Exército Brasileiro formaliza diretriz para aquisição do sistema EMADS, novo armamento antiaéreo de média altura
O Exército Brasileiro aprovou, por meio da Portaria EME/C Ex nº 1.086 de 22 de dezembro de 2025, a Diretriz de Obtenção do Sistema de Artilharia Antiaérea de Média Altura/Médio Alcance (Sis AAAe Me Altu/Me Alc), documento que confirma a escolha do sistema europeu EMADS, da MBDA, como solução a ser adquirida pelo país. A diretriz detalha requisitos, justificativas estratégicas e o cronograma de obtenção do novo armamento, que será utilizado pelo Comando de Defesa Antiaérea do Exército (Cmdo DAAe Ex).
EMADS será adquirido por acordo Governo-Governo com a Itália
O documento determina que a aquisição ocorrerá por meio de um acordo Governo-Governo (G2G) com a Itália, destacando que o país europeu possui um modelo de cooperação consolidado, ágil e com forte supervisão estatal sobre contratos de defesa — semelhante ao programa FMS dos EUA. Segundo a diretriz, o modelo italiano favorece melhores condições comerciais, maior segurança logística e possibilidade de participação industrial brasileira.
A escolha também está alinhada ao histórico de cooperação Brasil–Itália em defesa, que inclui programas como o AMX, os blindados Guarani e Centauro II e a produção nacional de veículos 4×4 Guaicurus.
Por que o EMADS?
O Exército destaca que o EMADS atende plenamente aos Requisitos Operacionais Absolutos estabelecidos pela Força e apresenta características que o situam na faixa de emprego desejada, com teto de engajamento próximo de 20 km, alcançando parte da faixa de grande altura.
Outros pontos decisivos foram:
- Arquitetura aberta, permitindo integração futura com radares nacionais em fases posteriores do programa.
- Uso do míssil CAMM-ER, da mesma família que equipará as fragatas Classe Tamandaré da Marinha do Brasil, garantindo interoperabilidade e economia logística.
- Viaturas produzidas pela Iveco/Leonardo, favorecendo a manutenção e possíveis nacionalizações de componentes.
Configuração do sistema para o Brasil
O Anexo A da Diretriz descreve a arquitetura do sistema a ser adquirido, destinado inicialmente ao 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (GAAAe), em Jundiaí (SP). O pacote inclui:
- 1 Grupo de AAAe com:
- 1 Bateria de Comando
- 2 Baterias de Mísseis
- Sistemas de Comando e Controle (COAAe Gp e COAAe Bia) integrados ao Link-BR2
- Radares Kronus Land (Leonardo), um por bateria
- 6 lançadores de mísseis CAMM-ER
- Remuniciadores, viaturas de transporte, oficinas móveis e depósitos de peças
- 48 mísseis operacionais + 12 mísseis inertes
- Simuladores e estrutura de treinamento
- Instalações logísticas de manutenção nos níveis 1, 2 e 3
Caráter emergencial da aquisição
A diretriz classifica a obtenção como emergencial, citando a piora do ambiente estratégico global e a necessidade imediata de dotar o Brasil de meios de defesa antiaérea de média altura — capacidade atualmente inexistente no Exército.
O texto afirma que a lacuna compromete diretamente a segurança nacional, sobretudo diante da crescente relevância de vetores aeroespaciais em conflitos modernos.
Fases do programa
A aquisição será realizada em duas fases:
- Primeira fase – compra de “prateleira”, sem integração com radares nacionais.
- Teste de recebimento ocorrerá no Brasil, conduzido pelo COLOG.
- Segunda fase – integração com radares brasileiros, já em desenvolvimento.
- Avaliação técnica e operacional ficará a cargo do DCT.
Próximos passos
A diretriz autoriza o início imediato das negociações e determina:
- Mobilização do COLOG para conduzir a contratação.
- Acompanhamento direto pelo Estado-Maior do Exército.
- Implantação das novas estruturas no 12º GAAAe.
- Capacitação inicial de operadores e mantenedores, inclusive no exterior.
Com a aprovação da diretriz, o Exército oficializa um dos projetos mais importantes do Programa Estratégico de Defesa Antiaérea, iniciando o processo que levará o Brasil a operar, pela primeira vez, um sistema moderno de defesa antiaérea de média altura — capacidade hoje presente apenas em nações com forças armadas de alto nível tecnológico.■




Boa escolha. Números modestos, mas é um começo.
“Segunda fase – integração com radares brasileiros, já em desenvolvimento”
…
Provavelmente, os radares SABER?
M200 multimissão..
Muito bom o desenvolvimento do SABER ter avançado até este ponto.
Qual “desenvolvimento”?
Desde o projeto do radar SABER M60 iniciado em 2006, até hoje com o SABER M200MM, houve um longo desenvolvimento.
Ha, ha, ha, ha, do qual você não sabe nada…
Mas e aí, qndo se essa integração se provar inviável, técnica e/ou financeiramente, ou ambos, puxarão o plug?
Como aconteceu, com o míssil MAR-1.
Ou o só pode se for, seguirá adiante não importando o dinheiro gasto?
A União banca e pronto!
Você está comparando situações diferentes, empresas diferentes e momentos históricos diferentes. Avibrás X Embraer Def& Seg.
Na época do desenvolvimento do MAR 1 não havia a pressão geopolítica que temos hoje. O MAR 1 não era uma prioridade para FAB porque não havia nenhum desafio geopolítico que o justificasse. A Avibras, já na época sofria com problemas de gestão e administrativos, e amargava prejuízos com baterias Astros não pagas pelo Iraque. Não houve empenho da empresa em concluir o projeto, nem financiamento específico pra isto. O projeto do Radar M200 MM AESA tem financiamento de cerca de R$ 150 milhões da FINEP para conclusão do projeto, e é uma prioridade estratégica para o EB e o MD.
Como a reportagem apontou o EMADS tem arquitetura aberta, e já opera com radares de várias origens , italianos ( Kronos), alemães e suecos. A Atech tem plena capacidade técnica para fazer a integração.
Eu coloquei uma questão objetiva, até que ponto a integração do radar M-200 ao sistema EMADS, será perseguida?
O MAR-1 é o exemplo de algo complexo, perseguido por décadas e que simplesmente terminou em nada.
Teremos esse mesmo déjà vu, novamente?
A que custo?
A integração do próprio radar Kronos e do G-AMB da Saab ao EMADS, não foi feita pela Atech, nem contou com sua participação.
Assim algo que seria de interesse de toda a BID, mas fica sabe se lá por quais critérios, restrito a somente se for.
O que não favorece a ampliação da capacidades da indústria, nem sua maior inserção no mercado.
Acho que você não entendeu ou não quer entender que o MAR 1 é um caso, e o M200MM AESA outro.
A Embraer Def & Seg já provou sua expertise em varios projetos de defesa para as FAs : Só lembrando: A27, A29, E 99 M, R 99 M, AMX, KC390 e agora o desenvolvimento e montagem conjunta com a SAAB do F39 E / F.
