União Europeia aprova acordo com Mercosul e abre caminho para maior zona de livre comércio do mundo
A União Europeia (UE) confirmou nesta sexta-feira a aprovação, pela maioria qualificada, de seus Estados-membros de um acordo de livre comércio com o bloco sul-americano Mercosul, após mais de 25 anos de negociações e impasses diplomáticos. A decisão marca um passo decisivo na criação de uma das maiores áreas de comércio livre do planeta, com potencial impacto econômico para mais de 700 milhões de pessoas.
O acordo, que vinha sendo objeto de intenso debate político desde a década de 1990, foi aprovado, em caráter provisório, pelos Estados-membros da UE. A votação contou com uma ampla maioria favorável, apesar da oposição declarada de países como França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda, enquanto a Bélgica se absteve.
Conteúdo e importância do acordo
A parceria comercial, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — membros do Mercosul — e os 27 países da UE, prevê a eliminação gradual das tarifas de importação em grande parte dos produtos comercializados entre os blocos, além de mecanismos de cooperação econômica e regras de salvaguarda para setores sensíveis.
Segundo fontes europeias, o texto do tratado ainda precisa ser formalmente assinado e ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos países do Mercosul antes de entrar em vigor. Ainda assim, a aprovação desta sexta representa um marco político e econômico de grande alcance.
Repercussões e próximos passos
Após a luz verde dos Estados-membros, os governos do Mercosul anunciaram que a assinatura oficial do acordo está prevista para o dia 17 de janeiro de 2026, em uma cerimônia no Paraguai, consolidando o tratado como um marco histórico da integração comercial intercontinental.
O acordo abrangerá um mercado que reúne mais de 720 milhões de consumidores e representa uma proporção significativa do Produto Interno Bruto (PIB) global, com expectativa de impulsionar as exportações, reduzir custos comerciais e fortalecer as cadeias produtivas entre a Europa e a América do Sul.
Debate e críticas internas
A aprovação não foi unânime. Em vários países europeus, grupos de agricultores e sindicatos expressaram preocupação com a concorrência de produtos agrícolas importados do Mercosul, argumentando que isso poderia pressionar negativamente os mercados domésticos e comprometer padrões ambientais.
Alguns governos conseguiram obter concessões adicionais, como fundos suplementares e mecanismos de proteção, para atenuar possíveis impactos adversos nos setores sensíveis. Ontem, líderes europeus votaram sobre condições de salvaguarda e compensações para produtores domésticos, parte dos ajustes que consolidaram o apoio necessário ao acordo.
Contexto global e significado estratégico
A conclusão do acordo ocorre em um momento de disputa global por cadeias de suprimentos e de esforços de diversificação comercial, o que destaca o interesse da UE em reforçar laços econômicos com mercados emergentes e reduzir dependências externas. Especialistas veem o pacto como um instrumento de fortalecimento da soberania comercial europeia e de resposta a desafios, como as tensões comerciais globais e a crescente influência de outras potências nas negociações multilaterais.
Principais pontos do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul
O acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul — bloco sul-americano formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — é um dos mais significativos pactos comerciais em negociação nas últimas décadas e está prestes a ser formalizado após mais de 25 anos de negociações.
1. Eliminação de tarifas e abertura comercial
O cerne do acordo é a redução ou eliminação progressiva de tarifas sobre a maioria dos produtos comercializados entre os dois blocos:
- O Mercosul deverá eliminar tarifas sobre cerca de 91–93% dos produtos exportados pela UE, incluindo carros, máquinas, produtos químicos e têxteis, em um período de adaptação de até 15 anos.
- A UE, por sua vez, eliminará tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de até 10 anos, favorecendo itens como carne, açúcar, arroz, mel e soja.
Esse ajuste representa uma abertura histórica para bens industriais e agrícolas, ampliando o acesso a produtos europeus aos mercados sul-americanos e vice-versa.
2. Criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo
Quando entrar em vigor, o acordo deve criar uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo, abrangendo um mercado de cerca de 780 milhões de pessoas e uma fatia significativa do Produto Interno Bruto mundial.
Isso posiciona a relação comercial UE-Mercosul como um dos pilares da política comercial global da União Europeia, também em resposta a desafios geopolíticos e à necessidade de diversificação de parceiros comerciais fora de suas principais parcerias tradicionais.
3. Regras e facilitação do comércio
Além da eliminação de tarifas, o acordo cobre uma série de componentes que vão além de impostos, incluindo:
- Regras de origem, que determinam como produtos devem ser classificados para obter preferência tarifária;
- Medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS) para garantir padrões de segurança alimentar;
- Resolução de barreiras técnicas ao comércio (TBT);
- Serviços, investimentos, concorrência e proteção da propriedade intelectual;
- Acesso a contratos públicos e proteção de indicações geográficas, como as de produtos europeus tradicionalmente protegidos.
Esses elementos visam criar um ambiente comercial mais estável e previsível para empresas de ambos os lados.
4. Indicações geográficas e produtos tradicionais
O acordo também inclui proteção de indicações geográficas — nomes de produtos associados a regiões específicas e com reconhecimento de origem — beneficiando produtos europeus como Prosciutto di Parma e Fromage de Herve, que terão proteção contra imitações nos países do Mercosul.
5. Prazos de implementação
O cronograma prevê períodos de transição longos e graduais — de 10 a 15 anos — para a redução tarifária e adaptação das economias, especialmente em setores sensíveis.
6. Controvérsias e mecanismos de salvaguarda
O pacto enfrentou forte oposição interna em alguns países da UE, especialmente de setores agropecuários que temem concorrência de produtos sul-americanos e seus padrões ambientais e sanitários.
Como resposta, foram negociados mecanismos de salvaguarda, incluindo cláusulas que permitem reagir a importações excessivas e medidas protetivas específicas para a agricultura, além de compromissos financeiros de apoio a produtores impactados.
7. Âmbito estratégico e econômico
Os defensores do acordo destacam que ele pode estimular exportações, reduzir custos de comércio e aumentar investimentos, beneficiando pequenas e médias empresas, além de reforçar a cooperação econômica entre dois grandes blocos em um cenário global cada vez mais competitivo.
Ao mesmo tempo, críticos apontam preocupações com padrões ambientais, impacto sobre agricultores locais e possíveis assimetrias entre economias mais e menos competitivas.■

Moral da história, soja,milho,boi,minerais para europa.
Pobreza,miséria para Brasil.
Parabéns para governo brasileiro não esperava menos, elite financeira, agrária e política estão todos felizes.
Mas quem assina isso é o presidente, irmão.
