UH-60M Black Hawk do EB

Taubaté (SP) – Aviação do Exército realizou, nesta segunda-feira, 15 de dezembro, a cerimônia oficial de recebimento do primeiro helicóptero UH-60M Black Hawk, a versão mais moderna da aeronave, de um total de 12 unidades adquiridas pelo Exército Brasileiro. O evento, realizado no Comando de Aviação do Exército (CAvEx), em Taubaté (SP), foi presidido pelo Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, e contou com a presença de autoridades militares e civis, marcando um importante avanço no processo de modernização dos meios aéreos da Força Terrestre.

O UH-60M Black Hawk será empregado em diversas missões, entre elas transporte de tropas e cargas, evacuação aeromédica, busca e salvamento, ampliando significativamente a segurança, a eficiência e a capacidade de emprego da Aviação do Exército (AvEx).

Além de ampliar a capacidade operacional, o UH-60M Black Hawk fortalece significativamente o apoio da AvEx à sociedade brasileira, sobretudo em situações de emergência e calamidade pública. O helicóptero é um vetor fundamental em operações de ajuda humanitária, resposta a desastres naturais e apoio à Defesa Civil, atuando de forma decisiva em enchentes, deslizamentos de terra, incêndios florestais e outras situações que exigem pronta resposta do Estado.

Tecnologia de ponta

Dotado de tecnologia avançada, o UH-60M possui aviônicos digitais modernos, piloto automático de quatro eixos, GPS e radar meteorológico, recursos que elevam a consciência situacional e a segurança da tripulação. Equipado com motores mais potentes, o helicóptero pode atingir velocidades próximas a 300 km/h.

A aeronave tem capacidade para transportar até 12 militares sentados, além de 4 tripulantes, e cargas de até 4 toneladas. Projetado para operar em ambientes hostis, o modelo também possui capacidade para emprego de metralhadoras e mísseis, ampliando seu espectro de atuação operacional.

Capacitação

Ao longo de 2024, 22 militares do CAvEx participaram de uma formação inicial nos Estados Unidos, qualificando-se para a incorporação plena do UH-60M à frota da Aviação do Exército. Paralelamente, a AvEx segue conduzindo a capacitação de outros militares nas áreas de operação e manutenção, assegurando a plena operacionalidade do novo vetor aéreo.

A chegada do UH-60M integra um programa de renovação da frota da AvEx, substituindo aeronaves mais antigas ao final de sua vida útil e assegurando a manutenção de elevados níveis de prontidão operacional. Com essa incorporação, o Exército Brasileiro reafirma seu compromisso com a modernização, a eficiência operacional e a pronta resposta às demandas da defesa nacional e do apoio à população.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx


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Guizmo
Guizmo
1 mês atrás

Esses 12 helicópteros irão substituir unidades existentes ou somar ao inventário atual?

Augusto
Augusto
Responder para  Guizmo
1 mês atrás

Substituir os UH-60L Black Hawk (HM-2) e Airbus AS532 UE Cougar (HM-3).

Guizmo
Guizmo
Responder para  Augusto
1 mês atrás

Obrigado

Santamariense
Santamariense
Responder para  Guizmo
1 mês atrás

Substituirão 8 HM-3 (4 no 2⁰ BAvEx e 4 no 3⁰ BAvEx) e 4 HM-2 no 4⁰ BAvEx.

