Oreshnik

A Rússia lançou um míssil balístico de alcance intermediário, conhecido como Oreshnik, em um ataque de grande escala contra a Ucrânia, marcando um novo e preocupante capítulo no conflito entre os dois países. Conforme anunciado pelas autoridades russas, o projétil foi disparado na madrugada desta sexta-feira e atingiu alvos estratégicos no oeste ucraniano.

O ataque ocorreu como parte de uma ofensiva mais ampla que incluiu centenas de drones e dezenas de mísseis lançados contra diversas regiões ucranianas, incluindo a capital, Kyiv, e a região de Lviv, perto da fronteira com a Polônia. Autoridades ucranianas relataram ao menos quatro civis mortos e dezenas de feridos em decorrência da onda de bombardeios.

O que é o míssil Oreshnik

O Oreshnik é um míssil balístico de alcance intermediário desenvolvido pela Rússia, capaz de atingir velocidades superiores a Mach 10 (dez vezes a velocidade do som) e projetado para ser extremamente difícil de interceptar por defesas antiaéreas convencionais. Ele pode transportar ogivas convencionais ou nucleares, embora o ataque mais recente tenha sido realizado com uma carga não nuclear, conforme Moscou informou.

O uso do Oreshnik foi confirmado oficialmente pelo Ministério da Defesa da Rússia, que declarou que a operação mirou “infraestruturas críticas” ucranianas, como instalações de energia e fábricas de drones. A Rússia alegou que o ataque foi uma resposta a uma suposta tentativa ucraniana de atingir a residência do presidente russo Vladimir Putin — uma alegação que Kiev e aliados ocidentais rejeitam como infundada.

VÍDEO: Impacto das ogivas do Oreshnik

Impacto e reação internacional

O ataque com o Oreshnik ocorreu em um dos maiores bombardeios noturnos desde o início do conflito, e foi interpretado por analistas como um sinal estratégico dirigido tanto a Kiev quanto aos seus aliados ocidentais, especialmente em um momento em que há discussões sobre possíveis deslocamentos de tropas europeias para apoio à Ucrânia.

Líderes ucranianos, incluindo o presidente Volodymyr Zelensky, condenaram o lançamento do míssil e pediram uma resposta mais firme da comunidade internacional, em especial dos Estados Unidos e da OTAN, quanto ao apoio à defesa aérea e a sanções adicionais contra Moscou.

Alguns países europeus também expressaram preocupação com o uso de tecnologia hipersônica em um ataque convencional, apontando que sua capacidade de atingir alvos com alta velocidade e de difícil interceptação representa um aumento significativo no potencial destrutivo do armamento russo e um desafio adicional à segurança na região.

Escalada do conflito

Trata-se da segunda utilização confirmada do Oreshnik no conflito, após seu emprego inicial em 2024, quando foi lançado contra um alvo industrial em Dnipro. Seu uso repetido demonstra a disposição de Moscou para incorporar mísseis balísticos hipersônicos no campo de batalha, algo que especialistas veem como um elemento de escalada na guerra.

A ofensiva desta sexta-feira também causou danos em áreas residenciais de Kiev, com prédios atingidos e interrupção de serviços essenciais, intensificando o impacto humanitário do conflito sobre as populações civis.■


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Hamom
Hamom
9 dias atrás

Como costuma acontecer em casos com este, as informações são restritas, por isto, “especula-se que”:

evidências crescentes sugerem que o ataque do Oreshnik atingiu a instalação subterrânea de armazenamento de gás de Bilche-Volicko-Uherské, o maior depósito de gás da Europa. 

Segundo alguns relatos, a Ucrânia perdeu aproximadamente 50% de suas reservas em decorrência do ataque.
(…)
Segundo fontes ucranianas, o depósito subterrâneo foi protegido com sistemas de defesa aérea ocidentais. Além disso, foi relatada a presença de militares estrangeiros de alta patente no local. Eles teriam sofrido baixas em decorrência do ataque”

Vitor
Responder para  Hamom
9 dias atrás

Há relatos que a destruição foi decorrentes do impacto cinética do míssil, imagina com munição convencional ou nuclear.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Hamom
9 dias atrás

O prefeito de Kiev está instando as pessoas que puderem, deixem a capital rumo a cidades mais seguras, vista as estações e subestações de energia estão sendo atacadas repetidamente, não dando tempo nem de serem feitos os devidos reparos. Com isso, a cidade tem sofrido com apagões constantemente e isso é pode prejudicar milhares de pessoas devido ao inverno rigoroso.

