UE deve considerar força militar conjunta que possa substituir tropas dos EUA na Europa, diz Comissário de Defesa

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União Europeia

Países da União Europeia (UE) devem avaliar a criação de uma força militar conjunta europeia que, no futuro, poderia substituir as tropas americanas estacionadas no continente, afirmou, neste domingo, o Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius, durante a Folk och Försvar Annual National Conference 2026 — conferência anual sobre segurança e defesa realizada na Suécia.

Kubilius propôs a formação de um “exército europeu permanente” com cerca de 100 mil soldados, capaz de reforçar a capacidade de defesa coletiva da Europa e reduzir a dependência das forças militares dos Estados Unidos, que atualmente dispõem de cerca de 100 mil tropas no continente sob a égide da OTAN.

“Como vamos substituir a força militar permanente americana de cerca de 100 mil soldados, que é a espinha dorsal da capacidade militar na Europa?”, questionou Kubilius em seu discurso, reforçando a necessidade de uma UE mais coesa e autônoma em termos de defesa.

Contexto estratégico e preocupações com segurança

A sugestão surge em um momento de crescente apreensão entre aliados europeus quanto ao compromisso de segurança dos Estados Unidos, especialmente diante de declarações recentes do presidente americano que geraram dúvidas sobre a continuidade da presença militar estadunidense no continente.

Analistas observam que a ideia de uma força armada europeia comum vem ganhando força desde a invasão russa da Ucrânia em 2022, quando muitos países europeus sentiram a necessidade de fortalecer a cooperação militar e reduzir vulnerabilidades estratégicas. A proposta, porém, enfrenta desafios políticos, já que alguns Estados-membros são cautelosos em abrir mão do controle sobre suas forças armadas nacionais.

Outras propostas de Kubilius

Além da força militar conjunta, o comissário europeu da Defesa defendeu a criação de um “Conselho de Segurança Europeu”, composto por membros permanentes e rotativos — possivelmente incluindo o Reino Unido —, para facilitar decisões mais rápidas em matéria de defesa coletiva.

Esse novo órgão, segundo Kubilius, teria como uma de suas primeiras missões enfrentar desafios relacionados ao conflito na Ucrânia, ajudando a moldar uma resposta mais eficaz da UE à agressão russa.

Reações e próximos passos

Especialistas dizem que a ideia de um exército europeu tem sido debatida por décadas, mas avançou significativamente com as tensões recentes no cenário internacional. A iniciativa também se insere em um contexto mais amplo de integração da política de defesa da UE, que já conta com mecanismos como a Política Comum de Segurança e Defesa (CSDP) e programas de cooperação militar estruturados entre os Estados-membros.

No entanto, a criação formal de uma força armada europeia exigiria consenso político e mudanças institucionais profundas na UE, além da coordenação com a OTAN, principal aliança militar da região.

Esse debate deve ganhar ainda mais destaque nos próximos meses, à medida que líderes europeus se preparam para discussões sobre a arquitetura de segurança do continente em um cenário global cada vez mais incerto.■


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Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Eu acho que essa proposta é ruim, mas quanto a presença dos EUA, a Alemanha deveria anunciar o fim das tropas Americanas em seu territorio, além de outros países fazerem o mesmo, podem pousar para reabastecer, mas não ficarem como ficam.

João
João
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

A questão é:
Essa proposta é ter 100mil além do q eles já tem?
Por que os EUA são 100mil alem de qq efetivo q a Europa tenha.
Segundo, a Europa consegue manter em combate quantos?

Iran
Iran
Responder para  João
1 mês atrás

A UE tem uma população consideravelmente maior que a dos EUA, quase 120 milhões a mais, isso fora o Reino Unido. O bloco tbm é o segundo mais rico do mundo tanto em termo bruto quanto em termos qualitativos. Se a Europa deixar de ser submissa não é problema pra eles mobilizarem mais 100 mil militares além do efetivo atual, isso nunca foi um problema pra eles, especialmente em tempos de necessidade, a Europa agora só deve voltar pra sua normalidade histórica.

Rogério Loureiro Dhierio
Rogério Loureiro Dhierio
Responder para  Iran
1 mês atrás

E o que penso.

Ao invés de fabricarem produtos dos EUA podem e conseguem ter em um espaço de tempo muito rápido uma força de igual e arrisco em dizer maior que as americana.

