UE–Mercosul

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que ainda é “prematuro” assinar o aguardado acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, complicando as expectativas de fechamento do tratado durante a cúpula que ocorre neste mês.

Em discurso feito nesta quarta-feira (17) no Parlamento italiano, Meloni explicou que a Itália não está pronta para aprovar o acordo no formato atual, defendendo que ainda faltam garantias adequadas de reciprocidade e proteções ao setor agrícola europeu antes de dar seu aval.

A declaração ocorre às vésperas de uma reunião de líderes europeus em Bruxelas e antes da possível assinatura do acordo na cúpula do Mercosul programada para 20 de dezembro em Foz do Iguaçu (Brasil). No entanto, com a posição italiana — que se soma à da França e de outros países europeus relutantes —, a formalização do tratado no fim de semana passou a ser vista como improvável.

Impasses políticos e exigências de salvaguardas

Meloni ressaltou que a assinatura do acordo deveria ser adiada até que medidas adicionais — especialmente voltadas à proteção de agricultores e à igualdade de condições de concorrência — sejam plenamente acordadas e detalhadas com a Comissão Europeia. Apesar disso, ela não descartou a possibilidade do pacto ser finalizado no início de 2026, caso as condições sejam ajustadas.

A UE vinha trabalhando há décadas para concluir o tratado, cujo texto básico foi negociado ao longo de 25 anos e prevê a criação de uma área de livre comércio entre o bloco europeu e os países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — abrangendo cerca de 780 milhões de pessoas e um quarto do PIB global.

Reações e implicações

A posição firme da Itália tem apoio de governos como o francês, que também pede adiamentos e salvaguardas mais rigorosas para garantir padrões sanitários e ambientais, além de proteções ao setor agropecuário europeu.

Esse cenário gera incerteza sobre o futuro imediato do acordo, que já vinha enfrentando resistência interna em diferentes capitais europeias, com protestos de agricultores também registrados em Bruxelas nos últimos dias.

Caso Meloni e seus aliados mantenham a exigência de mudanças substanciais, a assinatura do acordo poderá ser ressuspendida ou adiada para o próximo ano, impactando não apenas as relações comerciais entre UE e Mercosul, mas também a agenda de política comercial externa da União Europeia.

Resumo do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul

Aspecto Descrição Detalhes
🛠 Objetivos principais Fortalecer o comércio entre os blocos UE e Mercosul Redução significativa de tarifas sobre bens industriais e agrícolas; maior acesso a mercados e investimentos.
📉 Tarifas e acesso ao mercado Eliminação gradual de tarifas comerciais Mercosul eliminará ~91% das tarifas sobre exportações da UE em até 15 anos; a UE eliminará ~92% das tarifas sobre exportações do Mercosul em até 10 anos.
📦 Produtos industriais beneficiados Acesso ampliado a bens manufaturados Indústria automotiva, máquinas, equipamentos químicos, têxteis e bebidas europeias ganham melhores condições no Mercosul.
🥩 Produtos agrícolas envolvidos Acesso condicionado a cotas e salvaguardas Carne bovina, aves, açúcar e outros produtos poderão entrar com cotas tarifárias, com mecanismos de monitoramento.
🧑‍🌾 Benefícios econômicos esperados Expansão comercial e integração Acordo cobre mercado de ~780 milhões de pessoas e cerca de 25% do PIB global; impulsiona exportações de serviços e bens.
🥖 Oportunidades para agricultura europeia Exportações de produtos selecionados Queijos, azeites, vinhos e chocolates podem acessar mercados sul-americanos com tarifas reduzidas.
⚠️ Principais críticas (Europeias) Risco competitivo e proteção da agricultura Países como França, Itália, Polônia e outros temem concorrência desleal para seus agricultores e impactos ambientais.
📊 Mecanismos de salvaguarda Proteções em caso de impacto negativo UE aprovou regras para suspender preferências tarifárias se importações causarem queda de preços ou aumento de volume prejudicial.
🌱 Questões ambientais e padrões Controvérsias sobre clima e desmatamento Ambientalistas apontam riscos de aumento de desmatamento e pressão sobre padrões de produção que não atendem às normas europeias.
🗳 Situação política atual Acordo ainda sem assinatura definitiva A UE enfrenta resistência de membros e protestos de agricultores; assinatura prevista pode ser adiada se não houver consenso.

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Fernando
Fernando
1 mês atrás

Estamos dependendo de países estrangeiros, não prosseguindo com esse acordo criminoso, para salvar as nossas indústrias, ou o pouco que sobrou aqui. Estão a todo custo querendo nos transformar em um fazendão.

