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A Rheinmetall anunciou a conquista de mais um contrato de grande porte para o fornecimento de sistemas móveis de defesa aérea. O Ministério da Defesa dos Países Baixos encomendou à Rheinmetall Air Defence um número de dois dígitos de sistemas Skyranger 30, em um acordo avaliado na casa das centenas de milhões de euros.

Segundo a empresa, as primeiras plataformas Skyranger deverão ser entregues no fim de 2028, com a conclusão das entregas prevista para antes do final de 2029. Uma parcela significativa do valor agregado do contrato será gerada localmente na Holanda, reforçando a participação da indústria nacional no programa.

O sistema Skyranger consiste em uma torreta antiaérea Skyranger 30 instalada sobre uma base inferior que permite sua utilização tanto de forma móvel, integrada a veículos blindados de apoio ao combate, quanto de maneira estacionária, operando diretamente a partir do solo. Além das plataformas de armas, o contrato inclui nós de comando em nível tático, plataformas de transporte tipo hooklift para emprego estacionário, integração com a arquitetura de defesa aérea já existente no país, simuladores de sala de aula e um amplo pacote de suporte logístico integrado.

Projetado para enfrentar ameaças aéreas de curto e muito curto alcance, o Skyranger 30 combina mobilidade, proteção e precisão. A torre modular abriga um canhão revólver de 30 mm x 173 KCE, sensores avançados — incluindo radar de acompanhamento — e pode, futuramente, receber mísseis superfície-ar como armamento complementar. O sistema é especialmente eficaz contra drones, graças ao uso de munição com detonação aérea programável (airburst).

“Somos gratos pela confiança das Forças Armadas Holandesas em nossas capacidades”, afirmou Oliver Dürr, diretor-geral da Rheinmetall Air Defence. Segundo ele, o contrato consolida a posição da empresa como líder global em defesa antiaérea baseada em canhões e destaca uma configuração inédita do Skyranger, capaz de operar tanto de forma altamente móvel quanto estacionária, sem a necessidade de um veículo portador. De acordo com Dürr, outro país da OTAN já demonstrou interesse nessa mesma configuração.■




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Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
10 meses atrás

A plataforma da primeira foto parece muito um M113.
Se for, então imagino que colocar essa arma sobre um Guaraní não seria difícil.
Fiquei curioso pra saber o preço dessa torre…

Bosco
Bosco
Responder para  Willber Rodrigues
9 meses atrás

Esse veículo é bem maior que o M-113 que só tem 5 rodas de apoio . Esse tem 6.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Bosco
9 meses atrás

A plataforma usada é esta:

https://en.wikipedia.org/wiki/YPR-765

art
art
Responder para  Deadeye
9 meses atrás
Última edição 9 meses atrás por art
Fabio Araujo
Fabio Araujo
10 meses atrás

Esse tipo de arma tem feito sucesso na Ucrânia contra ataques de drones, algum modelo de torre de 30mm do Guarani terá capacidade de defesa AA contra drones?

MMerlin
MMerlin
Responder para  Fabio Araujo
9 meses atrás

A ARES está desenvolvendo um módulo antidrone para a UT30BR2.

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  MMerlin
9 meses atrás

Apesar de alguns aqui serem contra gastar recursos com “carros velhos” , eu acho que valeria a pena usar a plataforma do M-113 para ser equipada bom uma torreta contra drones…

Acho o M113 muito adaptável,oque não falta no mundo militar são versões deles com diversas inovações que fogem a sua função principal.

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Dependendo da idade dos carros,poderia ainda ser útil no campo de batalha.

Bosco
Bosco
9 meses atrás

Há basicamente 3 tipos de munição com detonação aérea. As programáveis, as dotadas de espoletas de proximidade e as de tempo limite.
As programáveis (explosivas ou tipo AHEAD) necessitam de alguma modificação na arma de modo a programar a distância em que o projétil irá detonar (explodir ou se abrir). Projéteis programáveis podem ser tão pequenos quanto o de 25 mm.

Os projéteis dotados de espoleta de proximidade não precisam de nenhum dispositivo específico na arma, já que o próprio projétil sente a proximidade com o alvo.
Projéteis dotados de espoleta de proximidade podem ser tão pequenos quanto 30 mm.

Idem para os projéteis de “tempo limite”, que explodem após percorrido um certo período máximo. Esses podem ser tão pequenos quanto o projétil de 20 mm.
*Há munições que agregam mais de um desses sistemas e inclusive os 3, num mesmo projétil. Ex: munição “Fuze 3P”.

Última edição 9 meses atrás por Bosco Jr
Lucas Lima
Lucas Lima
9 meses atrás

Daria pra usar nossa Torc 30 nessa função?

Bosco
Bosco
Responder para  Lucas Lima
9 meses atrás

Sim! De preferência se dotado de munição específica AA e de preferência que seja adaptado com um dispositivo na boca do cano responsável por programar a munição tipo AHEAD.

Jean
Jean
9 meses atrás

É o mesmo canhão do Sea Snake?

Bosco
Bosco
Responder para  Jean
9 meses atrás

Sim!

Bardini
Bardini
9 meses atrás

O veículo escolhido é um ACSV G5 da alemã FFG. É um blindado moderno, projetado para ter baixo custo e atender missões de suporte.
.
Essa versão do Skyranger 30 é modular. É basicamente um sistema de defesa aéreo paletizado, montado em um veículo de transporte logístico.
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Bardini
Bardini
Responder para  Bardini
9 meses atrás

Com sistema Skyranger:
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Bardini
Bardini
Responder para  Bardini
9 meses atrás

A Noruega adquiriu o mesmo blindado para empregar o sistema NOMADS, que é um SHORAD desenvolvido pela Kongsberg a partir do NASAMS, sendo capaz de empregar IRIS-T SLS e AIM-9X Block II:
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Última edição 9 meses atrás por Bardini
Heinz
Heinz
Responder para  Bardini
9 meses atrás

Muito interessante, tu consegue ter uma artilharia AA altamente móvel e em camadas, além claro de ser modular.

Paulo Costa
Paulo Costa
9 meses atrás

Temos o Guepard,apesar da munição ser de proximidade e impacto,talvez para alvos maiores.

Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
9 meses atrás

Como disse Cazuza, um museu de novidades, me lembra uma versão do nosso charrua da otomecanica, de uma versão antiaérea com canhão de 40mm!