PAC-3 MSE

PAC-3 MSE

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou, no dia 6 de janeiro, um acordo estratégico com a Lockheed Martin que estabelece um novo modelo de aquisição militar, voltado a ampliar drasticamente a produção de munições críticas. O pacto, com duração prevista de sete anos, permitirá mais do que triplicar a fabricação anual do míssil PAC-3 MSE, um dos principais interceptores do sistema de defesa aérea norte-americano.

O acordo é um dos primeiros resultados concretos da Estratégia de Transformação de Aquisições apresentada pelo Secretário de Guerra, Pete Hegseth, em novembro, durante o discurso Arsenal da Liberdade, no Fort McNair. Na ocasião, Hegseth defendeu contratos mais longos e estáveis como forma de revitalizar a base industrial de defesa dos EUA.

“Vamos estabilizar os sinais de demanda. Vamos conceder contratos maiores e mais longos para sistemas já comprovados, garantindo confiança à indústria para investir e expandir sua capacidade”, declarou o secretário.

Produção anual saltará de 600 para 2.000 interceptores

Com o novo modelo, a Lockheed Martin se compromete a elevar a produção anual do PAC-3 MSE, usado para defesa contra mísseis balísticos e aeronaves, de cerca de 600 unidades para aproximadamente 2.000. A meta atende tanto às necessidades das forças armadas norte-americanas quanto às de aliados e de países parceiros.

Segundo o Departamento de Guerra, o acordo cria incentivos para que a empresa invista em expansão industrial, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de grandes aportes iniciais por parte do governo. O modelo prevê, ainda, que a empresa e o governo compartilhem ganhos de eficiência decorrentes de novos equipamentos e de economias de escala.

Para Michael Duffey, subsecretário de Aquisição e Sustentação, o arranjo representa um marco:

“Este acordo redefine como expandimos rapidamente a produção de munições e como colaboramos com a indústria. É uma vitória para o contribuinte, para nossa segurança nacional e para a reconstrução da base industrial que sustenta nosso arsenal.”

Novos contratos e cadeia de suprimentos ampliada

O acordo estabelece as bases para um contrato formal de fornecimento por sete anos, que ainda depende de autorização e financiamento do Congresso. Além do míssil em si, o Departamento trabalhará para firmar subcontratos plurianuais com fornecedores-chave, permitindo que a capacidade produtiva dos componentes também cresça no mesmo ritmo.

O Departamento de Guerra destacou que a iniciativa será aplicada a múltiplos contratos de munições ao longo de 2026, como parte de um esforço mais amplo para repor estoques, fortalecer a dissuasão militar e expandir a indústria de defesa.

Papel do Munitions Acceleration Council

A transformação anunciada é resultado do trabalho do Munitions Acceleration Council, criado para identificar barreiras à expansão da produção de armamentos e traduzir demandas operacionais urgentes em planos industriais viáveis.

O PAC-3 MSE é atualmente um dos principais interceptores empregados pelos Estados Unidos e pelos aliados da OTAN, ganhando relevância diante do aumento global das tensões geopolíticas e da demanda por sistemas de defesa aérea de última geração.■


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Heinz
Heinz
9 dias atrás

A Guerra da Ucrânia servindo para os americanos “afiarem”, e atualizarem seus sistemas com base no combate atual, e isso sem perder um soldado…

carcara_br
carcara_br
Responder para  Heinz
9 dias atrás

O contrário também é verdade, a Rússia conhece os sistemas da OTAN em doses homeopáticas…

Felipe
Felipe
Responder para  carcara_br
9 dias atrás

Kkkkkkkkkkkkkkkkkk conhece tanto que nem parece que ela é tão vulnerável a esses sistemas né? Só que não! De kiev em 3 dias, para 4 anos de guerra!

carcara_br
carcara_br
Responder para  Felipe
9 dias atrás

Só o suficiente pra prolongar, nunca proporciona uma vantagem decisiva, logo em “doses homeopáticas”, sabe me explicar o motivo?

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Heinz
9 dias atrás

“não perder um soldado” .
Papai Noel e Coelhinho da Páscoa tambem existem.

Heinz
Heinz
Responder para  Sergio Machado
9 dias atrás

Prove!

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Heinz
9 dias atrás

Essa é a parte mais fácil. TODAS as operações americanas de seu interesse no mundo durante os últimos 60 anos há Black Operations envolvidas.
Ademais, o cidadão há de ser muito alenado para achar que sistemas complexos como Patriot, Himars, ATACMS, Nasans, radares de contra bateria, manutenção de F16 e afins são executados e operados somente por ucranianos.

Silva
Silva
Responder para  Sergio Machado
9 dias atrás

Realmente tem consultores e analistas militares dos EUA , do Reino Unido e da França em solo Ucrâniano, e plausível afirmam que sofreram baixa em ataques em aéreos

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Silva
9 dias atrás

Há de toda a OTAN, em especial poloneses. E não apenas consultores e analistas, há técnicos, militares, agencias de inteligência e soldados, travestidos de mercenários. Como manda o manual de Black Operations. Elementar porque Kiev não possui condições de lidar com a situação nem no terreno e os equipamentos fornecidos exigem elevado conhecimento de operação e manutenção, coisa que os ucranianos sequer possuem tempo para adquirir.
Há muito deixou de ser um conflito entre os 2 países. É um conflito proxy entre Rússia e OTAN com nuances de controle, até porque ambas as partes não querem um conflito aberto que deságue em armas nucleares.

Heinz
Heinz
Responder para  Sergio Machado
8 dias atrás

Você comete o mesmo erro que os russos, subestimar os ucranianos. Por isso estão pagando um preço alto

Vitor
Vitor
Responder para  Sergio Machado
9 dias atrás

Essa foi boa

Bosco
Bosco
9 dias atrás

Eu sou um democrata nato e defendo a ampla e total liberdade de expressão, mas como aqui é um espaço privado torço para que você seja devidamente silenciado pelos editores e vá catar coquinho lá no site 247.