Em relação à radares, a Embraer produz o Sentir M20, o Saber M60 ,Saber M60 2, o Saber M200 vigilante. Todos eles, já adquiridos pelo EB e em uso. A Embraer não iniciou o desenvolvimento de radares agora. A anos desenvolve tecnologias desse setor. O desenvolvimento do M200 MM AESA é fruto da evolução tecnologica da empresa e conta com financiamento do MCT através da FINEP. Tem começo meio e fim.
Em relação a Atech, a empresa subsidiária da Embraer tem espertise comprovada em integração de sistemas de armas, radares e sensores desde o desenvolvimento do A1M, E 99 M e do R 99 M. Integrou o missil anti navio exocet aos sistemas de armas e sensores do AH 15 B da MB, e hoje integra todo sistema de armas, radares, sonares e sensores das FCT em um sistema inteligente e automatizado de defesa e ataque de pronta resposta.
A Atech também integrou Datacenters ao sistema de Comando e controle do sistema geral de defesa cibernética das FAs . Desenvolveu simuladores para guerra cibernética e desenvolve um complexo sistema anti drone que rastreia, identifica e neutraliza drones para as FAs. Entregou recentemente os primeiros caminhões CCD 2 de um total de 16 unidades para o EB. Cada um deles é um centro de comando e controle, que centraliza dados de radares, satélites, drones e sensores em uma unidade móvel, provendo o EB de uma capacidade descentralizada e móvel de decisão em combate que o EB jamais teve. Por tudo isto afirmei e continuo afirmando que a Atech tem plena capacidade para integrar o M 200MM AESA ao EMADS e tenha a certeza, que o EB e MD também pensa assim.
Devo lembrar que os misseis CAMM não são novidade de integração à radares e sensores pela Atech, já que realizou esta integração nas FCT.
O sistema de defesa aérea das FCT se assemelha e muito ao EMADS, só que embarcado, e a Atech já realizou a integração deles aos radares AESA das fragatas. Então, ela já possui a expertise de integração. Foi por isto que a escolha dela como integradora dos radares AESA nacionais ao EMADS é a decisão óbvia do EB . Alguma dúvida?
Quem não entendeu, pq não quis mesmo, foi você.
Já entendi aonde você pretende chegar, redator de press release, tu não passa de lp riscado, que a agulha não sai do lugar, fica repetindo sempre aquele mesmo trecho, até que alguém vai lá e dá um toquinho, pra música seguir adiante.
Excelente Paulo, obrigado por reunir aqui estas informações.
Tá obvio que o Ruidoso está agindo como um troll, ou talvez lance provocações como isca para pescar informações…?
Ah tá e a Hensoldt e a MBDA ficaram só olhando…
Sensacional!
Sobre o MAR-1.
Embora a dependência de componentes sensíveis sujeitos a embargos, dificuldades financeiras e seu alcance e velocidade inferiores ao de concorrentes internacionais, tenham provocado o cancelamento do MAR-1, o esforço não foi em vão.
Porque projeto MAR-1 deixou um legado significativo, com formação de capital humano especializado em guerra eletrônica, avanços em tecnologia de navegação e sensores, e base para programas como o míssil antinavio MANSUP da Marinha do Brasil.
Hamom, a minha esperança é que eventualmente, talvez após o término do desenvolvimento do MANSUP ER, seja possível retomar de onde o MAR-1 parou e desenvolver um míssil antirradiação até com características mais sofisticadas.
É um dos tipos de armamento que simplesmente não temos no arsenal e que deveríamos ter.
Aparentemente já está sendo aperfeiçoado, porque no fim de 2025 o acervo técnico e os direitos de fabricação foram adquiridos pela Macjee. Já discutimos o assunto aqui na trilogia .
Espero que sim…
Parece que a mac jee vai seguir o projeto do MAR e Piranha.
O conhecimento adquirido no desenvolvimento do MAR 1 e dos misseis ar ar não se perdeu. Todo este acervo foi comprado no fim de 2025 pela Macjee que se propôs a aperfeicoa – los e produzi – los. O.assunto foi alvo de reportagem da trilogia .
Paulo, você está gastando caractere atoa. Esse cidadão aí é hater de carteirinha da Embraer, sabe-se lá por qual razão. Acredito que tenha tido algum tipo de frustração profissional com a empresa. Há anos que ele reage dessa forma ao se deparar com alguma postagem que enseje discussão sobre a Embraer.
Até chegar ao ponto ridículo de querer discutir eventual papel da atech em integração ocorrida no âmbito europeu do programa, como fez acima. Algo que não tem cabimento de se mencionar.
De toda forma, você faz um bom apanhado sobre o porquê de se poder crer em em eventual futura integração de radar brasileiro ao sistema. Se ocorrerá ou não, só o tempo pode dizer. Particularmente, prefiro mil vezes que o próprio programa do EB tenha esse tipo de planejamento, mesmo que em fase futura, do que se já fosse direto para uma aquisição de prateleira. A postagem não cita qual é o planejamento quanto ao míssil, se há plano para nacionalização ou não. Na minha opinião, o mais importante para os sistemas de defesa antiaérea é nacionalizar a “munição”. Porque quando o bixo pega, não dá pra ficar dependendo de fornecimento externo. O caso ucraniano escancara isso. Deveríamos, inclusive, num eventual segundo lote do Gripen, tentar negociar, como offset, a nacionalização dos mísseis disparados pelo RBS70 ou, melhor ainda, de todo o sistema.
Eu acho que a integração do radar não é toda essa coisa complexa. Ambos os sistemas estão preparados para essas integrações.
Isto pode ser dito dos radares Kronos, o radar orgânico do sistema e o radar da Saab integrado a versão britânica Landceptor.
É engenharia, problemas podem acontecer, vai da capacidade da ou das empresas envolvidas em resolve-los.
Só uma correção. A empresa que liderava o programa MAR-1 era a Mectron.
O que não muda seu argumento central. Não dá para comparar a Embraer, com sua capacidade técnica e financeira, com empresas muito menores e menos capazes como a Mectron e a Avibrás.
Melhores capacidades técnicas e financeiras não são necessariamente garantias em executar tarefas complexas.
O upgrade dos F-5 by Embraer é prova disto.
o problemas dos F5 modernizados foram estruturais e não por conta da modernização, que ocorreu bem, um dos problemas da modernização foram de dinheiro para a modernização que a modernização
Não sei a exata percepção que você tem desse programa, mas não foi nada de estrutural, até pq esta parte foi feita pela própria FAB no PAMA.
A Elbit teve que reunir um time de emergência, pra fazer o que a Embraer foi paga e não realizou.
Quase mesmo que momentaneamente, ficamos sem aviação de caça.
Nunca existe garantia 100% de que uma empresa irá conseguir executar uma tarefa complexa. Vide programas americanos cancelados ou que estouraram o orçamento em bilhões de dólares.
