Estônia fecha acordo com a Coreia do Sul para aquisição de lançadores de foguetes K239 Chunmoo

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K239 Chunmoo

K239 Chunmoo

A Estônia assinou um contrato avaliado em aproximadamente US$ 351,5 milhões com a Coreia do Sul para a compra do sistema de lançamento múltiplo de foguetes K239 Chunmoo, consolidando mais um passo na modernização de suas capacidades de artilharia de longo alcance.

O acordo prevê a aquisição de seis lançadores K239 e uma quantidade não divulgada de três tipos diferentes de mísseis associados ao sistema. O Chunmoo é considerado um dos mais versáteis sistemas de foguetes atualmente em operação, capaz de empregar munições de diversos calibres e com diferente alcance.

A decisão estoniana chama atenção porque o país já havia recebido seis unidades do M142 HIMARS dos Estados Unidos no início de 2025 e avaliava, até novembro, a compra de mais seis lançadores adicionais. Entretanto, segundo fontes ligadas ao programa, preocupações com o cronograma de produção e entrega do HIMARS, pressionado pela alta demanda internacional, contribuíram para a opção por complementar a frota com o modelo sul-coreano.

Além disso, a Estônia já possui experiência operacional com equipamentos de origem sul-coreana, operando os obuseiros autopropulsados K9 Thunder, o que teria facilitado a decisão.

O K239 Chunmoo é considerado um sistema “mais pesado” que o HIMARS, com capacidade de carga aproximadamente duas vezes maior. Já o sistema norte-americano tem como vantagem a maior facilidade de transporte aéreo, podendo ser deslocado por aeronaves C-130. A Polônia também adotou a estratégia de operar ambos os sistemas, combinando suas capacidades.

A aquisição reforça o esforço da Estônia — membro da OTAN e localizada próxima à fronteira russa — em expandir rapidamente seu poder de fogo estratégico e sua capacidade de dissuasão em meio ao atual cenário de segurança europeu.■


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Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Uma pena a AVIBRAS ter quebrada, e essa venda podia ter sido nossa, o ASTROS era um produto de reputação internacional boa, nós temos a tecnologia para os foguetes com guiagem inercial, pelo que lembro foram feitos os testes, isso no canal do Caifa Master, CEP de 9 metros, altíssima precisão, poderíamos ter avançado com um foguete de 300Km guiado, seria nosso mini BM, mas a crise da AVIBRAS e falta de governo pra ajudar, destruiu, agora além dos americanos, temos a Coreia do Sul como rival.

Dr. DRE
Dr. DRE
Responder para  Carlos Campos
30 dias atrás

Falta de governo.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Dr. DRE
30 dias atrás

Falta de governo? o EB e a AEB pagaram e não receberam. É culpa do herdeiro incompetente.

Sem contar os empréstimos do BNDES não pagos, é só olhar na Recuperação Judicial, e união foi tão vitima quanto.

Última edição 30 dias atrás por Deadeye
Flávio Oliveira
Flávio Oliveira
Responder para  Deadeye
30 dias atrás

A Boeing faz anos que está com uma péssima administração e nem por isso deixou de receber encomendas do governo….Fora que o governo poderia ter interferido antes “por segurança nacional” mas falta visão e responsabilidade…

Henrique A
Henrique A
Responder para  Flávio Oliveira
30 dias atrás

Não dá pra comparar Boeing com Avibras.

Carvalho
Carvalho
Responder para  Deadeye
29 dias atrás

Dead,
Esse governo articulou um empréstimo com a banca de 12 bi….12 bi…. Com B de bola…para os Correios.
Todos sabemos que não será pago. Quem vai pagar é o Governo.
Os Correios tiveram um déficit de 6 bi esse ano.
Se tem uma coisa que os governos do PT não são é vítima.

Desde os furos nos fundos de pensão que esse pessoal aprendeu a lucrar com prejuízos…

Carvalho
Carvalho
Responder para  Carvalho
28 dias atrás

Quando a se aprende a mexer com contabilidade e que prejuízos podem render um bom dinheiro….

