Suécia anuncia investimento de US$ 1,6 bilhão para criar novo sistema nacional de defesa antiaérea
Saab BAMSE
O governo sueco anunciou uma ampla expansão de sua capacidade de defesa aérea com a criação de um novo sistema de defesa antiaérea territorial, destinado a proteger forças militares, cidades e infraestrutura crítica. O investimento total será de aproximadamente US$ 1,6 bilhão (equivalente a 15 bilhões de coroas suecas).
A medida marca uma mudança significativa na política de defesa do país, ampliando o foco antes limitado à proteção de unidades militares para um modelo de cobertura nacional, em resposta ao crescente risco estratégico na Europa.
Resposta ao ambiente de segurança mais crítico desde a Guerra Fria
O primeiro-ministro Ulf Kristersson destacou a urgência da iniciativa:
“A Suécia vive o momento de maior gravidade em segurança internacional na era moderna. Este investimento fortalece o escudo de proteção do país, das nossas forças armadas às nossas cidades. É uma defesa da vida, da liberdade e da capacidade nacional de resistir a agressões.”
O ministro da Defesa, Pål Jonson, reforçou que o conflito na Ucrânia demonstrou o papel essencial de sistemas antiaéreos modernos e resilientes:
“Ao criar unidades territoriais de defesa antiaérea, complementamos nosso sistema atual e reforçamos a capacidade de mobilização. Isso aumenta nossa dissuasão e fortalece também a defesa coletiva da OTAN.”
Já o ministro da Defesa Civil, Carl-Oskar Bohlin, ressaltou o impacto direto sobre a proteção da população:
“Este novo sistema melhora a proteção de cidades, infraestrutura crítica e serviços essenciais contra ameaças aéreas.”
Como será o novo sistema de defesa antiaérea territorial
O investimento permitirá a criação de várias unidades independentes, em tamanho de companhia, equipadas com sistemas:
- De curto alcance;
- Simples, modulares e flexíveis, permitindo combinar diferentes armas, radares e sensores;
- Móveis ou fixos, conforme a necessidade;
- Capazes de proteger pontes, ferrovias, usinas nucleares e hidrelétricas, grandes cidades e infraestrutura crítica.
A primeira grande encomenda à indústria ocorrerá no primeiro trimestre de 2026, com aquisições adicionais ao longo dos próximos anos.
Investimentos anteriores já somam quase US$ 4 bilhões
Somando decisões já adotadas pela Suécia desde 2022, o total investido em defesa antiaérea chega a aproximadamente US$ 4 bilhões, incluindo:
- Novo sistema de médio e curto alcance para brigadas: US$ 2,25 bilhões
- Novo sistema portátil de curto alcance: US$ 380 milhões
- Munição para o sistema Patriot: US$ 750 milhões
- Sistemas antidrones e guerra eletrônica: US$ 360 milhões
Além disso, corvetas Visby e futuros navios da classe Luleå serão equipados com novos sistemas antiaéreos, e foram realizados grandes investimentos em radares de alerta antecipado.
Relatório sobre proteção de cidades será apresentado em fevereiro de 2026
O governo incumbiu a Agência de Defesa Civil (MCF) e as Forças Armadas de enviarem, até 16 de fevereiro de 2026, um relatório conjunto com:
- Avaliação das vulnerabilidades atuais
- Necessidades de proteção contra ataques aéreos
- Propostas de medidas ativas (interceptação) e passivas (abrigos, camuflagem, capacidade de reparos).■

Bem que o Brasil poderia ir lá e se juntar para participar desse desenvolvimento
Poderia. E deveria. Porém, tem que pagar em dia. Essa parte é mais difícil.
Mas eles não estão desenvolvendo um novo sistema, apenas expandindo/reformulando a capacidade de defesa aérea do país.
Pelo que entendi não se trata da criação de um nova arma, mas da aquisição e integração de armas já existentes. Detalhe no foco em canhões que, como já disse, deveria estar em nossas prioridades também.
Essa é uma das partes mais importantes de todo o sistema defensivo. O centro nervoso de controle e comando, integração com diversos meios, uma figura clara, consciência situacional para lançar mão do meio mais adequado para a ameaça detectada dentro do cenário que está se desenrolando. Acho isso fundamental.
Venceu a Batalha da Inglaterra, diga-se de passagem.
EDITADO
Acredito…que nós tínhamos a solução o sistemas astros….temos radar com alcance de 200km e fabricamos foguetes…..so que não ganham por fora né….aí fica difícil!
Suécia sempre levou mais a sério sua defesa que o resto da Europa, sempre foram independentes e auto suficientes.
Finlândia também é muito assim, mesmo comprando material de Defesa externo.
A quantos séculos combatem os Russos?
O primeiro ministro só esqueceu de falar que esse pior momento já deu sinais de fumaça lá em 2014, mas a turma do “paz e amor” preferiu pagar pra ver, e mesmo depois de 2022 os europeus foram extremamente exitosos quanto a realidade dos fatos e o perigo que estavam correndo, afinal é mais legal pagar de bom moço via assistencialismo barato, na cabeça desses fracos líderes dos últimos 20 anos os europeus tem uma divida histórica que precisa ser reparada, continuem nessa e verão o tamanho da conta que querem cobrar de vocês.
Foram exitosos? Bem sucedidos?
EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.
Enquanto isso nas terras de Carmem Miranda!!!!! Nada se cria, nada se copia e nada se transforma!.