Enquanto os tontos brigam por esquerda e direita, ambos os lados, quando chegam ao poder, continuam, à passos largos, tentando impedir quaisquer chances de desenvolvimento por aqui.

Sergio
Sergio
Responder para  Fernando
1 mês atrás

Um fazendao de escravos!

Não vejo problema em ser ” fazendao”.

Se nos trouxer divisas, poder de barganha – olha a JBS, só que barganham pelo mal – e desenvolvimento socio econômico ao nosso povo.

O restante vem de roldão.

O problema é que nosso povo ainda não saiu da senzala.

Estes que gritam por democraciaaaa, estado democrático de direito e outras novislinguis aí incluídos os lixos da faria lima nada mais são que herdeiros espirituais dos senhores de escravos.

350 anos aonde milhões, MILHÕES, de homens e mulheres trabalhavam em troca de um prato de comida estragada para beneficiar uma minoria ínfima da população e só saímos disso há pouco tempo histórico

Enquanto essa cultura da senzala não for superada…Esquece.

Fernando
Fernando
Responder para  Sergio
1 mês atrás

Eu poderia dizer sobre o baixo nível de complexidade industrial, dos pouquíssimos empregos, inclusive de alto nível, do baixo investimento ( sem os planos safra, esse agro já teria quebrado faz tempo ), do baixo retorno social, tecnológico e profissional ao país, da degradação ambiental, e por ai vai, mas de que adiantaria?

A menos que você não se importasse de trabalhar, na melhor das hipóteses, como açougueiro, não há motivo de comemorar isto. E não, você não seria um dos caras da “divisa” ou dos altos índices de lucro, que se beneficiariam com isto. Provavelmente estaria trabalhando na roça colhendo café e milho.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Fernando
1 mês atrás

Que plano safra…pelo visto vc não trabalha no agronegócio. O tal plano safra que fizeram tanta propaganda nao liberou nem 40% do que foi divulgado. Valor que representa somente 18% de todo o processo da safra anual. Hoje são as cooperativas que financiam a maior parte da produção. Cooperativas que aos poucos estão sendo comprada pelos chineses que em pouco tempo vão controlar a produção e o valores das comodies aqui no Brasil.

Fernando
Fernando
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Ok, estou procurando a respeito, mas não encontrei locais que informassem destes valores ( não ter liberado nem 40% ), sendo que essas cooperativas, também não achei essas informações, apenas que elas estão repassando exatamente o dinheiro investido. E tendo em vista que “cooperativa” é um sistema robusto e não exclusivo a uma área específica ( mesmo falando sobre o agro ), não vejo os chineses dominando tudo assim dessa forma. Não até o momento, pelo menos, principalmente pesquisando a respeito das compras e investimentos que os mesmos vem fazendo ao longo dessas décadas.

Poderia passar suas fontes, por favor?

Elias
Elias
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Nao tem diteita e esquerda . Tem é esquerda esta a 30 anos no poder e usa o mercosul para implantar a cartilha socialista. À cubanização e venezuelalização do cone sul. Hoje a esquerda sao carteis e grandes monopolios com controle social governamental. Transformando o mercado , e comercio cada vez mais manipulados pela grandes corporações
IRONIA ! Tudo que os militantes pensavam que combatiam… rsrsrs

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Sergio
1 mês atrás

O problema em sí não é tanto o Brasil ser um fazendão exportador de commodities.
Se, com isso, o Brasil fabricasse e expoetasse também em setores chaves pro agonegócio, como insumos agrícolas e animais, colheitadeiras e outras máquinas agrícolas e, principalmente, em fertilizantes, então, ok, são todos setores chaves e com alto valor agregado.

Mas não. Todos os setores acima são importados. Então, nem pra ser um “fazendão” direito a gente presta.

