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KNDS CAESAR MK2

Bruxelas — 13 de janeiro de 2026 — As tensões na União Europeia aumentaram depois que a Alemanha e a Holanda confrontaram a posição da França, que tenta restringir o uso do novo empréstimo de €90 bilhões destinado à Ucrânia, impedindo que Kyiv utilize os recursos para comprar sistemas de armas dos Estados Unidos.

O pacote financeiro — aprovado pelos líderes europeus em dezembro como um salva-vidas estratégico para o governo ucraniano — ainda precisa ter suas condições formalizadas. Uma proposta apresentada pela Comissão Europeia na quarta-feira abriu uma disputa direta sobre o grau de liberdade que a Ucrânia terá para adquirir armamentos fora da UE.

Paris pressiona por cláusula “Compre Europeu” — mas maioria rejeita

O presidente francês Emmanuel Macron defende que o empréstimo seja utilizado preferencialmente para fortalecer a indústria de defesa europeia, impondo limites severos às compras de equipamentos de fabricantes de fora do bloco — em especial dos Estados Unidos.

A proposta francesa enfrenta forte resistência.

Segundo documentos confidenciais obtidos pelo site POLITICO, a maioria dos países-membros, liderados por Alemanha e Holanda, argumenta que a Ucrânia precisa ter liberdade para comprar, de forma imediata, o que for necessário — incluindo sistemas norte-americanos essenciais para enfrentar a ofensiva russa — como defesas aéreas, interceptores, munição para F-16 e capacidades de ataque profundo.

“A indústria europeia não consegue produzir sistemas equivalentes ou fazê-lo dentro do prazo exigido”, alertou o governo holandês em carta enviada aos demais membros.

Além da Alemanha e da Holanda, vários países apoiam apenas uma cláusula geral de incentivo à compra europeia — mas não a restrição total defendida por Paris. Apenas Grécia e Chipre apoiam integralmente a proposta francesa.

Preocupação com armas dos EUA ocorre em meio à crise transatlântica

A disputa se intensifica em um contexto de crescente desgaste entre a UE e os Estados Unidos, especialmente após ameaças do presidente americano Donald Trump, que chegou a citar a possibilidade de “tomada militar da Groenlândia”.

Para críticos da posição francesa, impor limitações severas à Ucrânia neste momento seria prejudicial à sua capacidade de defesa:

“É muito frustrante. Perdemos o foco no nosso objetivo, e o objetivo não é fazer negócios”, disse um diplomata europeu envolvido nas negociações.

Outro diplomata afirmou que um possível veto francês seria facilmente superado, já que a aprovação das condições do empréstimo exige apenas maioria simples dos Estados-membros.

Berlim rompe com Paris — mas tenta favorecer seus próprios fornecedores

Embora rejeite a exigência francesa de limitar as compras a empresas da UE, a Alemanha apresentou uma proposta controversa: dar preferência a empresas de países que mais contribuíram financeiramente para a Ucrânia, o que beneficiaria a própria Berlim — um dos maiores doadores europeus.

“A Alemanha solicita que a lógica de recompensar fortes apoios bilaterais seja aplicada também aos Estados-membros”, diz a carta enviada por Berlim às capitais europeias.

Diplomatas afirmam que a iniciativa é vista como uma forma de favorecer a indústria alemã, ao mesmo tempo em que incentiva outros países a aumentarem seu apoio financeiro à Ucrânia.

Destino dos € 90 bilhões permanece incerto

Dos €90 bilhões aprovados pela UE, diplomatas estimam que mais de dois terços serão destinados diretamente a gastos militares — não ao funcionamento normal do governo ucraniano. Com a Comissão Europeia prestes a apresentar a proposta final nos próximos dias, os países correm para moldar os elementos mais sensíveis do pacote.

A disputa entre Paris, Berlim e Haia sobre quem a Ucrânia pode ou não contratar para sua defesa traz à tona uma questão maior:
Deve a UE priorizar a sobrevivência imediata da Ucrânia ou usar a guerra como catalisador para construir uma indústria de defesa europeia autossuficiente?

Enquanto o debate continua, uma coisa é clara — Kyiv permanece no centro de uma batalha política que vai muito além das fronteiras ucranianas.■


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Felipe M.
Felipe M.
1 mês atrás

Merecem o que está acontecendo e ainda irá acontecer. Que classe política frouxa essa europeia. Os antepassados devem se virar no túmulo com essa turma aí. Só conseguem falar grosso com africanos, que, infelizmente, não conseguem se organizar de vez pra dar um pé definitivo nessa turma aí.
Outro país dá na cara deles dia sim e no outro também e eles continuam com essa vassalagem vergonhosa. Têm dinheiro e capacidade técnica/industrial pra produzirem tudo o que precisam, mas preferem o caminho da servidão.