Hamom
Hamom
Responder para  Vinicius Momesso
9 dias atrás

Isto porque os apartamentos em climas frios e sem energia ou gás para aquecimento, viram “geladeiras”…

Neste caso mude pra uma casa se puder, que são mais quentes, ou mais facilmente aquecidas,
com um fogão a lenha ou carvão por exemplo…

Claro, deve ter o povo criativo que pensa em adaptar uma chaminé na janela e meter um fogão a lenha/carvão no apartamento, problema é que dezenas ou centenas de aptos fazendo estas improvisações, aumentariam exponencialmente as chance de incêndio no prédio.

Última edição 9 dias atrás por Hamom
Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Hamom
9 dias atrás

Somando-se ao que prefeito de Kiev havia dito, mais de 6000 residências ficaram sem eletricidade, e grande parte do serviço de trem e metrô foi paralisado pela sobrecarregada de energia.

Última edição 9 dias atrás por Vinicius Momesso
Rodrigo
Rodrigo
9 dias atrás

Engraçado que nessa hora não aparecem os defensores da “democracia ” ou os perseguidos pela elite malvadona para criticar esse tipo de ataque…bando de hipócrita

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Rodrigo
9 dias atrás

Olá Rodrigo

Engano seu,

Desde o início defendo o imediato cessar fogo e inicídio das negociações de paz.

Repito exaustivamente que esta é uma guerra imbecil conduzida por gente iditota. Talvez vocẽ se lembre da frase mas tenha esquecido quem escreveu..

Creo que os mais eloquentes críticos destes conflito aqui na trilogia sejam eu e o Rinaldo.

Talvez o problema é que existem mais críticos do conflito que defendesos da democracia. Assim, o número de defensores da democracia e críticos do conflito reduzam para apenas 4 ou 6 pessoas.

Minha sorte é poder ir na janelinha da Kombi.

Rafael Aires
Rafael Aires
Responder para  Rodrigo
9 dias atrás

Como disse Tucídides: os fortes fazem o que podem, enquanto os fracos sofrem o que devem.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
9 dias atrás

Boa tarde senhores camaradas do Forte e Trilogia!

O Trump abriu precedente para Putim, Xi e King Jong Un, fazerem o que desejarem em suas cabeças doentias.

“Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras, mas ainda não é o fim”… Já li ou ouvi isso.

Sgt Moreno

samuka
samuka
Responder para  Claudio Moreno
9 dias atrás

O Trump abriu precedente para Putim, Xi e King Jong Un, fazerem o que desejarem em suas cabeças doentias.” – nunca precisaram de precedente pra isso..

“Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras, mas ainda não é o fim” – isso acontece desde que o mundo é mundo..

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Claudio Moreno
9 dias atrás

Olá Claudio

Eu ainda evito discutir Venezuela porque há muita desinforamção e contra-informação.

Podemos pensar que as ações de Trimp serão permanentes e serão seguinda pelos próximos presidentes… ou que haverá os próximos presidentes dos EUA conseguirão reverter de algum modo todo este estrago..,

eu acho que é mais provável que os próximos presidenes revertam … mas é apenas um chute.

Caso ocorra uma reversão ao longo dos pŕoximos 3 ou 4 mandatos, talvez ocorra um rearranjo das relaçaõc internacional…

Sei que é meio exagerado, mas a Alemanha se tornou um país mais democrático e progressistas após o desastre do nazismo… o Brasil e a Argentina sairam de ditadiras militares e ingressarem em regimes democráticos… a França é ainda mais complexas… de um regime absolutista, passoi por uma revolução, virou uma reṕública., dpeois um império… volto ao regime antigo para voltar a ser república … foi invadidada pela Alemanha e depois libertada .. a Russia era um regima absolutista feudai, tentuo ser uma monarquina constiticional… virou uma repújblica, depois uma repújblica soviéica e agora é um república de economia liberal.

eu acho que Trimp está indo longe demais para seguir uma situação sustentável.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Camargoer.
9 dias atrás

Brasil hoje e uma Democracia Relativa

F-5
F-5
Responder para  Rodrigo
9 dias atrás

Poderia dizer porquê????