Guizmo
Guizmo
Responder para  Santamariense
29 dias atrás

Valeu

Gustavão
Gustavão
1 mês atrás

Tem que começar rever esses compras.para quem desconhece teve uma compra dos H225M (anteriormente designados EC-725) foi parte de um acordo de longo prazo com a França, assinado em 2008, que visava a produção local de 50 unidades pela Helibras (controlada pela Airbus) para as três Forças (Marinha, Exército e Força Aérea).
Depois disso não teve nenhum projeto nacional para um helicóptero para operações de resgate, transporte de tropas, missões logísticas e ações humanitárias, especialmente em regiões de difícil acesso como a Amazônia.
Para que insiste tot, se não vai fazer nada

Felipe
Felipe
Responder para  Gustavão
1 mês atrás

No fim o contrato ficou em 47 unidade, quase todas já entregues, mas são helicópteros de categorias diferentes que se complementam.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Gustavão
1 mês atrás

Não esqueça que o valor do EC 725 custaram bem mais que tivesse comprado UH 60 ou outra aeronave similar…fora que seu custo de manutenção e muito superior tambem

Gustavao
Gustavao
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

isso mesmo, foi uma aeronave cara, para adquirir seu tot, e depois nao fez nada, o passo seguinte era partir de um ponto de todo processo adquirido e desenvolver um nacional.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Gustavao
26 dias atrás

Nunca desenvolvem depois um nacional,,, daqui a alguns anos inventam que temos que comprar outro helicóptero a peso de ouro com ToT…promessa de depois desenvolver um nacional…q nunca dá em nada.

J L
J L
Responder para  Rodrigo
30 dias atrás

Pode até ser, mas é preço que se paga para não ficar sujeito a boa vontade de atualização e reposição de peças, As vezes a diversidade embora custe mais caro ainda mais para quem não tem de onde tirar, mas libera de acontecer o que por exemplo aconteceu com o Turkia que participou financeiramente na produção do F35 e não teve autorização pelo simples fato de ter comprado um equipamento de outra nação, mas que tem sua eficiência atestada.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Gustavão
26 dias atrás

Porque alguém ganha muito dinheiro com isso, e nunca dá em nada, pagamos o peso em ouro e depois de alguns anos o assunto morre…depois voltam com a mesma ladainha “tem que produzir aqui”, “chega de dependência externa” , “tem que comprar com ToT”… são sempre os mesmos…

Heinz
Heinz
1 mês atrás

É o melhor helicóptero da sua categoria, excelente compra, é só fazer o feijão com arroz que da certo. Espero que cheguem pelo menos nas 20 unidades…

Carlos Pietro
Carlos Pietro
1 mês atrás

Parabéns EB pela aquisição. Excelente! Agora vai lá e adquire uns 50 Chinook.

Thiago
Thiago
Responder para  Carlos Pietro
1 mês atrás

Vai comprar material de quem agora pouco estava nos ameaçando?

Gustavão
Gustavão
Responder para  Thiago
1 mês atrás

Essas compras militares representa isso:

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José Gregório
José Gregório
Responder para  Gustavão
26 dias atrás

Como se os russos ou os chineses nos dessem alguma coisa de graça, aliás, nunca deram.

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  Thiago
30 dias atrás

deveriam era ter cancelado ao invés de adquirir…

Marcelo
Marcelo
Responder para  Thiago
24 dias atrás

Quando os americanos resolver tomar nossas riquezas na amazônia não vai precisar de soldado,basta uma caneta bic para sancionar esses helicóptero e eles ficarem no chão sem manutenção.
Os americanos ja avisaram que América do sul é seu quintal.
Entendeu o precisa desenhar !!!

RENAN
RENAN
1 mês atrás

Daqui uns 20 anos alcançamos o número de blackhawks que a colombia opera

Felipe
Felipe
Responder para  RENAN
1 mês atrás

Olha teremos 12 no exército, 24 na FAB e ainda tem os 8 Sea Hawk da marinha, acho que é a maior frota da América latina depois da Colômbia, totalizando 44. Também temos 47 Ec725 caracal modernos e fabricados aqui. Estamos renovando os esquilo, por aí vai, não estamos mal de helicópteros, no geral falta um helicóptero de ataque pesado.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Felipe
1 mês atrás

Para que um helicóptero de ataque??? Ja basta a merda que foi os MI35

Mauricio R.
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Para com o exemplo do Mi-35 Hind em mente, fazermos certo desta vez.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Rodrigo
26 dias atrás

Exato, a Ucrânia demonstrou que com uso intenso de manpads os helis de ataque não podem correr risco, acho que a era deles acabou definitivamente.