Mas o problema é a questão dos valores culturais, história etc…
A mente não deixa vender e superar muitos obstáculos ideológicos e cenários históricos.

João
João
Responder para  Iran
1 mês atrás

100 mil…..
Ração, equipamento, munição, treinamento….

A Europa não mantém o q já tem….

João
João
Responder para  Iran
1 mês atrás

Os EUA manteve durante anos e anos 1 Corpo de Exército no Iraque e quase isso no Afeganistão, além de outro em preparo pra guerra em ambos, outro em prontidão pra guerra em eventual campanha e outro em preparo pra prontidao.
Atualmente, são 2 CEx em prontidão e 2 em preparo intenso.
Somando toda Europa, com apoio americano, mantiveram o equivalente a 1 CEx (-) em Op.
Os maiores exercitos, Alemanha, França e Inglaterra, mantinham uma Div a duas Bda em prontidão e uma Bda em operação. Com apoio americano.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Iran
1 mês atrás

A UE tem uma população consideravelmente maior que a dos EUA, quase 120 milhões a mais”,

O problema é a grande quantidade de homossexuais, wokes, femboys, Transgênero, Queer, não binário e pacifistas na europa…

Duvido que essa turma se aliste nas forças militares, nessa tal geração Z, tem muito Homem Beta sojado…

Muitos jovens europeus se negam a prestar o serviço militar, tanto que países como Alemanha, Bélgica Espanha e Inglaterra estão querendo implementar reformas e tornar obrigatório o alistamento.

A crescente tensão geopolítica mundial tem levado diversos países europeus a reativar ou fortalecer o serviço militar — seja retomando a obrigatoriedade ou ampliando incentivos para atrair voluntários.
Atualmente, entre os 27 países da União Europeia, dez já mantêm algum tipo de alistamento compulsório.

Lituânia, Letônia e Croácia haviam abolido o recrutamento, mas reintroduziram o alistamento nos últimos anos.
A Lituânia em 2015, a Letônia em 2023 e a Croácia a partir do ano que vem.

A Dinamarca, membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e aliada estratégica no apoio à Ucrânia, também avançou: além do alistamento masculino por sorteio quando não há voluntários suficientes, agora as mulheres também podem ser recrutadas pelo mesmo sistema.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Acho que você está confundindo a população jovem europeia com a americana. Tens algum dado mostrando que a maioria é da “turma” que você citou? Porque, o que eu conheço da Europa não se vê nada disso nos jovens.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

tem nos dois países, pra homem gay ativo, a Alemanha é um paraíso, fiquei chocado onde fui parar na internet kkkkkk

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

Dois lugares

Fernandão
Fernandão
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Ih, chegou a galerinha da lacração, despejando toda a “sabedoria” do whatsapp aqui nos comentários ksksksks…

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

Nunca vão fazer isso porque se forem atacados pela Rússia e China, os EUA vão falar: Se virem.

Última edição 1 mês atrás por SmokingSnake 🐍
gordo
gordo
1 mês atrás

Eles tem uma população somada maior que dos EUA, não é difícil tirar cem mil na proporção de cada um. O problema para eles é por a mão no bolso. Soldado lembra soldo, e soldo lembra dinheiro.

Iran
Iran
Responder para  gordo
1 mês atrás

Dinheiro é um problema menor pra UE do que a população, e eles, como vc bem disse, tem 0 problemas de recursos humanos.

Rafael Coimbra
Rafael Coimbra
Responder para  Iran
1 mês atrás

É o primeiro rojão explodir e eles já correm para baixo da saia dos EUA…

Eromaster
Eromaster
1 mês atrás

A ameaça para Europa é a própria Europa.
As piores guerras que a humanidade já enfrentou começaram na Europa. Só pararam de se matarem após a Segunda Guerra Mundial, quando o titio do Norte ocupou e colonizou a Europa até os dias atuais.

O inimigo da Europa não é a Rússia.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Eromaster
1 mês atrás

EDITADO
COMENTARISTA BLOQUEADO.

Iran
Iran
Responder para  Eromaster
1 mês atrás

Os europeus ocidentais não vão voltar a se matar tão cedo, ainda mais agora com o Putin e Trump unindo todos eles numa causa em comum, a ideia de uma confederação europeia começa com Napoleão – isso pra não dizer com Roma -, é uma ideia muito antiga que finalmente criou forma na UE, até Nietszche previu uma Europa unida numa confederação, esse era até os planos de Hitler, todo europeu sempre sonhou com isso aos seus próprios moldes.

