Alistamento Militar 2026 inicia em 1º de janeiro; mulheres participam pelo segundo ano
Brasília (DF), 30/12/2025 – O Alistamento Militar 2026 começa nesta quinta-feira (1º) e segue até 30 de junho. A inscrição é obrigatória para homens e, pelo segundo ano, também aberta às mulheres, de forma voluntária, para quem completa 18 anos em 2026. As inscrições podem ser feitas pela internet, na página do Alistamento Online, inclusive para brasileiros residentes no exterior, ou presencialmente, a partir de 2 de janeiro, na Junta de Serviço Militar (JSM) mais próxima da residência. Os endereços das JSM estão disponíveis no site.
Criado pelo Ministério da Defesa em 2024, o serviço militar feminino disponibilizará 1.467 vagas, sendo 1.010 para o Exército, 300 para a Aeronáutica e 157 para a Marinha. O objetivo é que esse número seja expandido gradualmente nos próximos anos.
O programa chega ao segundo ano com uma ampliação significativa no total de municípios onde as vagas estão distribuídas: de 28 cidades em 13 estados e Distrito Federal, em 2025, para 145 municípios de 21 estados e DF em 2026. Essa expansão reforça o compromisso de ampliar a participação feminina nas Forças Armadas. Em 2025, 33.721 mulheres se alistaram.
Serviço Militar
O alistamento é essencial para que as Forças Armadas renovem, anualmente, a maior parte dos seus efetivos, oferecendo aos jovens a oportunidade de servir à Pátria e desenvolver competências valiosas, além de formar cidadãos com disciplina e preparo técnico. O serviço militar cria uma reserva estratégica de recursos humanos qualificados, pronta para ser mobilizada em situações que exijam a defesa nacional ou apoio em ações subsidiárias.
A iniciativa proporciona, durante o período de serviço, a oportunidade de atuação em diferentes áreas, favorecendo a aquisição de experiência profissional relevante. Em muitos casos, o ingresso representa o primeiro emprego formal e contribui para a definição de trajetória profissional. Após a fase de incorporação, será obrigatório cumprir o Serviço Militar Inicial por 12 meses.
Os alistados e as alistadas seguirão para as etapas de seleção geral, designação, seleção complementar e incorporação ou matrícula. Os jovens que realizarem a inscrição no Serviço Militar 2026 serão incorporados no início de 2027, com atividades com duração de um ano. Há a possibilidade de ser prorrogado, a cada 12 meses, por até oito anos, caso haja vagas, interesse dos jovens em permanecer nas fileiras militares e aprovação por parte das Forças Armadas.
O alistamento não é um processo para ingresso na carreira militar. Após o cumprimento do serviço obrigatório, o vínculo com as Forças Armadas é encerrado. Aqueles que desejarem seguir carreira deverão participar de processos seletivos específicos, como concursos ou cursos de formação, cujas informações estão disponíveis nos sites oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
De acordo com o artigo 210 do Decreto 57.654/1966, o brasileiro que não estiver em dia com as obrigações militares não poderá: obter carteira profissional, registro de diploma de profissões liberais, matrícula ou inscrição para o exercício de qualquer função e licença de indústria e profissão; prestar exame ou matricular-se em qualquer estabelecimento de ensino; obter passaporte ou prorrogar sua validade; ingressar como funcionário em instituição federal, estadual ou municipal; assinar contrato com órgãos públicos; inscrever-se em concurso para provimento de cargo público; e exercer função pública ou cargo público.
DIVULGAÇÃO: Ministério da Defesa

Acho bom e importante que a mulherada se quiser possa dar sua contribuição nas forças armadas como combatente, se olhar ao longo da história quando tiveram oportunidades muitas mulheres se destacaram como combatentes militares, na Segunda Guerra a URSS teve muitas mulheres destaques como snipers, pilotos, comandantes de tanques e vemos em Israel na IDF muitas mulheres guerreiras lutando ao lados dos homens!
Dá pra citar também as mulheres que se voluntariaram pro corpo de enfermaria do EB na Guerra do Paraguai, com destaque pra Anna Nery.
Todos juntos pela defesa, soberania e integração de nosso país.
Os rapazes não querem mais, a última prova da ESA é um exemplo, carreira militar não é mais carreira virou suplício, sofrimento até pra oficial, e na falta de homens as frouxas armadas estão apelando pras mulheres. Acordem meninas, é furada. Quem entrou tá lutando pra sair e quem pensava em entrar ja mudou de ideia faz tempo.
Alguns estudos correlacionam mercado de trabalho com busca de incorporação no Exército. Logicamente, em países onde o serviço militar não é obrigatório, esta correlação é mais forte.
Entretanto, existem pesquisas de opinião, que correlacionam mercado de trabalho fraco com desejo de incorporar ao Exército, inclusive como forma de ingressar em uma profissão.
Detalhe: Conforme a OIT, qualquer pessoa que tenha trabalhado ao menos 1 hora/semana, não é considerado desempregado.
Só é desempregado quem busca ativamente (entrevista, envio de currículo, etc) emprego.
Ola Carvalho.
Sim. Há muita confusão sobre a questão do cálculo do desemprego. Existe uma metodologia internacional padronizada. Isso permite que os números obtidos no Brasil possam ser comparados com o de outros países e que se possam fazer uma série histórica
Tem uma boa descrição na página do IBGE.
De modo simplificado, partindo da população com mais de 14 anos calcula-se a população estaria disponível como força de trabalho excluindo, por exemplo os estudantes em tempo integral, pessoas incapacitadas para o trabalho, as pessoas que assumem os cuidados da casa e da família, aposentados que optaram por não trabalhar, quem vive de renda… etc).
Dos que sobraram, existem as pessoas que estão empregadas e as pessoas que estão buscando emprego. Cerca de 1/3 das pessoas empregas têm registro na carteira. O cálculo limita o prazo das pessoas que buscaram e nao encontraram emprego nos 30 dias antes da pesquisa.
A pesquisa é por amostragem e é realizada todo mês.
No caso da matéria, o seviço miliar é obrigatório para os homens e agora é voluntário para mulheres. Seria muito interessante fazer uma pesquisa com as mulheres que ingressarem para saber 1) a motivação e 2) qual foi a avaliação da experiẽncia de ter servido como voluntária.
É o tipo de pesquisa necessária para ajustar as condições ás expectativas dos jovens. Antes, eu defendia o serviço obrigatório, mas hoje defendo que seja voluntário tanto para homens quanto para mulheres. Também defendo a completa extinção dos TG. Eles significam um peso financeiro para os municípios e praticamente nenhum ganho na formação militar.
Pelo que apurei, em 2025, 33 mil mulheres se apresentaram como voluntárias para cerca de 1500 vagas e um soldo de R$ 1777,00. Obviamente, o atrativo não é financeiro, já que o salário para quem tem ensino médio, segundo o IBGE, e da ordem de R$ 2,500.00. Seria realmente importante saber o que está motivando as muheres a buscar o serviço militar voluntário