Bardini
Bardini
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Pra ver como você não tem noção do que está falando: John Deere, AGCO e CNH tem fábricas enormes no Brasil, com setores próprios de engenharia, para desenvolvimento de produtos locais. Apenas uma parcele ínfima das colheitadeiras, tratores e demais máquinas agrícolas, são importadas, por conta do consumidor ser muito “nichado”. E além disso, existe todo um enorme setor de projeto e produção implementos, que vai da preparação de solo até a semeadeira, que vai da movimentação de carga até a cadeia produtiva do setor automotivo, abrangendo a esfera dos caminhões.
.
Se um produtor necessita armazenar sua safra, todo o sistema de de pesagem, movimentação, estocagem, silos e afins, é de tecnologia e fabricação nacional.
Se um produtor necessita escoar a safra, talvez ele acabe usando uma linha férrea, dado que o agro é o que sustenta este setor, em conjunto com a mineração…
.
Existem empresas com plantas de tecnologia nacional, para produzir componentes para construção e manutenção de aviários, para descascar arroz, para beneficiar o soja, o café, a cana de açucar, indo até o aproveitamento do bagaço para geração de energia, tem todo o setor da madeira e celulose, onde damos um pau em qualquer um no mundo.
Boa parte da indústria nacional, é dedicada ao agro!
.
A única frente em que realmente existe forte depenência, é em termos de fertilizantes, dado que nunca foi atrativo em termos financeiros, produzir aqui, frente ao custo de importar dentro do preço praticado no mercado internacional. E essa dependência é o que impera, no senso comum sobre o setor e o termo “fazendão”.

Richard Stallman
Richard Stallman
Responder para  Bardini
1 mês atrás

John Deere usa software trancado.

Bardini
Bardini
Responder para  Richard Stallman
1 mês atrás

Restrição de software é uma praga disseminada por muitas outras empresas, além da John Deere.
.
Deve ser mais fácil citar o que não tem, rsrsrs…

Última edição 1 mês atrás por Bardini
Deadeye
Deadeye
Responder para  Bardini
1 mês atrás

Sim. Nunca teve atrativo financeiro, porém os fertilizantes eram muito importantes.

Mas, o governo anterior na sua visão de curto prazo e o incompetente no comando da Petrobrás, decidiram sair do setor.

Agora, ao menos felizmente a Petrobrás está correndo atrás do prejuizo.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Deadeye
1 mês atrás

Idolatria a político e ignorância andam juntos..

Bueno
Bueno
Responder para  Bardini
1 mês atrás

Tenho muitos amigos que trabalham na CNH, Fiat (Stellantis) e Iveco (Iveco Group), em setores estratégicos de Engenharia, Qualidade e Manufatura. O desenvolvimento tecnológico de produtos e processos realizados nessas unidades é, em muitos casos, 100% brasileiro e posteriormente replicado em fábricas dessas empresas em todo o mundo. Embora o Brasil não seja a única fonte de inovação, o país consolidou-se como um centro de excelência global, exportando inteligência, engenharia de ponta e modelos específicos que se tornam referência para os mercados internacionais.
A preocupação da Itália referente ao Brasil no Acordo Mercosul-Europa vai além dos setores agrícola e pecuário; o Brasil também incomodará, e muito, os setores automobilístico e de maquinários.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Bueno
1 mês atrás

Quanto a Stellantis o problema é a divisão da FIAT. O Brasil representa 25% das vendas da FIAT, e é um mercado maior do que o Italiano já.

Tanto é que a Fabrica da FIAT em Betim, é a maior da FIAT no mundo.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Bardini
1 mês atrás

Eu fiquei surpreso ontem, em que foi anunciado que a Wabtec anunciou que vai abrir um centro de engenharia em BH, chamado de ‘centro global’. Maior centro de engenharia ferroviária da América Latina, terceiro maior do Mundo e eles já contam com fábrica (locomotivas e outros componentes) em Contagem.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
1 mês atrás

“Redução significativa de tarifas sobre bens industriais e agrícolas; maior acesso a mercados e investimentos”

“Indústria automotiva, máquinas, equipamentos químicos, têxteis e bebidas europeias ganham melhores condições no Mercosul.”

“Carne bovina, aves, açúcar e outros produtos poderão entrar com cotas tarifárias, com mecanismos de monitoramento”

“Queijos, azeites, vinhos e chocolates podem acessar mercados sul-americanos com tarifas reduzidas.”

Eu estou ficando louco, eu lí errado, ou esse acordo Mercosul / UE apenas ampliaria nosso papel ( o do Mercosul como um todo ) como um “grande fazendão” exportador de commodities, e seria o tiro no peito em definitivo de nossa indústria?

Nilo
Nilo
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Pouco benefico trás aí setor agro tanto que vc pouco vê eles tecendo comentários sobre as últimas decisões da França e Itália. O potencial de crescimento de vendas de produtos agrícolas para o mercado está altamente regulado e regras de proteção ao produtor europeu, para ter uma idéia na França a vaca tem mais subsídios do que o estudante.
A Austrália abandonou o acordo com a União Europeia depois de década de negociações, era desproporcional a falta de reciprocidade, o mesmo se dá com o acordo com Mercosul.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Percebí isso.
Os caras poderão inundar nossos mercados com produtos manufaturados mais baratos, matando de vez nossa ( pouquíssima ) indústria, mas se nosso agro passar da “cota”, a UE tem direito a barrar, pra salvar a indústria agrícola deles.

