SAMP/T NG: França e Itália realizam testes bem-sucedidos do novo sistema de defesa aérea de longo alcance
Paris/Roma — França e Itália realizaram com sucesso dois lançamentos do sistema de defesa aérea e antimísseis SAMP/T New Generation (SAMP/T NG), confirmando, mais uma vez, o alto nível de desempenho da nova geração dessa capacidade europeia de longo alcance, desenvolvida pela Eurosam. Os testes integram a histórica cooperação trilateral em defesa aérea FSAF-PAAMS, gerida pela OCCAR em nome da França, da Itália e do Reino Unido.
Os disparos ocorreram em dois campos de provas: o PISQ, na Sardenha, onde foi testada a variante italiana, e o centro de testes DGA Essais de Missiles, em Biscarrosse, no sudoeste da França, onde operou a variante francesa do sistema.
Após disparos bem-sucedidos com mísseis ASTER B1NT em outubro de 2024 e julho de 2025 — que já haviam validado a capacidade de longo alcance — os novos testes ocorreram agora com o sistema totalmente interligado, incluindo o módulo de engajamento, o radar e os lançadores, conectados em configuração operacional real. Segundo os responsáveis pelo programa, os resultados demonstraram capacidades operacionais aprimoradas, permitindo ao SAMP/T NG interceptar ameaças aéreas e mísseis cada vez mais desafiadores, com maior alcance, manobrabilidade, furtividade e velocidade.
Os avanços representam um marco para os programas bilaterais SAMP/T NG e ASTER B1NT, também sob gestão da OCCAR, e destinam-se a fornecer às forças francesas e italianas uma capacidade moderna e autônoma de defesa aérea e antimísseis baseada em terra. O trabalho conjunto envolveu equipes da Eurosam, da MBDA e da Thales, bem como especialistas da Direção-Geral de Armamento da França (DGA) e da Direção de Armamento da Itália (DNA), além de autoridades militares de ambos os países.
O SAMP/T NG equipará, futuramente, a Força Aérea e Espacial da França, o Exército Italiano e a Força Aérea Italiana, consolidando uma nova geração de sistemas europeus de defesa aérea de alto desempenho, considerados estratégicos no atual ambiente global de segurança.■



Nossas relações com a Itália são ótimas e o SAMP/T seria a dupla perfeita com o EMADS. E é justamente essa dupla que os italianos estão usando para defesa antiaérea; coisa de primeira!
Defesa completa contra drones, mísseis de cruzeiro, aeronaves e mísseis balísticos em camadas: 25km (CAMM), 45 (CAMM-ER) e 150km (Aster 30 NT).
O único problema é o custo, já que a plataforma SAMP/T é cara e os mísseis também.
Mas sonhar ainda é de graça e não tem impostos e taxas. Por enquanto…
um milagre a aquisição dos EMADS está andando. Agora é esperar a FAB e o CFN adquirirem também baterias e quem sabe com um pacotão de munições pras 3 forças. Aí já teríamos uma cobertura aérea de respeito, em complemento com o F39.
Com o S-350 russo teríamos mísseis com 10-15 km, 40 km e 120 km, tudo em um único sistema.
E pelo que li, uma bateria EMADS do Sea Ceptor (CAMM-ER) tem custo de cerca de U$ 200 mi e o Samp/T NG custo de cerca de U$ 500 mi.
Uma bateria do S-350 tem custo de U$ 135 à U$ 150 mi.
Muito mais barato.
A questão é “transferência de tecnologia ” as dificuldades com tratativas dificulta acordos em uma área tão sensível e não acredito que o Exército brasileiro abra mão.
De novo a tal da transferência de tecnologia, se paga por três sistemas e não a utiliza para nada
Luís, mas também poderemos ter no mesmo sistema, o EMADS, curta, média e longa distância: o CAMM-MR, que está sendo desenvolvido para a Polônia, terá alcance superior a 100 KM de distância.
Ou seja, CAMM, CAMM-ER e CAMM-MR cobrem 25, 45 e 100+KM no mesmo sistema.
S-350 está operacional com todos estes mísseis e custa bem menos que o EMADS atual.
O EMADS atual só opera com mísseis de 25 e 45 km.
O CAMM-MR com 100 km de alcance esta em desenvolvimento e só é esperado para a próxima década.
Além da diferença de tempo tem tambem o tamanho do míssil que é bem maior, provavelmente os lançadores serão diferentes.
Se adquirirmos EMADS hoje e em 2035 resolvermos adquirir CAMM-MR provavelmente teremos que adquirir novos lancadores e fazer alterações nos blindados lançadores.
No lançador MK-41 que cabe 4 CAMM, só cabe 2 CAMM-MR.
Então acho que o MR não será compatível nos atuais lançadores.
Cumpre o que promete?
Defesas antiaéreas russas são ótimas, vide Irã e Venezuela.
Gastar um absurdo para depois ser jameado.