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  F-5
9 dias atrás

Olá F5

Não sei qual foi a intenção do Rodrigo, Acho melhor ele explicar o que ele escreveu….

Quanto a mim, pode ser que a explicação mais simples seja esta.

Em uma escala, na base estão as ditaduras.. na parte intermediária estão as democracias relativas, já que há quem afirme que as democracias são incompatívies com o capitalismo.. e no ponto mais elevado estariam as demicracias absolutar, mas para isso será preciso superar o capitalismo

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Rodrigo
9 dias atrás

Talvez seja verdade.. até o tempo é relativo.

Certamente, as ditaduras são absolutas.

Qualquer um que discorde disso vai preso ..

ditaduras, ame-as ou deixe-as.

Os países europeus adotam vários modelos de democracia. Eu não sei dizer qual é melhor ou pior, ainda que eu tenha minha preferẽncia ideológica.

Por exemplo, a Suécia é a DInanarca são monorquias constitucionais, enquanto que a Finlandia é uma república parlamentarista.

A Espanha também é uma monarquia constitucional, reintroduzida depois do desastre da república fasista de Franco. A Alemanha é uma república federalista e parlamentarista. A Suiça nem tem presidente, mas um conselho.

Então há uma diversidade de modelos democráticos, cada um inserido no contexto histórico de seus países. Existe uma razão para os países da América do Sul serem presidencialistas e os europeus parlamentaristas.

Ainda que o seu comentário seja apenas uma provocação porque está fora do contexto da discussão sobre existirem mais pessoas defendendo a democracia que o fim da guerra na Ucrãnia, o fato é que são poucas as pessoas que defenderm o fim do conflito na Ucrãnia

Desde o começo do conflito, a ideia predominante foi que a Ucrãnia tinha o direito de se defender porque a guerra foi uma agressão da Russia.

Contudo, condenar a invasão russa, assim como eu condenei e agora condeno a ação dos EUA na Venezuela, é diferente de defender um imediato cessar fogo e a abertura de negociaçẽos de paz

Assm.. para arrematar.. talvez pela sua diversidade de modelos e principalmente porque todos os regimes democráticos são imperfeitos e baseados na solução dos conflitos pelo debate, as democracias estão sujeitas ás correlaçẽos de forças que emergem de cada eleição.

apenas ditaduras são absolutas.

Josè
Josè
Responder para  Claudio Moreno
9 dias atrás

Como se não o fizessem já.

Heinz
Heinz
Responder para  Claudio Moreno
9 dias atrás

“O Trump abriu precedente para Putim, Xi e King Jong Un, fazerem o que desejarem em suas cabeças doentias.”

É o que? A Rùssia ta soltando bomba na cabeça de ucraniano desde 2022, ou 2014 como queira e tu vem dizer que é culpa do Trump, por mais que ele tenha vários erros, tu tentar passar essa culpa ai, é ridículo

Cassini
Cassini
Responder para  Claudio Moreno
8 dias atrás

O Trump? E quanto ao George Bush? Ao Obama e companhia?

Quem sempre deu precedente para os outros fazerem o que bem entendem com outras nações são os Estados Unidos, que usam a Carta da ONU e o direito internacional do mesmo jeito que nós usamos o papel higiênico.

Sergio Machado
Sergio Machado
9 dias atrás

Acho que se der um passo atrás e analisar o mundo atual sob uma macrovisão, Trump, Putin e Xi dividiram o mundo em zonas de influência, cada qual com a sua, sob regras da força.
Se confirmado, será um ajuste árduo para todos. Temos que ficar atento às oportunidades sem baixar muito a guarda ou somos engolidos.
Em tempo: Oreshnik atingiu 13.000 km/h bem à porta da OTAN. Polônia ficou mudinha.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  Sergio Machado
8 dias atrás

Relata-se que gastou só 15 minutos para chegar no alvo. o míssil atacou a região de Leópolis, no oeste de Ucrânia, a uns 60 km da fronteira com a Polônia. Não daria tempo nem de levantar as calças…