Porque diabos a gente insiste nesse acordo????

Fernando
Fernando
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Porque quem aperta o botão de voto nas urnas, não se preocupa com isto.

Os políticos estão apenas defendendo os próprios interesses e de quem os banca. Lacração é apenas para a militância nas redes, pois nos bastidores, estão todos do mesmo lado… e não é do nosso!

Nilo
Nilo
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Porque da insistência: O desejo do governo em aumentar a competitividade no mercado brasileiro, de aumento de investimento direto europeu no mercado brasileiro, barateamento de insumos e tecnologia via importação, e fortalecimento da posição geopolítica do Mercosul, além de acesso a compras públicas europeias. É uma aposta que se depender apenas da União Europeia fracassa, sem que tenha uma política de Estado no Brasil com planejamento a longo prazo para o setor de educação, pesquisa e industrial.
Obs: …diabos… Bem ele mora nos detalhes rsrsrs

Última edição 1 mês atrás por Nilo
Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Nilo
1 mês atrás

“O desejo do governo em aumentar a competitividade no mercado brasileiro, de aumento de investimento direto europeu no mercado brasileiro, barateamento de insumos e tecnologia via importação, e fortalecimento da posição geopolítica do Mercosul, além de acesso a compras públicas europeiasx

Essa é a expectativa.

A realidade:

Nossa pouca indústria que sobreviver vai continuar ( inclusive, ampliar ) sua dependência de material importado, aumento do mercado especulativo com capital estrangeiro, aumento do setor de commodities em nossa balança externa, a UE terá mais “peso” que as decisões do Mercosul, europeus vão comorar nossas empresas públicas e privadas a preço de banana.

Já ví esse filme umas 2x nos últimos 40 anos…

Nilo
Nilo
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Sim, é isso que digo, as vantagens são espectativas, hoje o acordo é mais importante para eles, europeus do que para nós, temos matéria prima que está sendo disputada pelo EUA e China e que a Europa precisa, temos o setor agrícola que pode auxiliar a baixar o custo de vida. Estamos falando de recursos de dois grandes Argentina e Brasil. Sem esse acordo terão que se voltar para a África tradicional reduto de exploração? Ou contanto com as terras ricas da Ucrânia? Terão que confrontar na Ucrânia com interesses de EUA e Rússia.
Por isso a fala dura do Lula, ou assina agora ou esqueçam enquanto eu tiver no governo do Brasil.

Última edição 1 mês atrás por Nilo
Nemo
Nemo
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Pois é, Nilo. A fala foi dura, mas já voltou atrás e vai assinar se a UE aprovar em janeiro.

Marcelo
Marcelo
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

É melhor vender alguma coisa de que não vender nada.
O governo Europeu subsidia $$ suas indústrias para elas terem preço competitivos para quebrar a concorrência.
Com a sanções ao petróleo e gás russos a indústria europeia perdeu competitividade e mercado.
O interesse europeu no acordo é alimentos baratos para baixar o custo de vida europeu que esta nas alturas.

Fernando
Fernando
Responder para  Marcelo
1 mês atrás

Mas vale a pena abrir mãos das nossas indústrias para isto? Não sei você, pois eu trabalho em indústria e, de longe, não seria interessante financeiramente para mim e ninguém da indústria, retornar para o comércio ou ir ficar lavrando campos de soja. Fora que, até para o comércio isto é negativo, pois muito do que é consumido no país vem do próprio Brasil, então você, além de não ter mais empregos decentes disponíveis, vai ter que pagar ainda mais caro do que já paga em tudo, já que, sem os impostos que as indústrias pagam, tanto na produção quanto na movimentação, de onde acha que o Governo vai tirar mais para se sustentar? Tendo em vista que, uma coisa que todos sabemos, é que dos privilégios e custos de vida, os políticos não vão abrir mão. Podem até atacar salários de médicos, professores e policiais, mas de magistrados, políticos e servidores de alto escalação, vão manter intactos.

Virar um fazendão, inclusive, pode ter impactos até sociais e políticos. Imagina, geral empobrecendo e tendo que trabalhar em campos de café, soja e milho para baratear o custo de vida dos europeus? O país colapsaria e, provavelmente, até em guerra civil entraria.

Ficar pobre e ter que trabalhar em condições análogas a escravidão, apenas para que europeus, fazendeiros e políticos possam ter vidas boas? Seria o estopim que esse país passivo e covarde, precisaria para entrar em guerra logo.