As coisas vão ficar ótima pra eles. Ou cedem a Groelândia e todas as suas riquezas ou verão a OTAN se esfacelar. Nas duas alternativas, perderão e feio. E o pior, não possuem a opção de barganha com negócios com o outro lado, pois o outro lado é justamente o que está no cangote deles.

Um continente que caminha para um inverno demográfico, com problemas de mão de obra, sociedades cada vez mais divididas, imigrantes se tornando uma parcela substancial da composição demográfica etc etc. E não conseguem se organizar pra garantir o mínimo, que é a produção necessária para os combates que virão.
Essa Europa paz e amor que as últimas gerações se acostumaram a ver está com os dias contados. Infelizmente, muito por causa da fraqueza dessa geração de governantes, a Europa da primeira metade do século passado está prestes a voltar. E não é demais lembrar que uma boa parcela da culpa do que aconteceu na Europa do século XX foi decorrente da fraqueza dos governantes da época. Parece que não aprenderam nada.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Felipe M.
1 mês atrás

Seu comentário é irretocável.

É como diz a filosofia oriental:
Homens fortes constroem tempos fáceis. Tempos fáceis criam homens fracos. Homens fracos criam tempos difíceis.

E o ciclo dos tempos fáceis da Europa está chegando ao fim.

Iran
Iran
Responder para  Felipe M.
1 mês atrás

Os russos tem uma taxa de natalidade menor que da UE, e tem 300 milhões de habitantes a menos, a China, Japão e Coréia do Sul tem as 3 maiores crises demográficas do mundo, o Brasil não fica tão atrás da Europa, com a diferença que nosso país não é industrializado e não tem como automatizar a economia, além de sobrecarregar mais as gerações mais jovens e o Estado com previdência por termos uma economia com valor menos agregado e diversificada, o problema demográfico chega pra quase todos nesse século. Os EUA é o único país desenvolvido que tem uma taxa de crescimento constante da demografia, além deles só Índia, Paquistão, África e países do Oriente Médio tem um aumento.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Felipe M.
1 mês atrás

Olá Felipe,

Sobre imigrantes, isso é comum. O Brasil e os EUA foram constituídos por imigrantes. A economia japonessa depende da mão de obra de imigrantes há décadas.

Segundo o IBGE, a populaçao brasileira atingirá o seu máximo em 2040, daqui 15 ano. A Argentina também está indo nesta direçao, com o pico estimado para 2050~2055. Isso é uma excelente notícias mas também nos coloca dois grandes desafios, que é o envevlhecimento da população e a questão migratória.

Em um primeiro momento, podemos pensar em um fluzo de imigrantes dos paíes vizisnho, como Colômbia, Bolivia e Venezuela.. de qualquer modo, é um problema que já devíamos estar discutindo antes que alguém comece a dizer que o problema no Brail é o ingresso de imigrantes e algum governantes crie o “Grupamento de Estratégia e Logística de Operações de Soberania (GELOS)”

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Olá Camargo,
Existem várias diferenças e entre a imigração no Brasil e o que vem ocorrendo na Europa.
A imigração no Brasil, e vou falar da que ocorreu no Sul do país, foi extremamente organizada.e promovida pelo estado com o objetivo de povoar uma região quase que desocupada do país.
Pra além disso, quem veio se tornou brasileiro, trouxe a sua cultura e também absorveu parte da cultura do país, criando essas miscigenação que nos fazem brasileiros.

A imigração na Europa não é promovida pelo estado. E ultimamente o movimento anti imigração tem crescido fortemente no continente.
Outro ponto importante é que a integração dos imigrantes a cultura europeia é praticamente nula. Eles migram e criam comunidades fechadas mantendo o idioma e a cultura deles. Não existe qualquer miscigenação entre os imigrantes e os europeus.

Última edição 1 mês atrás por Sulamericano
GFC_RJ
GFC_RJ
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Caro Sulamericano.

Isso não é totalmente verdade e a situação é bem mais, digamos, no mínimo variada.

A imigrações para a Europa não são um bloco monolítico como faz parecer. Em cada país dentro da Europa as imigrações possuem uma variada gama de características próprias. Inclusive, boa parte dos países da Europa nem sequer tem um significativo número de imigrantes não europeus. E suas questões internas também são distintas.

Dentro do que falou, há que se ver primeiro o que se define a tal “cultura europeia”. Pois a cultura francesa pode ser diferente da alemã, que é diferente da espanhola, que é diferente da italiana etc.

