Fim de uma era: Exército Brasileiro desativa 145 viaturas blindadas EE-11 Urutu MII

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Urutu-e-soldados

EE-11 Urutu

O Exército Brasileiro publicou portaria em 12 dezembro de 2025, determinando a desativação de 145 Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal (VBTP) EE-11 Urutu MII, de um total de 151 unidades ainda existentes na força. A decisão foi assinada pelo Comandante do Exército com base nas atribuições legais previstas na Lei Complementar nº 97/1999 e no Decreto nº 5.751/2006, conforme processo nº 64535.019105/2025-43.

De acordo com o documento, seis viaturas não serão desativadas por permanecerem em operação em diferentes unidades, principalmente em funções logísticas e de apoio. Permanecem ativas:

  • três VBTP EE-11 Urutu MII S5 Ambulância, pertencentes ao 10º Batalhão Logístico, ao 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado (Escola) e ao 16º Batalhão Logístico;
  • uma VBTP EE-11 Urutu MII S6, repotencializada pelo Arsenal de Guerra de São Paulo, destinada ao 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado;
  • uma VBTP EE-11 Urutu MII S1, modernizada em 2014 pela empresa Columbus International Ltda., pertencente ao 16º B Log;
  • e outra VBTP EE-11 Urutu MII S5 Ambulância vinculada ao 3º Batalhão Logístico.
EE-11 Urutu

A portaria determina ainda que o Comando Logístico elabore o plano de desativação do material e que os órgãos envolvidos cumpram todos os procedimentos previstos nas Instruções Gerais para a Gestão do Ciclo de Vida dos Sistemas e Materiais de Emprego Militar (EB10-IG-01.018).

Com a nova decisão, ficam revogadas as Portarias EME/C Ex nº 851/2022 e nº 1.233/2024. A norma entra em vigor na data de sua publicação.

O EE-11 Urutu, veículo blindado desenvolvido no Brasil, foi amplamente utilizado por décadas pelo Exército em missões de transporte de tropas, apoio logístico e, em algumas versões, atendimento médico em campo. A desativação em larga escala dessas viaturas marca mais um passo no processo de modernização e renovação da frota terrestre do Exército Brasileiro.■


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NEMOrevoltado
NEMOrevoltado
1 mês atrás

Poderiam repassar para as policiais país afora.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  NEMOrevoltado
1 mês atrás

Caro,

O Urutu é uma viatura de combate inadequada para policiamento. Nem para policiamento de choque serve, porque é pesada e demandaria ao menos um canhão de água pressurizada.

As polícias estaduais demandam carros com giroflex, pintura ostensiva, comunicação adequada… e manutenção adequada porque rodam muito. É comum ver os pátios dos batalhões da PMSP lotados de viaturas sem uso esperando baixa definitiva ou manutenção. É fácil identificar uma viatura operacional destas outras pela sujeira e poeira. No interior, a manutenção das viaturas é geralmente é feita pelas prefeituras em oficinas cadastradas. Em municípios pequenos, são usadas viaturas que deram baixa dos batalhões metropolitanos que normalemtne são os primeiros a receber viaturas novas.

Os registros de atendimento das polícias estaduais mostram que na maioria das vezes envolverm crises entre vizinhos ou violência familiar. Eu conseguiria contar nos dedos de uma mão os casos nos quais a PMSP precisou usar seus “Brucutus!” em situações que perderam o controle.

Lembro do escândalo da compra dos “Caveiroes” pela PRF (quse 70 unidades), da quais foram consideradas inservíveis (compradas novas) em um contrato de R$ 100 milhões. Como muitas delas estão com problemas de manuntenção, nem foi possível distribui-las para as polícias estaduais.

As policias estaduais usam recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para renovas suas frotas de viaturas.

João
João
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Então….
Pelo visto, há bastante desconhecimento do que acontece nas Op policias pelo Brasil….

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  João
1 mês atrás

Sim.

Os problemas evidentes de segurança pública no Brasil mostram que nem as autoridades de segurança pública sabem o que fazer.

Diagnósticos errados resultam em decisões equivacas que são inóquais ou pioram a situação.

Caso a leitura da situação de segurança pública no Brasil fosse razoável nem digo excelente), as medidas de segurança tomadas pelas autoridades seriam razoáveis e seria percebida uam redução dos ínidces de violência urbana.

Lógica aristitélica.

È ou não é.
Inexiste uma terceira alternativa.

joao
joao
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Na verdade, as autoridades sabem muito bem o que fazer.

O problema é a sabotagem…

Bandido é coitado e o crime dele “não é crime”…
Quando é a pena não é dissuasória o suficiente… vale correr o risco…

Impossível é por a culpa nas polícias, por mais que, por vezes, errem.

comenteiro
comenteiro
Responder para  joao
29 dias atrás

E eu achando que era por conta de tanta corrupção e agentes da lei presos com a mão na massa e a boca na botija.

Abymael2
Abymael2
Responder para  joao
29 dias atrás

Pois é, vide a tal briga pela anistia…mais bandidos, desta feita que atentaram contra a democracia, choramingando dizendo que não cometeram crime e tentando se passar por coitados.
E mais uma vez um monte de pessoas se mobilizando para defender esses bandidos.
Assim não dá.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  joao
28 dias atrás

Olá João

O policial é um servidor do Estado e deve seguir rigorosamente a lei. Aquele que desvia dela mesmo que seja para fazer algum tipo de justiciamento é um criminoso.

Sabemos que o policital é aquele que esta atuando no limite da legalidade. O desastre começa quando esta linha da legalidade fica nebulosa.

O Estado de Direito surgiu como a proteção do individúo contra as arbitrariedades do Estado Absolutista, na qual a justiça era usada pela elite para garantir seus benefícios.

As violações dos direitos humanos pelas ditaduras e pelo fascismo durante a II Guerra reforçaram a importãncia do respeito ao Estado de Direito.

Então, voltando, é preciso que o policial siga rigorosamente a lei. Esta é a diferença entre um bandido e um policial.

A lei deve ser clara e aplicada a todos sem distinção e cabe ao Estado provar a culpa, o que vem pontos fundamentais do Estado de Direito Democrático. Este ponto serve para proteger o inocente, ainda que também parece proteger o criminoso até o momento no qual o Estado prova a sua culpa. Esta ideia foi desenvolvida ao longo de milhares de anos de aplicação do direito, desde Hamurabi. È a proteção do inocente contra a perseguição e a distorção da Lei. Sabemos que o poder econômico também é capaz de corromper a justiça para prejudicar o inocente.

O criminoso precisa ser investigado, processado, julgado e se condenado, deve cumprir a pena no rigor da lei. Neste momento é preciso levantar dois pontos. O fato de uma pessoa ter sido condenada por um crime nçao pode ser usada como desculpa para mals tratos e desvios dos direitos humanos. Sabemos que tortura nem serve como meio de investigação nem como meio de punição.

É curioso o que está se passando no Brasil em torno dos criminosos que foram condenados pela tentativa de golpe de Estado. Há uma discussão correta em torno da defesa dos direitos humanos (correta) e outra em torno da redução das penas e até anistia (errada). São criminosos que precisam cumprir a pena recebida.

Sobre a dissuasçao da pena, é uma boa discussão, Creio que nenhum criminoso pensa que será pego quanto comete o crime. No caso de homicídios, por exemplo, o assassindo pode estar furioso, pode estar em um embate do tudo-ou-nada ou acredita que sairá impune. Se a pena fosse um fator de dissuasão, lugares com pena de morte terima taxa de homicídio zerada.

O sistema de segurança pública no Brasil fracassou. Seria bom que tomássemos este ponto como início da discussão e a partir dele, repensar o que precisa ser mudado e o que deve ser mantido.

Isso não é culpa do policial. Ele é um servidor inserido em um contexto institucional. Contudo, o fracasso da política de segurança pública no Brasil envolve, entre outras coisa, uma revisão do papel da polícia. Aliás, também não é culpa do policial correto a existẽncia de pessoas corruptas e criminosas dentro da políicia, Para isso servem as corregedorias. O policial é um servidor público que precisa ser bem pago, bem treinado, bem equipado e ter todo o apoio de sua instuição.

O criminoso que está usando a farda deve ser investigado, processado, julgado e condenado no rigor da lei.

Por fim, uma discussão necessária é o modelo de policiamento. O atual modelo também não funciona porque é incapaz de reverter qualquer índice de criminalidade. Em SP, as taxas de homicídios cairam por causa do PCC.

Esta discussão é urgente porique é inaceitável que um governador afirme que uma operaçao policial que teve 121 mortos, dos quais 5 policiais seja um sucesso. È um fracasso porque o primeiro objetitvo é que os policiais retornem vivos. È um fracasso porque o objetivo eram mandatos de prisão e resulou em mortes.

Ainda espero algum reporter investigativo revelar os bastidores desta operação no Rio de Janeiro porque tenho fortes suspeitas de um arranjo para que ela ocorresse no contexto da votaçao da PL antifacção relatada por Derrite. Perceba que tudo aconteceu bem próximo e agora o assunto foi colcado de lado.

Ten Murphy
Ten Murphy
Responder para  Camargoer.
22 dias atrás

“Por fim, uma discussão necessária é o modelo de policiamento. O atual modelo também não funciona porque é incapaz de reverter qualquer índice de criminalidade.”
 
Quando diz que o modelo de policiamento não funciona, o que quer dizer? Ciclo de policiamento, modelo de policiamento, pressupostos filosóficos da segurança pública, formas de organização policial? Faz-se necessário especificar. Seja qual for tua ideia ao utilizar o termo, vou comentar todas essas possibilidades.

Se está se referindo ao ciclo de policiamento, o modelo atual é o mesmo utilizado no mundo inteiro (policiamento preventivo e ostensivo e polícia judiciária), exceto pela incompletudo do ciclo. Mesmo assim existem vantagens, desvantagens e correções a serem feitas tanto no ciclo incompleto quanto no completo. O policiamento militar encontra paralelos com a Gendarmerie francesa, os Carabinieri italianos, os Guardia Civil espanhois, os Carabineros chilenos e os policiais militares da Polícia Nacional da Colômbia com maior ou menor proximidade, mas em todos eles encontramos oportunidades de modelagem e aperfeiçoamento. Particularmente defendo o ciclo completo para a PC e PM/BM e também a mudança constitucional para as GCMs e GMs se tornarem Polícia Municipal de fato, mas preciso ser honesto para entender que nem o ciclo incompleto nem a militarização sejam problemas em si mesmos.
 
Se estiver falando de modelos de policiamento temos exemplos pontuais no Brasil em alguns estados e municípios, salvo as devidas limitações em relação ao pacto federativo, de modelos como o Policiamento Comunitário, Policiamento de Proximidade e o Policiamento Democrático, Policiamento Orientado pelo Problema (POP), Policiamento Preditivo (Baseado em Inteligência), Policiamento de “Tolerância Zero” (Broken Windows), Policiamento de Ordem Pública ou Confronto, Policiamento Baseado em Inteligência, Baseado em Evidências, Baseado em Pontos Quentes, Baseado em Dissuasão Focada que apresentam ótimos resultados, mas repito, falham na implementação pela falta de independência em relação à União, políticas de Estado e subfinanciamento.