Leonardo
Leonardo
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Realmente… Seja esquerda ou direita nesse país só querem investir no agronegócio brasileiro. Não me entenda mal, é super importante o setor do agro para a nossa economia, porém vejo que só depender desse setor nunca irá nos transformar em uma super potência de respeito. Precisamos investir em novos setores para não acontecer a mesma situação do café no século XX.

Fernando
Fernando
Responder para  Leonardo
1 mês atrás

Nem precisaria ser super potência. Apenas melhorarmos como país, tendo melhores serviços, infraestrutura, empregos ( por isto é necessário ter indústrias de ponta e investir em tecnologia )… já estaria ótimo.

Não quero virar a Suíça, mas ter o mínimo de segurança e condição, já estaria ótimo.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Leonardo
1 mês atrás

Mais ai a culpa não e do agronegócio igual muitos defensores do atual governo gostam de criar essa narrativa…se não fosse o agronegócio que trouxe prosperidade para regiões fora do eixo rio-sp seríamos igual os países africanos

Josè
Josè
1 mês atrás

Já já vem um falar que acordo com chineses é a melhor opção para nós, só lembrando que os chineses sequer permitiram que prestássemos um dos serviços mais básicos que é o transporte, quando obrigaram a Vale a vender para uma empresa chinesa os navios recém adquiridos da classe Valemax, negaram autorização para atracar em portos chineses alegando falta de estrutura para receber esses navios, contudo, no dia seguinte a venda desses navios para uma empresa chinesa conforme determinado pelo governo chinês esses navios receberam autorização para operar nos portos daquele país, e muitos ainda insistem em afirmar que existem nações parceiras confiáveis, e no momento a escolha desses muitos parece que é em favor dos chinas, pela milésima vez, não existem nações amigas, o que existe são interesses geopolíticos, e nem dá para criticar essas nações, certos são elas, cada um que corra atrás dos seus interesses, tolos ou mal/mau intencionados são esses que acreditam e pregam o multilateralismo por aqui, já que as nações pregam essa narrativa do multilateralismo mas no fim, bem o fim é sempre o mesmo, 800 mil ongs financiadas por esses “mui amigos” travando o país…., enquanto em determinadas regiões do nosso país 90% da população sequer possuí agua tratada e esgoto coletado.

Gabriel BR
Gabriel BR
Responder para  Josè
1 mês atrás

Não precisa ser a China , podemos negociar com a Índia.

Nilo
Nilo
Responder para  Gabriel BR
1 mês atrás

Já estamos negociando, ponto a ponto, indústria, agricultura, fármaco rsrs

Deadeye
Deadeye
Responder para  Nilo
1 mês atrás

E não apenas com a Índia. Estamos ampliando com Indonésia, Malásia e Filipinas por exemplo.

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Josè
1 mês atrás

Perfeito e pontual!

Luciano
Luciano
1 mês atrás

Não é problema nosso. 25 anos negociando, sedemos onde era possível, agora que se F. eles. O Presidente disse ontem, “se não for agora, no meu governo, não será mais”. O mundo é grande, há uma ótima perspectiva no sudeste asiático, na Índia, e Canadá. Os europeus não são a última bolacha do pacote mais. Não me surpreenderia se os EUA atravessarem essa negociação, com uma proposta Mercosul/EUA. A Europa é bundona.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Luciano
1 mês atrás

Se o Brasil ainda tivesse uma diplomacia minimamente eficiente, a gente aproveitaria esse c* doce da Italia, e iria fazer propostas com India, países africanos ou do sul asiático.

Tá na hora da gente deixar de ser “bom moço” e adotar a reciprocidade nas relações, ou “se você não quer, tem quem queira”.

Fernando
Fernando
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Só são “leões” internamente. Lá fora, vivem virando a b# para qualquer um que fale alto

George A.
George A.
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Já têm acordos fechados ou em andamento com a maioria desses países, o acordo com a UE criaria a maior zona de livre comércio do mundo, por isso a insistência da diplomacia BR e do bloco há 25 anos, mas creio que se não assinar em janeiro não vai mais rolar, pois o Brasil já avisou que não vai negociar mais nenhum ponto do acordo.
Quanto às salvaguardas, as do Mercosul serão definidas depois de assinado o acordo, então se tiver pro agro lá provavelmente vai ter pra indústria europeia aqui.