Nativo
Nativo
Responder para  Iran
1 mês atrás

“todo europeu sempre sonhou com isso aos seus próprios moldes.”. Você quis dizer que ” todo ” europeu sempre sonhou em dominar outro europeu., isso desde jônios e Aqueus na Grécia antiga.

Iran
Iran
Responder para  Nativo
1 mês atrás

Depende do sujeito, Napoleão e Hitler, por exemplo, queriam criar uma confederação europeia onde seus respectivos países fossem os líderes absolutos, obviamente, mas desde essa época já existiam movimentos dentro da intelectualidade europeia que militavam por uma confederação onde o poder seria proporcional e democrático, é o que Kalergi, Nietszche, Kant, Victor Hugo, Churchill etc queriam.

Nietszche não era exatamente democrático, mas ele queria uma confederação onde todos fosses vistos como “europeus” igualmente, e se criasse uma nova alta cultura da sinergia amigável entre as nações do continente, ele simplesmente odiava nacionalismo e isolacionismo, embora claro, ele tbm não era um globalista, a ideia dele era meio que um regionalismo integracionista, meio que o que o Bolívar ou Che Guevara queria na América Espanhola

Última edição 1 mês atrás por Iran
Nativo
Nativo
Responder para  Iran
1 mês atrás

O império romano e depois o franco levaram sua Pax, mas a ferro e sangue, sobre a Europa, lhes dando sua configuração cultural,.

Tudo, com exceção da UE, só copiaram a “receita”.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Eromaster
1 mês atrás

A sim kkkk

Hcosta
Hcosta
1 mês atrás

é um problema de coordenação, poder político e de escala. Enquanto for um conjunto de países, os problemas se manterão.

É necessário um entidade supra nacional com capacidade independente de decisão e que possa projetar poder em territórios internacionais e apoiar as forças nacionais; desenhadas especificamente para complementarem e/ou colmatarem as lacunas operacionais destas forças

Josè
Josè
1 mês atrás

Olha o sonho do anão do Kremilin se realizando, uma Europa achando que pode se defender sem os EUA, na verdade poderia e talvez volte a poder, ocorre que os fracos governantes europeus dos últimos 20 anos resolveram destruir suas forças armadas, principalmente por serem influenciados/subordinados pelos ilegítimos de bruxelas, recompor os equipamentos com o parque industrial que possuem se tiverem tempo é possível, contudo, recompor o material humano é muito mais complicado, toda essa situação só se deu graças a geração fraquíssima de líderes europeus das últimas décadas que agiram como se ainda estivessem em algum dce desses.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Josè
1 mês atrás

Cara, a própria Rússia destruiu suas forças armadas. Elas mal conseguem ser uma sombra do que o Exército Vermelho foi um dia. Zhukov está se revirando no túmulo, e com total justiça.

A Europa unida dá um sacode fácil se for agredida pelos Russos. Mas assim, de forma vergonhosa mesmo, estilo Alemanha x Brasil em 2014. Nesse nível.

Mas sim, a Europa teve poucos líderes fortes nesses últimos anos. Aliás, acho que o único líder forte que realmente apareceu no Mundo nos últimos 20 anos foi Xi Jin Pin. O resto ficou aquém. Incluo nisso Putin, que aparenta força até demais para compensar por ser um réles burocrata da KGB sofrendo com uma nostalgia perigosa.

Josè
Josè
Responder para  Leandro Costa
1 mês atrás

Foi bom citar a Alemanha, no inicio dessa aventura do anão do Kremilin (2014) você lembra como era a disponibilidade de equipamentos alemães, não disse que a Europa não poderia enfrentar os russos, o que disse foi que por conta da fraqueza dos líderes europeus acabaram sucateando suas forças armadas, tanto em material quanto em pessoal, fazendo com isso que um inimigo “fraco” atualmente desse um passo que não daria com líderes forte e forças armadas prontas.

Última edição 1 mês atrás por Josè
Josè
Josè
Responder para  Leandro Costa
1 mês atrás

Mas não da para comparar Rússia com URSS, para a Rússia sobrou a vergonha de um regime fracassado em todo lugar que é o comunismo, um regime que apesar de pregar o assistencialismo sequer conseguia alimentar seu povo, um regime que causou um atraso de uns 30 anos no mínimo em praticamente todas as áreas quando da queda em relação ao ocidente, em certas republicas desse bloco o atraso foi maior ainda e deixou cicatrizes até hoje, a própria Alemanha ainda tem traços desse atraso causado pelo comunismo quando se comprara o lado ocidental com o oriental.

