEN, que são públicos e mostram isso claramente há mais de 30 anos, basta dar uma olhada ao redor e ver quantas pessoas trabalham e/ou trabalharam em empresas cujo capital são da OCDE. Nem se compara com quem já trabalhou em empresas chinesas, indianas, russas ou… argentinas.

O Sr. Rafael Oliveira tem razão.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  GFC_RJ
1 mês atrás

Eu já vi relatórios do BC; a maior parte do capital dos EUA que entra no país é especulativo. Muito maior que IED.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

O objetivo dos dois são o mesmo, mantém influência e comprar os recursos naturais barato…so mudar a narrativa. Não se iluda, cada país pensar se beneficiar a si mesmo

Josè
Josè
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Se conseguir explicar isso para os militantes de dce você merece um Nobel.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Não me iludo com nenhum dos dois. Tenho plena consciência de que o destino deste país é permanecer como eterno exportador de commodities e pagador de juros (infelizmente). E pobre daquele que ousar ir contra isso.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

A China faz parcerias e os EUA dão Golpes para suas corporações terem lucro máximo.

Assim foi no Pré-Sal (até 2016 os chineses eram os grandes parceiros da Petrobrás no regime de partilha).

Pedro
Pedro
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Isso se vc acredita nessa bondade da China.

Nilo
Nilo
Responder para  Pedro
1 mês atrás

Mas o que Sulamericano disse “Não me iludo com nenhum dos dois”.
Está questão de confiança ou mesmo de identidade latina para nós brasileirros deve ser vista com total incredulidade, olha a notícia recente que acaba de sair.
México aprova tarifas de até 50% sobre produtos do Brasil:
https://youtu.be/VR6I7QYl_Q8

Deadeye
Deadeye
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Só esqueceu de citar, que essa lei foi aprovada por pressão do Trump.

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Pois é; mas alguns acham que esse é o “destino natural” do Brasil e América Latina…

A China se tornou o maior parceiro comercial da região sem dar um Golpe.

Muitas vezes as relações são desvantajosas? Sim. Mas os chineses já deixaram claro várias vezes que podem melhorar essa relação com acordos estratégicos estáveis e de longo prazo.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

kkkkkkk, e vc acha que ambas são antagonicas? só na escrita!!! Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come…. Perdemos o bonde da História lá nos idos da década de 70 e hoje teremos que escolher o lado, ao invés de ser um dos lados…

Josè
Josè
Responder para  Marcelo Andrade
1 mês atrás

Acho melhor voltar lá no golpe do tiradentes com a ajuda da família golpista do fhnoia e associados.

Bernardo
Bernardo
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Aliás, isso aí que você usou pra escrever por você é dos EUA
terceirização de pensamento

Luciano
Luciano
1 mês atrás

Agora comparem,…mas sem o bla bla bla de que a China “mente” e os EUA é “bonzinho”. Oficialmente, são esses documentos que temos. Um fala em acordos mutuamente benéficos, o outro fala em intervir.

sergio 02
sergio 02
Responder para  Luciano
1 mês atrás

Um fala em acordos mutuamente benéficos” , nem os próprios Chineses acreditam nisso, rsrsrsrs,

Nilo
Nilo
Responder para  sergio 02
1 mês atrás

O problema não são os “americanos” tão pouco os “Ching ling”, mas sim nós, uma sociedade acostumada em não assumi responsabilidades, um Estado que não respeita suas instituições públicas, é só vê esse congresso em ação, uma governo executivo fraco incapaz de maximizar o potencial da oferta chinesa que ao contrário da China que exigia do EUA no mínimo 50% de participação nos investimentos em solo chines, nós nos fazemos pequenos porque confiamos em fazer galhofas, continuamos em vez de fazer política de Estado a promover como centro de discussão a caça a comunistas, uma bolha que persiste apesar da queda do muro de Berlim ter ficado a décadas para trás, o mundo muda mas nós insistimos jogar a culpa em marcianos, quem votou neles? Rsrsrs

Última edição 1 mês atrás por Nilo
Carvalho
Carvalho
Responder para  Luciano
1 mês atrás

Me parece que são coisas diferentes:
O Plano Americano era um plano de segurança, o Plano Chinês é um plano político.
Obviamente são enfoques distintos.