Os presidentes do Brasil, com exceção de Vargas, e talvez dos militares, fizeram de tudo pra elite econômica do agro, governaram pra eles, isso quando não tinham saído de lá msm, a república é isso desde 1889, aliás, o Império não era diferente, esse é o modus operandi do Brasil desde 1822, e digo Brasil independente, pq era igual na época do vice-reinado e colonial.
Lula precisa mostrar serviço, sabe-se lá qual, afinal é ano de eleição presidencial!
25 anos de PT. Tempo tiveram de fazer diferente.
Sim.
O Lula é uma entreguista traidor também.
É financiado pelo mesmo tipo de gente que financia a direita. O Brasil segue o mesmo modelo econômico desde o FHC.
Quem aprova é o Congresso, só depois o Presidente assina.
Enquanto isso a esquerda sendo esquerda com aval russa .
https://youtube.com/shorts/owTzIT4pf_I?si=a-3aK-G5-q4CE0G1
Você tem noção que o agro cria demanda até para a Industria Nacional né?? porque as pesquisas do IPEA mostram que apenas o setor de Máquinas, Componentes elétricos e têxtil podem perder com o acordo.
Ademais, o acordo também vai facilitar empresas de T.I do Brasil a entrarem no mercado europeu, inclusive em contratos públicos.
Caro Deadeye,
Creio que qualquer um em sã consciência sabe da importância do agro para de Brasil.
Entretanto, não dá pra um país dimensões continentais e com mais de 200k de habitantes produzir riqueza suficiente somente exportando “bananas”.
Esse país tem passado por um processo de desindustrialização extremo. E isso já está tendo consequências gravíssimas na economia (e disso você com certeza entende melhor do que eu).
Acho que foi nessa vertente de pensamento que o outro colega fez o comentário.
Primeiramente, nós não exportamos apenas bananas. A nossa pauta de exportação é clara nisso, eu sei que a indústria pode e deve ter uma participação bem maior na pauta, mas produtos industriais e semiacabados respondem por quase 50% da pauta de exportação.
Não é o ideal, não, não é. Porém o acordo também deve proporcionar um aumento das exportações do setor de alimentos processados, no qual é um produto industrializado.
Ademais, o setor que mais deve ganhar com o acordo comercial é o setor de calçados.
O ponto é que exportamos produtos de baixo valor agregado
O acordo aumenta o potencial em se instalar empresas aqui uma vez que pode acessar o mercado Europeu de forma competitiva, podendo atrair por exemplo capital chinês. O que aconteceu com a indústria mexicana quando do livre comércio na América do Norte.
Brasil vai vender soja congelada, a pesquisa do congelamento vai ser nacional.
Indústria automobilística, quimica no Brasil vai sofrer, mais fica tranquilo prostituição nos temos a ganhar e vendas de camisinha também.
T.i assim vamos vender nuds para os europeus , vamos ficar rico e melhorar nossa distribuição de renda.
Produtos semiacabados, e cada um que aparecer. Agronegócio não emprega ninguém, população brasileira está praticamente toda nas grandes cidades, subúrbio,favelas vive de serviços. Se Brasil desse mesmo subsídios para industria que fornece ao agro , grande parte da sua população não viveria de esmola de governo.
Isso não e culpa do agronegócio. Pelo contrário se não fosse o agronegócio o Brasil ja teria quebrado
O setor agropecuário praticamente não paga imposto e recebe bilhões e mais bilhões em subsídios. O agro não sustenta o Brasil. O Brasil sustenta o agro.
E pra que? A comida ainda termina custando um absurdo aqui. Serve só pra enriquecer um punhado de parasitas.
Comida é cara, e eles pagam imposto sim, e muito, quanto aos auxilios, é justo, se vier uma estiagem, uma friagem, o agricultor se lasca, ajudam a injetar bilhões no país, que segura o preço do real, que já é uma moeda de terceira categoria. fora a movimentação indireta que da na enomia, peças para trator, caminhão, diesel e gasolina, movimentação em portos e estradas e ferrovias, o pouco da Industria que ainda sobrou depende do Agro para sobreviver, e o Agro podeser o motro da reindustrialização se trabalharmos direito.
Ao pegar financiamento se faz seguro. Compare o plano Safra com os recursos e taxas da Nova Indústria Brasil e terá um entendimento melhor. Precisamos sim do plano Safra. O problema é que o Agro só gera 5% dos empregos e contribui pouco com a arrecadação. Precisamos algo como o plano Safra para indústria. O Agro não teria a capacidade de absorver os bolsistas, a indústria teria.
Como disse q Industria pode ser impulsionada pelo Agro, quanto a UIndustria, ela precisa de uma taxa de juros baixa, nao artificial como empréstimos subsidiados, além de mudanças na CLT para que seja mais fácil demitir, hj nossos salários já estão competitivos, mas CLT trava a industria de crescer, e vai chegar o momento em que máquinas vão atuar na Industria, quas nenhum humano trabalhando, enquanto países economicamente desenvolvidos terão mais capacidade de produção, e geração de riqueza aqui teremos uma legião de nemnem
O problema é o custo de capital altíssimo e no caso o Agro é financiado e subsidiado pelo plano Safra. Está certo, mas a indústria não acessa dinheiro com as taxas de juros do plano Safra.
Sim, é verdade. Dada a configuração atual da economia brasileira, a quebra do agronegócio causaria uma crise financeira, cambial e social sem precedentes no país.
Mais ninguém quer quebrar o agronegócio, pelo contrário quero que ele se desenvolva para uma agroindústria.
Que tem tenha indústria que fornecem insumos, como sementes, fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas. Isso tudo para gerar empregos de qualidade.
Ficar nessa vende soja,pagam espelhinho, e entra na divida para comprar um celular. Não faz sentido.
Olá.
Voce está certo.
Além do setor agropecuáio “verde”, é preciso ampliar a produção industrial e principalmente a de setores de alto valor agregado, como o setor farmacêutico
Considerando o mercado de 700 milhoes de pessoas e que os maiores produtores de medicamentos hoje são a China e a Índia, este acordo abre espaço para a consolidaçao do Brasil como um dos principais produtores de princípios ativos farmacêuticos do mundo,
Um setor de especial impacto é o cultural. O Brasil tem o potencial de ser um grande prestador de serviços no setor cultural e audivisual. Perceba como o cinema brasileiro está ganhando espaço novamente. O cinema argentino também é miuto bom.
O processo de desindustrialização no Brasil é semelhante ao que aconteceu nos EUA e Europa, com a migração da produção para a China
Talvez, o que tenhamos agora é uma reversão deste processo.
Exatamente, precisamos de indústria.
As medidas que poderiam ajudar a indústria nacional, não são aprovadas , como impor taxas de importação a produtos de baixa tecnologia que nós mesmo produzimos.