Já se falou de pressupostos filosóficos da segurança pública temos sistemas éticos relativistas ou absolutistas (com todas suas subdivisões), modelos punitivistas, retributivistas e reabilitacionistas (e vieses ideológicos relacionados) e misturas entre eles. Uma maior independência e descentralização permitiria testar vários modelos ao mesmo tempo em curto espaço de tempo e adotar regionalmente alguns deles sem precisar passar pelo gigantismo e burocracia federal, ou senão estabelecer um sistema centralizado com diferentes modelos em cada região do país ou um modelo único nacional que tivesse aprovação da maioria dos partidos de direita e esquerda (mais demorado para aprovar e não temos temos a perder).

Modelos como a Teoria da Mente Criminosa de Samenow, Teoria das Janelas Quebradas, Teoria Econômica do Crime e suas respectivas respostas como Restauracionismo Cognitivo, Tolerância Zero e Confisco Alargado de Bens, assim como o aperfeiçoamento do garantismo penal na figura das audiências de custódia para modelos mais próximos daqueles utilizados nos Estados Unidos (Arraignment, barganha, fiança, agente de fiança e caçador de recompensas), na França (onde o reincidente fica preso), Portugal e Espanha (que tem medidas cautelares e de monitoramento melhores que as nossas), no Chile e Colômbia (sistema que torna o modelo mais rápido que o brasileiro), ou mesmo a ausência do garantismo em situações específicas (França, Alemanha, EUA) ou em todas as situações (Japão, Coreia do Sul, China, Cuba, Palestina, El Salvador).

Esse aperfeiçoamento pressupõe também câmeras corporais, penas para reincidentes (como Three Strikes e tornar a reiteração um motivo obrigatório para a decretação da prisão preventiva para impedir que um réu com 30 passagens por furto fosse solto por ser “tecnicamente primário”).

Também necessitamos de integração de sistemas, leitor de digitais, banco de dados genético, monitoramento eletrônico e audiências de custódia por videoconferência.

Modelos como o do Direito Penal do Inimigo (aplicados no Brasil, EUA, França, Alemanha, El Salvador em maior ou menor grau), o Modelo de Punitivismo e/ou Retributivismo como sendo medidas pedagógicas em si mesmos e Modelos de Eficientismo Penal (como o Plea Bargain americano), e Modelos Garantistas aperfeiçoados como os da própria França, Alemanha, Portugal e Espanha até os da Suécia, Noruega e Holanda deveriam ser estudados e adotados no Brasil, caso esquerda e direita deixassem os extremos relativistas e punitivistas e convergissem para um modelo de segurança pública que não utilizasse o crime e seu combate como estratégias e táticas para ideologias políticas. Penso que isso seja virtualmente impossível.

Por fim, se referiu-se a formas de organização policial, penso que a lógica “ou esse ou aquele” está ultrapassada e precisamos pensar em uma lógica “isso e também aquilo” para organizar nossas polícias com ciclo completo, incompleto, descentralizado com múltiplas agências (municipal, metropolitano, estadual e nacional) e centralizado (polícia federal, de fronteiras e viária federal), tanto civis quanto militares, e policiamento híbrido (preditiva, de inteligência e baseada em evidências e comunitária, de proximidade e democrática junto de ordem pública).

Experiências internacionais como o CompStat de NY, os sistemas de inteligência artificial, redes de câmeras com reconhecimento facial em tempo real, sensores preditivos que analisam o comportamento de multidões, perfilamento preditivo e sistema de crédito social utilizados em Israel, China e Reino Unido, policiamento de fronteiras como os dos EUA, Israel, Polônia e China, com sensores térmicos e câmeras de longo alcance, impedindo o fluxo de crimes transfronteiriços e tráfico humano, e as medidas que possibilitaram a desarticulação da máfia americana, a infiltração da máfia italiana, a destruição dos carteis colombianos e a pacificação da violenta NY e da ultraviolenta El Salvador devem ser estudados e modelados.

“Esta discussão é urgente porique é inaceitável que um governador afirme que uma operaçao policial que teve 121 mortos, dos quais 5 policiais seja um sucesso. È um fracasso porque o primeiro objetitvo é que os policiais retornem vivos. È um fracasso porque o objetivo eram mandatos de prisão e resulou em mortes.”
 
Quando você explicar como cumprir mandados de prisão numa área com mais de 100 pessoas treinadas e armadas de fuzil e granada fazendo a segurança do local (tem vídeos deles tirando sarro da incapacidade dos blindados subirem a rua principal), daí você fala sobre sucesso ou insucesso da operação. É sabido que existem bunkers e túneis nas favelas do RJ onde a fuga e o esconderijo são facilitados, e não pode ter mandado de busca coletivo, logo o cumprimento dos mandados fica prejudicado.

Dos cerca de 100 mandados totais, 20 foram presos e 59 foram mortos com mandado. Mas independente dos mandados iniciais não terem sido cumpridos em sua totalidade, a simples capacidade da polícia poder voltar lá para cumprir os mandados restantes é a vitória em si, pois isso era impossível antes dessa operação.

Muitos comparam com a operação da PF em São Paulo sem considerar que em SP a polícia não foi recebida com uma companhia inteira de fuzileiros entrincheirados em zona urbana. A leitura de vários livros sobre operações do COT da PF no RJ demonstra que até em operações da federal, no RJ sempre resulta em confronto. Logo essa comparação é absurda. No melhor dos casos quem a faz é ignorante da realidade ou é desonesto e pura e simplesmente está a realizar uma operação psicológica na população com motivos ideológicos e políticos.

Talvez se o RJ criasse um batalhão treinado em pedras e fundas como Davi e Golias aí seria possível jogar pedras nos fuzileiros do CV mais rápido que eles conseguissem atirar com os fuzis, daí os mandados de prisão teriam sido integralmente cumpridos.

Piadas à parte, tem aquele vídeo com uma casa com cerca de 30 criminosos que se entregaram e foram presos e não mortos, ou seja, quem se entrega é preso, quem atira contra a polícia recebe a legítima defesa no estrito cumprimento do dever e acaba morto. Simples, legalista e doutrinariamente correto em qualquer país desenvolvido, exceto na República Sindicalista de Banânia e Nárnia Brasileira.
 
Outrossim, a profissão policial por natureza envolve riscos e o “sacrifício da própria vida” em prol da sociedade. O foco excessivo na autoproteção poderia, em tese, levar à omissão em momentos críticos onde o risco é necessário para salvar vítimas, seja de perigo iminente e cumprimento de mandados e estabelecimento da soberania estatal em determinado território A doutrina do “voltar vivo a qualquer custo” pode estimular o uso excessivo da força e a doutrina de “não realizar operações onde exista risco de vida para o policial” destroi a própria ideia de ser policial, é infantil, nem faz sentido. Em países com doutrinas de policiamento democrático, o primeiro objetivo é a preservação de todas as vidas envolvidas (policiais, vítimas e suspeitos). Se a sobrevivência do policial é a única métrica de sucesso, uma operação com 100 mortos civis e nenhum policial ferido seria considerada “perfeita”, o que é eticamente questionável (já ocorreu uma vez no RJ). No entanto se a métrica é todas as vidas envolvidas serem salvas, isso só é possível em três situações:

  1. a polícia não operar, não buscar o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão;
  2. a polícia operar fazendo acordos corruptos com os criminosos;
  3. a polícia buscar cumprir os mandados com planejamento e inteligência, e ao receber tiros contra si, revidar para cessar a injusta agressão de maneira proporcional (que foi o que ocorreu).

Do ponto de vista puramente técnico, o objetivo de uma operação é cumprir a ordem judicial (prender ou apreender).

Se o policial volta vivo mas a missão falha e o crime se fortalece, o objetivo estatal não foi atingido. Logo, voltar vivo não é critério de nada.

Se o policial volta sem cumprir a ordem judicial para não revidar a injusta agressão de criminosos que atiraram nele, a missão também falhou.

A não ser que você pense que o cumprimento de mandados judiciais seja em si mesmo suficiente para a agressão armada dos criminosos ser justificável. Daí o problema é totalmente ideológico e político e não prático e operacional.

Mas se o policial foi cumprir a ordem judicial, sofreu tocaias e emboscadas, foi recebido por uma companhia paramilitar inteira e para defender a própria vida e o cumprimento da missão revidou, resultando em mortes por confronto, e no final a força policial pôde ir nos endereços para cumprir os mandados, mesmo que os criminosos procurados tenha se evadido dos locais e poucos mandados foram cumpridos, daí a missão foi sim um sucesso. Uma próxima incursão não terá tamanha resistência, a força policial poderá cumprir a ordem judicial com surpresa e a eficiência será muito maior.

As doutrinas modernas de segurança buscam o equilíbrio através do Uso Progressivo da Força e do Gerenciamento de Riscos. O ideal é que o planejamento minimize a necessidade de confronto para que o policial volte vivo porque a operação foi segura, e não porque ele precisou agir com letalidade máxima para garantir sua saída. No entanto, em zonas controladas por paramilitares entrincheirados, nem todo planejamento do mundo é capaz de zerar o risco de confronto, e quando estudamos a atuação das unidades policiais de referência GIGN, GSG9, Yamas/Yamam, COT, HRT do FBI e dos militares Delta Force, SAS e Sayeret Matkal e Duvdevan vemos que na área geográfica e quantidade de criminosos nessa área como na operação em questão, a polícia do RJ fou operacional e taticamente correta.
 
 
“Em SP, as taxas de homicídios cairam por causa do PCC.”

Em 2025, o consenso entre especialistas é que não existe uma causa única, mas sim causalidade múltipla.

Acredito que a hegemonia do PCC reduziu os conflitos entre facções rivais, entretanto os “tribunais do crime” matam tanto quanto antes, mas aperfeiçoaram as técnicas de ocultação de cadáveres, se desfazendo dos corpos das vítimas, e muitas mortes são consideradas como desaparecidos. Além disso há uma subnotificação de desaparecidos e mortos.

Há a tese de que o governo do PSDB fez acordos em 2006 com o PCC para reduzir as mortes e o prejuízo financeiro e humano do PCC nos ataques de 2006 fez a facção reavaliar seu modus operandi. A ligação com as máfias italianas consolidou essas técnicas de ocultação de cadáver e justiçamento centralizado. Se isso ocorreu foi a atuação do Estado e as mortes pós-2006 (mais de 500 criminosos) que construiu essa ideia de utilizar o próprio PCC para diminuir a violência, contudo a violência permanece no estado de São Paulo e qualquer conflito (de vizinhos, trânsito a brigas em boates) acaba sendo intermediado pelo PCC.

E há a tese da eficiência estatal no Governo Tarcísio/Derrite, que alega que a Muralha Paulista e uso da IA reduziu diversos crimes além do maior investimento na polícia e fortalecimento dos BAEPs e inteligência da PC contra furtos e roubos na capital. E historicamente a resolução de homicídios em SP sempre foi a maior do país.