Em vários posts acima ocorre esta confusão.

O Plano de segurança chinês para o Indo Pacífico tem o mesmo conteúdo do americano sobre a América. E os termos são igualmente mais duros.

Naturalmente, o plano chinês adota a linguagem sedutora. Por todo o dinamismo econômico chinês, já é um player de peso na região, colocando os EUA na defensiva.

Nilo
Nilo
Responder para  Carvalho
1 mês atrás

Vc faz comparativo diferente, Plano de Segurança x Plano Politico, então força uma conclusão equivocada, faça comparativo com o Plano politico americano e o plano politico chines. Nada de errado com o artigo postado.

Última edição 1 mês atrás por Nilo
Carvalho
Carvalho
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Mas é exatamente isso que estou falando.
O que foi divulgado aqui é o Plano de Segurança americano e o Plano político chinês.

Por isso várias conclusões apressadas e equivocadas.

lucena
1 mês atrás

Não ficarei surpreso… de ouvir noticias sobre bases militares chinesa e/ou russa na América Latina …é só uma questão de tempo.
.
O que vai ter de hipocrisia com choro dos USA por causa disso ….rsrs

Regis
Regis
Responder para  lucena
1 mês atrás

O ideal seria não ter base militar de país estrangeiro algum por aqui, além da Guiana Francesa ter declarado independência como os demais territórios sul-americanos, mais a tomada formal das Falklands pela Argentina no século XIX ainda.Mas a grande verdade, é que somos uns molengas corruptos.

Josè
Josè
Responder para  lucena
1 mês atrás

Chinesa talvez, apesar de não mostrarem ainda essa capacidade de projeção, já os russos vai ser muito difícil, nem no quintal estão conseguindo manter bases, agora imagine se tem condições nesse momento de projetar força longe do quintal.

Nativo
Nativo
1 mês atrás

América Latina , mas de 21 milhões de quilômetros quadrados, quase 600 milhões de habitantes e só as economias do Brasil, México e Argentina acho que está por volta de quase 5 trilhões de dólares.

Mas é tratada como um quintalzinho de m…. Que qualquer um mais parrudo bota banca, mas seus políticos e militares, simplesmente pouco se importam.

Realmente é muito complicado essa situação, muito complicada mesmo.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Nativo
1 mês atrás

“Mas é tratada como um quintalzinho de m…. Que qualquer um mais parrudo bota banca, mas seus políticos e militares, simplesmente pouco se importam.”

Se todo mundo te desrespeita, alguma coisa você está fazendo pra ser alvo de chacota.
Serve pra pessoas, serve pra países.
O Brasil, seja seu governo, seja suas FA’s, em boa parte de sua história, sempre se comportaram como o “cãozinho de guarda” dos EUA: guardamos a casa, mas dormimos do lado de fora.
Cabe a nós, e a nossa diplomacia, ser mais incisivos, saber “jogar o jogo”, saber quais cartas temos na mão, e a bater o pé e fazer valer nossas vontades.

Apenas assim o resto do mundo vai nos olhar com outros olhos.

Nativo
Nativo
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Eu creio que falta é bom senso, a grande maioria só fala o espanhol e português são cristãos católicos e mesmo assim, peruanos e equatorianos não se bicam, colombianos e venezuelanos,, brasileiros e argentinos, até os minúsculos hondurenhos e salvadorenhos e a troco de que??

Nada de união neste canto rico em terras férteis, minerais, hidrografia, pluviosidade, porém sobram fome , violência, e interferência de estrangeiros. Deus do céu.

Última edição 1 mês atrás por Nativo
Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Nativo
1 mês atrás

Acredito que a raiz da nossa condição de “vira-latas” está na elite brasileira. Trata-se de uma elite que não atua pelo desenvolvimento nacional, mas sim a serviço de interesses externos; e, naturalmente, dos seus próprios.

Essa lógica se mantém desde os primórdios do Brasil, pois o país foi concebido para ser uma colônia; e, salvo as devidas proporções, essa condição pouco mudou ao longo do tempo.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
1 mês atrás

Deixando de lado a conversa fiada sobre “paz e prosperidade chinesa” na região, e deixando a galera tosca do Fla X Flu de lado, pensando friamente:

Comparado com o “Big Stick 2.0” do Trump, qual dos dois ofereceria melhores oportunidades pro Brasil, se o país souber jogar e extrair o melhor disso tudo?