Gabriel BR
Gabriel BR
1 mês atrás

Eu sempre fui e sempre serei terminantemente contra o Brasil fazer esse acordo com os europeus. Essa proposta indecente nos é prejudicial em todos os sentidos! Os europeus sempre querem levar vantagem ás custas dos outros povos do mundo. Precisamos de Menos Ocidente e Mais Ásia-Pacifico! Inclusive está na hora do Brasil começar a reavaliar os fornecedores de equipamentos de defesa …temos uma belíssima oportunidade para retaliar os italianos no projeto Nova Couraça e também cancelar o centauro 2.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Gabriel BR
1 mês atrás

“(…) temos uma belíssima oportunidade para retaliar os italianos no projeto Nova Couraça e também cancelar o centauro 2.”

Alemães, responsáveis pelas nossas FCT’s, embargaram peças do Guaraní, impedindndo que a gente os exportasse.
Italianos, reaponsávies pela “Nova Couraça”, dão uma rasteira na gente no acordo Mercosul / UE.
Eu poderia falar de centenas de exemplos semelhantes, mas ficarei apenas nesses dois recentes.

Mas a gente continua comprando armas desse povo…

Gabriel BR
Gabriel BR
Responder para  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Existe quem diga que os italianos estão nos chantageando para livrar a barra da ENEL em SP…o que em tese seria mil vezes mais infame do que o que os alemães nos fizeram.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Gabriel BR
1 mês atrás

Se for isso mesmo e, pior, se o Brasil ceder nisso, então pode fechar de vez o GF e diplomacia BR.

Josè
Josè
Responder para  Gabriel BR
1 mês atrás

Tá bom, então explica porque a gazela francesa que mesmo depois de saltitar no “mato” com o reclamante daqui não quer aprovar também, aliás, sempre foi o país da gazela saltitante que foi o principal opositor a esse acordo, agora porque o nine parceiro da gazela não explica a recusa do francês mesmo depois dos saltinhos que deram juntos no “mato”, deixa de ser hipócrita nine, quem realmente sempre articulou contra esse acordo e travou até hoje foram os franceses, isso não quer dizer que os italianos queiram.

Última edição 1 mês atrás por Josè
Nilo
Nilo
Responder para  Josè
1 mês atrás

É como Gabriel Br diz até a Anel entra no jogo.
A França tem os católicos conservadores, os agricultores que recebe mais subsídios para sua vaca que um estudante francês, o pequeno comerciante francês, que fez bico para o supermercado Atacadão aberto na França,.acharam um horror. Macron depende do voto deles.

Josè
Josè
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Quem conhece um pouco a França entende o porque dessa postura dos governos de lá contra esse acordo, a agricultura lá é muito mas muito mais importante do que alguns imaginam aqui, quanto ao Atacadão houve uma relutância pelo modelo adotado nas lojas e não pela empresa que pertence ao Carrefour que é francês, já a respeito dos católicos esses estão quase “extintos” na terra dos sapos a muito tempo, novamente quem conhece um pouquinho da França sabe que esse argumento não reflete a realidade mesmo.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Gabriel BR
1 mês atrás

Eu não moro mais em SP, porém a Enel consegue ser pior que a Eletropaulo.

George A.
George A.
Responder para  Gabriel BR
1 mês atrás

Não é o caso, são questões de política interna na França e na Itália mesmo

Maus
Maus
1 mês atrás

Cancela logo esse trem, estão nos fazendo de palhaços

Bardini
Bardini
1 mês atrás

A questão agrícola é o que está travando o acordo, dado que nesta frente, praticamente só é possível existir competição, sem integração de cadeias produtivas e o benefício mútuo. Em termos de indústria, é o oposto. Tanto é, que ambos os lados querem o acordo.
.
A indústria européia tem uma gigantesca quantidade de itens que não temos e nunca teremos aqui. É a realidade.
Qualquer um que for projetar um produto, máquina ou equipamento no Brasil, vai se deparar com a necessidade de importar alguma coisa. Quanto mais disruptivo o desenvolvimento, maior será a chance de ter de importar.
.
Seja conexões hidráulicas, blocos de válvulas, atuadodores, ferramentas de usinagem, sistemas de medição, sensores, insumos químicos, etc e etc. Ter acesso a um gigantesco leque de componentes, por um custo semelhante ao que o europeu estará pagando, é uma revolução. Simples assim! E muito disto, já é importado por nossa indústria… Então o que irá existir também, é uma grande transferência de valor para o setor.
.
Outro aspecto muito importante, é o de que o Mercosul tem mão de obra barata e em quantidade, quando comparado a Europa. E isso poderá estimular empresas européias que queiram se instalar aqui, para exportar para Europa e de quebra, acessar o mercado americano, via Europa. Pode-se criar um movimento alternativo, para redirecionar alguns setores da China, para a América do Sul. Manufaturados mais simples, roupas, calçados, embalagens e por aí vai… somos muito bons nisso. E a coisa pode crescer, beneficiando ambos.
.
A indústria de ambos, vem sendo massacrada pela competição desleal com a China. Na Europa, temos a possibilidade de uma parceria muito justa, dado que eles, ao contrário da China, tem real interesse em produtos manufaturados. Não é só commodities, não é só exploração. Falhar na assinatura desse acordo, será uma grande tragédia.