NBS
NBS
Responder para  Carvalho
27 dias atrás

Nesse caso, retirou-se da empresa o seu negócio mais lucrativo, mantendo apenas as obrigações estatais de prestação de serviço em locais que não sustentam a empresa economicamente. Trata-se de uma ação deliberada de desmonte, conduzida pelo chamado ‘gerente do Posto Ipiranga’.

Nighthawk
Nighthawk
Responder para  NBS
22 dias atrás

E no entanto fechou no azul no governo anterior.

É incrível como após 3 anos de má gestão, sendo o resultado uma catástrofe o responsável pelo resultado pífio não é o administrador presente, mas sim o opositor político.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Carlos Campos
30 dias atrás

EUA, Coreia do Sul, Israel, Turquia, etc.

Sejamos realistas, mesmo no auge da Avibrás, o Astros vendeu apenas no Brasil, Oriente Médio e Sudeste Asiático. Nunca foi um produto relevante no Ocidente.

Nas últimas décadas, sem a industrialização de um míssil, que ficou em desenvolvimento por mais de 20 anos, o sistema Astros tornou-se ainda mais irrelevante no cenário mundial e a Estônia jamais cogitaria comprá-lo, ainda que nosso governo se esforçasse para isso.

Bernardo
Bernardo
Responder para  Carlos Campos
29 dias atrás

Se eu tivesse duas rodas e um guidão eu era uma bicicleta, irmão. Essa venda podia ter sido nossa? Vendendo produto com guiagem inercial ainda? E ainda em fase de protótipo? Esse tá anos-luz à frente. Antes do Chunmoo os israelenses já tinha o PULS que além de todo esse portfolio ainda lança drone (adição recente). Também tem os turcos (esses sim são recentes no mercado).
Qual a vantagem de alguém comprar o ASTROS? Mesmo que a AVIBRAS não tivesse falido? O salto de 80km (eram 80? e olhe lá) pra 300km é IMENSO. O Brasil fabrica ZERO mísseis com capacidade acima de 100km hoje. Nem anti-navio, nem lançado de avião, nem o raio que o parta. Hoje, quem quiser pra comprar, não tem. Só projeto. Se quiser ter um dia, vai ter que começar a investir HOJE e esperar muito. Mas ninguém de fora vai fazer isso, ninguém é maluco de pegar (e pagar) essa bomba pros outros.
Ficar dependendo de uma única empresa pra toda eternidade é de f tb. Melhor fazer parceria com a Turquia ou a Coreia de co-desenvolvimenfo e re-começar do zero com o know how mais moderno. a avibras já foi

Ravengar
Ravengar
30 dias atrás

Era melhor ter adquirido o Kasirga 300 turco…

Heinz
Heinz
Responder para  Ravengar
30 dias atrás

Baseado em que?

Bosco
Bosco
Responder para  Heinz
30 dias atrás
Heinz
Heinz
Responder para  Bosco
30 dias atrás

kkkkkkkkkkkkkkkkk

Marcelo Soares
Marcelo Soares
Responder para  Bosco
25 dias atrás

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

JuggerBR
JuggerBR
30 dias atrás
JuggerBR
JuggerBR
30 dias atrás

Coréia do Sul se tornando player importante na indústria bélica mundial. Portfólio vasto e atualizado.

José Gregório
José Gregório
Responder para  JuggerBR
29 dias atrás

Vai mandar os dois? Nossa, nossos inimigos vão tremer.

adriano Madureira
adriano Madureira
29 dias atrás

Enquanto algumas nações reconhecem o potencial da BID Sul-Coreana e seu portfólio, aqui em Banânia se dorme em berço explêndido a base de Xanax enquanto o bonde anda…

Vemos nossos militares com pires na mão, interessados no caça Leonardo M-346 Master

que varia entre US$ 20 a 25 milhões por aeronave,ao invés de analisar uma os KAI FA-50 Fighting Eagle,que varia conforme a configuração, mas geralmente fica na faixa dos 30 milhões de dólares e tem um bom pacote de armas,inclusive um canhão orgânico.