Marcos
Marcos
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

É só olhar o histórico de intervenções de cada um deles.

Hamom
Hamom
Responder para  Marcos
1 mês atrás

Tem muita gente que gosta de um Big Stick…talvez confunda com um big mac? Sei lá…

Nilo
Nilo
Responder para  Hamom
1 mês atrás

Sim, gosta porque ganha dinheiro, enriquece com a narrrativa Big Stick do Tio Sam, depois usa o dinheiro para comprar os conservantes Pentecostais ou não, na sustenção do circo como disse Esteves, para animar a plateia os católica da libertação (esse dois passaram a perna em Jesus que virou figurante rsrsr).

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
1 mês atrás

Faltou combinar com os EUA…

Abymael2
Abymael2
1 mês atrás

Eita, agora a URSAL sai do papel!
Tem que dar um jeito nesses comunistas.

Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Eu queria mais cooperação com eles em satélites, principalmente SAR e de comunicações para podermos operar drones de longa permanencia sobre todo o Atlantico.
Se o Lula fosse mais macho, mas quis embarcar na política verde dos Eurobambis, dava pra eles fazem a ferrovia MT-PA, e o Trem Bala Rio- Sao Paulo, no caso do trem bala como é orçado em 50bi de reais, dava esse valor de isenção fiscal para eles, assim não seria gasto dinheiro público na ferrovia.

Wolf
Wolf
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

O que esperar de um presidente semi-analfabeto, sindicalista, e neoliberal?

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Wolf
1 mês atrás

Vc não saber nem o que e neoliberal…Brasil nunca teve presidente neoliberal, so corruptos e populistas

Cássio Euler
Cássio Euler
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Nunca?

Acho que não é ele que não sabe…

Josè
Josè
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

Rapaz, até a ponte dos baianos parece que vai ficar só na “conversa” mesmo, não se iluda no papel tudo é bonito, maravilhoso, mas na pratica parece que as coisas são diferentes.

Nilo
Nilo
Responder para  Josè
1 mês atrás

Tudo depende da análise de rentabilidade, capacidade de sustentabilidade financceira do projeto. O que não se mostrou viável até o momento.

Josè
Josè
Responder para  Nilo
1 mês atrás

E se chegou a essa conclusão só agora, se fez todo aquele anúncio/barulho sem saber da viabilidade do projeto, então é pior do que imaginei, os chinolas sequer conseguem fazer estudos para avaliar se um negócio é viável ou não é isto?

Nilo
Nilo
Responder para  Josè
1 mês atrás

Dizer que o chines não sabe fazer contas rsrsrs
Quem está querendo a ponte, quem está querendo ter nome emplaca de inauguração? existe uma demanda e o chines não dirão não, o Estado da Bahia vai arcar com a falta de sustentabilidade financeira do projeto? porrque os chineses não assumirão o prejuízo.
incluso no Programa de Parcerias de Investimentos tornou-se prioritário para investimentos no âmbito da União. O ministro Rui Costa, baianno, destaca o impacto estratégico da obra com potencial para transformar a mobilidade e a economia regional, ou seja está aí quem irá garantir a segurança financeira exigida pelos chineses, mas o projeto não se refere só a ponte mais de estradas em uma área rica em biodiversidade da Mata Atlântica, com rios e manguezais, como sempre o Brasil falhando entre criação de riqueza e preservação de meio ambiente como se as duas coisas fossem antagonicas. Mas a obra deve começar em meio do ano de 2026.

Josè
Josè
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Sinto que não tenha entendido a pitada irônica e principalmente apimentada que dei no acarajé dos baianos/políticos, faz parte.

André Macedo
André Macedo
Responder para  Josè
1 mês atrás

A China tem uma ponte de 168km de comprimento pro trem bala deles. Quem tem que analisar viabilidade é o contratante, não o contratado.

Macgarem
Macgarem
1 mês atrás

Brasil tem uma posição boa para tirar proveito dos EUA e China, ainda sim o receio continua com essa diplomacia ideologica dos últimos governos.