Mas espera-se mais da Embraer do que da Mectron e da Avibrás, assim como a Embraer hoje é melhor e mais capaz do que era na época do F-5.
Com a Leonardo cooperando deve-se conseguir a integração do Saber, então é um risco que vale a pena o governo correr.
Bem vindo a Terra do Nunca, mas muito cuidado, tic, tac, tic, tac, o crocodilo está por ai…
Sim. Era um desenvolvimento conjunto entre Avibras e Mectron. A Avibras estava desenvolvendo uma versão do MTC 300 lançada por aeronaves e a Mectron havia completado o ciclo de desenvolvimento do Piranha 2 . Então havia sinergia de pesquisa e desenvolvimento entre as 2 empresas.
Caráter emergencial. O que mudou de janeiro de 25 para janeiro de 26?
Um governo corrupto e ditatorial foi “tirado” do poder através de uma incursão aérea.
Aqui temos o governo mais corrupto do planeta com escândalos como mensalão, petrolão, INSS e dezenas de outros que deixa os da Venezuela no chinelo. Em termos de “ditadura” estamos melhor que a Venezuela, mas muito próximo. A Jovem Pan sofrou censura, foi silenciada, dezenas de jornalistas fugiram do país, centenas ou milhares de contas em redes sociais foram bloqueadas. Um lado não podai chamar de ladrão e falar várias verdades mas o outro lado podia chamar de genocida e muitas outras mentiras. Ou seja, a eleição foi totalmente injusta e instituições que deveriam zelar e proteger foram totalmente parciais.
Então o medo do governo corrupto e “quase” ditatorial é o óbvio.
Que governo corrupto e tirano foi tirado do poder?
Até onde sei só o bucha que estava de frete foi preso, as lideranças continuam e devem continuar por um bom tempo ainda no poder, desde que o petróleo flua!
Tens de dar tempo.
Os EUA não se importam com democracia e corrupção desde que o senhor chegue até eles, se fosse o contrário, o oriente médio só teria democracia!
Não tá satisfeito vai pra Argentina
A mesma Argentina que há um tempo precisou chorar para o Brasil aumentar a exportação de gasolina porque estava em falta lá.
Prefiro demonstrar minha insatisfação escrevendo e falando, talvez contribua para influenciar alguns que ainda não completaram a lavagem cerebral.
E também prefiro demonstrar minha insatisfação no voto. Ainda há esperança.
Se piorar e eu não puder fazer nem isso, aí talvez eu cogite mudar de país. Mas ainda tenho fé e amo meu país.
Tá bom. Mas, é melhor aprofundar a crítica. O problema do nosso país vai muito além de corrupção. Nós simplesmente não temos projeto de país. Nacionalismo anda junto com industrialização e Estado forte em investimentos públicos.
Isso inteligente. Igual um monte de gente já ta indo? Não é so Argentina não. Paraguai, EUA, até Uruguai. Isso é um baita tiro no pé. Esse pessoal que vcs esnobam e ridicularizam são os que carregam esse pais nas costas. Junte isso com o declínio de fertilidade da mulher brasileira e o futuro é trágico. Voces deviam estar fomentando a união, não expulsando seus compatriotas. Detalhe: Se a esquerda ganhar esse ano, com o clima de animosidade que a direita tem sofrido é fácil vermos uma diáspora ano que vem.
Tem Live do professor Olavo hoje?
Pq? ta querendo aprender um pouco?
Nunca assisti uma única live deste professor.
Também nunca chamei o ex-presidente de mito.
E sou contra o pensamento comunista muito antes de saber que Bolsonaro existia ou que seria candidato à presidência.
E fiquei contra o atual governo lá atrás quando assisti a trocentos escândalos de corrupção.
Assista. Você pode se surpreender…
O Claudio Humberto lá no ” diario do poder” já deu a letra.
O único medo que eles tem é já de tempos desde a eleição do Trump e agora em estado de pavor depois da captura do maduro é dos Marines desembarcando na praça dos três poderes.
A continuar a escalada rumo a ditadura de fato essa hipótese não é tão absurda.
Esse 2026 será o ano mais importante da República Brasileira.
Eu comentei isso mais abaixo, mas vamos reforçar.
O que na sua cabeça impede os Marines de “desembarcarem” aqui caso um governo de direita não tome decisões a favor dos interesses dos EUA?
Veja o que está acontecendo com a oposição ao Maduro, foram rifados.
Maquiavel já dizia, é melhor perder com os seus do que ganhar com tropas alheias.
Meu Deus kkkkkkkkkkkk
Eita… finalmente! Obrigado Trump!
OH GLÓRIA!
Demorou mas “chegou”
Boa escolha , a dilema dos programas militares no Brasil para variar , necessitam ter começo, meio e fim ..com novos lotes sendo adquiridos e futuramente pensar em um sistema de grande altitude para operar em camadas … Vamos aguardar…
Não é fogão, geladeira e nem smart tv.
Logo a aquisição se limita ao necessário a atender, o enfrentamento da ameaça percebida, limitado ao orçamento disponível.
Como aliás ocorre, qndo se adquire qualquer sistema de armas.
Ali tá escrito aquisição de prateleira, mas serão de fabrica né? Digo 0km?
Amigo, serão semi-novos, baixa quilometragem, nunca bateu com força, nunca fez rally, nem track day, era usado somente final de semana por uma mulher idosa.
Só me vem aquela propagando do Golf na cabeça quando leio carro de garagem.
Modelo 2024 que ficou encalhado na revenda . 😎
Só capotou na grama… tá inteirinho
Olá.
O texto fala de uma aquisição governo-governo, mas o termo “prateleira” geralmente se refere a uma compra de algo novo nas condições técnicas oferecidas pelo fabricante, sem nenhum objeto customizado.
Parece-me que são equipamentos novos.
Não existe versão velha desse sistema, ele e novinho!
Prateleira vem da expressão “off the shelf” que significa um produto pronto padrão, sem as séries de modificações que as FFAA br exigem.
E por isso, mais barato.
Pois toda e qualquer modificação, tem seu custo.
Quando a agua bate no peito, todos se movimentam.
Não passa de outro “Guaicurus”, não é que o sistema pretendido não atenda as necessidades, mas como na aquisição do veículo 4 x 4, precisam agradar alguém…
Então usam da urgência dessa necessidade.
Na vdd a água já está batendo na b……..!!
Melhor do que nada,mas ja que demorou tanto para adquirir um sistema de defesa aérea, nao seria melhor adquirir, logo um que fosse capaz de atingir alvos a grandes altitudes e distâncias? Pois os vetores de ataques mais perigosos voam a altas altitudes, ou seja,ainda fica uma grande lacuna.
Brasileiro e sua mania de reclamar…parque quem tinha somente os mísseis russo igla…e o mesmo que sair de uno para uma hilux
Quase 20.000 metros de altitude e tu tá reclamando?