Tipo: confecções, material elétrico, eletrônico, papelaria, utensílios domésticos e etc , pois não existe a mínima necessidade do Brasil importar esse tipo de mercadoria.
O problema é que a reação sobre barreiras a essas importações, vai ser naquele nível quinta série, que vimos não faz muito tempo.
Incrível, teremos pessoas em home office usando um notebook importado pra digitar código.
É uma receita semelhante que a Índia usou nos anos 2000. Não entendo a crítica.
Deveríamos ficar com os excelentes notebooks da Positivo, certo?
Sendo que a positivo compra white label na China e apenas monta aqui em regime SKD kk
A crítica é exatamente essa, nem mesmo um computador é produzido no país.
Então, essa daí é a indústria “nacional” que tem que ser protegida com o nosso dinheiro.
Agora a positivo poderá montar produtos de alta tecnologia chinesa e vender na Europa.
Não, deveríamos fabricar computadores aqui, não comprar peças fabricadas na china e parafusar aqui no Brasil.
Para isso é preciso uma estrutura de custo Brasil diferente, tamanho de mercado para justificar escala e capacidade de desenvolvimento tecnológico alto. Tudo que a China fez e tem.
Agora teremos a oportunidade de aparafusar aqui e vender para a Europa. Aumenta o emprego.
A IA já faz isso
Olá D.
Eu nem tenho certeza que estes setores irão perder mercado. eu acho que a tendência é uma ampliação. Os grandes produtores texteis estão no sudeste asiático. A Europa e o Brasil importam texteis da mesma região.
A produção de algodão brasileira é bastante desenvovlida e é possível garantir que a procedência do algodão brasileio de áreas já mapeadas. Neste aspecto, o setor da agropecuária precisa entender que as barreiras sanitárias e ambientais são um risco.
Novamente, ao contrário dos EUA que estão envolvidos com uma visão negacionista sobre as mudança climáticas, este acordo abre a chance para o Brasil aumentar as suas exporações de produtos agropecuárcios certificdos.
O Agro é muito forte e tem fundamentos para crescer mais. O problema é que emprega pouco comparado com outros setores. Para eliminar as bolsas é necessário criar empregos bons em quantidade e isso só a indústria pode gerar.
Gustavo.
O que sabemos é que mais comércio significa mais riqueza. O Deflin Netto diziam preferir superavits menores sobre balanças de comercio maiores que grandes superavits sobre pequenos volumes de comercio
A Argentina e o Brasi são os países mais industrializados. O acordo pode ser também derruba barreiras para a exportação de produtos industrializados, além disso Paraguais e Uruguai são diretamente beneficiados pela reduççao das tarifas de exportação de produtos agricolas, assim como Brasi e Argentina.
É preciso lembrar que os países do Mercosul possuem uma agricultura moderna e produtiva, resultado de décadas de desvolvimento tecnológico e competiççao pelos mercados da China.
O quanto este acordo irá benefiar a populaççao como um todo é uma pergunta importante. O que sabemos é que a ausência do acordo nunca traria benefício. Cabe agora ao Mercosul aproveitar a oportunidade, principalmente após o fechamento do mercado dos EUA por meio das sobretaxas
“O quanto este acordo irá benefiar a populaççao como um todo é uma pergunta importante”
Benefícios:
-Produtos mais baratos;
-Maior produtividade;
-mais opções de produtos;
-produtos de maior qualidade.
Produtos europeus, seja dito.
Vamos levantar a indústria deles e terminar de enterrar, o que sobrou da nossa.
Qnto ao nosso agro, coitado! Vai conhecer o pior do “poder” regulatório de Bruxelas…
A indústria deles está sem fundamentos para ser levantada. Seus produtos são muito caros. Esse acordo é uma esperança. A exemplo, as indústrias chinesas tem carros muito melhores e mais baratos. Em pouco tempo a indústria farmacêutica chinesa deve fazer o mesmo.
Vamos ter produtos nelhores por preço mais baixo, só ganha-ganha. Você prefere kichute só por que é nacional?
Nacional sempre.
Empregos também
Camargoer ,
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.so vamos ter “perdas”especialmente em setores que hoje dependem de proteção tarifária.
As principais áreas de preocupação incluem:
Desindustrialização e Competitividade: Com a redução gradual das tarifas de importação (que chegam a 35% para carros europeus), indústrias nacionais enfrentarão concorrência direta de produtos europeus tecnologicamente mais avançados e subsidiados. Setores como o automotivo, têxtil e de equipamentos de transporte podem sofrer com a perda de mercado interno para empresas europeias.
Setor Farmacêutico e de Saúde: A abertura do mercado e novas regras de propriedade intelectual podem afetar a produção de medicamentos genéricos no Brasil, já que empresas europeias detêm muitas patentes e tecnologias de ponta nesse setor.
Compras Governamentais: O acordo prevê que empresas europeias possam concorrer em licitações públicas no Brasil em condições de igualdade com empresas nacionais. Isso pode reduzir o uso de compras do Estado como ferramenta de fomento à indústria local.
Exigências Ambientais e Barreiras Não Tarifárias: Embora o acordo abra portas para o agronegócio, ele também impõe critérios ambientais rigorosos. Há o risco de “perda” se o Brasil não cumprir metas de preservação, o que pode ser usado pela UE para aplicar sanções ou restrições sob o argumento de combate ao desmatamento.
Delfim Neto era bom em três coisas corrupção,concentração de renda e endividamento.
Apesar de não ser um acordo militar, além dos reflexos excelentes para o comércio e desenvolvimento, terá impacto na relação militar com o passar dos anos, anotem. Quem assina livre comércio, não briga.
Sinceramente, essa é a vantagem a qual me apego, a União Europeia vai ter uma grande aproximação geopolítica dos países do Mercosul.
E sabe porque? Integração das indústrias de defesa, colaboração, e financiamento com taxas mais baixas. Não é que do dia para noite, teremos 40 Rafales e 10 FREMM, baratos. Mas será algo gradual, e em 12 ou 14 anos, teremos mais acesso a tecnologia de primeira, e até produção local com mais agilidade. Além disso, e principalmente,…a confiança. Confiança é a base de tudo.
FREMM, principalmente se for a EVO, ok, mas Rafale não seria o ideal
Cara, até os programas de 6a geração da Europa poderiam estar sobre a mesa, daqui a alguns anos.
Um programa em que nem os próprios europeus, se entendem…
Toda distância dessa mesa, é pouca!
Só o programa da Espanha, Alemanha e França tá travado, o do Reino Unido, Japão e Itália tá andando, o Tempest
Eles devem estar mais interessados em vender para o SUS
Vocẽ levantou um ponto importante.
Os maiores produtors de insumos farmacêuticos são a ìndia e a China. Os labroratórios brasileiros produzem uma grane quantidade de medicantes focando as comrpas píublicas do SUS.