Sgtº Moreno

João do Caminhão
João do Caminhão
9 dias atrás

assim fica dificil de, quando atingir a Polônia dizerem que não foram eles mas sim false flag ucraniana pra forçar engajamento da OTAN…

Eles estão cavando esse “incidente” há um tempo.. vamos ver o que vem quando passar o inverno..

na falta de avanços de campo sobra-lhes show pirotecnico de horrores a longa distância

José Joaquim Da Silva Santos
José Joaquim Da Silva Santos
9 dias atrás

Uma coisa que chama atenção nesses dois ataques de Oreshnik: Não existe nenhuma imagem do local onde ocorreram os impactos, nenhuma. A Ucrânia protege essa informação com mãos de ferro. Só existem vídeos de longe mostrando as ogivas caindo.

Vitor
Responder para  José Joaquim Da Silva Santos
9 dias atrás

Se fosse o inverso a CNN seria a primeira a divulgar.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Vitor
9 dias atrás

Semana passada, um ataque com drones atingiu um apartamento em Kerson, matando 24 pessoas, incluindo crianças, tudo filmado por moradores, mas a mídia ocidental preferiu ignorar. Quem vê por esses veículo de informação, acha que só a russia atinge alvos civis.

Bosco
Responder para  José Joaquim Da Silva Santos
9 dias atrás

Mas será que há um complô mundial a favor da Ucrânia?
Cadê os satélites da China e da Rússia que não permitem que saibamos o tamanho da vasta destruição ?
Será que o próprio Ocidente tem que fornecer a avaliação de danos aos russos?

Última edição 9 dias atrás por Bosco Jr
Bosco
Responder para  José Joaquim Da Silva Santos
9 dias atrás

Zé,
Vc que manja bem da tecnologia russa , saberia me dizer se os veículos de reentrada do Oreshinik são guiados (MaRV) ou se são balísticos (RVs)
Qual será o grau de precisão ?
Será que o míssil é capaz de atingir alvos múltiplos (MIRVs) ou todas as “ogivas” se concentram num único alvo (MRVs)?

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Bosco
9 dias atrás

Vai lá no hnmm que eles saciam a tua sede.

Josè
Josè
Responder para  Bosco
7 dias atrás

Não teria outra alternativa, parece que o sujeito não conhece nenhuma dessas que você colocou.

Eromaster
Eromaster
9 dias atrás

O Zé Lascado está se fazendo de louco atacando a residência do presidente russo. O Oreshnike foi apenas um teste para destruir infraestrutura subterrânea de armazenamento de gás, sendo que o local era utilizado também pra abrigar forças da OTAN, onde faziam planejamento pra atacar o território russo.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Eromaster
9 dias atrás

kkk

Hcosta
Hcosta
Responder para  Eromaster
9 dias atrás

verdade, por isso foram enviadas máscaras de gás para os generais da OTAN usarem estas instalações
E não só. Também tinha todos os HIMARS da Ucrânia, devidamente protegidos e sem baterias para não causarem nenhuma explosão.

Pedro Rabelo
Pedro Rabelo
9 dias atrás

Uai,kd os Patriots,não são o supra sumo em matéria de defesa anti aérea,segundo muitos garganteiam aqui??

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Pedro Rabelo
9 dias atrás

Os ucranianos mentem porque é preciso. Já os fãs falam bobagem porque são fãs.
Na realidade o Patriot se mostrou bem aquém da propaganda no conflito.
É freguês de carteirinha do Iskander. Deve ter mal detectado as ogivas na reentrada e olhe lá.

Alexandre Costa
Alexandre Costa
Responder para  Sergio Machado
8 dias atrás

Se está indo bem ou não eu não sei. Mas isso é um baita laboratório para testes. A essa altura os EUA devem ter tudo quanto são dados dos armamentos russos e já sabem quais os pontos a melhorar na defesa.

Em resumo isso significa que uma próxima geração de defeaa anti aérea já deve contemplar melhorias baseadas em dados reais. Isso é uma vantagem e tanto.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Alexandre Costa
8 dias atrás

E os russos não fazem a mesma coisa com os armamentos ocidentais?

Alexandre Costa
Alexandre Costa
Responder para  Vinicius Momesso
8 dias atrás

Sim, claro. Mas a impressão que tenho é que a Rússia está usando tudo de melhor que eles têm. A Ucrânia está na sua maioria utilizando equipamentos de segunda linha da OTAN.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Alexandre Costa
8 dias atrás

Patriot pac3, Scalp, Himars, Atcms, Iris-T, Nasams.. explique para a gente por gentileza qual é a “1a linha” desses equipamentos.