Última edição 1 mês atrás por Josè
Eromaster
Eromaster
Responder para  Leandro Costa
1 mês atrás

O cara misturou Geopolítica com futebol.kk

JuggerBR
JuggerBR
1 mês atrás

Os Enzos e Noahs europeus, criados pela avó com leite com pera, vão realmente pegar em armas e viver num quartel longe de casa, aguardando os russos malvados virem mata-los? Duvido muito…

wilhelm
wilhelm
Responder para  JuggerBR
1 mês atrás

A história tende a nos ensinar que, se há uma coisa de que os europeus gostam, é guerra.

Eu só mudaria a ordem dos fatores: analisando o passado, é mais fácil supor que a Europa tente invadir a zona de influência da Rússia do que o contrário.

Última edição 1 mês atrás por wilhelm
Iran
Iran
Responder para  wilhelm
1 mês atrás

Eu só mudaria a ordem dos fatores: analisando o passado, é mais fácil supor que a Europa tente invadir a zona de influência da Rússia do que o contrário.”

Foi exatamente o que aconteceu. Talvez essa propaganda da “Europa fraca, cabelo colorido, pronome neutro” até beneficie eles, gera um dissonância cognitiva e uma subestimação do poderio europeu, que continua alto.

Atirador
Atirador
Responder para  wilhelm
1 mês atrás

E não é o que aconteceu ? Após a queda da Cortina de Ferro o acordo era de que nenhum daqueles países entrasse para a OTAN, entraram quase todos, um a um, a Ucrânia ficou por último justamente porque era o país que permitiria a chegada a Moscou sem passar pelo passo de Fauda.

Carlos
Carlos
Responder para  Atirador
1 mês atrás

Gorbachev enquanto era vivo desmentiu a existência de um acordo como o que mencionaste, também James Baker desmentiu a existência desse acordo. O que existiu foi uma declaração oral de James Baker de que a OTAN não iria para leste enquanto houvesse uma lacuna de poder devido ao desmantelamento da RDA e o vazio de poder que isso revelou. Resolvida a integração da RDA na RFA, siga para bingo porque o vazio de poder deixou de existir. Uma mentira dita muitas vezes nunca será uma verdade porque é e será sempre uma mentira

Última edição 1 mês atrás por Carlos
Carlos
Carlos
Responder para  JuggerBR
1 mês atrás

Estás a referir-te àqueles, na sua maioria de descendentes europeus que não foram para a RCA porque havia o perigo de baixas, esses aí têm muito medo dos malvados russos e por isso nunca os condenaram, condenando agora os EUA por invadirem a Venezuela, mas nunca em 4 anos conseguiram condenar a Rússia por terem invadido a Ucrânia

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  JuggerBR
1 mês atrás

Hitler e Stalin ambos acharam que a Europa Ocidental e EUA eram molengas, que os países democráticos liberais viviam no bem estar social carregado de playboys e pessoas com agendas sociais ‘afetivas’ completamente alheias à violência e perspectiva de se defenderem, e que jamais conseguiriam parar uma avalanche autoritária de pessoas endurecidas, etc. Os Japoneses achavam a mesma coisa.

Deu no que deu.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  JuggerBR
1 mês atrás

Essa geração é uma geração de palermas !

Veja essa:

Jovens recusam serviço militar em submarinos por não terem acesso ao TikTok.
Durante as missões, marinheiros podem receber apenas duas mensagens de até 60 palavras por semana; todas são lidas em voz alta pelo capitão.

Jovens da Inglaterra têm recusado a oportunidade de servir no serviço militar em submarinos, devido à falta de acesso às redes sociais. Durante as missões militares, os marinheiros podem receber apenas duas mensagens de até 60 palavras por semana.

As informações são do jornal britânico The Sun.
De acordo com a publicação, a Marinha Real Britânica tem encontrado dificuldade para escalar jovens marinheiros na atuação em submarinos nucleares porque eles não querem perder acesso ao TikTok e ao Instagram.



Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Fake News Adriano. Praticamente qualquer serviço submarino você perde acesso à praticamente todas as redes que possa imaginar. Se o cara não quer perder acesso à internet, ele não deveria se tornar militar e pronto. Os militares tem que tornar o serviço mais atraente. Não tem outro jeito.