Seria idioma? Porque a maioria dos imigrantes de, pelo menos, França, Espanha e RU já eram falantes dos mesmos idiomas oficiais de cada país. Itália e Alemanha não, uma vez que mundialmente, pouca gente é nativa em italiano ou alemão.

Seria religião? A maioria dos imigrantes em Portugal e Espanha são da mesma religião da maioria local. Já outros países como França, RU e Alemanha, apesar de poder ser identificado uma religião que possa se dizer de maioria, ao mesmo tempo, os nativos das gerações mais recentes estão pouco se envolvendo com religião como identidade.

A recente diáspora de brasileiros a Portugal, são de mesmo idioma e religião que os locais. E mais, a maior parte (não todos) são legais, possuindo visto de trabalho ou cidadania. Isso não impede de ter ocorrido um crescimento recente da hostilidade aos imigrantes brasileiros.

Já a Espanha, recebeu recentemente milhões de imigrantes sul-americanos. Mesmo idioma, mesma religião. Um número de, digamos, não vou dizer ilegais, mas ainda não devidamente documentados bem maior que em Portugal. Mas nem de perto as hostilidades a esses imigrantes está tão grande quanto em Portugal.

 

Ao longo da história, os EUA sempre receberam imigrantes de uma vasta gama de origem. No início elas também se estabeleciam em comunidades mais fechadas. Gerações futuras destas etnias foram sendo cada vez mais incorporadas à sociedade local.

Algumas etnias se adaptaram à sociedade local mais que outras. Os chineses pode se dizer que tiveram uma incorporação ainda lenta, vide as quantidades de Chinatowns em grandes cidades americanas. Italianos e irlandeses tiveram um alto grau de incorporação à sociedade. Judeus são bastante incorporados, mas por outro lado também possuem uma comunidade e identidade distinta bem forte.

Conclusão, o assunto de imigração é muito mais amplo do que os sensos coletivos fazem parecer ser. Há uma variedade de casos bem grande, mesmo dentro da Europa. O crescimento à hostilidade aos imigrantes cresceu em grande proporção também à sua necessidade vis a vis a questão do decrescimento demográfico.  

André Bueno
André Bueno
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Melt the ICE!!!

Josè
Josè
Responder para  Felipe M.
1 mês atrás

A grosso modo diria que é falta de confiança no próprio taco, ou se preferir ruim com ele pior sem ele, esse é o resultado de mais de duas décadas de líderes fracos, me recordo de quando o Putin comparou o comportamento de uma ministra alemã como sendo o de uma universitária, gostemos ou não ele tinha toda razão, as lideranças priorizaram o assistencialismo barato e a agenda ambiental, acharam que viviam em um mundo de faz de contas e delegaram as decisões para os ilegítimos de bruxelas, ignoraram potenciais riscos e inimigos, geopolítica é assunto para adultos e não para líderes que se comportam como universitários.

Vitor
Responder para  Felipe M.
1 mês atrás

Caminho sem volta , velho ditado quem planta colhe .

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  Felipe M.
1 mês atrás
Última edição 1 mês atrás por EduardoSP
Funcionário dos Correios
Funcionário dos Correios
1 mês atrás

Europa tá se complicando, vai ter que escolher para quem vai abaixar a cabeça

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Funcionário dos Correios
1 mês atrás

A Europa já baixa a cabeça para os EUA desde o fim da segunda guerra mundial. E o servilismo tem aumentado cada vez mais.
É só ver a guerra na Ucrânia: os europeus foram tão incapazes em buscar uma resolução no conflito que tiveram que pedir penico para os EUA.

Josè
Josè
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Perfeito, agora imagine o que teria acontecido pós guerra se não fosse os EUA garantir a segurança deles, se até uma Rússia cambaleante (hoje) não pensou duas vezes em desafiar, o que uma URSS teria feito sem a presença dos EUA no time.

Última edição 1 mês atrás por Josè
Rodrigo
Rodrigo
1 mês atrás

A Europa sempre foi dependente da industria belica americana…principalmente agora

Mcruel
Mcruel
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

‘Sempre’ é muito tempo… tem certeza que foi sempre?

Alexandre Costa
Alexandre Costa
Responder para  Mcruel
1 mês atrás

Milhares de anos!

(Contém ironia)

Skyhawk
Skyhawk
1 mês atrás

Caramba! O mundo está entrando em ebulição e  essa União Europeia não serve para nada, não conseguem nem se unir e se manter coesa para sua própria defesa. Pouco tempo atrás, era o consórcio do novo caça em que Alemanha e França estavam batendo cabeça. Agora isso.