Bosco
Responder para  Sergio Machado
8 dias atrás

Sendo fã ou não há de se ter um mínimo de conhecimento a respeito do tema na hora de emitir opinião técnica sobre pena de, não só parecer um simples fanzoca mas um completo ignorante do assunto.
Eu entendo que o Patriot tenha pousado um porta-aviões na cabeça das russetes e elas estejam ressentidas mas para ser justo ele emprega interceptadores endoatmosféricos e portanto não é certificado para interceptar mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBMs) que é o que parece ser o Oreshinik, nem aqui, na Ucrânia ou na China. Rsss
Há camadas de defesa e há sistemas específicos para cada tipo de ameaça.
Sistemas capazes de interceptar esse tipo de ameaça operam ou no espaço ou em altitudes extremamente altas.
Exemplos:
THAAD
SM-3
ARROW 3

*Os ucranianos não operam nenhum desses sistemas.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Bosco
8 dias atrás

É por isso que “mal detectaram” caro fã-boy.
Se o Patriot-pac 3 não faz nem o tema de casa contra o Iskander e afins, porque faria algo contra algo o qual não foi projetado?

Bosco
9 dias atrás

Como de praxe o Putin emprega seus meios de seduzir os ingênuos (estou hoje adotando eufemismos).
Empregar um missil desses, excelente meio de dissuasão nuclear e péssimo quando empregado convencionalmente e ainda mais de forma atabalhoada , contra alvos de infraestrutura crítica, é uma atitude completamente impensada.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Bosco
9 dias atrás

Ele não está em guerra? Atacar a infraestrutura crítica do seu inimigo é meio que uma obrigação. Aliás, os EUA costumam fazer isso também, Israel também atingiu infraestruturas críticas na Faixa de Gaza, justamente para prejudicar o Hamas. Infelizmente isso acaba por prejudicar a população civil, mas em uma guerra, a moralidade não é quesito primordial.

Bosco
Responder para  Vinicius Momesso
9 dias atrás

Vinicius ,
A questão não é o alvo mas sim o meio.
Empregar um míssil balístico de médio alcance ( ou de alcance intermediária) para tentar neutralizar um alvo não protegido (por nenhum sistema AA de solta capacidade ) é um recibo de incompetência dantesco.
Esse alvo está ao alcance de mísseis cruise.
Sem dúvida é só uma patética demonstração de força sem nenhum redultado prático tenfo em vista queca Europa já sabe estar ao alcance de uma série de meios de entrega nuclear russos e mais esse é absolutamente redundante, não colaborando em nada para a dissuasão.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Bosco
9 dias atrás

Você sabe mais do que os próprios militares russos, “gênio”.

Bosco
Responder para  Eromaster
8 dias atrás

Bondade sua!

Hcosta
Hcosta
Responder para  Bosco
9 dias atrás

como sempre, a grande prioridade não é militar mas política. Envia uma mensagem para o exterior, apesar de achar que é inútil, tal como o torpedo nuclear, mas também para o seu público interno para desviar as atenções da conquista de menos de 1% do território, este ano, e as centenas de milhares de baixas.

Hcosta
Hcosta
Responder para  Hcosta
9 dias atrás

e a vergonha causada pela apreensão dos petroleiros

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Hcosta
7 dias atrás

Até parece que Putin irá se alterar por causa da apreensão desses navios, é isso que Washington quer…

Mais nada impede de se acontecer o mesmo com algum navio americano no mar Báltico

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Adriano Madureira
7 dias atrás

Putin definitivamente não gostou dessas apreensões. Até porque, se a moda pega e de repente mais países correm atrás de capturar e apreender petroleiros da shadow fleet, a Rússia simplesmente perde o ganha pão.

Hcosta
Hcosta
Responder para  Adriano Madureira
7 dias atrás

é um dos grandes defeitos dos ditadores, o orgulho.
A imagem que passa da sua impotência e de ser forçado a tomar medidas.
A Rússia de Putin, por culpa própria, perdeu muito do respeito e as suas ameaças são, cada vez mais, quase ignoradas.

e daí o torpedo nuclear, míssil de cruzeiro nuclear, etc. para ganhar respeito, senão pelo mérito, pela demonstração de “força”, pelo medo, algo que serve tanto para o público interno como para o externo.