Última edição 1 mês atrás por Bardini
Henrique A
Henrique A
Responder para  Bardini
1 mês atrás

A modesta abertura comercial dos anos 90 já revolucionou o país agora imagina termos acesso aos produtos europeus por um preço mais baixo!

Bardini
Bardini
Responder para  Henrique A
1 mês atrás

Deve ser um problemão…

Deadeye
Deadeye
Responder para  Henrique A
1 mês atrás

Sim. Vai matar o resto da indústria.

Bardini
Bardini
Responder para  Deadeye
1 mês atrás

Claro. Deve ser por isso que a indústria nacional está apoiando a medida, junto dos demais do Mercosul…

Última edição 1 mês atrás por Bardini
Deadeye
Deadeye
Responder para  Bardini
1 mês atrás

Defina “Indústria nacional” porque o CNI esta dividido. E na industria automotiva a taxa média de importação em 2035 será mantida em 10%, mesmo com o acordo assinado hoje.

E esse é apenas um dos muitos exemplos.

Última edição 1 mês atrás por Deadeye
Bardini
Bardini
Responder para  Deadeye
1 mês atrás

Melhor nem perguntar de que buraco tu tirou que a CNI está dividida…

Deadeye
Deadeye
Responder para  Bardini
1 mês atrás

O buraco de quem trabalhou 5 anos na Faria Lima como trader e 4 anos como advogado corporativo.

E no qual hoje tem diversos contatos no setor.

E qual o seu?

Última edição 1 mês atrás por Deadeye
Bardini
Bardini
Responder para  Deadeye
1 mês atrás

Rapaz, tu me arrancou uma gargalhada muito sincera agora. Aiai…

Deadeye
Deadeye
Responder para  Bardini
1 mês atrás

Assim como eu fico ao ler seus comentários. E o engraçado que você supostamente é militar da ativa, então quem não tem como dar pitaco aqui é você.

Josè
Josè
Responder para  Deadeye
1 mês atrás

kkkkkkkk

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Deadeye
1 mês atrás

Na época do Collor falaram a mesma coisa…as industria que estavam acomodada e não tinham concorrência essa realmente fecharam, mais outras sugiram moderna e dispostas a competirem.

Quanto mais liberdade econômica maior e a PROPESRIDADE de uma nação…isso e demonstrado com dados e números.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Quais dados e números?? vamos, mostra ai. Vai me citar aqueles indices da Heritage Foundation, com metodologia ruim?? Ou o Ease of Doing Bussiness, no qual o Banco Mundial nem sequer publica mais por causa de um escândalo de manipulação de dados envolvendo o Chile??

Vamos, eu espero os dados e números.

Por que desde 2008, o seu amado EUA, adotou mais de 1000 medidas de proteção comercial, e isso ANTES, do Trump.

Vamos, mostra os dados.

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Bardini
1 mês atrás

Bingo! Parabéns pelo comentário.

Gustavão
Gustavão
1 mês atrás

Governo está lutando para assinar esse acordo.
Estamos sendo vendido por todos os lados.

Última edição 1 mês atrás por Gustavão
Abymael2
Abymael2
1 mês atrás

Eu acho que tem que liberar tudo.
Liberalismo total.
Querem capitalismo, então vão ganhar…de balde.
E seja o que Deus quiser.

Nilo
Nilo
Responder para  Abymael2
1 mês atrás

Certamente não foi assim, liberando tudo que a China ultrapassou o Brasil e.tres.decadas, isso é.para país como Paraguai, Panama. Isso é ausência de política de Estado, isso é falar o que não sabe.o que foi o resultado de um governo de um estrionico como Color hoje preso. Asneira meu caro.

Abymael2
Abymael2
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Primeiro, antes de me ofender (“asneira”), aprenda a escrever a língua portuguesa.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Nilo
1 mês atrás

Colorir teve seus defeitos, mais se o Brasil tivesse adotado sua política indústria e principalmente a educacional. Tenho certeza que o Brasil hoje seria outro.