O SUS é o maior crilente de medicamentos e insumos de saúde.
A possibildaide de empreas européias fornecerem produtos mais baratos que os produzidos no Brasil aumenta a concorrẽncia nas licitações pública, mas a contrapartidad dos laboratórios brasileiros fornecerem para os sistemas de saúde públcos europeus ao invés deles importarem da China e da Índia também é excelente.
O Brasil tem grande capacidade de produzr vacinas. Obviamente, neste aspecto, os EUA são um péssimo mercado
O mercado farmacêutico brasileiro é 15 vezes maior que o mercado de defesa. Tem mais farmácia que padaria. As vacinas estão sendo importadas da China pela capacidade de produção e custo, como no caso da vacina da dengue pelo Butantã.
Qual o custo/benefício? Não competem em custo. Compare a capacidade da indústria francesa com a Coreia do Sul
Quem tem a maior capacidade de desenvolvimento tecnológico e industrial e com agilidade hoje é a China. A Europa está perdendo fundamentos como fornecedora de tecnologia. Uma coisa é analisar na perspectiva do passado, outra é analisar o presente e o futuro.
Vai mesmo. A mesma aproximação que a metrópole tem com uma colônia.
Engraçado, como criticam o tempo dos Impérios e colónias do passado, que a maioria dos actuais povos Europeus não têm culpa, mas adoram os actuais Impérios invasores, aí já descobrem desculpas e respostas, para todas as invasões.
Credo, que auto estima baixa
Até que no meio de tantos erros de política externa, sobretudo em relação à Ucrânia, a UE acertou em cheio nesse acordo com o Mercosul. É um acordo benéfico para todos, pois teremos acesso ao mercado e aos bens industriais europeus por custos menores.
A UE também fechou ano passado com o México, Canadá e India para fazer contraponto aos EUA.
Quanto á Ucrânia, a UE está certíssima, assim como neste acordo UE/MercoSul.
Ou assinavam agora ou o Mercosul provavelmente ia recuar na sua posição.
A UE, somada já é a nossa segunda maior parceira comercial, e o acordo só tende a aumentar isso.. Agora com esse acordo, um certo país bem perto de nós com um presidente laranja vai perder mais ainda protagonismo na nossa balança comercial.
Você sabia que mesmo assim.esse país odiado por alguns Brasileiros e o maior investidor no Brasil. E disparado em relação aos demais países
Por enquanto.
Os EUA, através da história, deram razão para serem odiados, muitas. Agora mesmo, reforçaram ainda mais esse sentimento.
Os yanks não investem aqui de graça, drenam bilhões de dólares. Talvez, eles deveriam ter mais consideração e comprar mais do Brasil, não acha? Já que somos deficitários com eles.
Exatamente, apliquem-lhes tarifas, que o doente egomaníaco diz adorar.
Espero que continuem investindo. Precisamos de todos investimento. Nossa agenda de exportação é grande na agricultura, petróleo e mineração, setores que eles também são fortes.
Rodrigo…
talvez algumas pessoas odeiem os EUA… conheço gente que odeia o Japão.. ja conversei com estrangeiros que odeiam o Brasil… isso é uma percepção pessoal mais parecdida com torcida de futebol na copa do mundo
Sobre os EUA, nada mais parecido a ele do que o Brasil e nada mais parecido ao Brasil do que os EUA. Ambos nasceram da colonização européia e tiveram seu crescimento sustentado pela latifúndio escravocrata e a sua expansão para o oeste por meio do genocídio dos natívos. Algumas diferenças importantes.. o meio dos EUA é uma savana que permitia o trânsito de pessoas e mercadorias enquanto no Brasil havia uma selva tropica e um pantanal.. os EUA estava perto da Inglaterra permitindo a exportação de algodão e o Brasil estava perto da África permitindo a importação de escravos.
Era mais fácil um navio cruzar o Atlântico e chegar ao RIo de Janeiro do que subir do Rio para Recife por causa das correntes marítmas
A guerra da independência dos EUA também foi a sua revolução burguesa, anterior até á Revolução Francesa. Os EUA foram a primeira república democrática nos modelos do iluminismo europeu. Os EUA cresceram depois da sua independẽncia… o Brasil se tornou grande antes de sua independência.. Os EUA eram pequenos e lutaram contra a sua colônia para se tornarem independentes. O Brasil cresceu e se tornou a sede do império colonial e proclamou a sua independẽncia para garantir a sua imensidão.
D.Leopoldina alerteou seu marido, filho e herdeiro do império.. “declare a independência do Brasil antes que outro o faça”.
A trilogia 1808, 1822 e 1889 é sensacional. Ele conta esta história de uma maneira muito melhor que eu,
Os EUA foram ao mesmo tempo exemplos de democracia e de segregaçao racial. Estão organizados em torno de uma constituição que vai fazer 250 anos que declarava todos iguais e precisou de uma guerra e uma emenda para acabar com a escravidão. Os EUA influenciaram o mundo na revolução cultural ao mesmo tempo que derrubou governos democráticos em outros países.
Ao menos para os brasileiros, os EUA servem de inspiração e de aversão. Talvez existam brasileiros que amam ou odeiem os EUA incondicionalmente, mas acho que a maioria consegue perceber o que há de melhor e de pior nos EUA, assim como dee ser capaz de perceber o que ha de melhor e pior no Brasil.
Lá como aqui, é preciso ficar atento para as sutilezas entre o que deve ser admirado e o que deve ser desprezado.
Por enquanto. Por que a participação dos EUA na nossa balança comercial caiu de 25% em 2003 para 12% em 2025….
Provavelmente há quem odeie os EUA. Isso acontece aqui e na Europa também… provavelmente na África, na Ásia e no Oriente Médio..
Há quem seja crítico de alguns aspectos dos EUA, como o seu racismo…
É curioso como é possível encontrar exemplos de individualismo e egoísmo e também de acolhimento e elevado senso de justiça e humanidade nos EUA.
È um equívoco supor que tudo nos EUA é bom. Tão equivocado quando dizer que tudo no Brasil é ruim. Também é equivocado dizer que tudo nos EUA é ruim e tudo no Brasil é bom.
Sobre inverstimentos, é verdade que os EUA foram o maior investimento no Brasil após a II Guerra.. hoje, os investimentos europeus somados são até mariores que os investimentos dos EUA. A China se tornou o segundo maior investidor e continua aumentando a sua porção
Este cenário é mais ou menos o mesmo do comércio exterior.. Os EUA representaram mais de 60% do comércio exterior brasileiro… hoje é da ordem de 15%, atrás da China com 30%.
Boa tarde, pessoal eu não sou nem um especialista então desculpe se eu disser bobagem.