Essa tese cita o o envelhecimento da população (inclusive da criminal), a melhoria dos índices sociais, o combate à lavagem de dinheiro e a postura firme do governador em situações de confronto policial (como na Baixada Santista, ocasionando o aumento dos índices de letalidade policial, mas reduzindo os riscos da Baixada virar um RJ).

“Há uma discussão correta em torno da defesa dos direitos humanos (correta) e outra em torno da redução das penas e até anistia (errada). São criminosos que precisam cumprir a pena recebida.”

Concordo parcialmente. Existem os extremos (anistia total e irrestrita versus penas absurdas como mais de 10 anos por pintar uma estátua). A ideia da redução das penas se dá num cenário de individualização das penas, correlação com manifestações similares contra o Congresso promovidas pela esquerda em anos anteriores e comparação com as penas para crimes graves por criminosos comuns serem algumas vezes menores que essas. Essas penas só se justificam com a tese de golpe militar organizado que tenha sido tentado a efetivação por essas pessoas, mas a incapacidade de conseguir as imagens das câmeras do dia, não conseguir relacionar cada pessoa individualmente aos idealistas do suposto golpe entre outras objeções torna a ideia de redução das penas por não configurar golpe sem dúvida razoável uma ideia interessante tanto judicial quanto politicamente.

Mas daí se torna uma discussão jurídica, política e ideológica que foge do escopo da trilogia.

Diego
Diego
Responder para  Camargoer.
26 dias atrás

Na verdade as autoridades não querem resolver, inclusive fazem parte do crime.

Ten Murphy
Ten Murphy
Responder para  Camargoer.
22 dias atrás

“Os problemas evidentes de segurança pública no Brasil mostram que nem as autoridades de segurança pública sabem o que fazer.”

Não é tão simples. O problema é que a segurança pública não depende apenas da União, dos estados ou dos municípios. Assim, iniciativas locais são extremamente limitadas naquilo que podem fazer. Modelos ético-morais, modelos de justiça, códigos penais, processuais penais e leis de execução penal são determinadas para um país que é quase do tamanho da Europa inteira, praticamente do tamanho dos EUA inteiros e ignora diferenças regionais, preferências do eleitorado, sequer possibilita testar modelos em áreas menores a fim de otimizar o teste e aprovação de leis.

Logo, entendo que existem pessoas de esquerda e direita que sabem muito sobre o que fazer, mas são tolhidas pelo atual pacto federativo, onde cada mínima mudança precisa tanto passar pelos 3 poderes a nível nacional quanto precisam ser realizadas em todos os estados federativos ao mesmo tempo.

Mesmo assim medidas pontuais como a Muralha Paulista, acordos com o judiciário para tolher benefícios penais de criminosos reincidentes enquanto leis para aperfeiçoamento ou extinção do garantismo penal não surgem (tem gente com mais de 40 condenações soltos por decisões judiciais baseadas na baixa periculosidade presumida do crime ou mesmo em políticas de desencarceramento), seja para mitigar o garantismo em casos de crime organizado e reincidência, seja para modelar sistemas internacionais de sucesso, medidas de integração entre as polícias civil, militar, federal e internacional, leis contra a saidinha (recém aprovada), medidas como penas maiores para crimes hediondos, penas alternativas para crimes comuns, penas mais duras para crimes como receptação demonstram excelentes resultados.

Medidas que alguns estados brasileiros gostariam de implementar são sempre tolhidas no Congresso (geralmente por partidos de esquerda – que tem por modelo de segurança a desmilitarização da polícia, o desncarceramento em massa, o garantismo penal exacerbado e a bandidolatria dos sociólogos que enxergam tudo sob um prisma distorcido do marxismo). Alguns exemplos são o 10-20-life, o three strikes and you’re out, o Plea Bargain, a teoria econômica do crime (com o confisco alargado de bens), teoria das janelas quebradas (com as medidas de Stop-and-Frisk e tolerância zero), teoria da mente criminosa de Samenow, melhor e/ou maior punição para furtos e fuga de abordagens policiais, câmeras corporais, aperfeiçoamento do disque-denúncia, reabilitação cognitiva, aperfeiçoamento da fundada suspeita modelando o Stop-and-Frisk, Terry Stop, Stop and Search, Contrôle d’identité, Carding e Street Checks, inteligência de dados e auditoria social (embora utilizar dados demográficos para punir policiais seja um caso claro de correlação sem causalidade por limitação ou enviesamento de variáveis), treinamento em vieses implícitos e estudos sobre índices de criminalidade por grupos demográficos e separação clara entre medidas sociais e policiais assim como medidas militares baseadas nas Civil Affairs Brigades do USASOC.

Há que se lembrar dos modelos de segurança pública de países com baixas taxas de criminalidade e reincidência e tentar correlacionar e modelar tanto as medidas legais e policiais como também as variáveis geográficas, demográficas, culturais, educacionais etc., para não colocar tudo na conta desta ou daquela medida específica. Cito aqui desde os países que venceram a violência, a máfia e os cartéis (Itália, EUA e Colômbia), os países desenvolvidos de referência (Noruega, Suécia, Holanda, Finlândia, Suíça), os países mais parecidos conosco (Portugal, Espanha, França e Alemanha), os países com modelos alternativos e baixíssimas taxas de criminalidade (Taiwan, Singapura, Japão, Coreia do Sul, El Salvador).

Então, as autoridades sabem sim o que fazer, mas o tamanho do país, a polarização política, os interesses partidários e ideológicos e a forma como o sistema de segurança pública está organizado impede a maioria das mudanças, sejam de qual espectro político forem, e a meu ver criar um sistema nacional e centralizado de segurança pública tem mais malefícios que benefícios. Aposto na descentralização e no 1% a 2% po PIB para a Polícia Federal, Polícia Viária Federal e uma nova Polícia Nacional ou Guarda Nacional.

Maurício Veiga
Maurício Veiga
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Discordo plenamente da sua opinião, o Urutu está apto a cumprir missões associadas a segurança nacional em apoio às forças policiais em qualquer localidade do território nacional e isso se deve justamente a facilidade de manutenção desse veículo que utiliza peças de produção nacional…

Deadeye
Deadeye
Responder para  Maurício Veiga
1 mês atrás

Em 2018 o BOPE no RJ recebeu alguns, o que ocorreu com eles?? porque a doação ocorreu, e eu nunca mais os vi sendo usados em operações.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Deadeye
30 dias atrás

Segundo o RDX, o BOPE devolveu o que, segundo o Esteves, indica que são inadequados para serem usados em segurança pública pela PMRJ

joao
joao
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

O problema na PMERJ é outro… querem $$ pra licitar “daquele jeito”…. ou querem algo, na visão deles, “mais operacional”, sendo que isso acaba se encaixando “em mais maneiro” e não em mais efetivo no cumprimento da missão.

O Urutu é “pequeno” e de manutenção muito fácil.
Combateu e ainda combate “em guerras” MUITO mais intensas…. do que bandido com arma leve.

Lembrando que Fuzil e metralhadora (mesmo a MAG e M-60) são doutrinariamente consideradas leves.

As granadas q os bandidos usam normalmente são só ofensivas, não tendo luva de estilhaços , além de muitas serem caseiras.

dificilmente há uma .50 e inexiste arma AC.

Vinicius
Vinicius
Responder para  joao
29 dias atrás

João

Discordo da sua opinião quando fala que dificilmente há uma .50, aqui em São Paulo, quando se tem ocorrência com carro forte, é constante a presença dessa arma. O calibre .50 se popularizou nessas ações, inclusive com morte de policiais. Em um passado recente, coisa de 2 anos, uma equipe do BAEP do interior do Estado deparou-se com criminosos que haviam participado de um roubo a carro forte, onde o Sargento da equipe foi alvejado e morto por um disparo de calibre .50. Nessa ação, os três criminosos que ocupavam o veículo, foram neutralizados por um policial que era o atirador designado da equipe.

João
João
Responder para  Vinicius
29 dias atrás

Prezado
Sim, tem .50, mas não é “comum”, como em uma situação de combate entre 2 exércitos.

Maurício Veiga
Maurício Veiga
Responder para  Deadeye
29 dias atrás

Você já viu alguma coisa funcionar no RJ?Eles já testaram inúmeros veículos, nada dá certo na “Cidade Maravilhosa”, por que será?!?!

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Maurício Veiga
28 dias atrás

ola Veiga,

Vamos mudar de perspectiva . e se a opção for que as coisas fiquem como estão e que as mega operações sirvam apenas como propaganda?

E se de fato, seja do interesse do comando da polícia ou da classe política que a crise na segurança pública seja mantida, porque enquanto são feitas mega operações, toda a parte do crime organizado relacionado com propinas e lavagem de dinheiro fique esquecida?

faz sentido?

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Maurício Veiga
1 mês atrás

Olá Mauricio.

Vou seperar o problema de segurança pública em grupos para podemos avaliar a eficácia de um veículo destes no combate ao crime

1) sabemos que o tráfico, contrabando e outros crimes demandam um sistema de lavagem de dinheiro que passam por empresas financeiras, como fintechs ou BET. O ponto mais sensíveil do tráfico é a lavagem de dinheiro. Isso é trabalho de investigação policial. Coloco como exemplo as recentes operações da PF em torno da prisão de banqueiros e políticos envolvidos com as milícias e facções.

2) a maioria dos chamados da polícia são para casos de pequena importâncias, como discussẽos, brigas entre vizinhos ou familiares ou outras coisas. São resolvidas na maioria pela presença de uma viatura simples com dois policiais. Casos mais graves como violência doméstica ou familiar também são resolvidos pelos policiais usando viaturas simples. 1/3 dos homicídios estão realcionados com o tráfico, 1/3 com crimes afetivos ou brigas. Em nenhum dests casos, a presença de um Urutu na garagem das polícias faria diferença.

3) Um veículo como o Urutu só faz sentido para ser usado na dispersão de multidão, como briga entre torcidas. Mesmo neste caso, o Urutu é inapropriado por ser frande e pesado e não ter, por exemplo, um canhão de água, geralmente usado em operaçẽos de polícia de choque para dispersão de multidão

4) o Urutu é um carro de combate, projeto para operar no cenário de guerra das décadas de 70 e 80. Policia precisa de muits viaturas comuns, de algumas viaturas tática (como grandes SUV blindadas) e as polícias que possuirm batalhões de polícia de choque, demandam viaturas blinddas projetadas especialmente para a dispersão de multidão.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Não, Camargo.

Como você bem disse, a grande maioria das ocorrências policiais são por pequenos crimes. Roubos, furtos, assaltos à mão armada, etc., que podem ser atendidos por viaturas normais, como carros e motos. E são.

Para cada grande veículo blindado em qualquer determinado batalhão da PM, pelo menos aqui no Rio, tem 10 a 15 vezes mais, veículos normais.