Abymael2
Abymael2
Responder para  Rodrigo
30 dias atrás

Acho que o maior problema dele, depois da falta de caráter, era a sua conhecida voracidade por diariamente seguir uma carreira em linhas brancas, se é que me entendem…até supositório desse negócio o rapaz usou rsrsrsrs

lucena
1 mês atrás

Tem duas situações fundamentais que dificultaria essa parceria entre o MERCOSUL/UE.
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O peso do agronegócio sul americano em especial a do Brasil … que é muito forte e que o agronegócio europeu dificilmente aceitaria…até o agronegócio americano tem dificuldade com o sul-americano, basta verifica o choro dos americanos com relação ao comercio do Brasil com a China.
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Outro ponto …são as divergência dentro da União Europeia …igualzinho com a OTAN…interesses divergentes e conflitantes…não é atoa que houve o BREXIT…os interesses Francês/Italiano é conflitante com a da Alemanha…os primeiros são fortes na agricultura ..já o Alemão … é mais na Industria.
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Os Europeus estão no mato sem cachorro…estão engessados, por questão de contratos/lei entre eles e dificilmente a UE irá fazer grandes acordos com outros países… em que TODOS saiam ganhando …ninguém quer perder, principalmente os europeus.
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A não ser…. que eles façam com foi no passado … eles a metrópole e o sul global .. as colônias…pois é só assim que eles ganham dinheiro.

Deadeye
Deadeye
1 mês atrás

As salvaguardas já tinham praticamente matado o acordo. Tornavam qualquer aumento de exportações proibitiva, já que o nível era bem baixo para ativação das salvaguardas.

Aumento de 5% ao ano, ou de 10% em termos brutos. Nível baixo.

Mesmo assim, nesse ano as exportações já bateram recorde, até mesmo para a UE que já é o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

Enfim. Agora eu só estou imaginando que os criticos do BRICS devem ter sumido depois dessa.

Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Por mim podem ir pra PQP

Carlos
Carlos
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

Mas tens que ir à frente indicando o caminho

Ruas
Ruas
1 mês atrás

Totalmente a favor. No âmbito agropecuário, o Mercosul/Brasil tem vantagens. E para quem não sabe, quem gera divisas para o Brasil sempre foi o setor de Commodities. Quem proporcionou as reservas brasileiras foram os superavits das commodities.

O Brasil precisa diversificar seus clientes, a China trabalha para ser independente na questão de insumos alimentares, ou ao menos diversificar seus fornecedores, aí eu quero ver de onde o Brasil vai tirar suas divisas.

O setor manufatureiro é importante, ainda mais em caso de países grandes como o Brasil, mas no caso brasileiro, nunca fizeram divisas. Houve quase 60 anos de políticas industriais robustas (30-85) e só algumas se tornaram realmente competitivas.

É um setor que em sua maioria queima as divisas do Brasil para montar. O Brasil é quase igual o México: boa parte das grandes indústrias são multinacionais semi/maquiladoras: montam mas importam os recheios e máquinas, e os lucros vão para as sedes. Ao menos o México exporta pros EUA e Canadá e faz divisas, o Brasil faz maquilas pro mercado interno e queima as divisas.

Engraçado, todo mundo defende a Indústria nacional, mas ninguém quer um smartphone da Positivo, escolhe no mínimo um Samsung; tirando a Petrobrás, ninguém queria usar caminhão da Engesa todo mundo queria Volkswagen; CCE sempre foi eletrodoméstico de classe D que não podia comprar Philips.

Esse acordo enfraqueceria apenas os setores industriais ineptos que no fim é o próprio consumidor brasileiro que paga. Setores competitivos ainda poderão se manter e provavelmente ganhar mais escala.

Setores como de defesa, áreas de saúde, energias, indústrias de base, construção, aeronáutico (Embraer), elétrica (WEG), alimentícia etc. ainda poderão se manter tranquilamente e talvez ganhem até escala.

Última edição 1 mês atrás por Ruas
Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Ruas
1 mês atrás

Exatamente. Temos industrias que são competitivas que podem se beneficiar, tem outras que se arrastam por anos de forma ineficiente e que demandam de subsidisios e consomem divisas. Os Europeus para baratearem seus produtos, correm para fabricação na China, porém possuem o receio de que a tecnologia seja copiada e ganhem um competidor. Já para o Brasil é a oportunidade de ser este local de fabricação, mas , desde que, tenhamos reformas estruturais que deixem nossa mão de obra muito mais competitiva.