Mauricio R.
Responder para  Felipe
1 mês atrás

Os EC725 assim como tudo o que a Helibrás faz, não foram fabricados aqui, foram somente montados a partir de kits CKD e SKD importados.
Inexiste transferência de tecnologia, que após 50 anos permita a concepção e o projeto de um helicóptero nacional.

RENAN
RENAN
Responder para  Mauricio R.
1 mês atrás

Esse negócio de transferência de tecnologia é a coisa mais sem nexo que existe. Não favorece absolutamente ninguém. No caso Gripen por exemplo, o Brasil não vai desenvolver nada com essa transferência. E muito menos se tratando de helicoptero. Ninguém vai abrir uma linha de montagem para um pedido de 6 ou 8 helicópteros seja hoje ou daqui 100 anos

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  RENAN
27 dias atrás

TOT é uma coisa complexa. Dificilmente, eu diria quase nunca, permite ao país que recebe projetar e fabricar um aparelho do nível do adquirido no exterior. O importante é adquirir as tecnologias complementares às já dominadas, a fim de avançar as capacidades do país. O AMX não levou ao desenvolvimento de uma aeronave de ataque a reação, mas possibilitou à Embraer desenvolver o ERJ.

José Gregório
José Gregório
Responder para  EduardoSP
26 dias atrás

Pra incorporar qualquer coisa vc precisa ter capacidade de entender o que é transmitido, mas nossos cérebros estão abandonando o país, as universidades estão todas aparelhadas de canhotos trans, woke, antifas e parasitas do serviço público, as estatais são cabides de empregos da cumpanheirada, poucas ou nenhuma empresa faz pesquisa, só adaptam o que vem de fora, as máquinas que fabricam máquinas são todas importadas, a educação é um lixo, não tem saída, só o aeroporto.

José Gregório
José Gregório
Responder para  RENAN
26 dias atrás

Alguns sonham, enquanto outros embol$am,,,

Última edição 26 dias atrás por José Gregório
Santamariense
Santamariense
Responder para  Felipe
1 mês atrás

Só uma correção: são 6 Seahawk na MB, não 8.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Felipe
26 dias atrás

Falta um helicóptero pesado de transporte de carga/tropas tipo Chinook, mas vão querer comprar com Tot, cada unidade custando $500 milhões, com a promessa de depois produzir um nacional…por aí

Rodrigo LD
Rodrigo LD
1 mês atrás

O Exército dos EUA (US Army) realizou um encomenda, em junho de 2022, de 255 helicópteros UH-60M Black Hawk à Sikorsky, dentro do programa Multi-Year X, com duração de 5 anos.

No total, o programa prevê a fabricação de 120 unidades para o US Army e os “excedentes”, chamados de “Excess Defense Articles”, seriam disponibilizados para aquisição por países amigos via FMS (Foreign Military Sales).

Os helicópteros que estão em processo de aquisição pelo Exército Brasileiro serão do “Excess Defense Articles”, ou seja, serão novos de fábrica e não aeronaves usadas dos excedentes do US Army.

Desde a sua recriação, a Aviação do Exército sempre adquiriu seus helicópteros novos de fábrica. Está explicado!!!!

José Gregório
José Gregório
Responder para  Rodrigo LD
26 dias atrás

A mentalidade dos americanos é fenomenal, as encomendas grandes barateiam o custo final do produto, o que não é nenhum mistério, por isso tudo lá funciona em grandes quantidades, os caras realmente dão show

BlackRiver
BlackRiver
Responder para  José Gregório
24 dias atrás

Grandes quantidades, que são produzidos numa cadência onde quando os mais velhos chegam ao final da vida útil, a linha de produção ainda está ativa, fazendo com que não se perca a capacidade industrial.