Esses veículos não são para operações diárias (embora, infelizmente aqui no Rio sejam muito utilizados), mas sim para operações pontuais. Eles tem um monte de serventias, inclusive resgate de policiais sob fogo cerrado de bandidos. Eles são enviados apenas para locais, áreas de risco, e operações nas quais uma viatura normal ou não conseguiria executar a tarefa, ou colocaria a vida dos policiais em risco.

Eu posso tentar buscar dados estatísticos disso, mas veículos blindados de grande porte provavelmente não são usados nem em 1% das ocorrências policiais por aqui ao longo de um mês. MAS… essas ocorrências tem MUITO mais visibilidade pela mídia e pelo povo em geral. Até porque são ações mais impactantes não apenas no local, mas na cidade como um todo.

A estratégia de segurança pública independe deste tipo de aquisição pelas Polícias. É um caso de ‘é melhor ter, e nunca precisar usar, do que precisar usar e não ter.’

No caso, aqui no Rio, precisamos muito sim.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

Olá Leandro

Acho que concordamos em todos os pontos, exceto sobre o uso do Uurutu, que é uma viatura antiga e projetada para combate.

Os batalhões de choque das policias estaduais precisam de viaturas blindadas projetadas para atuarem em cidades, com visibilidade adequada (imagina um veículo destes atropelando uma pessoa ou coisa assim porque a visibilidade do motorista é restrita).

Estas viaturas blindadas projetadas para atuarem em segurança pública são masis adquada e eficázes que estes velhos Uruturs do EB.

Alguns colegas comentaram do Maverick, mais curto que o Urutu e com muitas janelas. que é usado pelo BOPE. Alguém comentou que há um problema com o contrato de manutenção, o que prejudica a sua diponibildiade.

Acho que a PMSP usa um veículo israelente, inclusive um modelo mais pesado com canhão de água para dispersão. Eu não sei se foram adquiridos oiu se estão alugados. São veículos projetados para atuar em segurança pública, o que significa maior garantia da segurança dos policiais e também das pessoas, mesmo que sejam torcedores envovidos em brigas e quebra-quebra.

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joao
joao
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Camargoer…..

Então…

Mas janelas?
Bom…. uma Vtr dessa se desloca para local de atuação escoltado e, por muitas vezes, com batedor balizando.
Além disso, até o local de atuação, o motorista não fica escotilhado.

No local da atuação propriamente dito, se ele está sendo empregado, não haverá transeuntes…..

Resumindo:
É mais fácil eu ou vc atropelar alguém, do que um Urutu em emprego…

segundo, se dá para usar blindado com janela……. ainda não precisa do Urutu.

Mas, sem sombra de dúvida, por experiência própria, de ver o Urutu ou Guarani indo e outros recuando….. frente ao que as ORCRIM tem adquirido, Urutus são bem vindos nas PM e PC.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  joao
29 dias atrás

Olá João

è como comentei em outro lugar, existe um Fundo Nacional de Segurança Pública, administrado pelo MInistŕio da Justiça.

os governos estaduais podem e devem submeter propostas para este Fundo, seja para o reaparelhamento ou treinamento das forças de segurança estaduais.

são cerca de R$ 2,5 bilhões por ano. Portanto existem recursos.

Esta viatura do Choque da PMSP é usada para dispersão de multidão. É comum vê-las ao lado dos estádios, por exemplo. Peo que lembro, a última vez que a PMSP os usou foi em 2022 para liberar as rodovias de SP dos bloqueios após os resultados da eleição.

Obviamente, seria um erro coloca-los para se movimentar em favelas. Para este tipo de função tática, a PMSP usa o Wolf

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João
João
Responder para  Camargoer.
29 dias atrás

Me dá arrepio dever uma Vtr dessas da foto q vc postou, imaginando ela em emprego contra fuzis ….

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  João
29 dias atrás

Então..

O Wolf é a viatura tética do batalhão de Choque da PMSP. Aquele maior é usado para dispersão de multidão.

Não sei dizer qual a blindagem deste veículo da PMSP, contudo foi comprado novo e especificado pelo comando do batalhão de Choque.

Esta ideia de improvisar, como tanta gente defende aqui, é um desrespeito ao policial.

Em um comentário vocẽ também levantou os problemas da falta de apoio ao policital e outras questões, inclusive de equipamento inadequado, enquanto que outro colega comentou que qualquer coisa é melhor que nada.

No caso de ações tática da PM, qualquer coisa é pior que nada porque eleva o risco da operação. Começo a desconfiar que, ao contrário de mim, tem gente que gosta de policial morto. A gente sabe que um cadáver pode ser um troféu forte para criar movimentos de massa, como o assassinado do diplimanta nazista Ernst vom Rath, que serviu de gatilho para a noite dos cristais.

Um policial morto em uma operação pode ser o cadáver necessário para criar na tropa um sentimento de vingança ou coisa assim que sirva para algum propótiso.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

O Urutu não seria uma boa opção para o BOPE romper as barricadas dos traficantes nas favelas cariocas?

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Fabio Araujo
1 mês atrás

Olá Fábio.

A primeira discussão é sobre a eficácia desta estratégia de invadir favelas como meio de combater o tráfico de drogas. Há menos de 3 meses, a polícia do RJ fez uma operação assim que resutou em 121 mortos, sendo 5 policiais. Em função do vazamento de informações, a cúpula do CV fugiu e apenas uma fração dos mandatos de prisão foram feitos. Neste momento, o CV já recompôs a sua organização e o território continua ocupado por ele.

Isso nem é novidade. Lembro de inúmeras operações que se repetem com a mesma ideia e que jamais tiveram sucesso em desmantelar o CV ou as milíicias. Lembre que Braga Neto (que esta preso) já comandou a segurança do RJ e o resultado foi inócuo.

A segunda discussãio é sobre qual estratefia de combate ao crime organizado funciona. O combate á Máfia na Itália e EUA, por exemplo, mostra que é por meio do aperto financeiro. Organizações criminosas são combatidas focando a lavaegm de dinheiro. A situaçao no RJ mostra que o crime organizado, seja o CV ou as millícias, está infiltrado no poder político. O fato da PF apreender R$ 430 mil na casa do deputado do PL Sóstenes dá uma dimensão.

R$ 430 mil na poupança rendem R$ 3 mil em um mês. È um belo dinheiro. È difícil encontrar uma explicação para deixar este dinheiro em casa exceto o fato de ser ilegal.

Terceiro. quem conhece qualquer favela no Brasil sabe a dificuldade de manobrar um Urutu por suas vielas. São ruas estreinas, curvas apertadas, inclinadas e cheio de becos. Um Urutu foi planejado para com combate, para atravessar rios… um Urutu não serve nem para ser usado por batalhões de choque para dispersão de multidão.

O pior que se pode fazer para um policial é dar para ele um equipamento improvisado ou inadequado.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Na minha opinião, a discussão não é sobre invadir ou não favelas. Seria sobre se o veículo seria adequado ou não para uso por forças policiais.

Ele seria sim.

Mas se descambar para mancha criminal e favelas, acho que o debate teria que ser ‘como acabar com as favelas como meio de diminuição da criminalidade e alavancar desenvolvimento social e ecológico (reflorestamento com espécies nativas das áreas onde antes eram favelas).’

Qualquer outro debate seria paliativo.

Última edição 30 dias atrás por Leandro Costa
Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

Olá Leandro

Se a discussão ś sobre o Urutu, ele é inadequado para ser usado como veículo blindado para forças policiais e para ações de segurança pública, seja em favelas, portões de estádio de futebol ou durante quebra-quebra em aveninas principais.

O Urutu é um proejto antigo e pensado para combate, para levar e trazer soldados e se for preciso atravessar um rio. A visibildiadfe do motorista é restrita, o que pode causar acidentes durante uma ação tática, como atropelar civis ou ate mesmo outros polciais que estejam se movimentando.

O Urutu introduz mais um fator de incerteza do que de segurança para as forças policiasi envolvidas em ações táticas.

Existem veículos modernos e projetados para atuar em segurança pública, inclusive na dispersão de multidão,

Usar o Urutu é um improviso que coloca os policias e a população em risco

A PMSP usa veículos blindados fabricados em Israel que foram projetados para uso urbano. Possuem ampla visibilidade e alguns possuem canhões de água para dispersão de multidão, coisa que precisa ser feito por exemplo nos casos de brigas de torcidas, algo que acontece no mundo inteiro, exceto talvez no Japão que as torcidas adversárias recolhem o lixo juntas.

joao
joao
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Então…

Mais uma vez …. considerações que distorcem a realidade….

1) Muitas das operações são para impedir o combate entre facções, ocasiões, que se não fosse a intervenção policial, seria um caos absoluto no local…. ou seja, as polícias salvaram muitas vidas com as operações

2) Vazamentos, corrupção etc etc não eximem da necessidade de também atuar contra a “força de guerrilha” das ORCRIM…

Nem em Nárnia, há de se pensar que os traficantes, sem os “tais verdadeiros chefões da zona sul e faria lima” (como gostam de dizer por ai…..) iriam deixar seu controle e poder local se as circunstancias milhares outras mudassem.
Tem que ser de uma “faixa branca” tremenda…..

3) As ações de pacificação e intervenção só foram parcialmente inócuas (porque quem sofreu nas mãos de criminosos não acha inócuo, só quem tem pena de bandido), porque as políticas públicas da União, do Estados do RJ e do Município, não foram tomadas aproveitando o estado de pacificação.

4) Comparar a mafia italiana com as ORCRIM no Brasil é de uma inocência tão tremenda, que dá dó…..
A máfia italiana tinha, e tem ainda, homens com armas.
As ORCRIM no Brasil tem Forças de Guerrilha…..

5) Quem conhece uma favela sabe que também há vias, nas quais um Urutu pode progredir, e ali, bem mais perto da viela ou qq outro local, é MUITO mais seguro para quem está sob fogos intensos….

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Fabio Araujo
30 dias atrás

Se equipados com a lâmina, seriam uma boa ajuda sim para a maior parte delas.

Adal
Adal
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

O primeiro pensamento que vem é esse, de disponibilizar esses veículos pelo Brasil afora. Mas você descreve bem que raramente existem conflitos urbanos que precisam deste tipo de veículo, apesar de todo descontrole do crime que sentimos na pele dia a dia. Nada como uma opinião técnica para desconstruir achismos.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Adal
1 mês atrás

Que opinião técnica? Esse sujeito nunca colocou um pé dentro de um quartel de uma polícia militar. Ele faz proselitismo ideológico disfarçado de opinião técnica…aliás, não tem técnica algum no que ele escreveu.

Renato B.
Renato B.
Responder para  Santamariense
30 dias atrás

Tipo farmacêutico reclamando de professor de opinião técnica sobre uma terceira área…

Última edição 30 dias atrás por Renato B.
Santamariense
Santamariense
Responder para  Renato B.
29 dias atrás

Justamente por ser farmacêutico que eu não fico c@g@ndo teses e mais teses sobre o que eu não domino…e sempre coloco que é minha opinião, não verdade absoluta como esse outro aí que tu parece defender. E mais coisa, Renato B., vai dormir…

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Adal
30 dias atrás

Olá Adal.