Eu li esse acordo e não vi nem uma vantagem para o Mercosul ou então eu li errado.
Meu caro, uma vantagem é que poderemos ter acesso à tecnologia européia por custos menores. Ao contrário do que parece, esse acordo não vai escancarar a economia brasileira aos produtos europeus, e nem escancarar a UE aos produtos brasileiros. É um acordo comercial que prevê salvaguardas e mantém a negociação entre as partes. É diferente do que fez o Collor, por exemplo, que abriu a economia do Brasil sem contrapartidas.
Ainda bem…senão ate hoje so teriamos as carroças da VW e Ford no Brasil
Pois é, esse é meu medo, de destruir nossa indústria pela entrada livre dos produtos deles, e os miseros 10% de indústria no PIB caírem mais ainda, tomara mesmo que seja como vc está dizendo. Não li os detalhes desse acordo que deve ter umas 18 milhôes de paginas. Quanto ao Agro não resta dúvidas que sairá ganhando.
Ao contrário do Collor, que abriu o mercado sem colocar contraparidas ou período de transição, estes acordo garante um período de até 15 anos para que ocorra a transição completa.
A queda imediata das barreiras seria um desastre para os países do Mercosul e para muitos países da União Europeia também.
Por exemplo, a França é enfátia na questão de seus pequenos produtores, ainda que há pouca sobreposição entre a prodição do agronegócio brasileiro e argentino baseado em alta tecnologia e produção latifundiária e a produção granjeira dos pequenos produtores europeus.
Ainda assim, seriam um desastre para os dois lados.
15 anos pode ser miuito ou pode ser pouco… depende da competitividade do setor.
Por exemplo, acredito que o setor automobilistico do mercosul já tem uma enorme integraççao com o europeu… o setor químico e petroquímico pode resultar em alguma bantagem para o Mercosul mas certamente.
Considerando que os dois blocos estão negociando há mais de 20 anos, os setores estão bem mapeados e consicentes dos desafios.
O setor automotivo é o mais integrado com a UE do setor industrial.
Um exemplo: A VW exporta motores de São Paulo para a Espanha para serem usados no VW Nivus fabricado na Espanha.
Existem outros exemplos, como por exemplo o Brasil é o terceiro maior mercado da Renault no mundo e o MAIOR mercado da FIAT, superando até mesmo a Itália.
Pois é.
È possível que a China use o Brasil e a Argentina, mas principalmente o Brasil por causa do BRICS+, como base para exportação para a Europa.
Pelo contrário… há vantagens mútuas. Claro que como tudo, também há desvantagens para todos.
A primeira vantagem é que a redução de tarifas comerciais significa mais comercio e mais comércio significa maior riqueza para todos.
A segunda vantagem para os sulamericanos é termos uma agricultura mais moderna e produtiva que os europeus. Significa que os produtores do Mercosul (brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios) terão um mercado tão grande quando o chinês e sem as tarifas, além dos EUA (um grande exportador de alimentos) estar fora do acordo.
Para o consumidos do Mercosul, significa acesso a bens de consumo com tarifas menors, portanto mais baratos.
O ganhos são recíprocos… o Mercosul terá benefícios ao acesso tanto aos bens industralizados europeus quanto aos alimentos. O mesmo para os europeus. Repara que os europeus já são industrializados mas não possuem espaço para ampliar sua agricultura. Os países do Mercosul já possuem uma agriculturam moderna e produtuvoa e possuem um enorme espaço para ampliaççao industrial.
Por exemplo, os maiores laboratórios farmacêuticos do mundo estao na Ìndia e na China. O Brasil em capacidede técnológica e cientifica para ampliar este setor e se tornar um dos princiapsis fornecedores de insumos médicos para a Europa.
Não tem vantagem. É só pra reforçar nisso papel de fazendão e buraco de mineração.
algum setor sempre vai ser prejudicado.. seja aqui ou na Europa
contudo, já fiz vários comentários sobre os setores que não estão ligados ao agro que serão beneficiados…
e tem os setores de alta tecnologia ligados ao agro, como o de medicamentos veterinários, logística e rastreabildiade, além do próprio setor de processamento dos produtos primários.
Leu corretamente, exportaremos se Bruxelas permitir agro, importaremos bens de valor agregado, muito agregado, em Euro.
Acordo ótimo para o agro e para o extrativismo, mas não sei se será bom a longo prazo para a indústria nacional.
Desde 1822 os acordos são excelentes para o agro, indústria é um palavrão nas favelas do terceiro mundo.
Crítica sem fundamento. EMBRAER e PETROBRÁS são exemplos de empresas industriais brasileiras de sucesso.
Do que você está falando? Desde o segundo reinado o governo brasileiro cria tarifas para “incentivar” a indústria nacional; o giverno atual já gastou centenas de bilhões em política industrial.
Vou dar alguns setores que poderão (se quiserem) se beneficiar do acordo
1) indústria farmacêutica. Os maiores produtores do mundo são a Índia e a China, mas o Brasi tem capacidade tecnológica e cientígica para a produção de medicamentos. Com este acordo, o Brasil pode se tornar o principal produtor de medicamentos do mundo abastecendo o mercosul e a Europa
2) produção audiovisual. Os países europeus e latinoamericanos tẽm culturas mais próximas e complementares que com os EUA, maior produtor de audiovisual. Sem as barreiras, é possivel ampliar a produçaõ de audiovisual latinoamericando na Europa e também o contrário.
3) indústria têxtil. Os maiores produtores têxteis do mundo estão no sudeste asiático. O Braisl e os demais países do Mercosul tem capacidade tecnica de produzir algodão com baixo custo e se tornarem fonecedores privilegiados de roupas para Europa baseados na certificaçaõ de produção ambientalmente sustentável e ausẽncia de trabalho inantil ou semiestravo
4) setor aeroespacial. As indústrias aeroespaciais da Europa e do Brasil são complementares.
5) setor naval. A Europa importa navios da China e Coreia porque tem una capacidade de produção naval limitada. O Brasil e a Argentina podem se tornar o setor complementar, substituindo os produtores asiáticos
6) setor gráfico. O Brasil já superou Portugal no setor editorial pelo tamanho de sua populaçao em língua portuguesa. O mesmo pode acontecer em relação á produççao de material em língua espanhola. Mais pessoas falam espanhol na América do Sul que na Europa
7) Setor automobilístico. Assim como o Brasil e a Argentina organizaram o setor automobilistico, tornando-os complementares e garantindo escala e produtividade, é possível também reorganizar o setor automobilitico das marcar europeias. Por exemplo, a FIAT brasileira produz quase três vezes mais aqui que na Itália. Uma reorganizaçao da produção nos dois blocos pode superar a produtivodade das marcas chineas.