Como se fossemos abater um míssil balístico, ou um caça ou bombardeiro a grande distância; o alvo desse sistema e míssil de Cruzeiro, em todas as guerras modernas, tanto Russos, Chineses, Americanos, ingleses ou franceses, a principal arma usada são mísseis de Cruzeiro que voam raso e só aparecem a 30km de distância!
Você está certo.
O principal meio de ataque de longo alcance contra infraestruturas críticas dos americanos , salvo os caças e bombardeiros furtivos, são os mísseis de cruzeiro subsônico stealths, mas uma nova leva de armas de alta velocidade (super e hipersônicas) está sendo colocada em operação visando alvos de alto valor sensíveis ao tempo (tempo crítico) , sendo a própria IADS um desses alvos.
No caso de um ataque americano as armas de alta velocidade que uma IADS teria que enfrentar são:
Lançadas do ar:
AARGM-ER/SiAW: Mach 4 – 300 km
AIM-174: Mach 5 – 500 km
HACM: Mach 8 – 1000/1600 km
AGM-183 (?): Mach 15 – 1800 km
–
Lançadas de superfície:
Dark Eagle/IRCPS: Mach 17 – 3500 km
SM-6 Block IB: Mach 5+ – 1000 km+
SM-6: Mach 3.5 – 500 km
PrSM: Mach 5 – 500 km
PrSM Inc. 4 : Mach 5+ – 1000 km
ATACMS: Mach 4 – 300 km
O objetivo e abater mísseis de Cruzeiros, que são a principal ameaça, para isso, os mísseis devem ter alcance de no máximo 30km, então está ótimo, para abater caças, temos os gripen!
Até que enfim, e o planejado são outros 2 grupos, 1 em Brasília e outro na região norte.
Para quem só tem IGLA, RBS70 e Guepard é um salto .
Em Brasília que não tem nada?? Os corruptos estão cheio de medo pelo visto, mas esse sistema só é útil contra vizinhos, contra os EUA é a mesma coisa que nada.
Mesmo se a tivéssemos o S-400 ou o Patriot PAC-3 não faria muita diferença contra os EUA, pra lidar com um país como eles precisaríamos de centenas de caças de quinta geração, sistema de defesa antiaérea em camadas extremamente integrado, munições modernas e em grande quantidade como mísseis de longo alcance ar-ar/terra-ar, e mísseis de cruzeiro e anti-navio VLO, uma frota formidável de navios de escolta e submarinos, nacionalização pesada desses meios, inteligência (satélites, drones, navios especializados etc), isso pra não falar de uma tríade nuclear, enfim, temos nada disso kk
O Senhor deve saber que, com tudo isso, ainda assim os USA nos derrotariam com 1 pé e 1 perna amarrados nas costas. Contra eles somente armas nucleares e meios para lançá-las, o resto é conversa.
No caso do ataque à Venezuela duas questões ficaram claras:
Os EUA utilizaram o RQ 170 sentinel antes do ataque, que sobrevou Caracas por semanas à alta altitude, rastreando com seus sensores eletro opticos toda a rotina de Maduro, sua escolta, seus refúgios, o posicionamento das baterias anti aéreas, etc, sem ser notado, por ser furtivo. Os radares dos S300, dos Buks, e dos chineses não o identificaram. Deve – se ressaltar que estes radares não eram AESA e a Venezuela nunca dispôs de avioes AWCS, nem caças com sensores IRST. Estes 2 meios, se utilizados em conjunto poderiam ter detectado o drone furtivo e o destruído.
Segundos antes do ataque , todo o sistema de comando e controle das FAs da Venezuela foram alvo de um pesado e seletivo ataque cibernético que derrubou a rede de energia elétrica e de comunicações da capital, deixando todo sistema de defesa venezuelano acéfalo e sem comando centralizado. Os pelotões de defesa anti aérea de ponto não recebiam nem enviavam dados ou ordens. Após isto houve um forte ataque de interferência eletromagnetica que ” cegou ” os radares russos e chineses. Desesperados, os operadores desses radares aumentaram a potência deles para vencer a interferência, e nesse instante possibilitaram o primeiro ataque com misseis anti radiação ( arm). Repito, estes radares, por não serem AESA, estavam extremamente expostos à interferência da guerra eletrônica. Radares dos S300 são muito bem conhecidos dos EUA , suas limitações, falhas e bugs idem.
Conclusão:
Radares tecnicamente defasados e a ausência de uma robusta defesa cibernética, além de uma força aérea antiquada e limitada, com sérios problemas de manutenção explica a ausência de reação por parte da defesa venezuelana, mesmo dispondo de uma defesa aérea em camadas estruturada, porém já ultrapassada tecnologicamente.
Uma curiosidade :
No exercício guardião cibernético 2025 realizado pelo EB em Brasilia ano passado, um simulador desenvolvido pela Atech, atacou o país, tentando derrubar a rede elétrica e de comunicações, exatamente como as forças atacantes dos EUA fizeram na Venezuela meses depois. O simulador da Atech era até mais complexo porque além de derrubar a rede elétrica e de comunicações, afetava também o sistema de transportes do país. O sistema de defesa cibernético centralizado das FAs resistiu e anulou o ataque simulado. Além dos representantes das FAs ,vários representantes de diversos países das américas e europa participaram em Brasilia do exercício do Guardião. A Venezuela, óbvio, não participou, nem foi convidada.
Para lidar com os EUA temos a diplomacia, e mesmo que os EUA ataquem, usaram mísseis de Cruzeiros que são o alvo preferencial desse sistema, e em Brasília, fica o alto comando do país e das forças armadas, quer gostem ou não.
Tem que ter em Brasília, urgente segundo os políticos! Porque se a moda de raptar pilantra por operação SEAL pegar, lá na capital fica uma turma olhando pro céu com ao fiofó na mão!
FAB está desenvolvendo o Projeto LORAD, para baterias anti aérea de longo alcance, possuindo certa capacidade para abater mísseis balísticos..
O projeto também visa aquisição de todo o conjunto, o que incluí, sistemas de curto e muito curto alcance como manpads, defesas de ponto, e RBS70NG, montados em blindados 4×4 ou do tipo Guarani..
Dia de comemorar! Vamos evoluindo gradativamente!
Seguindo a linha estabelecida pelo EB, em priorizar sistema em que somente os mísseis são comuns, a configuração usada pela MB nas FCT, a FAB deve se equipar de sistema e/ou sistemas que empreguem prioritariamente os mísseis adquiridos com as aeronaves JAS-39 Gripen do FX-2, IRIS-T e AMRAAM e qndo e se disponível MDBA Meteor.
FAB encarecidamente, larguem a asa da Embraer, parem de arrumar serviço pra eles fazerem!!!!
O país não necessita de um grupo empresarial cuja ambição não disfarçada é se tornar um “sole source provider”, a pior praga do mercado de fornecedores de material bélico, pois não se capacita, vive de ToT, comprada pela União em seu e somente seu benefício!!!!
Nós os pagadores de impostos, não acionistas, agradecemos de montão!!!!
Das três Forças, o EB parece sempre ser o mais racional em suas escolhas, apesar de alguns tropeços como a modernização do Cascavel.