Obrigado pelas gentileza.

Nem sempre é fácil, mas fico feliz quando colaboro com o debate

Aproveito para desejar Boas Festas e Feliz 2026

Sergio
Sergio
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Aqui em SP a grande maioria das ocorrências é ” padrão primeiro mundo”.

Mesmo levando-se em consideração a presença invisível e diabólica da ” espectre paulista” e os patifes que a subsidiam lá da faria lima.

Há assaltantes violentos de celulares e motos , o que aliás e surpreendente anda sendo muito contestado por alguns membros do alto escalão da ” espectre” que sugerem até o justiçamento desses elementos.

Pra isso servem as viaturas do policiamento normal.

O que necessitamos, aqui e em todo o Brasil é de legislação penal adequada, modernização do sistema penitenciário e retaguarda aos policiais por parte do judiciário e executivo.

A única realidade que sugere necessidade de um brucutu desses é a do Rio de Janeiro.

Tomcat4,7
Tomcat4,7
Responder para  Sergio
30 dias atrás

Tem o combate ao novo cangaço e roubo de transporte de valores tbm.

Renato B.
Renato B.
Responder para  Tomcat4,7
30 dias atrás

Sobre o novo cangaço, pegar os bandidos antes de começarem o ataque já demonstrou ser muito mais efetivo do que conter o assalto depois que começou. A PMMG demonstrou isso anos atrás. Mesmo assim acho que helicópteros serão mais efetivos para rastrear e perseguir veículos na estrada do que um blindado pesadão que só vai comer poeira.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Tomcat4,7
29 dias atrás

Roubo a carga é feito por quadrilha especializada, que tem informação privilegia e apoio dentro das empresas, sejam as de valores, medicamentos ou eletrõnicos.

A investição geralmente começa por quem sabia do transporte de um lado e do outro onde ocorre a receptação.

Roubo de medicamento depende de farmácias na outra outra ponta.

São crimes que demandam inverstigação do MP, escutas, quebra de sigilos bancários e eventualmente delação.

Vinicius
Vinicius
Responder para  Camargoer.
29 dias atrás

Caro Camargoer

Atualmente a manutenção das viaturas da PMESP são feitas por oficinas terceirizadas, através de pregão eletrônico. Alguns batalhões possuem suas próprias oficinas e conseguem realizar manutenção básica, como trocar pastilhas de freio, correia dentada e outros serviços. Depende do conhecimento do policial escalado na função de mecânico e da capacidade dos batalhões em ter peças sobressalentes. Pode ser que em alguns lugares a prefeitura ajude na manutenção, mas não é tão comum como em outros tempos. Sobre o emprego do Urutu nas policias, se isso ocorresse em São Paulo, ficaria a cargo dos batalhões de Choque ou BAEPs. Poderia ter utilidade em ocorrências do tipo dominio de cidades, mas ai dependeria da capacidade da PMESP em conseguir realizar a manutenção adequada para que o blindado esteja sempre a disposição da tropa e da criação de uma doutrina de emprego do blindado. Usando o Rio de Janeiro como exemplo, o ideal seria blindados com esteiras, lembrando que cada estado tem as suas peculiaridades no serviço policial.

João
João
Responder para  NEMOrevoltado
1 mês atrás

Vai ter PM contemplada.

comenteiro
comenteiro
Responder para  João
1 mês atrás

Me lembro de tanats notícias sobre equipamentos encostados pois não tinham contrato de manutenção. Espero que as coisas tenham melhorado.

Marcos
Marcos
1 mês atrás

Nunca vou esquecer que quando criança, no Dia do Soldado, o exército na minha cidade levava os alunos da rede escolar para passear de Urutu pela cidade. Era a maior diversão.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Marcos
1 mês atrás

Eu também lembro disso.

Eram Urutus e carros de bombeiro, mas creio que era no dia das crianças.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Marcos
1 mês atrás

Hoje em dia deve ser proibido, algum partido de esquerda já deve ter pedido ao supremo para eliminar essa ameaça fascista.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  José Gregório
1 mês atrás

É permitido, tanto que a FAB faz os portões abertos e a MB organiza visitações nos navios. Sempre que consigo, vou para Santos visitar algum navio da MB.

Aqui onde moro, os bombeiros fazem passeio com as crianças no feriado do aniversário da cidade .

Nao temos batalhão do EB mas tem o clube dos carros antigos.

Se o EB não faz mais, é decisão dele.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
1 mês atrás

Me recordo que o EB havia doado alguns Urutu para a PMERJ, há mais ou menos 10 anos. Alguém sabe o que foi feito deles?

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Dagor Dagorath
1 mês atrás

Supunho que estão sucateados. Não são operados há anos.

Lembre que naquela operação que resultou em 121 mortos, o governo do RJ declarou indispor de viaturas blindadas operacionais.

Existem modelos de viaturas blindadas especialmente projetadas para operaões policiais e de segurança pública, o que inclui peso, tamnho, visibilidade, etc… obviamente, o Urutu se tornou obsoleto para a guerra e continua inadequado para segurança pública

Faria sentido doar estes equipamentos para o Paraguai ou Uruguai que continuam usando o modelo. 145 unidades sigfifica manter 100 delas operacionais por muitos anos com outras 50 como fonte de peças.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Na verdade, a maioria dos ditos “caveirões” são inadequados para operações urbanas e em favelas. São pesados, desajeitados e com pouca mobilidade. O grande acerto foram com os Maverick, comprados da África do Sul, esses sim projetados para áreas densamente povoadas.

Mas os Urutu só vi na cerimônia de recebimento e nunca mais.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Dagor Dagorath
1 mês atrás

Ola D.D.

Exato.

Estes veiculos Urutu são inadequados para qualquer tipo de operação de segurança pública.

Os batalhões de choque são acionados em operaçẽos de dispersão de multidão, como por exemplo brigas de torcida ou outras situações como aquela que ocorreu em Brasilia.

Elas também demandam veículos blindados ágeis e equipados com canhões de água, uma ferramenta bastante conhecida pelos batalhões de choque.

Sobre operações em favelas, já cometei bastante que são inócuas para o combate ao tráfico de drogas, cujo ponto mais sensível são os meio de lavagem de dinheiro.

Apenas diturdas usam carros de combate militares em operaçeos de repressão e de segurança pública.

Esteves
Esteves
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Essa gente precisa dirigir uma pick-up diesel para conhecer o básico da mobilidade de um veículo 4X4 em cidades.

Um blindado 6X6 indo ou tentando ir a uma comunidade? No morro? Em uma viela?

Alguém aqui já entrou no Parque Santo Antônio ou no Parque Fernanda em SP?

Pelo amor dos meus filinhos!

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Olá Esteves

Estas duas no detalhe eu nunca fui, mas tinha amigos da escola técnica que moravam no Jardim Angela, lá no meio. Lembro que a gente se sentia seguro porque meu amigo morava lá.

Também conheci bem a favela de Heliópolis, ali atrás do hospital. Em Mauá, como meu avô era Pastor protestante, eu o acompanhava muito, Então conheci bem o Jarfim Oratório e as partes mais pobres do Parque das Américas.

Umas das características destas favelas na década de 80 era a ausência de ruas pavimentadas. Eram vielas de ruas de terra, coim casas mal alinhadas. Ao longo da década de 90, elas foram urbanizadas, mas o traçado ficou bem irregular com rampas e obstáculos normais, como carros estacionados, muita oficina de bairro. A eletrificação é fora do padrão, o que prejudica bastante a movimentação de veiculis mais altos. Enquanto as ruas fazem cuvas e serpentes, por causa da inclinação, os moradores cortam caminho usando vielas e escadas de concreto.

Uma outra característica é a grande quantidade de pequenos comércios. Bares, mercadinhos, lugares para corte de cabelo e tudo mais. É um comércio local intenso.

As favelas mais antigas já tem serviço de água, esgoto e as ruas são asfaltadas. Eu acho que um Urutu até entra.. mas depos não consegue mais sair, nem de ré. Tem que fazer um buraco e enterrar ali.

Última edição 30 dias atrás por Camargoer.
Nilo
Nilo
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Professor o senhor tem tem Dr. Ou mestrado?

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Nilo
30 dias atrás

Olá Nilo,

Pode chamar de Camargoer mesmo.

Defendi o mesrtado no Brasil em 1999 e o doutorado em 2001 no Instituto de Tecnologia de Tóquio.

Nilo
Nilo
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Obrigado, por ter dedicado parte de sua vida em se aperfeiçoar a criar novos conhecimentos em uma sociedade de larga presença do negacionismo, da desinformação, de uma cultura que não estimula o pensamento crítico. Que minha discordância em determinado momento seja seu estímulo de perseverança de busca de soluções transformadoras e convergentes que só o diálogo propícia.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Nilo
29 dias atrás

Olá Nilo.

Pois é. A gente precisa discordar para debater.
Aprendo muito aqui na trilogia. Mudei de opinião algumas vezes. Em outras, fiquei mais convicto.

É um processo né? O intolerável é a falta de educação e a ofensa.

Certo dia, cometi um erro no estacionamento da farmácia. Pedi desculpas mas o rapaz respondeu que “é fácil pedir desculpas depois de fazer a besteira”… achei estranho porque ninguém pede desculpas antes de cometer um erro, e assumir que cometeu um erro é mais difícil que ter certeza que fez tudo certo.

Decidi ficar em silêncio. O momento era inapropriado para discutur Lógia e Ética.

Aproveito para desejar Boas Festas e Feliz 2026.

Última edição 29 dias atrás por Camargoer.
Carlos
Carlos
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Cara chato heim .. Grudento ,!
Já pensou esse tagarela elevado ao cubo…
Se liga cara
Jesus…..!!

Santamariense
Santamariense
Responder para  Carlos
1 mês atrás

Esse daí tem a mania insuportável de querer dar aula sobre todo e qualquer assunto. Ele se acha douto em tudo…não passa de uma mala sem alça…

Henrique A
Henrique A
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Por qual motivo uma coisa exclui a outra? Não é possivel combater lavagem de dinheiro E combater no terreno?

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Henrique A
30 dias atrás

Olá Henrique,

1) Sobre o Urutu. É um equipameneto inadequado para ser usado em operaçẽos táticas das polícias. Seu projeto é inadequdo, começando pela baixa visibildaide.

As policias precisam de viaturas projetadas e testadas para serem usadas em área urbana, seja em favelas, nas portas de estádios durante briga de torcidas ou em grandes espaços quando há perda de controle, como aconteeu em Brasília,

Improvisar equipamentos é colocar o poliicial em risco. Eu sempre lembro que uma operação policial que termina com a morte de 5 policias, como aconteceiu em outrubro no RJ é um fracasso. È algo que deveria derrubar a cúpula de toda a policia.

Quem defende este tipo de operação empregando material improvisado, como seriam Urutus, demonstram desprezo pelo polcial. Há um vídeo da II Guerra de um carro blindado nazista deiando Paris. As imagens mostram o momento que ele é atacado e pega fogo. É um vídeo clássico de documenários sobre a II Guerra.

