Colômbia vê ‘ameaça real’ de ação militar dos EUA, diz Gustavo Petro à BBC
Presidente Gustavo Petro
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou à BBC que seu país enfrenta uma “ameaça real” de ação militar por parte dos Estados Unidos, numa escalada de tensões que acompanha as recentes declarações bélicas de Washington na América Latina.
Petro disse que a possibilidade de intervenção militar surgiu no contexto do discurso do presidente norte-americano Donald Trump, que declarou recentemente que uma operação militar contra a Colômbia “soaria bem” após a polêmica ação dos EUA na Venezuela, na qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado por forças americanas e levado ao exterior sob acusações de tráfico de drogas.
O presidente colombiano afirmou que os comentários de Trump — incluindo avisos pessoais dirigidos a ele — representam um risco à soberania da Colômbia e podem ser interpretados como parte de uma postura imperialista dos EUA na região. Petro também criticou as operações da agência americana ICE e reforçou que seu governo prefere o diálogo à confrontação militar.
A tensão já se estende ao nível militar: o ministro colombiano da Defesa alertou que as Forças Armadas do país devem estar preparadas para defender o território e a soberania caso uma invasão americana ocorra, ressaltando o direito à autodefesa legítima no direito internacional.
Retórica acirrada e reações internas
Além de afirmar que vê uma ameaça concreta, Petro tem repetidamente criticado os Estados Unidos por sua política na América Latina, classificando os movimentos de Washington como tentativas de dominar o continente, e não apenas de combater o crime organizado ou o narcotráfico. Suas declarações ecoam um sentimento crescente de desconfiança entre setores da classe política colombiana e de alguns países vizinhos.
O episódio preocupa analistas que veem ali uma deterioração nas relações bilaterais entre Bogotá e Washington — tradicionalmente aliados no combate ao narcotráfico — e um acirramento da polarização política interna na Colômbia, onde há casos de forte crítica ao militarismo e à ingerência estrangeira.■

Quem não deve…não teme. Simples assim.
Quem não tem forças que o protejam de criminosos o ameaçando, tem todas as razões para temer.
Quando é o sheik essa conversinha não existe né. O cara foi eleito legitimamente. Maduro foi apenas um “quebra-gelo”, uma desculpa para se fazer o mesmo com qualquer líder no mundo.
Ele realmente deve está com medo …e não é por menos …o continente está sendo ameaçado por um sequestrador e latrocida de altíssima periculosidade … que destrói, mata e rouba na região.
Pobre América Latina…tão longe de Deus,tão perto dos Estados Unidos