Creio que é uma impressão equivocada.
O EB tem um histórico de problenas em suas compras.
Meios de combate terrestres são mais baratos, só isso, não há diferença na gestão das FFAA.
Falo sempre isso com um amigo: nessa última década, talvez 15 anos no máximo, o EB é quem tem planejado e executado melhor sua atualização!
Nada é perfeito, o Cascavel divide opiniões, mas até o momento tem sido bem assertivo em suas escolhas!
Acho a FAB mais racional, o EB vem depois, quem viaja muito e a marinha!
a marinha tem planos ok, o problema é que gastamos muito pouco em defesa, tipo se gastássemos 1,5% do PIB em defesa, os planos da marinha seriam facilmente executados, o único plano muito ambicioso é do submarino nuclear, mas como já começamos a construção, temos que terminar e continuar o desenvolvimento
Perdemos muito tempo e dinheiro com o projeto do submarino nuclear, e do porta-avioes que não levou a nada alem de.sis gastos, com compre e modernização de aeronaves antigas que irão fazer o mesmo que as novas da força-aerea!
Números modestos mas é um bom início!
3 baterias continuo achando pouco; poderemos proteger áreas sensíveis mas outras ainda ficarão descobertas como, principalmente, as usinas de Angra e as principais hidrelétricas.
É a melhor opção: a comunalidade com os CAMM das Tamandaré, integração de radar nacional, veículo Iveco/Leonardo…são grandes diferenciais!
O outro lado da moeda é continuar dependente de Otan em área sensível…
São duas baterias lançadoras com meros 3 lançadores cada e uma bateria de comando.
Inicialmente para criar doutrina, depois virão mais 2 (Jundiaí, BSB e norte)…quer dizer, devem vir, pode ser que venham, quem sabe ainda vem…
Bananil é assim né? Nem contrato assinado vale muito! rs
Geralmente são dois mísseis por alvo, uma bateria teria como enfrentar 12 mísseis de Cruzeiro, pela formação do diagrama, acho que cada cidade objeto de defesa terá 2 baterias ou seja, 48 mísseis para defesa, falo isso pois não acho que essa composição vai ficar muito distante uma da outra, devem ser duas baterias por cidade!
Sim, 6 lançadores de mísseis e 48 mísseis interceptadores.
Não entendi o porque de veículos de suprimento. Se em cada veículo lançador cabem 8 mísseis e serão 6 veículos lançadores e 48 mísseis, não tem necessidade de veículos remuniciadores. hehehehe
A Ucrânia quando foi invadida em 2022, tinha cerca de 250 veículos lançadores de sistemas S-300 e cerca de 3.000 mísseis interceptadores. Além de dezenas de sistemas Pechora e Buk.
No início da guerra a Ucrânia tinha cerca 50 baterias de S-300.
The Ukrainians Have Their Own Surface-To-Air Missile
A defesa AAer ucraniana possuía a seguinte composição:
VSHORAD – AAAer, Manpads, Tunguska e Strela-10
SHORAD – Osa e Tor
Médio alcance – Buk
Longo alcance – S-300
Parece que os Pechora, Kub e S-200 da era soviética estavam armazenados na reserva.
O sistema Pechora atualmente em serviço é uma versão modernizada doada pela Polônia.
O sistema Kub atualmente em serviço é uma versão modernizada doada pela República Tcheca.
Muita gente aqui despreza o SAM de longo alcance mas na Ucrânia ele é mais importante que a aviação de caça.
Sobre o S-300 sim eram cerca de 50 baterias, porém com 250 veiculos lançadores (média de 5 por bateria) e cerca de 3.000 mísseis interceptadores.
Isso somente de S-300 fora as dezenas de baterias de médio alcance e milhares de mísseis de curto alcance.
Algumas fontes dizem que os mísseis acabaram.
Sei q nao é o foco do seu coment, mas sobre a Ucrania, fora os Tunguskas, Tors, Iglas e ZUs23 (q sao mortais, talvez a arma q mais abateu aeronaves desde o fim da II guerra).
Era umas das defesas aereas mais densas do planeta.
Se eu tivesse que chutar, a arma antiaérea que mais abateu aeronaves desde o final da SGM foi o SA-2/S-75 Guideline/Dvina.
Até que fim!
A entrega de todas as baterias é pra qual ano? será se demora mais que os Gripens?
Eu acredito que ano esse venha o primeiro grupo, como saiu como compra emergencial de prateleira, ou seja, se estiver disponível na Itália é só embarcar.
Os outros 2 com certeza vão demorar um pouco mais, pois serão inclusos sistemas Brasileiros, como o radar SABER.
Pronto, agora uns 70 oreshnik e a dissuasão vai estar completa.
PARABÉNS !!! ao Exército Brasileiro pela aquisição…, mesmo 2 baterias…, vão treinando aos poucos para adquirir conhecimento técnico nessa área…, os mísseis com certeza serão fabricados no Brasil sob licença, já que vão armar as Tamandarés também…
*Primeiro você começa…, depois você melhora…*
Abraço a todos !!!
Nenhum dos mísseis operados hoje pela anti aérea do EB, são fabricados no Brasil.
O mesmo se aplica aos mísseis usados pela MB e também pela FAB.
Assim não há certeza alguma que os mísseis CAMM, sejam algum dia, fabricados no Brasil.
Existia uma contrato entre a MBDA e a Avibrás realizado em 2014 para fabricação local do CAMM-ER, mas deu em nada, pra variar.
Não sei de onde você tirou essa certeza de que os mísseis seriam fabricados localmente. Nada sobre isso é mencionado no artigo e acho isso altamente improvável, infelizmente. Seria o ideal, na verdade.
Posso estar confundindo as coisas, mas pesquisando na internet, diz que o CAMM padrão tem alcance de 20km, o CAMM ER alcance de 40km, e o CAMM MR que está sendo desenvolvido terá alcance de 100km.
Algumas fontes citam +20 km e + 40 km (sem especificar o que seria esse +).
Outras fontes citam 25 km e 45 km.
de acordo com alguns testes, o CAMM sem ser o ER alcançou um alvo a 60km
As forças armadas do Brasil tem que começar leva à serio a guerra eletrônica e contra medidas eletrônicas …jameamento …estilo guerra o que os russos fazem( os melhores nesse quesito)……basta vê o que está acontecendo na guerra entre a Rússia com a OTAN no solo Ucraniano.
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Esse equipamento se não tiver uma nova doutrina para uma guerra com está acontecendo lá na Ucrânia …corre o risco… desses equipamentos. Terem o mesmo resultado dos Patriot americanos.
É uma iniciativa excelente, mas o debate sobre a defesa antiaérea brasileira não pode mais se limitar a resolver a lacuna existente nos meios de médio e longo alcance. À luz do que vem sendo observado nos conflitos recentes, onde sistemas de médio alcance são empurrados para um uso quase que exclusivamente C-PGM por conta dos avanços em munições standoff, furtividade, guerra eletrônica e número crescente de ameaças lançadas do solo, torna-se indispensável discutir novas formas de emprego e organização, sob pena de vincular sistemas modernos a uma doutrina insustentável.