Poderiam muito bem substituir aeronaves A-1 AMX ou até os idosos caças A-4 SkyHawk
Aeronaves que contam com um bom pacote de armas, como:

mísseis ar-ar de curto alcance AIM-9 Sidewinder, mísseis táticos ar-solo (AGM) AGM-65 MaverickMunições Conjuntas de Ataque Direto (JDAM) GBU-38/B, Arma de Fusão Sensorial (SFW) CBU-105, bombas de Uso Geral de Baixo Arrasto (LDGP) Mk-82 e Unidades de Bombas de Fragmentação (CBUs).
mas está em planejamento a adoção do AIM-120 AMRAAM, do MBDA Meteor, do IRIS-T e do Python 5,o Spear 3 e o MBDA Brimstone.
Fora que o FA-50 receberá uma atualização e ficará mais mortal com mísseis Taurus 350K-2,que serão integrados a aeronave coreana.

comment image

Fora que o FA-50 Block 20 possui radar AESA

Bosco
Bosco
Responder para  adriano Madureira
29 dias atrás

O Brasil é programado intencionalmente para dar errado.
Só num país perdedor que a cleptocracia hipócrita floresce.

Bernardo
Bernardo
Responder para  adriano Madureira
29 dias atrás

Mas calma lá. O FA é um BAITA avião. Mas quanto mais “topada” (como dizem por aqui) é a versão dele, mais caro ele é. Então tem desde o mais “simples” até o com tudo (meteor nele é uma grande lenda, ninguém pagou essa integração até hoje e não vai ser o Brasil que vai bancar), radar AESA e tudo mais. como tudo do portfolio coreano, vem como você quiser, customizado pro cliente. mas o preço é de acordo.
Mísseis “taurus 350 K-2” já foram abandonados, hoje não passam de anotações em wikipedia. O custo de desenvolvimento foi inviável. A integração do Spear 3 também não existe, foi um mero estudo.
O resto não vou procurar porque tou com preguiça (por acaso eu já tinha feito essa pesquisa)
Wikipedia não é fonte, mesma coisa com LLMs (até porque os LLMs se alimentam muito das wiki). São lugares pra você ver as fontes e ir lá ler as fontes primárias e se aprofundar.
Hoje mesmo eu li um artigo sobre um tanque (“carro de combate” pros chatíssimos) e o estoque de reserva de um país tinha como fonte um artigo apontando pro estoque de reserva de outro país, sem menção ao primeiro. Isso é muito frequente. Ou uma notícia sobre um estudo vira uma fonte pra um estoque de x unidades. Se não for lá ver, passa batido.

Henrique A
Henrique A
Responder para  adriano Madureira
29 dias atrás

É um caça barato mas também de desempenho fraco.

O nosso problema é que as FFAA se comprometeram com muitos programas nos últimos 15 anos e que não conseguem levar a conclusão não sobrando recursos para compras de oportunidade.

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  Henrique A
26 dias atrás

É um caça barato mas também de desempenho fraco”;.

Mas ao fazer comparação, seria uma comparação com o Leonardo M346 Master…

O coreano pode ser um pouco mais caro que o europeu,mas acho que deveríamos diminuir essa dependência a produtos europeus e diversificar…

Afinal,vamos ver!

Submarino? Europeu! Tamandaré? Europeu!Gripen E? Europeu! Centauro 2? Europeu!

Equipamentos estratégicos todos provenientes da indústria europeia,não são simples produtos,não é como comprar vários Mercedes Unimog,afinal caminhão é caminhão, e não é algo de tecnologia complexa como os mencionados acima…

Henrique A
Henrique A
Responder para  adriano Madureira
29 dias atrás

E outra: num caça leve e que o principal atrativo é o preço não faz sentido integrar armas caras e sofisticadas.

Pra um caça assim mísseis da categoria do Sidewinder, talvez algo como o Derby, mísses ar-solo como o Maverick, bombas mk 80 burras ou com kits como Paveway ou JDAM já são mais que suficientes.

Helano Moura
Helano Moura
24 dias atrás

maquina de vender