Rodrigo
Rodrigo
1 mês atrás

A galera torcendo para x ou y, igual fazem na política…o ideal seria sermos um pais independente e quem saber um potência regional . Mais infelizmente escolhemos ser um país populista e medíocre.

jagder
jagder
1 mês atrás

Só comprarei BYD se o preço baixar.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  jagder
1 mês atrás

só não compro um BYD pq não tenho dinheiro mesmo, 119K aqui, o mais barato, aí o Lule ia empurrar imposto na gasolina nos outros, não em mim.

JHF
JHF
Responder para  jagder
1 mês atrás

O problema do preço do BID é o dólar a 5.40. tem muita geopolítica financeira nisso ahi. O trem bala não saiu na época Dilma, entre muitas coisas, pelo aumento no câmbio na época. As compensações financeiras e os cálculos de rentabilidade despencaram. Foi fácil jogar a culpa na documentação ambiental. No final, todo problema industrial pode ser culpa de algum ecochato, nunca da geopolítica monetária.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

No ponto atual de competição entre EUA e China, que reconfigurou as prioridades de segurança mundial, qualquer alinhamento suplementar com a China forçará uma resposta diplomática/militar dos EUA sob o corolário Trump da Doutrina Monroe. De fato, a China já tem profunda penetração comercial na AL (é nosso maior parceiro comercial) e os EUA poderiam optar por política de arrasamento/desconstrução pra expelir a infestação do seu hinterland. Há ainda a possibilidade dos dois competidores, de alguma maneira acordados num pacto de divisão, tolerarem conflitos destrutivos em nação alheia com fins de aumentar seus respectivos footprints. Deus nos livre…

Última edição 1 mês atrás por Alex Barreto Cypriano
Nilo
Nilo
Responder para  Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Boa rsrsrsr, sabe ser cruel na análise. A quem prefira sonhar.

Última edição 1 mês atrás por Nilo
Leandro Costa
Leandro Costa
1 mês atrás

E tem gente que ainda bate palmas e torce para a China.

Pessoal que gosta de trocar seis por meia dúzia.

Potência extra Americana (não tem território aqui) não interessa ao Brasil que tenha meios militares aqui. Esse sempre foi um dos pilares da nossa política externa desde a Independência. Será que vai mudar agora?

Estamos preparados para ver nosso teórico quintal servir de disputa geopolítica forte, com potencial de enfrentamento militar futuro?

Nossa melhor opção é nos fortelecer e declarar o Pacífico Sul como uma zona neutra, jogar obtendo vantagens dos dois lados e, se quiserem se matar, que façam isso no Índico ou Pacífico, mas não encham o meu saco.

Alexandre Nunes
Alexandre Nunes
1 mês atrás

Há que lindo né, no final o yuan seria a moeda do sul global, falariamos mandarim, concordamos com os projetos imperialistas chineses como tawan perdeu sua independência, a China impor sua vontade sobre a soberania marítima da Tailândia, vietnam e etc. Batermos Palmas para o desarmamento nuclear latino americano enquanto eles espandem seu arsenal, não falarmos nada quanto a grave perseguição religiosa aos cristãos chineses, e a limpeza étnica do povo que vive no norte, ficarmos em silêncio com a mal contada história do início da Covid19, fazer de conta que não é com agente quando os juros dos empréstimos chineses endividam tanto um país que ele é obrigado a ceder áreas portuárias para eles porém bases navais, bom acho que deu para dar uma simples ideia acerca das nobres intenções chinesas para o mundo. Há me poupe, só esses governos medíocres da América Latina para entrar nessa viagem de bondade chinesa!

Mimetaster
Mimetaster
1 mês atrás

Se for benéfico pra nós, que assim seja.

Vitor
Vitor
1 mês atrás

China quer é todos os recursos Naturais Brasileiros. Fauna, Flora e etc ! Eles são os gafanhotos. Chegam consomem tudo, Brasil que não tem fique esperto…

Bernardo
Bernardo
1 mês atrás

Finalmente a América Latina vai ter sua hora de filho de pais recém divorciados
É saber pegar essa onda enquanto ela tá passando porque já já as atenções vão pra outro lugar (como era há só 20 anos) e aí já era.