Venho escrevendo um pouco sobre isso (inclusive seria uma honra poder compartilhar aqui para alimentar discussões sobre o tema), e imagino que a defesa para um país com a realidade nacional – restrições de orçamento, grande extensão territorial e multiplicidade de cenários – poderia ser organizada, para melhor aproveitamento, em quatro eixos distintos, a saber:
Grupos de Negação de Área: seriam os grupos equipados com sistemas de médio alcance. O foco deixaria de ser a defesa de ponto “x” ou “y”, onde uma bateria antiaérea acaba assumindo um papel fixo, previsível e de interceptação e munições guiadas, e passa a ser a negação de uso do espaço aéreo, surpreendendo as plataformas de lançamento através de baterias menores espalhadas em direção ao eixo da ameaça.
Reduzir, por exemplo, uma bateria composta por quatro ou seis veículos de lançamento em duas ou três baterias compostas por dois veículos de lançamento diminui a resistência local em combate — que, cedo ou tarde, seria inevitavelmente superada por um inimigo minimamente preparado —, mas agrega mobilidade tática, mobilidade estratégica, área coberta e sobretudo capacidade de sobrevivência. Não apenas da bateria individual, mas do sistema defensivo como um todo, uma vez que, em caso de sucesso das missões DEAD inimigas o número de elementos perdidos é substancialmente menor.
Trata-se, em última análise, da aplicação à defesa antiaérea do conceito de Distributed Lethality da US Navy, no qual ao invés de concentrar muito poder ofensivo em um menor número de plataformas, o poder é distribuído entre um maior número de plataformas menos capazes operando de forma dispersa.
Grupos de Defesa de Ponto: o foco dos Grupos de Defesa de Ponto seria garantir a proteção de estruturas fixas de maneira sustentável. Como dito acima, o emprego cada vez maior de armas standoff, furtividade, guerra eletrônica e mísseis e drones lançados de plataformas de superfície empurra os sistemas atuais para um emprego quase que exclusivamente C-PGM. Considerando que mísseis interceptadores modernos não são apenas caros, mas também possuem uma cadência de produção limitada, isso torna a defesa de estruturas fixas centrada em sistema de médio ou longo alcance insustentável.
Esses grupos seriam equipados com canhões, que são mais baratos de adquirir, manter e, principalmente, possuem munição produzida em escala industrial. Guiados por sistemas modernos e usando munição programável, canhões são eficazes contra praticamente qualquer tipo de ameaça que cruze seu envelope de emprego, como aeronaves de asa fixa ou rotativa, drones de diferentes classes, munições vagantes e mísseis de cruzeiro subsônicos. No contexto sul-americano, essa capacidade cobre a imensa maioria dos cenários plausíveis.
Ao deslocar para o canhão a responsabilidade primária pela interceptação de munições, preservam-se os mísseis de médio alcance para aquilo que lhes é mais adequado: o engajamento das plataformas lançadoras.
Grupos de Apoio à Manobra: seriam grupos equipados principalmente com MANPADS e destinados a proteger a liberdade de manobra das forças terrestres – não apenas das brigadas de cavalaria e infantaria – mas, principalmente, das baterias de médio alcance. Não por meio de uma escolta “ombro a ombro”, mas pela negação seletiva do espaço aéreo de baixa altitude nas áreas mais prováveis de aproximação inimigas. Seu emprego pode ocorrer a vários quilômetros de distância, concentrado no fechamento de eixos vulneráveis a voo rasante, zonas de infiltração de UAVs, corredores naturais do terreno e áreas que favoreçam a observação e o ataque em baixa altura.
Ao criar um ambiente de risco persistente em baixa altitude, os MANPADS não precisam negar completamente o espaço aéreo, basta torná-lo incerto. Esse efeito degrada a capacidade de vigilância inimiga, dificulta o emprego de sensores e munições de vadiagem e reduz a eficiência das ações de reconhecimento e ataque em baixa altitude.
Representariam uma evolução das atuais Baterias Orgânicas de Brigada, passando para uma centralização em grupos subordinados à defesa antiaérea, cujo emprego e distribuição se daria de acordo com as necessidades.
Ataque em apoio à defesa: uma defesa antiaérea concebida de forma exclusivamente passiva carrega uma fragilidade estrutural: a dependência permanente da iniciativa do inimigo. No ambiente operacional atual, essa abordagem pode funcionar no curto prazo, mas dificilmente se sustenta ao longo de um conflito, sobretudo contra um adversário com múltiplos vetores de ataque e capacidade de reposição de munições.
Defender-se não é apenas interceptar ameaças já lançadas, mas também reduzir, sempre que possível, a capacidade do inimigo de gerar novas ameaças. A neutralização seletiva de bases, plataformas e estoques de munição não substitui a defesa antiaérea, mas contribui decisivamente para aliviar a pressão sobre ela. É nesse ponto que entra o Gripen como elemento essencial da arquitetura defensiva.
Ao invés de concentrar recursos da ordem de bilhões de dólares em baterias antiaéreas de longo alcance — que, na maioria dos cenários, seguem limitadas à interceptação de munições —, faz mais sentido empregar parte desses recursos em capacidades ofensivas. Armas como o RBS-15, com emprego dual contra alvos navais e terrestres, permitem atacar diretamente plataformas de lançamento, sejam navios, aeronaves em suas bases ou depósitos logísticos.
A combinação de baterias de médio alcance menores e mais numerosas, com alta mobilidade; MANPADS protegendo a manobra; canhões garantindo a defesa sustentada de pontos fixos; e o Gripen atuando contra os vetores de lançamento, tudo sustentado por dispersão, controle de emissões e descentralização do comando e controle, tende a ser muito mais plausível e eficaz para a realidade brasileira do que a simples replicação de modelos concebidos para contextos operacionais completamente distintos do nosso.
Ai sim fomos surpreendidos.
Duvido nada que seja contra partida quanto a assinatura do acordo com a zona do UE
Ainda sim bom acordo.
Finalmente definiram, que fechem logo a compra pois precisamos para ontem!
Maduro já está preso, nos EUA.
A necessidade já não existe mais.
Hoje é o Maduro, amanhã só Deus sabe. A geopolítica mudou.
Alguns defendem ou até incentivam alguma aventura aqui por divergências ideológicas com o governo atual. Mas lembrando, e se amanhã um Vence da vida manda algum presidente de direita nesse país simplesmente zerar as exportações de alimentos aos chineses. Vamos simplesmente aceitar? O que está se desenhando é a politica do mais forte. E com os EUA sendo o principal causador de confusão e bullying diplomático.
E antes que venha dizer que nenhuma defesa é suficiente contra superpotências. A realidade é bem simples, não precisamos travar uma batalha de 1×1 com ninguém. Basta termos o grau de ameaça suficiente para tornar a investida cara demais.