E, paradoxalmente, são estratégias que fazem perder o pouco respeito que o regime ainda tem.

E é muito mais fácil bloquear o mar Báltico e o Negro do que a Rússia bloquear as rotas comerciais dos Aliados.

Bosco
Responder para  Hcosta
8 dias atrás

Pois é! Mas é uma mensagem esdrúxula.
Como arma convencional o Oreshinik é incompetente sob qualquer ponto de vista..
Vimos o que uma chuva de mísseis balísticos fez no microscópico Israel e não serão algumas dezenas ou centenas de Oreshiniks que irão ganhar a guerra que o Putin começou na Ucrânia.
Como arma nuclear não adiciona nada a já ampla capacidade ofensiva russa que tem como contrapartida a dissuasão nuclear europeia.
Fosse pelo menos uma arma convencional singular, uma ferramenta única como por exemplo a bomba MOP americana lançada por bombardeiros stealths, desenvolvida para ser empregada contra um alvo específico, faria sentido, mas é uma arma convencional de efeitos genéricos contra alvos de infraestrutura. Não há nada que as ogivas do Oreshiniks façam que possa trazer uma vantagem à Rússia.
Dizer que justifica seu emprego porque os ucranianos não têm capacidade de interceptá-lo é chover no molhado já que eles não têm capacidade de interceptar grande parte dos mísseis empregados diariamente contra seu território , então o Oreshinik é só mais do mesmo com a desvantagem de ter um custo exorbitante para conseguir efeitos desprezíveis.
Alguém poderia dizer que é melhor empregar o Oreshinik com seis ogivas que com certeza chegarão nos alvos determinados do que empregar mísseis Kalibr ou Kh-101 porque esses podem ser interceptados, mas a conta não fecha.
Ao que parece o Oreshinik é um míssil balístico dotado de MRVs (múltiplos veículos de reentrada contra apenas um alvo) que atingem uma única área . Essa percepção vem dos vídeos que mostram as ogivas caindo próximas umas das outras. Diferente de um MIRV (múltiplos veículos de reentra contra alvos independentes) que permite a um único míssil atingir vários alvos distribuídos numa vasta área . Se fosse MIRV um único míssil poderia atingir 6 alvos em qualquer lugar da Ucrânia ao mesmo tempo.
Se for um MRV ele não teria precisão e tentaria neutralizar um alvo por saturação. Um tiro de espingarda a longa distância com um cartucho com 6 balins. que tenta fazer pelo menos um atingir um determinado alvo. Se tiver sorte 5 irão errar.
Só como comparação, os americanos têm o míssil hipersônico Dark Eagle com 3500 km de alcance e ogiva de uns 50 ou 60 kg, de altíssima precisão, e não irão desperdiçá-lo num alvo genérico (cada um custa 40 milhões de dólares), sendo guardado para um alvo de oportunidade de alto valor , de tempo crítico.
O Dark Eagle percorre esses 3500 km em 20 minutos, numa velocidade média de Mach 8, sendo a bala de prata para ser guardada e que talvez nunca terá oportunidade de ser empregada dada a raridade das situações em que ele seria realmente útil.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Bosco
8 dias atrás

Os russos por hora não tem bombardeiros stealth para por exemplo, empregar a FOAB contra essa infraestrutura crítica, que como você disse, faria mais sentido. Segundo o circula, havia sim, uma instalação militar no subsolo e protegida por AA. Se fosse usados mísseis convencionais, inclusive hipersônicos, no qual os já é usado contra alvos estáticos e protegidos, daria tempo dos ocupantes da instalação se evadirem em segurança, já que as defesas iriam detecta-lo. Sou leigo e por isso não se há meios de saber com exatidão onde a ogivas do Oreshnik cairão apos serem ejetadas.

Bosco
Responder para  Vinicius Momesso
8 dias atrás

Se for esse cenário poderia justificar o emprego dessa bala de prata mas sinceramente eu duvido.
Acho que como diz o HCosta é só para efeito midiático sem função prática nenhuma.
Vale salientar que Putin avisou a OTAN que o míssil seria lançado de modo a não ser confundido com um ataque nuclear.
Ou seja, além de tudo ainda têm o potencial de causar confusão.