8) Plataformas de mercado. Assim com Portugal foi por muto tempo a porte de entrada do Brasil na UE, o Mercosul poderá ser a porta de entrada da produção chinesa na Europa
tem mais… muito mais que bananas
Acho que nossa indústria farmacêutica é a que vai ganhar mais em comparação com outros setores.
Vejo esse acordo com bons olhos. Abrem diversas portas para todos os setores da economia, não obstante quaisquer salvaguardas.
Eu também vejo uma oportundiade para a indústria farmacẽutica e de insumos gerais para saúde.
Outro setor que irá ganhar muito é o audiovisual.
Concordo. Também imagino que empresas que desenvolvam e apliquem tecnologias para aplicações industriais sustentáveis também ganhem mais espaço. A Europa pode servir como uma vitrine para os produtos de maior valor agregado feitos aqui.
Olá Leandro.
Pois é. Há um capítulo dedicado ás pequenas e médias empresas, que no Brasil são um setor ocupado por startups de alta tecnologoa.
Eu não vejo com bons olhos esse acordo, se usassem pelo menos Real nas trocas comerciais, seria bom, mas nem isso
Carlos
Eu não sei qual será a moeda de comércio. O Brasil tem feito diversos acordos bilaterais para usar o real como moeda. No Mercosul, Brasil e Argentina já usam suas respectivas moehdas há miuto tempo… recentemente, Brasil e China assinaram um acordo similar.
Claro que os europeus vão usar o euro sem que exista uma moeda única no mercosul, mas é possível assinar acordos bilaterais com cada país ou com todo o bloco europeu para criar uma cãmara de compensação que inclua as moedas do Mercosul.
Um Banco de Compensação seria bom na minha opinião.
Você tem razão,
É curioso lembrar que Keynes havia propostos um sistema de moeda virtual e neutra em Bretton Woods, mas foi derrotado pela proposta do Secretário do Tesouro dos EUA de usar o dolar lastreado em ouro.
Com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação, ficou fácil registrar o exato momento da transferência dos recursos e a cotação instantãne entre duas moedas, sem a necessidade da mediação de uma moeda de conversão padrão.
È o que tem permitido acordos bilateriais como o do Brasil-Argentian e Brasil-China para pagametos/recebimento na própria moeda. As cãmaras de compensação são servidores de internet dos respectivos bancos centrais.
Sempre houve uma discussão sobre a criação de uma moeda única do Mercosul ou ao menos uma moeda virtural de conversão. Esta ideia está mais avançada no BRICS+.
Eu não sei se faz sentido o Mercosul introduzir uma moeda virtual ou se é mais simples cada pais assinar um acordo com o Banco Central Europeu e usarem suas respectivas moedas.
Acho que agora é prioritário ampliar o Mercosul, incluindo o Chile, Colômbia e Peru, por exemplo.
400 bilhões por ano para engordar porco na China e agora um acordo de livre comércio com a Europa. Só falta transferir o governo para Portugal para consolidar nossa posição de colônia de exploração.
O Brasil ficou extremamente rico limitando importações não é mesmo?
Não há salvaguardas para as partes do Mercosul? Vi que os europeus colocaram vários “pórens” em diversos produtos do agro local pra salvaguardar os interesses locais, espero que tenha aqui coisa semelhante para setores da nossa indústria.
Sim. exisem.
Boa noite Camargo, ótimo que tenham feito! Meu medo era que não houvesse salvaguardas pra nós
Já que vc foi tão taxativo, quais ?
Claro.. A Agẽncia Brasil disponibilzou um bom resumo
Vou começar reproduzindo dois parágrafos do texto pubiicado pelo Itamaraty:
A fim de preservar os ganhos de acesso ao mercado europeu negociados pelo MERCOSUL, o Acordo inova ao estabelecer mecanismo de reequilíbrio de concessões. Com isso, o Acordo oferece satisfação a nossos exportadores caso medidas internas da UE comprometam o uso efetivo de vantagens obtidas no Acordo.
Foram incluídos no Acordo compromissos que garantem a transparência e a inclusividade. Entidades da sociedade civil, sindicatos, organizações não governamentais, além do setor privado e representantes de diversos segmentos sociais, ganham canais para expressar sua voz e monitorar os impactos do Acordo, que poderá ser revisado periodicamente para melhor atender aos interesses da sociedade. Além disso, há compromissos para permitir que agricultores familiares, comunidades locais e mulheres tenham acesso efetivo aos benefícios que o Acordo pode gerar.
Agora alguns exemplos comentados.
O Mercosul terá 15 anos para ajustar as tarifas cobradas da importação de produtos europeuis e o a UE terá até 12 anos para faze o mesmo com os produtos produzidos no Mercosul. Esta transiçao é importante para evitar o erro que foi cometido quanto Collor removeu uma série de tarifas de proteção de um momento para outro sem pedir qualquer contrapartida.
O modo como as tarifas de cada produto sera zerada vai depender de uma negociação envolvendo as empresas produtores. Serão elas que irão deteminar como será feito a remoção das tarifas até chegar zero. Por isso a importância do envolvimento dos diversos setores da sociedade na negociação e na implementaçaõ do acordo. Não é o governo que deteminar prazos e números, mas os setores envolvidos. Também é preciso que tanto os trabalhadores quentod os donos das empreas precisarm decidir juntos.
Tanto a UE quanto o Mercosul terão cotas de impotaçao de produtos agrículas. Os produtos serão isentos até o teto da cota, a partir dai haverá uma combrança proporcional. È importante este tipo de salvaguarda para os dois lados. As cotas também são negociadas, ajustando de modo dinamico os mercados consumidores com a capacidade de cada membro do acordo de fornecer o produto.
O Brasil leva uma enorme vantagem na produção de biodiesel sobre qualquer país europeu, seja no volume ou na qualidade. Contudo, a nossa produção atende a demanda brasileira. A Alemanha teria grande interesse na importação do biodiesel mas isso poderia criar um desabastecimento aqui, então é preciso antes aumentar a produção do biodisell no Brasil para os níveis que atendam a demanda doméstica da Europa. As cotas podem ser impostas, neste caso, pelo Brasil como salvaguarda do abastecimento do mercado interno
Um dos aspectos importantes são as cláusulas ambientais. Isso vai obrigar o agronegócio no Mercosul a repensar sua postura negacionista e de certa arrogância, mas também vai obrigar a indústria europeia a buscar compensaçẽos para as emissões de carbono. Produzir um carro na Europa resulta em maior emissão de carbono que produzir no Brasil ou na Argentina porque a matriz energética aqui é mais limpa.
Neste aspecto, já comentei das areas degradas no Brasil ao longo das rodovias Dutra, Carvalho Pinto e Aiton Sena. São áreas que podem ser recuperadas e reflorestadas, gerando créditos de carbono. Muita gente vê o desmatamento da Amazônia como principal problema ambiental.. ele é apenas um dos problemas.