Se um daqueles CH-47 tivesse caído em Caracas Trump já estaria sofrendo um impeachment agora.
Fez a operação pq tinha um acordo e geografia de Caracas ao seu favor. Só a distância de Brasília para costa já torna uma ideia semelhante aqui bem mais complexa.
Quanto à parte do Chinook você forçou bastante. Centenas de soldados americanos morreram em ação pós-Vietnam e nenhum presidente americano sofreu impeachment por isso.
Seria apenas o caso de fazer homenagem aos mortos e vida que segue para o Trump.
Só que aquilo na Venezuela não era uma guerra, não foi autorizada pelo congresso e era apenas “uma ação policial” como disse Rubio.
A sociedade dos EUA é bem coerente. Quando são atacados vão até as últimas consequências no apoio ao seu líder. Entretanto quando não existe justificativa conveniente para morte de tropas eles punem eleitoralmente esse líder. E sinceramente dessa vez não tinha.
Concordo com o risco do precedente, depois do Vance, pode ser um democrata a pressionar um presidente de direita a fazer o que ele quer e aí como fica?
“Maduro já está preso, nos EUA.
A necessidade já não existe mais”.
Infelizmente alguns tem o mesmo pensamento Limítrofe que você meu caro…
Mas certamente você está certo, porque não aproveitamos e já que o Ditador da Venezuela caiu de Maduro, vamos cancelar a aquisição de Caças Gripen-E, de novas unidades das Classe Tamandaré, de novas unidades da classe Riachuelo e dos Centauro 2…
Não de jeito e maneira, somente precisamos ser mais racionais.
Por exemplo, no caso do Gripem não necessitamos cancelar a compra das aeronaves, mas reestruturar o programa, de modo a poder financiar o 2º lote.
E como fazemos isto?
Deixando de pagar a menos util das 3 fábricas envolvidas no projeto: Embraer.
Aumentamos a quantidade e a complexidade das partes e peças fabricadas pela SAM e enviamos tudo pra montagem final, lá na Suécia, ou no Canadá, se o mega contrato de Gripens para a Ucrânia vingar.
Qnto as “Tamandarés” e aos submarinos franceses, so sorry mas os objetivos desses programas já foram atingidos.
Hora de seguirmos para o próximo nível.
Centauro 2, também não sou fã dessa ideia, melhor poupar essa grana para um novo MBT, IFV, SPH, etc, etc, etc…
Sempre defendi uma parceria do Brasil com a Itália em projetos dos mais variados tipos, inclusive militares.
Olhem quanta coisa boa tá saindo: VBTP-Guarani, Guaicuru 4×4, Centauro II, EMADS, torre HITFACT MKII pro futuro MMBT…
E digo mais: tendo dinheiro, eles possuem outros produtos MUITO interessantes pro EB e pra MB…
Os novos destroyers DDX que deverão deslocar 12.500 toneladas e ter 80 ou 96 células VLS seria uma ótima pedida para a MB.
possivelmente boa parte desse deslocamento será para aumentar o alcance, porque se formos ver, muitos dos destroyers modernos são muito perna curta
Como os mísseis podem receber entradas de orientação por meio de enlace de dados, isso poderia ser uma vulnerabilidade a ser explorada por plataformas de guerra eletronica sofisticadas?
Para voce ver so foi tirar o Maduro do Poder , que luladrao correu para seu capacho general tomas dizendo que estar com medo e precisa algo para resolver ! Desde que me entenda por gente vejo essa novela de nao ter uma anti area digno de um País como Brasil mas nao adianta comprar os EMADS correndo se nao comprar tambem o SAMPT NG esse digo que é melhor que o Patriot , assim estariamos com uma defesa area digna de um país continental o resto e so Bla bla ! E nao me venha dizer que nao ha dinheiro porque ha !
Longo alcance é responsabilidade da FAB. E não vejo ela se movimentando no sentido de adquirir baterias anti aéreas. O foco ali é a defesa aérea através de caças.
Sabemos que pela quantidade/área do Brasil é muito pouco, mas, a questão principal é: como evitar que estas parcas defesas AA não sejam jameadas, como aconteceu na Venezuela?
Sabemos que, por exemplo, o binômio F18G/F35 representa uma ameaça a qualquer tipo de sistema AA.
Em termos práticos, reais, quais os cenários onde um sistema destes (ou um conjunto deles) teria alguma chance contra um ataque do grande “irmão” do norte?
Se atuar fixo na defesa de um ponto ou aérea, vai ser localizado, identificado e destruído. Se adotar um controle rigido de emissões, estiver conectado via link de dados a outros sensores, utilizar trocas de posição com regularidade e focar mais na negação de liberdade do que na defesa de ponto A ou B, aí comeca a se tornar um problema.
De forma resumida, é isso. No meu comentário mais acima essa lógica tá um pouco mais bem detalhada.
BJJ,
Mobilidade hoje, na era da consciência situacional em tempo real, é inútil para o fator “sobrevivência”.
Já foi importante quando o reconhecimento era efetuado por caças especializados 2 a 3 dias antes do ataque previsto e os satélites de reconhecimento lançavam seus filmes em capsulas que eram capturadas por aeronaves e levavam dias para serem analisados.
Nessa época ser móvel fazia toda a diferença e a atividade SEAD era predominante empregando ataque eletrônico e mísseis antirradiação.
Com o advento de satélites que enviam seus dados em tempo real, com uma maior quantidade de satélites em órbita, com o desenvolvimento dos radares de abertura sintética de longo alcance , da capacidade de indicação de alvos móveis, de drones de reconhecimento com características stealths, dos mísseis guiados por GPS, com mísseis/drones dotados de seekers avançados com capacidade de ATA/ATR (reconhecimento automático de alvos) , ser móvel não é mais preponderante para o fator sobrevivência da bateria.
Vimos também que a bateria ter capacidade de defesa ativa ( C-PGM) como os russos alardeavam terem capaz de interceptar bombas JDAM/Paveway e mísseis HARM em voo com o Pantsir , não funcionou como esperado.
Parece haver hoje uma superioridade dos sistemas ofensivos em relação aos defensivos, sendo estes muito úteis quando empregados de forma a deter ou mitigar um ataque passivo, onde o inimigo não busca neutralizar a própria IADS , como ocorre na Ucrânia que consegue se defender a contendo dos mísseis e drones russos.
No caso de um sistema IADS tentar sobreviver a um ataque do nível a que os EUA são capazes de implementar a única defesa possível seria implementar uma baseada em contramedidas como por exemplo alvos falsos infláveis, emissores iscas de RF, etc.
E ainda assim se nossa IADS conseguisse algum nível de sucesso e atingisse uma aeronave tripulada americana teríamos que arcar com os resultados de tal ação, que poderia ser devastador para nossas forças armadas.
Infelizmente , após décadas de nossas forças armadas ocupando um papel figurativo na República bananeira do futuro que nunca chega , dominado por uma elite parasita, apegada nos seus direitos e privilégios, que tem que exigir sua soberania no lugar de impô-la , se contra uma força como a dos EUA somos completamente vulneráveis.