2) Combate á labagem de dinheiro e á corrupção. Estruturas mafiosasa como o CV, PCC e as milícias são combatidas estrangulando a lavagem de dinheiro. Estas estrutura mafiosas são caras e precsam de fluxo de caixa;

Nada adianta operaçẽos táticas como a de outubro de 2025 se os líderes foram informados com antecedência e fugiram. O que pouca gente percebeu foi a coincidência da operaççao no RJ ao mesmo tempo que o Derrite era nomeado para relator da PL antifacção. Em nenhum momento da história do combate ao crime no RJ se lançou uma operação como aquela. O que não contavam era com a astúcia de Derrite, que supunha lançar uma base para sua candidatura para o Senado em torno da segurança pública.

3) A questão do território. Já se tentou antes um confronto direto entre as forças policiasi e o CV para retomar o controle do território. Nunca funcionou. Na verdade, a situação se tornou pior porque as milicias que surgiram como resposta ao tréfico se tornaram elas mesmas organizaçẽos criminosas.

Então, a retomada do espaço demana que se consiga enfraquecer e desorganizar a cúpula do crime por meio do combate á lavagem de dinheiro.

Henrique A
Henrique A
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

PM na doutrina atual é polícia ostensiva, significando que ela tem que incursionar seja lá onde for ou você acha que a PM tem que prevaricar?

Qualquer coisa é melhor que nada; vários estados estão quebrados e blindados diferente do que você acha são sim muito demandados;

O Urutu não é muito maior do que o carro forte adaptado usado na PMERJ.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Henrique A
29 dias atrás

Sim, as policias militares fazem policiamento ostentivo e também são treinadas para operações táticas e especiais,

O que considero um equívo é assumir que “que qualquer coisa serve” para equipar os policiais.

Aliás, uma chefia de um setor público que forneça EPI inadequaods, improvisados ou defeituosos que colocam em risco a segurança e a vida do servidor público incorre em conduta dolosa na esfera criminal e também responderá processo administrativo disciplinar.

O policial deve considerar a situação tática e deve evitar uma situação na qual o risco seria inacitável, como por exemplo nos casos de receber um equipamento improvisado e inadequado.

Bombeiros, policiais ou qualquer profissional que atua como socorrista é obrigado a prestar socorro exceto nos casos em que se colocaria em risco pessoal. Vale a regra que um socorrista mortou ou ferido se tirna uma vítima.

Usar Urutu ou caminhão cofre são adaptações e improvisos inaceitáveis. Um corporação profissional deve ter o equipamento adequado para ser usado nas situações adequadas.

Henrique A
Henrique A
Responder para  Camargoer.
29 dias atrás

De onde vai vir o dinheiro pra adquirir esses meios mais adequados? Eu mesmo preferiria algo como o Lenco Bearcat mas a unidade sai por uns $300 mil dólares!

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Improviso por improviso o Urutu é melhor que um carro forte.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Henrique A
29 dias atrás

O governo federal dispõe do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), cujo objetivo é apoiar o reaparelhamento e treinamento das forças de segurnça pública por meio de projetos.

Em 2024, foram repassados para os Estados cerca de R$ 2,4 bilhões. Em 2024, o RJ recebeu cerca e R$ 42 milhoes desse fundo. Os recursos são destinados aos projetos apresentados.., caberia ao comando da PMRJ elaborar o projeto adequado.

Outra fonte seriam as emendas parlamentares. O RJ tem vários deputados federais que poderiam destinar recursos ou mesmo os deputados estaduais, caso a PMRJ considere estra compra prioritária e consiga convencer seus representantes legislativos.

Nesse aspecto, o papel do governador é fundamental.

Assumir que o Urutu é uma solução improvisada aceitável ignorando os meios institucionais disponíveis para obter recursos são dois equivocos.

joao
joao
Responder para  Henrique A
30 dias atrás

é q não atuando no terreno preserva quem mantem esse pessoal nas mamatas

RDX
RDX
Responder para  Dagor Dagorath
1 mês atrás

O caveirão apesar de ser uma porcaria é mais útil que o Urutu e, o mais importante, é fácil de manter, uma vez que as peças de reposição são facilmente encontradas no mercado civil.
O Maverick talvez seja o melhor APC policial do Brasil. Na prática, operar o Maverick sempre foi um desafio logístico para as polícias do RJ. Nenhuma peça era encontrada no Brasil. Desnecessário dizer que a disponibilidade sempre foi baixa. Os poucos que ainda estão em operação foram modernizados durante a intervenção pelo EB. Salvo engano, tais unidades modernizadas receberam algumas peças nacionais.

Última edição 1 mês atrás por RDX
Tutu
Responder para  RDX
1 mês atrás

Existe um estudo da PMRJ dizendo que o blindado ideal para uso nas favelas seria o M113 com esteiras de borracha. Fizeram alusão ao uso deles na invasão do alemão e tbm como até os Clanf da MB tem uma boa agilidade quando comparados aos “Caveirões”. Entretanto nunca estivem disponíveis para as PMs.

comenteiro
comenteiro
Responder para  Tutu
29 dias atrás

Lembro de ter visto na TV uns caveirões patinando nas ladeiras de alguma favela pois os traficantes ou milicianos jogaram óleo na rua.

RDX
RDX
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Não tem nada sucateado. 3 Urutus foram usados pelo BOPE durante a intervenção e após pouco tempo de uso foram devolvidos. Desconheço o motivo.

Esteves
Esteves
Responder para  RDX
1 mês atrás

Devolvidos porque foram inúteis.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Olá Esteves.

Então, estão na lista dos que vão ser desativados.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Não. O que o Governador do Rio disse é que lhe foi negado o uso de blindados (de lagartas) para a operação que, na cabeça dele, conseguem transpor os obstáculos com mais facilidade.

RDX
RDX
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

As facções criminosas aprenderam a neutralizar blindados sobre rodas.
Durante operações é comum encontrar fossos nos acessos e óleo derramado em ladeiras asfaltadas.

juggerbr
juggerbr
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

Tenta subir um morro com veículo de muitas toneladas, com seu eixo traseiro patinando no óleo… E tomando tiro de 7,62.
Com lagartas seria menos difícil.

Talisson
Talisson
Responder para  Dagor Dagorath
1 mês atrás

Doou uns 7 para a Brigada Militar ano passado.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Dagor Dagorath
30 dias atrás

Até onde sei ainda estão na ativa. Posso pesquisar e ver isso depois.

Sequim
Sequim
1 mês atrás

Talvez fosse interessante transformá -los em drones de reconhecimento.

Mauricio R.
Responder para  Sequim
1 mês atrás

Antes alguém teria que desenvolver a tecnologia necessária, o que no caso de UGV’s, não é pouca coisa.
Basta acompanhar o monitoramento de veículos de carga urbanos.
Ao contrário de UAS e UUV, o ambiente terrestre é repleto de intercorrências que afetam a condução segura de UGV’s, mesmo em campo aberto e modos de comando e controle satelitais.

Sequim
Sequim
Responder para  Mauricio R.
1 mês atrás

Entendo. Talvez a solução dada pelo Bardini seja a melhor então: manter em estoque como arsenal de reserva, afim de dar trabalho a um possível agressor. Creio que valeria a pena algum nível de sofisticação, como agregar alguma capacidade de guerra eletrônica.

Esteves
Esteves
Responder para  Sequim
1 mês atrás

Meios mecânicos como veículos e armas tornam-se caros e difíceis de manter em razão da obsolescência.

Precisaria existir uma rotina para substituição de mangueiras, óleos, partes que ressecam e trincam pela falta de uso como pneus e engrenagens. Para isso teria que existir multiplicação dos esforços…quem aprende vai ensinando.

Isso obrigaria manter doutrina dos anos 1960. Em 2026?

Brito
Brito
Responder para  Sequim
1 mês atrás

Plataforma de comando de drones FPV e reconhecimento, o que consederia proteção minima as tropas no terreno..

Bardini
Bardini
1 mês atrás

Milhares de fuzis, centenas de obuseiros e morteiros, Urutus em conjunto com o Cascavel e muitos outros sistemas, devem ser acondicionados para equipar unidades reserva. Essa é a melhor e mais barata forma de gerar massa no curto prazo, agregando assim, capacidade residual de absorver o atrito de um conflito de maior duração.
.
Custaria uma merreca perante os benefícios, dado que são sistemas que ainda são puramente mecânicos, com baixo teor tecnológico, que demandariam manutenções pontuais e de baixa complexidade, podendo ser realizadas com o apoio de conscritos, sob instrução de pessoal especializado.
.
Falar em modernizar Cascavel ou Urutu, não tem fundamento. Estes blindados deveriam ser mantidos como se encontram. O que deveríamos fazer, é comparar Guarani para substituir ambos. Isso iria gerar números e maior capacidade ao EB, já que por um lado, você incorpora material novo e moderno, enquanto que pelo outro, mantém o antigo.
.
Além do óbvio exemplo da situação entre Rússia e Ucrânia, cabe citar o Vietnã. Eles sustentam grandes reservas de tudo quanto é tipo de material, contanto até com equipamentos anteriores ao conflito contra os americanos. São milhares de blindados e obuseiros, que, mesmo sendo ultrapassados, ainda demandariam de um inimigo, recursos e esforço em combate, para sua neutralização.
comment image?dpi=150&quality=100&w=870

Última edição 1 mês atrás por Bardini
José Gregório
José Gregório
Responder para  Bardini
1 mês atrás

Um comentário sensato.

Última edição 1 mês atrás por José Gregório
Nilo
Nilo
Responder para  José Gregório
30 dias atrás

O melhor sem dúvidas.

Guizmo
Guizmo
Responder para  Bardini
30 dias atrás

Acabamos de desfazer obuseiros para o Paraguai. A Marinha mal desativa um helicóptero já doa para o Uruguai. Concordo 100% contigo, perdemos a chance de ter quantidade estocada para eventualidades

Funcionário dos Correios
Funcionário dos Correios
1 mês atrás

Merecida aposentadoria

Ivan herrera
Ivan herrera
1 mês atrás

Provavelmente vão ser doados pra algum país vizinho.

Ramon
Ramon
1 mês atrás

Já se tem projeto do Guarani para desempenhar esta função. Ao meu ver não é viável manter dois tipos de viaturas para a mesma função pois iria elevar os custos relacionados a manutenção das duas plataformas. Investir todos os recursos disponíveis para que as outras versões do Guarani saiam do papel é mais inteligente, já que o mesmo é uma viatura extremamente modular e bem mais nova diferente do Urutu que já é um projeto antigo.

Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Urutu: Estoy Cansado Jefe

Naamã dos Santos Silva
Naamã dos Santos Silva
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

🇵🇾 : Soy pobre.

Hamom
Hamom
1 mês atrás

Fim de uma era, literalmente…A primeira foto de cima mostra uma formação de tropas suicida no dias de hoje, enfrentando um exército de nível médio ou acima, alguns drones e seriam todos mortos juntos, com os operadores de drones estando a 10 ou mesmo 20 km de distancia.