A Europa como um todo consome muita eneria para aquecimento durante o inverno, algo disponsável na América do Sul. Ha dois modos de “exportar” energia limpa do Mercosul para a UE. 1) fśico,como por exmeplo biodiesel. 2) trazendo a produção industrial para o Mercosul.
segue o link do Itamaraty
https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/politica-externa-comercial-e-economica/agenda-de-negociacoes-externas/factsheet-acordo-de-parceria-mercosul-uniao-europeia
Vendo a reação de alguns que até antes se dizia capitalistas e de outros que se dizia comunistas …rsrsr…mudarão de visão do mundo ….até parece que o mundo enlouqueceu. Virou pelo avesso.
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O Governo brasileiro do Lula, que é tido pelos “neo captalistas”, como um governo comunistas ou então socialista que não se abre o mercado interno para o mercado externo…já o governo do Terrorista capitalista americano( Trump) …rsrs..faz o contrário, se fecha o seu mercado por meio do protecionismo….,retroage a economia do seu país para época do mercantilismo e busca por meio da pirataria e do crime internacional …uma forma de ganha dinheiro.
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Como esse mundo está louco ..rsrsr …e os MAGAs tupiniquins do agro ? …. com que cara ficam? …será que esse governo é tão ruim para eles?
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É também uma salvação para as indústrias brasileira que podem ser motivada para renovar o seu parque indústria…. e uma boa noticia a indústria têxtil e calçadista que concorre com a chinesa …e agora tem o mercado europeu já que perderam muito com as sacanagens das taxações do mafioso” capitalista” dos bons costumes .
(…)O acordo abrangerá um mercado que reúne mais de 720 milhões de consumidores e representa uma proporção significativa do Produto Interno Bruto (PIB) global, com expectativa de impulsionar as exportações, reduzir custos comerciais e fortalecer as cadeias produtivas entre a Europa e a América do Sul. (…)
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A região do continente sul-americano tem energia barata e matéria prima …coisas que é difícil para as industrias europeias lá na Europa .
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Geralmente …. as industrias procuram se instalar em locais com essas características…é só com o tempo e uma excelente politica de industrialização .. o MERCOSUL poderá ganhar com isso e muito ….poderia ser a como foi a China nos começo para os empresários americanos …mão de obra barata, energia barata , matéria prima necessária…é o que as principais industrias europeias estão precisando para se manterem competitiva contra indústria chinesa no mercado global.
Lucena, se conseguirmos investir em infraestrutura e diminuir o ‘custo Brasil’ além de dar o devido respaldo jurídico para instalação de indústrias, temos total condição de virarmos uma nova China se conseguirmos negociar a instalação de diversas empresas por aqui.
Seria como oferecer uma contrapartida ante ao crescimento Chinês e seu domínio global em manufatura dos mais diversos produtos. Com esse acordo, provável que produto fabricado na América do Sul ficasse mais barato que os similares Chineses, etc. Levaria décadas, mas valeria à pena.
Neste momento, o maior obstáculo para o setor produtivo são os juros extremamenete altos.
Esse acordo vai é terminar de destruir a indústria que existe aqui.
Sr.Thiago
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O perfil da maioria das industrias brasileiras ,comparando com as europeias, elas são complementares….não serão concorrente direto no mercado, o nicho de mercado são distintos na sua maioria…..é bem diferente quando se compara a indústria brasileira e com as da China …eles são concorrentes em muitas situações … e além do mas .. não tem condição de concorrer lá dentro da China.
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Para maioria dos industriais …não é a diferencia de tecnologia entre a brasileira e a europeia, isso se adquire e se iguala com o tempo …mas é o tipo do mercado onde é feito.
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O problema das industrias brasileira não é com as europeias …é com as chinesas….basta verificar as industrias têxtil e as calçadistas…é até covardia.
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Lembrando que lá na Europa…todo o custo é em euro ..já aqui no Brasil por exemplo …se paga em real e irá vender em euro …só ai, os industriais terão lucro..na conversão das moedas.
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Aqui no Brasil …se trabalhar e ter uma boa estratégia de mercado…é fácil ganhar dinheiro e até ficar rico ..bem diferente lá na Europa…one a energia é cara e os insumos de produção(matéria prima) …são caros.
Aqui a energia é cara. O gás natural aqui é bem mais caro que lá. Custos tributários também. Europa acabou de implementar o CBAM para taxar as emissões de carbono. Produtos feitos com eletricidade sustentável no Brasil com baixa emissão são taxados igual aos produzindo com eletricidade de fonte fóssil.
Eu acho que temos uma carência de energia barata e em farta quantidade e existem prós e contras em tudo.
Antigamente se achava que as hidrelétricas seriam A grande solução para nossas necessidades energéticas, porém hoje em dia temos regras ambientais muito mais rígidas, levando até anos para que um licensiamento ambiental seja obtido, mas também ficam reféns da mudança climática, constantemente modificando os níveis dos rios usados para calcular a potência instalada dessas usinas.
Usar gás em Termelétricas é uma boa, e mesmo não sendo tão poluente quanto óleo ou carvão, ainda é poluente e ainda é caro. Solar e Wind Farms tem um potencial incrível, mas também tem problemas com licensiamento ambiental e são de implantação muito cara, além de também dependerem de intempéries climáticas. Considero Solar Farms como bem interessantes. Passei por uma numa viagem em meados do ano passado e fiquei impressionado com o tamanho.
Uma coisa que poderia aliviar um pouco a rede elétrica seria justamente o uso de placas solares em residências, bem como um banco de baterias. O problema é que o governo simplesmente eliminou os subsídios para isso, e o que era caro, mas que daria um retorno relativamente rápido no investimento, passou à ser quase proibitivo.
A alternativa que sou mais simpático é justamente a construção de mais algumas usinas nucleares. São caras? São. Mas se pagam relativamente rápido. É energia limpa. não vão sofrer com problemas climáticos.
Outro grande problema enfrentado não exatamente pelas empresas de geração e transmissão de energia, mas mais as concessionárias, é o número de conexões ilegais. É muita raça de gato, gente sugando energia sem pagar um centavo. Praticamente TODAS as favelas do Rio, milhões de pessoas, não pagam energia. Isso gera um impacto absurdo na oferta de energia em geral e no preço que pagamos em nossas casas.
Mas seguimos com discurso de que energia nuclear é malvadona e que temos que preservar a cultura das favelas…
Sem querer Trump ajudou o Brasil.
Não fosse a nova política dos EUA para a Europa, certamente esse acordo não sairia nesse momento.
Ambos os lados fizeram o tema de casa e souberam aproveitar o situação para o acordo.