Hcosta
Hcosta
Responder para  Bosco
8 dias atrás

mais uma vez, está a usar a lógica militar e não a lógica política. Para Putin usar esta arma é muito mais do que destruir um alvo, é passar uma mensagem. E, na minha opinião, uma mensagem causada pela fraqueza do seu regime.

Não precisa de me convencer que a Rússia tem outras armas muito mais adequadas para este alvo mas também duvido que convença quem acredita que havia uma grande base da OTAN no local…

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Hcosta
8 dias atrás

Realmente não como ter certeza se havia ou não uma base da OTAN no local. Agora, o que soa mais estranho, é o fato de o local ser dotado de defesas AA, ser vigiado e também serem proibidos qualquer tipo de foto ou mesmo filmagem dentro ou próximo ao local, não é à toa que os vídeos que mostram as ogivas caindo sobre o mesmo, serem feitas de um certa distância, onde não é possível identificar do que se tratava lá. Uma coisa é certa: o local era de conhecimento dos russos, mas por algum motivo, até então não era tido com alvo de iminente ataque.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Vinicius Momesso
7 dias atrás

Ouvi dizer que o local abrigava uma fábrica de drones.

O cara me usa armamento estratégico para destruir uma mísera fábrica de drones…

Josè
Josè
Responder para  Leandro Costa
7 dias atrás

É oque tinha pra hoje “sarcástico”.

Josè
Josè
Responder para  Hcosta
7 dias atrás

Tuga raramente concordamos em algo, mas tu dissestes poucas e boas, aparentemente foi mais para jogar para a torcida, parece que a situação interna na Rússia está complicando, algo precisa ser feito para mudar o foco, vai que a chama dos acontecimentos no Irã resolve atravessar o Mar Cáspio não é mesmo.

Victor Carvalho
Victor Carvalho
Responder para  Bosco
8 dias atrás

Para mim, é meio óbvio que estão testando a capacidade do novo brinquedo, só que contra alvos reais. Muito melhor do que lançar as a cargas em qualquer lugar ermo da Sibéria.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
8 dias atrás

As potências acham que podem mandar no mundo! Não importa quem seja o ator principal…

Assim como Xi e Putin, o “Orange Hitler” acha que o mundo é dele…

Um narcisista egocêntrico vaidoso que tem seu ego inflamado e acha que pode manipular e ameaçar o mundo…
Depois de sequestrar e prender Maduro está se sentindo motivado e acha agora que tem o poder para intervir onde ele acha necessário e vantajoso.
Recentemente, questionado sobre uma suposta captura de Putin, ele afirmou: ““Acho que não vai ser necessário, acho que vamos acabar resolvendo isso, eu sempre tive uma ótima relação com ele”, afirmou.
A declaração foi dada após ser questionado por um repórter, durante uma reunião com executivos do setor de petróleo, se pensava que algum dia ordenaria uma missão para captura do líder russo.
Trump também citou números de baixas recentes e a situação econômica da Rússia para sustentar sua avaliação de que o conflito tende a ser resolvido.
De acordo com o presidente, apenas no último mês, cerca de 31 mil pessoas teriam morrido, muitas delas soldados russos.
“A economia russa está em má situação. Acho que vamos acabar resolvendo isso. Gostaria que tivéssemos conseguido mais rápido”, afirmou.
Em outro momento da conversa com jornalistas, Trump disse que o presidente russo não se sente intimidado pela liderança europeia, mas teme o poder dos Estados Unidos sob seu comando.
Para ele, o peso militar e político de Washington seria o principal fator de pressão sobre Moscou.
“Eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América, liderados por mim”, declarou.
As falas ocorrem enquanto representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos participam, ao lado de uma coalizão de países aliados de Kiev, de negociações em Paris.

Bosco
Responder para  Adriano Madureira
7 dias atrás

Adriano, as “potências” não acham, elas mandam. E algumas podem mais que outras.
O mundo real não se comporta como nossas cabecinhas que anseiam por um paraíso terrestre querem.
Paraíso, se existir. só para os agraciados e ainda assim, no post mortem .