Última edição 1 mês atrás por Hamom
Renato de Mello Machado
Renato de Mello Machado
Responder para  Hamom
1 mês atrás

Na guerra de Ucrânia estão usando quadricíclos,motos e pickups.

Hamom
Hamom
Responder para  Renato de Mello Machado
1 mês atrás

Tiveram grandes perdas com os tradicionais veículos de transporte de tropas e uma das soluções foi dispersar e agilizar…

Renato de Mello Machado
Renato de Mello Machado
Responder para  Hamom
1 mês atrás

Sim.A guerra atual tá uma miséria com esses drones.

Dr, Mundico
Dr, Mundico
1 mês atrás

Na melhor das hipóteses, ainda poderiam ser utilizados como ambulância, transporte de material e munição ou mesmo como unidade móvel de comunicação/radar.
Mas já devem estar bem sambados e a manutenção seria inviável.

M.@.K
M.@.K
1 mês atrás

Aqui no RS vieram uns oito para a PM. O EB recomendou que não deixassem estacionados ao relento, na chuva, pois entreva água neles.

Marco ULLMANN
1 mês atrás

A maioria destes blindados são de 1976 e, apesar do tempo, são ótimos para a lida urbana. Fui Chefe da Turma de Manutenção destes no Haiti e foram formidáveis. Claro, demanda reposição de peças para manter-se como um blindado seguro para a tropa e a população. Ainda assim, uma VBTP (Viatura Blindada de Transporte de Pessoal) sem igual! Mas, como tudo na vida, chega a hora da renovação.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Marco ULLMANN
1 mês atrás

Pois é! A maioria diz que não serve para polícia enfrentar traficantes, mas eles operaram muito bem nas favelas haitianas, como Cité Soleil. Falam sem saber porcaria nenhuma. São opiniões, e respeito, mas são isso…opiniões. Conhecimento técnico e operacional, praticamente zero.

Esteves
Esteves
Responder para  Santamariense
30 dias atrás

Pode parar.

Esse padrão, Cite Soleil, se encaixa no conceito de favela horizontal, diferente de favelas verticalizadas como Paraisópolis ou Rocinha.

Tu já entrou em morro? Tu subiu morro?

Evidentemente que são opiniões. Tu já viu polícia enfrentando bandido em comunidade com veículo 4X4?

Tu conhece doutrina de CC. Comandante de CC exposto leva bala. Guerra na periferia é homem X homem. Ganha ou deveria ganhar o estado porque o estado tem prerrogativa da violência.

Esse teu amor pelo Professor ainda vai te dar diarreia. Daquelas diarreias líquidas.

Tá certo?

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Esteves, em teoria qualquer veículo blindado entrando naquelas favelas deveria sucumbir facilmente. Mas na prática isso não acontece de maneira regular porque o bandido não tem o treinamento e disciplina.

Teoricamente entrar com um trambolho como o Caveirão em uma favela, em que os telhados ficam bem acima da viatura, seria pedir para virar fogueira, mas eu fico espantado que isso não acontece. Eu nem me lembro quando o último blindado desses foi perdido em ação.

Vejo veículos 4×4 subindo favelas toda hora (picapes/camburões) e certamente a tração pode ajudar. Há sempre o risco. Isso é inerente.

Seria melhor se o estado não precisasse arriscar dessa forma, mas infelizmente é o que se tem para hoje (e pelo visto para amanhã, depois de amanhã, etc.).

Esteves
Esteves
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

Olha…Leandro,

Ainda não anulam blindados em favelas com RPG porque…porque isso seria declarar guerra contra o estado.

Mas estamos caminhando para isso. Passos largos.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Olá Esteves.

Parece haver duas discussões aqui que estão correlacionadas

1) a primeiro e óbvia é que o crime organizado se combate na esfera financeira, estrangulando a lavagem de dinheiro. O objetivo de qualquer organização criminosa é o ganho financeiro. Na cúpula, a lavagem de dinheiro serve para acumular patrimônio e sustentar um elevado padrão de consumo. Na base, os recursos servem para bancar os custos da estrutura crimosna.

Operações como a de outubro/2025 nao funcionam, até porque a infiltração do crime organizado na polícia, na justiça e no poder políitoc resiulta em vazamentos. São operações estéticas.

No caso da operação de outubro, ela estava casada com a discussão da PL antifacção. Ela nunca teve objetivo de prender ou ataca o tráfico, mas criar um fato para o substitutuvo de Derrite. Esta operação poliica custou 121 vidas, inclusive a de 5 policiais

2) a segunda discussão é sobre a viabildaide técnica do Urutu como viatura policial em açõe urbanas. O veículo tem um projeto antigo e pensado para levar e trazer combantes. È inadequado para operações policiais. Coloca em risco a população civil e até mesmo os policiais envovidos.

Operaçẽos policiais táticas demandam o melhor equipamento e a melhor treinamento. Improviso resulta em mortes, inclusive dos policiais,

Esteves
Esteves
Responder para  Camargoer.
30 dias atrás

Professor,

Existem comunidades em São Paulo onde entra se pagar. No news. Brasilândia, Furnas e os extremos dos mapas. Não tem Urutu capaz de descer vielas, encostas, pinguelas, becos.

Volto a citar o vídeo do Brizola. Moreira Franco matou 3 mil. E?

A criminalidade enrustiu-se e emgenhou-se de tal forma no estado que é impossível separa-lo da civilização. O crime na base da pirâmide usa a pobreza para competir com o estado e isso (eletricidade, água, comunicações, transporte) é assim desde sempre. Cigarro e Coca-Cola pagam pedágio…desde desde.

Isso é uma coisa. Combater o crime com a repressão nas ruas. Lembra das mortes em Cubatão? Resolveu o que?

Quantos banqueiros e/ou políticos estão condenados?

A justiça no Brasil é tecnicista e punitivista. A justiça no Brasil é profundamente contaminada pelo MP em um país sem presídios. O MP ainda recomenda condenação por reconhecimento de album fotográfico e delações.

Sem falar que cada governador faz o que bem entende com suas polícias.

O Urutu

Tão de brincadeira defender um carro de 14 toneladas com motor dos anos 1950 para enfrentar maloqueiro.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Esteves
30 dias atrás

De novo citando Brizola, aquela raposa canalha? Infelizmente aquela excrescência era gaúcho.

Última edição 30 dias atrás por Santamariense
Esteves
Esteves
Responder para  Santamariense
30 dias atrás

Prestes?

Esteves
Esteves
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

4X4 não faz curva. Quando trava o diferencial é só reta.

Viu Tropa de Elite, certo? Tem comunidades em SP que só de helicóptero.

O estado brasileiro está refém do crime a décadas.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Esteves
30 dias atrás

“4X4 não faz curva. Quando trava o diferencial é só reta.”

Sistemas “modernos” 4×4 não tem esse efeito.
Isso ocorre apenas quando o bloqueio dos diferenciais está ativado.
Mas cada tipo de bloqueio (central, dianteiro e traseiro) tem comportamento diferente.
Independente de qual, a tensão sobre o conjunto é forte.

Esteves
Esteves
Responder para  MMerlin
30 dias atrás

Pois é.

Tem que ser Esteves pra tocar um veículo desses.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Pergunta para os caras que põe o pescoço a prêmio invadindo as favelas verticais, horizontais, transversais, longitudinais, etc…se eles preferem um Urutu ou um Caveirão ( caminhão da Brincs pintado de veículo policial).
Já para o resto do teu comentário, só te digo uma coisa: não enche o saco, Esteves…

Esteves
Esteves
Responder para  Santamariense
30 dias atrás

Alguém precisa turbinar os comentários…

Santamariense
Santamariense
Responder para  Santamariense
30 dias atrás

Brinks*

Abymael2
Abymael2
Responder para  Santamariense
29 dias atrás

Eu acho muito válida a existência desse grupo dos Brinks.
Agora incluíram mais países além dos originais, entrou Indonésia, países do Oriente e da África, o negócio tá ficando cabuloso, daqui a pouco vai bater de frente com o G7.
#PAS

Santamariense
Santamariense
Responder para  Abymael2
28 dias atrás

😂😂😂…boa!

Senhor Maskarado
Senhor Maskarado
1 mês atrás

Falaram algo interessante.

Não vou entrar em totalidade dos detalhes técnicos mas não poderiam passar por modernização básica e integrar a força nacional ?

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Senhor Maskarado
1 mês atrás

Não.

A força nacional é uma organização bem interessante pensada pelo Thomaz Bastos. Há quem defenda a criação de uma “Guiarda Nacional” civil e permanente que possa ser usada para ações domésticas. O Thomaz teve uma ideia sensacional. Criar uma força virtual que paga pelo governo federal a partir da convocação de policiais, bombeiros e outros órgãos públicos, cujo efetivo é ajustado pela necessidade.

São melhor pagos que em suas respectivas instituições, usam equipamento adequado e recebem treinamento superior. O rodízio na composição da corporação leva a um aumento da qualidade dos efetivos estudais a médio prazo.

Não há razão para equipae a força nacional com Urutus, até porque a missão de policiamente de choque deve ser feito pelas poícias estaduais devidamente equipadas.

A Força Nacional só é ativada quando solicitada por um governador. Ela não pode ser usada como força de intervenção. Ainda que ela receba treinaemtno para atuar como força de choque, seria um erro colocar uma tropa policial extena para atuar em operações de choque.

Para isso, cada polícia tem o seu Batalhão de Choque (ou deveria ter) treinado nas condições locais e dentro das caracteristicas locais.

Certa vez vi uma discussão sobre a Rota da PMSP e o BOPE da PMRJ. São muitos diferentes em treinamento e doutrina. Lembro de um ex-oficial da Rota comentar que em SP, há o arsenal disponibilizado para a tropa enqunato que no RJ, cada policial do Bope tem o seu própio fuzil, Em SP, há um batalhão de Choque especializado em dispersão de multidão que é sempre escalado para operar em jogos de futebol. Os policiais conhecem a região em torno dos estádios, cohece as estruturas das torcidas organizdas e tem treinamento adequado para cada situação. A Força Nacional mais atrapalha que ajuda em uma situação como esta

Esteves
Esteves
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Pois é.

Provavelmente o EB não é capaz de manter essas velharias de 70 anos. Transferir o macaco para forças civis sem nenhum histórico ou contato com a manutenção desses veículos é uma grande inutilidade.

Se o país deseja buscar independência e soberania de alguma forma…deveria haver esforços para nacionalizar patentes ou desenvolvê-las evitando a eterna dependência.

Não adianta tentar buscar autonomia na propulsão nuclear de submarinos se o dia a dia da mobilidade terrestre é feita com motor alemão.

Eu imagino uma tranqueira dessa quebrada no meio do caminho em uma mobilização urbana e/ou civil.

Terrível.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Esteves
1 mês atrás

Não que faça muita diferença, mas não são 70 anos…são menos de 50.

Esteves
Esteves
Responder para  Santamariense
30 dias atrás

Sim.

Eu me referi aos Detroit. Motores de 70 anos. Tu não andou em D-70.