Impressionante como o brasileiro se tornou uma espécie que nunca fica contente com nada.
Nada do que é feito está bom.
Os mesmos que vivem gritando “comunista!! nossa bandeira nunca será vermelha” e outras asneiras, ou seja, adoram o capitalismo como ele é, agora acham ruim um mega acordo comercial entre dezenas de países (Mercosul + UE).
Os mesmos que vivem dizendo que o Brasil é atrasado porque só exporta matéria-prima e não industrializa nada, agora dizem que esse acordo será ruim para a nossa indústria…mas agora tem indústria? Não éramos só vendedores de soja até ontem?
Esses tempos tem sido estranhos.
Eu sinceramente não sei se esse acordo será bom ou ruim para nós, mas a verdade é que ninguém sabe. Então a alternativa seria qual? Negar o acordo com a UE e continuar dependendo somente de dois países (principalmente), China e EUA?
Mas não adianta, a maioria das pessoas nem sabe o que consta de tal acordo e nem sabe se isso as afetará, mas já estão cuspindo fogo, tendo ataques histéricos nas mídias.
Incrível.
Mas é o sinal dos tempos: ontem estava na tv um dos filhos do ex-presidente reclamando das condições do seu quarto de hotel, ops, digo, prisão, dizendo que tal lugar tem sido “uma verdadeira tortura” para seu pai…mas até ontem tortura não era bom? Não eram eles que viviam fazendo homenagens ao torturador mais conhecido da república e debochando das vítimas quando elas apareciam?
Esse último parágrafo é a síntese: bolsonaristas clamando por direitos humanos aos presos. Quem entende um povo desses (o brasileiro)?
Pois é. Esse acordo vai unir, em sinergia, as comodities do Mercosul (principalmente as brasileiras) com a capacidade industrial européia. Haverá produção industrial com garantia de fornecimento de matérias primas. Tudo a custo razoável. O resultado será bom a todos.
Sequim
Há aspectos adicionais.
As condicionantes ambientais que obrigarão o agronegócio brasileiro interromper o desmatamento e outros problemas também obriga a Europa reduzir as emissões de carbno, segundo o protocolo de Paris.
A matriz de energia no Mercosul é bam mais limpa que a Europeia. Há pelo menos 3 monos do Mercosul exportar energia limpa para a Europa.
1) biodiels e bioetanol, algo que iŕa beneficiar diertamente o Brasil e o Paraguai
2) transferis a produção indusrial para o Mercosul. É preciso lembrar que o Paraguai tem 100% da sua energia limpa produzida por Itaipu e é um grande exportados.
3) Créditos de carbono, por meio da recuperaçaõ e refloresatmento. O Brasil tem um enrome potencial de receber muito investimento para o reflorestamento.
Os itens 1 e 2 são fundamentais.
A produção de biodiesel no Brasil ainda está usando mamona comum. Já tem gente aprimorando uma segunda geração de mamonas com mair capacidade de produção de óleo
Sobre a cana, ela já passou por diversas geraçoees de aprimoramento genético, seja para produzir mais açucar, reduzir a palha ou aumentar a quantidae de biomassa fibrosa.
Outro aspecto, o NE brasileiro é autossuficiente em energia eólica. Há um aproceitamento de 80% (signifcica que 8 em cada 2 geradores estão produzindo energia simultaneamete). Na Alemanhá é apenas 20%. Significa que faz mais sentido instalar uma indusria no NE brasileiro consumindo enegia eólica que ampliar uma fábrica na Alemanha que irá demandar energia, competindo com as demandas já instaladas, como aquecimento residencial
Até mesmo sobre alimentos… faz mais sentido fazer o processamento da carne argentina no Paraguais (por causa da disponibildaide de energia limpa de Itaipu) e exporta o alimento já processados que fazer a venda de carne in natura da Argentina para a Europa.
Acho que é fácil de perceber o meu argumento.
Embora a energia aqui ser mais limpa é taxada pelo CBAM. Neste caso precisamos retaliar
Precisamos ler o texto do tratado sobre este ponto, mas pelo que entendi, é o tipo de barreira que deve cair
Depois reclamam da postura do TRump kkkk
Foi só ele mandar banana para UE e assustar todo mundo que os europeus começaram a ser mexer.
Espero pelo menos alguém exporte chocolate de verdade para o brasil, a industria de sebo sabor chocolate domina aqui kkkk
E vai continuar dominando.
Você tem que competir com o europeu pra comer chocolate de verdade,mas o europeu ganha muito mais que você. Eles vão vender bem mais caro pro europeu e pra você vai ficar só o lixo.
Eu tô na esperança de que comecem a vir umas cervejas boas para cá, das que nunca achamos por aqui. E que venham sem custar 60,00 uma longa neck, como é hoje rsrsrs
Eu não reclamo do Trump, com tal figura, é preciso confiança nula e agir á Chinesa, com estratégia e não imediatismo e espectáculo, agora acho muito estranho, para não usar outra palavra começada por E, quem glorifica essa figura, pois: os seus têm que ser autênticos lambe botas e glorificalo e mostrar total submissão, e os de fora têm que ser submissos, ser roubados e concordar em ser humilhado, acho incrível alguém apoiar alguém assim, ainda por cima de alguém que se aproveita do poderio público do seu país, até contra os outros ex presidentes.
Se não fosse pelo poder do seu cargo, um episódio como o do Nobel, era para toda gente rir, do que é ser o cúmulo do mimo e de um autêntico menino, a fazer birra.
Olá. Agora você tocou em um ponto importante… Lindt sem impostos de importação.
Espero que na prática não seja tão ruim quanto parece ser.
Olá Gabriel.
Obviamente, alguns setores serão prejudicados tanto no Mercosul quanto na Europa mas em menor proporção que os setores que serão beneficiados.
Eu encontro comentários a favor e contra.. a maioria sem qualquer base factual.
Os mais velhos vão lembrar desta mesma discussão em torno da fundação do Mercosul.. setores industriais no Brasil diziam que seria o fim da industria no Brasil e os argentinos falavam a mesma coisa… o agro dos dois paises faziam as mesmas críticas..
outros diziam que o Paraguai e o Uruguai eram pesos mortos
O fato é que a indústria automotiva no Brasil e na Argentina se reorganizou, ganhou escala e competitividade. O agro ganhou força e o comércio foi fortaleciso, aumentando o comércio entre estes quatro países que tinha pouca prioridade.
Brasileiros investirm maciçamente no Paraguai, melhorando a condição do país.
Foram 25 anos de negociação envolvendo todos os setores interessados. É curioso que só vejo destaque aos protetos dos pequenos agricultores franceses… que aliás protestam até quando chove ou quando fica uma semana sem chover