E em submarinos da Royal Navy, na verdade o limite semanal é algo em torno de 150 caracteres e NÃO são lidas em voz alta pelo comandante, mas elas são lidas por ele que pode escolher em não repassar a mensagem ao destinatário se ele julgar que pode interferir com o trabalho do cara à bordo como falecimentos e outras notícias emocionalmente fortes. E sempre foi assim.

Em um lugar onde você tem privacidade muito restrita, falar as mensagens em voz alta seria até crueldade, na minha opinião.

Acho que é mais difícil encontrar marinheiros mais por causa da remuneração do que qualquer outra coisa, sem contar que hoje em dia, os submarinos britânicos estão passando cada vez mais tempo embaixo d’água em patrulha com pouco rodízio.

NEMOrevoltado
NEMOrevoltado
1 mês atrás

Putin fez a OTAN renascer, mas será Trump a transformar a mesma em uma força exclusivamente européia.

Lucena
1 mês atrás

Vai ser muito difícil…quem vai ser o “carro chefe” desse trem ? …a Alemanha?…França?…Inglaterra? …a rivalidade entre elas é histórico …com duas guerra mundiais tendo como elemento motriz essa rivalidade entre elas.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Lucena
1 mês atrás

Pois é… os tempos mudam. França e Inglaterra tem rivalidade até hoje. Viveram em guerra por centenas de anos, um invadindo o outro, um tentando acabar com o outro. A Inglaterra foi o fator que derrubou Napoleão em 1815. Em 1850 estavam lutando juntos contra a Rússia na Guerra da Criméia. Depois juntos de novo 100 anos depois durante a Primeira Guerra Mundial e finalmente 20 anos depois durante a Segunda.

“Alemanha” ajudou a Inglaterra contra Napoleão, enfrentou Russos, Franceses, etc.

Todos eles já guerrearam entre si ou se uniram contra outros, etc.

Existiu uma figura interessante na França do século XVII chamado Cardeal Richelieu. Muitos o conhecem na obra lá dos Três Mosqueteiros do Alexandre Dumas (que não gostava muito dele, acho que porque ele fortaleceu a monarquia Francesa) como o vilãozão da coisa toda. Mas Richelieu era bem mais do que isso. Ele que bolou o conceito de ‘Razão de Estado.’ Até aquele momento, as Guerras eram travadas mais por uma questão religiosa. Católicos se alinhavam automaticamente com outros Católicos contra Protestantes, etc. Richelieu aliou a França à Protestantes para enfraquecer outros Católicos e ascender entre eles como a potência dominante. Isso tudo, de grosso modo, mas a idéia é essa.

Hoje em dia, França, Inglaterra, Alemanha, e outros países Europeus se aliam facilmente para encararem uma ameaça comum que afete todos eles. A declaração conjunta foi justamente isso. Uma resposta, diplomática sim, mas unificada, ante à agressividade de Trump.

Iran
Iran
1 mês atrás

No fim do dia o Trump foi um presidente bom pra Europa, ele fez o continente acordar pra realidade, a que aquele mundo liberal pós 91 foi só um curto período, e que já acabou. No fim do mandato do Trump a Europa vai terminar mais coesa, militarista e neorealista na forma de agir.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Responder para  Iran
1 mês atrás

Europa já era por dentro, só ver vídeos das capitais de lá lotadas de ladrões.

sub urbano
sub urbano
1 mês atrás

Sem os EUA por lá os europeus voltam a se matar em pouco tempo.

Rogério Loureiro Dhierio
Rogério Loureiro Dhierio
1 mês atrás

Seria tragi cômico se Rússia, China e índia oferecessem ajuda á Europa na causa da Groenlândia.

Kkkk.

Afinal, a Rússia tem um pé lá e outro cá.

Ela é meio Asiática e meio europeia.

Ao menos não tem um oceano que a separe da Europa.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
1 mês atrás

“UE deve considerar força militar conjunta que possa substituir tropas dos EUA na Europa, diz Comissário de Defesa”.
Isso significa oquê? Bases americanas na Europa serão fechadas e eles terão que se retirar?

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Talvez. Isso já foi feito antes, na França, por exemplo. Mas acredito que seja mais uma questão de contar com o mesmo número que o contingente Americano atualmente na Europa para o caso de alguma necessidade defensiva na qual não possam contar com a contribuição Americana.