Esteves
Esteves
1 mês atrás

Já vai. Ja vai já. Entre tapas e comentários tolos, já vai já.

Países como Vietnã, China e Rússia adotam doutrinas de mobilização de massas. Grandes contigentes. Enormes quantidades de meios e pessoas para incorporação urgente aos esforços de guerra porque existem histórias e históricos de extensos conflitos durante décadas e séculos e…e…profundidade territorial nos conflitos longos e desgastantes.

No Brasil, basta observar a opção da MB, EB e FAB por navios atuais e aviões atualizados, a doutrina é diferente e…e…não está sustentada pela mobilização da população e da indústria local.

A Indústria nacional precisaria de preparo para:

> Reabrir rapidamente linhas antigas
> Produzir peças localmente e…e…não produzimos motores diesel
> Substituir perdas em escala inimaginável

Em uma guerra não se compra motor ou partes de motor na loja da esquina. A importância de manter a BID passa por aqui: transformar o parque industrial em fornecedor militar em semanas ou meses.

O Urutu usou motores 2 tempos diesel dos anos 1970. É aquele motor do D-70 que assobiava. Barulhento e gastao. Algumas unidades Tiveram substituição por MWM 6.10 empregados nos VW linha 11, 13 e 14.

MWM é motor alemão. Tá certo? Motor Detroit 2 tempos do Urutu é motor de 70 anos. 70 anos!

O Brasil está buscando profissionalizar as Forças de Defesa e essa doutrina passa longe das doutrinas utilizadas nos 3 países que citei.

Entenderam?

Sequim
Sequim
Responder para  Esteves
1 mês atrás

Obrigado por expor este ponto de vista. Olhando por este ângulo, faz todo o sentido desativar esses equipamentos.

Ezequiel
Ezequiel
1 mês atrás

Por que não comprar novos e continuarem com esse em atividade, para assim ter um volume na frota….tubo bem em ter equipamentos mais modernos e novos, mas se esses ainda tem condições de atuação, pq não mantê-los

Esteves
Esteves
Responder para  Ezequiel
1 mês atrás

O veículo que substitui o Urutu é o Guarani.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Ezequiel
1 mês atrás

O EB operou menos de 300 Urutu no total. Hoje, já foram recebidos mais de 700 Guarani.

Leandro Costa
Leandro Costa
30 dias atrás

Quero um. Na verdade dois. O segundo para fonte de peças.

Esteves
Esteves
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

Bota na trilha. Final de semana no barro.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Na trilha não dá, Esteves. Ele é largo e pesado demais. Se for apenas uma estrada de terra, aí OK.

Esteves
Esteves
Responder para  Leandro Costa
30 dias atrás

Barro secou virou poeira.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Só no inverno. Na época do ano em que estamos, só lamaçal.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Leandro Costa
29 dias atrás

Eu queria um. Só para empurrar os anencéfalos que:
– rodam a 60 km/h na pista da esquerda;
– param onde bem entendem e, só porque ligam o pisca-alerta, acham que estão certos;
– estacionam em vagas de idosos e deficientes, não o sendo;
– cortam a frente dos outros motoristas, sem sequer ligar a seta;
– estacionam em fila dupla;
– fazem racha;
– empinam motos (o tal de grau);
– ultrapassam em local proibido;
– estacionamento em local proibido;
E várias outras situações.
Queria um Urutu…só para dar uma cutucada nessa cambada de imbecis que dirigem pelas ruas e estradas brasileiras.

Wilson França
Wilson França
Responder para  Santamariense
27 dias atrás

Não creio que um urutu vá muito mais rápido que 60km/h

Percival
Percival
30 dias atrás

Deve estar sobrando grana pra investir em outros.
🤔🤔🤔🤔🤔

Esteves
Esteves
30 dias atrás

Olha…

No resumo, bem lá no resumo. Esteves colaborou com uma visão. Com um entendimento. Mas, acredito que esse país vai pra fragmentação motivada pelos dois fatores: externos e internos.

Significa que guerra profunda chegará pelo poder do eu acho que chegará, em razão das divisões. A Argentina já tá pegando carona na crise da Venezuela.

Então…Bardini tem razão. Por agora.

Nilo
Nilo
Responder para  Esteves
30 dias atrás

Eu disse não disse rsrsrs

Esteves
Esteves
Responder para  Nilo
29 dias atrás

Quem sobreviver verá.

Aroldo
Aroldo
30 dias atrás

Em vez de doar para as nacoes amigas, equipa a PM do Rio e outras.

Esteves
Esteves
Responder para  Aroldo
30 dias atrás

Seguindo o ritmo da conversinha…atenção..:atenção:

– Vamos doar as trancas aos seguranças dos bairros. Troca a CG por blindado dos anos 1970.

Nilo
Nilo
Responder para  Aroldo
30 dias atrás

Para acabar com a infiltração da ilegalidade dentro das Fintechs que financiam a lavanderia do mercado diversificado do tráfico não precisa de Urutu.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Nilo
29 dias atrás

Uma coisa é uma coisa ..outra coisa é outra coisa. Para essas fintechs, seus donos e usuários lavadores de dinheiro, cadeia por 30, 40 ou mais anos. Para os criminosos assassinos dos morros e favelas, das ruas dos bairros de todas as classe, onde todos os dias morrem pessoas inocentes por conta de um celular ou um colar, também cadeia por 30, 40 ou mais anos. Só tem uma diferença. Quando a polícia entra numa fintech para buscas e apreensões, não é recebida com tiros de fuzil e de .50.

Esteves
Esteves
30 dias atrás

Se um dia Esteves for ao Sul…

Quero entrar em um galpão desses pra ver.

https://youtu.be/mAyzSpSmDmg?si=tmjLDAcBFdryVGY8

Santamariense
Santamariense
Responder para  Esteves
29 dias atrás

Esses grupos musicais já estão muito sofisticados.
Um churrasco de costela, assado no fogo de chão, com espeto de madeira, acompanhado por chimarrão, uma canha, conversa em volta do fogo e com uma música de violão, gaita e bombo legüero…isso te apresenta a essência do Rio Grande do interior, da campanha, do pampa. O resto é perfumaria.

Esteves
Esteves
Responder para  Santamariense
29 dias atrás

Quem sabe um dia.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Esteves
29 dias atrás

👍🏻😉

Pgusmao
Pgusmao
30 dias atrás

Deviam dar uma geral e tentar vender para países da África, Ásia ou América Central, pelo menos dava para faturar $$$ e gastar em novos blindados, como fazem os americanos com o FMS, mas acho que deve ser uma falta de organização completa!!!!

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Pgusmao
28 dias atrás

Podem ser doados para o Paraguai ou Uruguai, de tal modo que uma fração ainda sirva como fontes de peças. Dá no msmo deixar aqui do lado ao invés de mandar para a mais longe.

RDX
RDX
29 dias atrás

Caveirões da PMERJ

1ª Geração – 2000
TCT Rhinus – caveirão clássico com chassi de caminhão pequeno civil 4×2 e com todas as características de uma VBTP policial: dimensões compactas, blindagem nível 3, torreta com seteiras, boa visibilidade (janelas 360º), facilidade de desembarque (portas laterais e traseira) e seteiras 360º
Desvantagens: mobilidade tática ruim
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2ª Geração – 2008
MIB – caveirão com chassi de ônibus e maior capacidade de transporte
Desvantagens: Mobilidade tática horrível (pesado e difícil de manobrar no interior de favelas)
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3ª Geração – 2013
Paramount Maverick
Genuíno APC 4×4 com blindagem superior (inclusive contra minas e IEDs) e excelente mobilidade tática
Desvantagens: caro e de manutenção complexa.
Foram modernizados pelo EB a partir de 2018
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Engesa Urutu (2018)
3 foram emprestados pelo EB. Minha tese é que eles foram usados como tampões até a entrega dos primeiros Maverick modernizados.
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4ª Geração – 2021/2022
Combat Armour Defense Zeus
30 unidades
Possui as mesmas características do antigo TCT Rhinus. Recebeu Guincho para resgates e atolamentos
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Combat Armour Defense Turq versão ambulância
2 unidades
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Última edição 29 dias atrás por RDX
Gerson Carvalho
Gerson Carvalho
28 dias atrás

O governo do RJ vive pedindo blindados. Eis a oportunidade.

Paulo
Paulo
28 dias atrás

Lendo o artigo e os comentarios me parece sensato repassar uns 50 para nacoes vizinhas (por preco simbolico ou doado) mas de um jeito que possamos lucrar com a vendas de pecas canibalizadas dos restantes.

Os restantes poderiam ser estocados para uso futuro, podendo ser canibalizados para venda de pecas e descartados gradualmente.

Eh exatamente o que os EUA faz.

Junior
Junior
26 dias atrás

Deviam retirar o armamento e doar para o BOPE no Rio de Janeiro, certamente iria ajudar no combate ao tráfico e proteger os policiais por se tratar de um blindado.

As vezes falta alguém pensar .

Ceip
Ceip
24 dias atrás

Caro Leitores do Forte,

Uma pergunta de Leigo:

Seria adequado ou condizente em vez de doar para os países vizinhos os blindados, transferir para o Comando Militar do Nordeste para a 7ª ou 10ª Brigadas de Infantaria Motorizada transformando uma dessas brigadas em Brigada de Infantaria Mecanizada? criando doutrina mecanizada posteriormente adotando os Guaranis o lugar do Urutus?

Delfim
Delfim
21 dias atrás

Aqui no RJ, quero Urutu não. Só de ver os combatentes expostos na foto, desisto.

Já entraram num blindado na favela ? Vc fica lá dentro escutando plec-plec de muitos projéteis contra o blindado, bandidos sabem que 5,56 ou até 7,62 tem efeito nenhum mas atiram assim mesmo.

O Maverick já testemunhei em serviço, com direção nas 4 rodas ele tem excelente mobilidade na favela, mas exige operação e manutenção especializada, e cara.

Outro fator é a insegurança política e jurídica, com políticos de esquerda batendo na porta do STF a cada operação policial com morte dos “meninos”, investir em equipamentos que possam ter sua operação restrita por conta de decisões como a ADPF 635 pode ser verba mal gasta.

O que tem tirado muitos jovens do tráfico, incrivelmente, são os aplicativos tipo uber e Ifood, que pagam melhor que o tráfico e numa atividade honesta, mas o “painho”, para variar, aumentou a carga tributária nos aplicativos, com isso reduzindo o ganho dos operadores. Faz o L…

Outro fator é a geração Z que foge de drogas, até mesmo do álcool, em pleno contraste com a geração X, até as raves e baladas estão acabando.

Última edição 21 dias atrás por Delfim
RSmith
RSmith
21 dias atrás

Hum…. o que vao fazer com esse EE-11 desativados? se venderem no preco quero 6 ….. vou montar uma empresa de taxi no Rio! :o) coloco um AC forte, prontonas macias, som ambiente, frigobar com agua gelada, cerveja, um telao para assistir o FlaxFlu…. tranquiliadade do Galao para Copacabana num precinho ohhh :o)