Bosco,
Concordo com a evolução da capacidade de reconhecimento e aquisição de alvos em tempo real, mas essa capacidade não é absoluta.
Satélites não cobrem 100% do território, possuem taxas de atualização de horas ou dias e são afetados por condições climáticas. Radares ativos no modo SAR podem localizar alvos, mas a emissão contínua também entrega as plataformas. Drones estão expostos à EW. E no cenário proposto, onde a ameaça vem dos EUA, é preciso considerar as limitações impostas pelos ciclos de operação embarcada em porta- aviões.
Para o outro lado a tecnologia também evoluiu. Além da mobilidade, uma bateria antiaérea moderna pode contar com vários outros recursos para dificultar sua localização, como camuflagens multiespectrais, capacidade de engajamento cooperativo, sistemas passivos de busca e aquisição, decoys, etc…
**Nós vimos a importância da mobilidade na prática quando os ucranianos surpreenderam aquele Beriev A-50 russo com uma bateria Patriot operando avançada, onde ninguém a esperava.
Mas ele falou da capacidade Dos EUA e não do Russos
Bjj,
Só pra ficar claro, eu não disse que a mobilidade não tem valor para a IADS
Disse que para a sobrevivência não é mais preponderante pelos motivos que elenquei.
De modo geral , se formos ter como parâmetro a USAF/USN/USMC, a atividade SEAD é combinada com a DEAD e a detecção, identificação e aquisição dos alvos se faz em tempo real pelas próprias aeronaves atacantes.
Nesee contexto a mobilidade é menos importante .
Na minha opinião:
– Defesa cibernética robusta
– Sistemas de defesa aérea móveis baseados em radares AESA ( radares de terra e embarcados em aeronaves e caças)
– Multiplas defesas Anti drones ( passivas e cineticas )
– imprescindível ter caças de defesa aérea, complementando as baterias moveis de defesa, com capacidade de sobrevivência em TOs de intensa interferência eletrônica e que possuam sensores IR de longo alcance ( IRST )
– redes de dados que integrem todos os radares, sensores satélites, em terra, embarcados, para as defesas de terra e para caças, compartilhando dados, e que tenham pesada criptografia e sejam o mais possível imunes à interferências.
– Protocolos de ação e reação previamente estabelecidos para todos os operadores de defesa aérea, em todos níveis, defesa de área, defesa de ponto e pilotos de caça e operadores de awcks.
– Sistemas descentralizados e móveis de comando e controle integrando radares e sensores .
– Treinar, treinar, treinar e treinar, com todas as simulações possíveis de um ataque.
Um ataque como ocorrido na Venezuela ou no Irã não surge da noite para o dia. É preciso ter algum nível de inteligência que preveja a preparação para o ataque , que pode levar semanas ou meses. Então deve- se ter protocolos de ações de defesa antecipada também. Necessário manter vigilância com caças e AWCs 24 h por dia ( revo) afim de impedir invasão de drones furtivos ISR que tentarão rastrear os pontos de CC e AA do alvo.
Obrigado. Em resumo: mesmo com esta ou mais baterias antiaéreas, o Brasil não teria a mínima chance 🙂
OFF TOPIC, mas nem tanto:
Infográfico da operação que capturou e prendeu Maduro, na Venezuela:
(https://www.snafu-solomon.com/2026/01/this-is-best-infographic-on-maduro-raid.html)
Excelente aquisição e finalmente defesa antiaérea. Inicialmente eles irão ficar em Jundiaí na nova unidade de defesa antiaérea do EB?
Na matéria consta que a o sistema será destinado inicialmente ao 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (GAAAe), em Jundiaí (SP).
Ficou provado que sistemas de defesa anti aerea baseados nos S300 / S400 modelo sem radares AESA são vulneráveis à oponentes que disponham de equipanentos avançados de interferência eletromagnética.
Parabéns Exercito Brasileiro pela aquisição. Excelente escolha.
Duro é saber que vamos torrar 10 bi nos correios que daqui a pouco pedirá mais uns 15 bi enquanto não se desenvolve nada de concreto na defesa
Tomara que não sejam usados contra os EUA, afinal, vimos na Venezuela que a eletrônica anti sistemas de defesa que os EUA já possuem inibe estes sistemas de defesa anti aérea atuais. O Brasil, como sempre, atrasado nas tecnologias militares.
o Brasil tem radares AESA, está investindo em contra medidas eletrônica e de guerra eletrônica, um exemplo é o sistema MAGE da marinha, tem centros de defesa cibernética, além de várias outras coisas que impediriam e/ou diminuiriam a eficácia do uso de guerra eletrônica
Tem mesmo? Já está disponível pra tropa? PQ disponível em press release, não protege nada e nem ninguém.
Qnto ao MAGE da MB, você se refere ao Defensor?
Em uma das comissões da MB no Líbano, deixou a desejar, o navio iluminado por um radar em terra, o sistema abriu o bico e saiu do ar.
Tomara que adaptem no chassis do Astros da Avibrás…, para continuar a produção e peças desses caminhões…, já que temos um grupo de lançadores de mísseis em Formosa-GO
Mesmo admirando a beleza desses caminhões italianos…rs
Esses caminhões dos Astros são Mercedes (Versões modernizadas) e TATRA nos MK6. A tendência seria o EB continuar com os Tatra da família 815 que vem sendo adquiridos em quantidade para as portadas pesadas. Entretanto, como se fala que a IDV vai ter envolvimento poderão ir para os IVECO.
Esquece a Avibrás, já era, já morreu.
Se tudo der certo, em breve teremos Gepards, Guaranis em versão antiáerea com RBS-70 NG e EMADS. Aquela verão da REMAX Antidrone oferecida pela ARES é muito interessante e cairia bem no Guarani junto do RBS-70!
Esse reparo porta munição ABM?
Senão, tendo em mente a oposição a enxames de drones, que são extremamente fluídos, algo que porte uma munição de ao menos 30mm, seria mais adequado.
Então o sistema de defesa aérea do EB ficaria estruturada da seguinte forma :
Sistema de defesa aérea de baixa altitude : plataforma guarani 6X6 + RBS70 NG + Girafalle.
Sistema de defesa aérea de média / alta altitude ( 20km ultrapassará a média altitude)
Emads +CAMM ER + Kronos ( M200MM AESA )
Defesa aérea ( drones ) : Guepard / Guarani 6X6 + Torre ARES BR2 ( torre canhão 30mm e/ou 2 metralhadoras .50 ) + girafalle
Manpads portáteis ficariam restritas à tropas de infantaria de intervenção rápida + M60 2
Antes tarde do que mais tarde.
Comprei 100 pacotes destes e fábrica tudo aqui com 50% de conteúdo nacional, assim passamos a ter defesa anti aérea e movimenta a economia do Brasil
Essa aquisição consegue proteger o que realmente?