Segundo uma teoria, o que acontece no mundo é cíclico e, vendo esse começo de ano, acho bem plausível uma guerra mundial. A pandemia já teve como a gripe espanhola. Mas eu acho que isso é intencional, ditado por um grupo que se reúne a cada ano e discute como será o rumo da humanidade, e eles querem que seja assim.

Frente asiática: China/Coreia do Norte/Rússia x Japão/EUA/Coreia do Sul/Taiwan/Austrália.

Frente europeia: União Europeia x Rússia x EUA.
Quem diria que os EUA ficariam contra a União Europeia. 

América do Sul: como aventado pelo safado do Petro, presidente da Colômbia, com suporte do Reino Unido, claro, sempre esse país, metido nesse tipo de coisa. A criação da Gran Colômbia que pega parte da Amazônia brasileira e/ou internacionaliza ela ou começa a pipocar a independência dos tais povos originários para a defesa das florestas (digamos realmente por causa dos recursos naturais). Cria mais um conflito no mundo. 

Oriente médio: Iran e o querestou dos seus aliados x Israel/EUA/Arábia Saudita.

África: lá já tem vários conflitos e guerras civis.

O futuro está se desenhando não muito boa para a humanidade.

GFC_RJ
GFC_RJ
Responder para  Skyhawk
1 mês atrás

Dizer que a União Europeia não serve pra nada é meio forte. 
Antes de mais nada, a União Europeia é um bloco econômico e comercial. E bem sólido. Não há caso melhor e maior no mundo que a União Europeia. Tenho certeza que no consciente e no inconsciente da maioria dos britânicos, eles se arrependem do Brexit, mesmo que muitos ainda sejam enrustidos e não tenham saído do armário. 

Mas ela não é uma união política, militar, estratégica, nem mesmo tributária. E estão aí as grandes limitações da Europa. Isoladamente os países são cada mais irrelevantes geopoliticamente. Se não houver avanços na sua integração, a Europa será cada vez mais marginal nas direções que o mundo está tomando. Inclusive, estes outros espectros estão prejudicando a questão econômica, que é o escopo da UE, pois o ambiente de negócios para a indústria e inovação está cada vez menos competitivo.

Macgarem
Macgarem
1 mês atrás

França pensando no bolso e a Alemanha e Holanda no resultado da guerra

lucena
1 mês atrás

O poder politico francês vai de mal a pior….lá dentro da Europa …o francês é aquele cara que prega no deserto…foi no acordo entre a MECOSUL/UE ….é na África ….a França realmente não é mais à quela de Charles de Gaulle.
.
A Europa como o todo esta à deriva e cada um por si….só falta .. brigarem entre si.

Marcelo
Marcelo
1 mês atrás

Dinheiro do cidadão europeu gerando emprego para cidadão americano e lucro estratosféricos para empresas armamentista americana e fortalecendo elas.
Em quanto isso os americanos acha por direito anexar a Groelândia rica em recursos naturais no momento que a europa demostra fraqueza e dependência dos americanos para se defender dos russos.

JuggerBR
JuggerBR
1 mês atrás

Europeus sendo europeus, não conseguem chegar num acordo nem sobre a cor do céu, quanto mais quanto a decisões realmente importantes…

Sergio Machado
Sergio Machado
1 mês atrás

A pergunta interessante, a OTAN se expandiu à leste por iniciativa europeia ou americana? Pergunta quase que retórica.
O conflito decorrente da expansão dá-se na fronteiras de quem?
Qual o complexo militar mais se beneficiou e se beneficia?
São questionamentos que mostram o quão a Europa foi e continua sendo estúpida, agindo como garota de recados de Washington.
Tem que se ferrar.

JuggerBR
JuggerBR
1 mês atrás
Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
1 mês atrás

A velha hipocrisia europeia!!!!! kkkk

Edimur
Edimur
1 mês atrás

Deixaram os muçulmanos entrarem em peso na sua cultura e ainda bater na cara de seus cidadãos em plena luz do dia e agora querem bater no peito e falar que não precisam dos EUA kkkkk parece piada .

Luis
Luis
1 mês atrás

Londres, Paris e Berlim nunca falam a mesma língua…

Alexandre Costa
Alexandre Costa
Responder para  Luis
1 mês atrás

Sim, a primeira fala inglês, a segunda francês e a terceira alemão.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  Alexandre Costa
1 mês atrás

kkkkkkk

Milton
Milton
1 mês atrás

Vários países fortes mas q ficam a mercê dos EUA, imagina esse esforço de guerra,dinheiro liberado rápido ,imaginem esse mesmo esforço e gastos so q nao pra paz

Colombelli
Colombelli
30 dias atrás

Os otários pagam a conta pros EUA faturar😂

Pobre Europa, ainda não acordou.