China anuncia superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão em 2025, apesar de tarifas dos EUA

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China BYD

Pequim, 14 de janeiro de 2026 — A China anunciou nesta quarta-feira que seu superávit comercial atingiu um recorde histórico de aproximadamente US$ 1,19 trilhão em 2025, superando todas as marcas anteriores, mesmo diante de um cenário de tensões comerciais e de tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos.

Segundo dados oficiais divulgados pela Administração Geral de Alfândegas chinesa, as exportações totais em 2025 cresceram cerca de 5,5%, alcançando US$ 3,77 trilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 2,58 trilhões, abaixo do ritmo de crescimento observado nas exportações.

Este é o primeiro ano em que o superávit anual ultrapassa US$ 1 trilhão, refletindo a robustez do setor exportador chinês e sua capacidade de diversificar os mercados diante de desafios globais. A marca anterior de quase US$ 993 bilhões, registrada em 2024, foi amplamente superada.

Exportações para mercados além dos EUA impulsionam desempenho

Apesar de uma queda de cerca de 20% nas exportações para os Estados Unidos — reflexo das tarifas elevadas aplicadas pela administração do presidente Donald Trump —, Pequim conseguiu compensar essa redução ao expandir as vendas para outras regiões, como o Sudeste Asiático, a África, a União Europeia e a América Latina.

Analistas destacam que o superávit recorde reflete não apenas a resiliência das empresas exportadoras chinesas, mas também uma estratégia de diversificação dos mercados de destino, reduzindo a dependência de um único parceiro comercial e alavancando o crescimento em economias emergentes.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar da conquista, economistas chamam a atenção para desafios internos que ainda afetam a economia chinesa, como a demanda doméstica fraca, o mercado imobiliário estagnado e níveis elevados de dívida. Esses fatores podem limitar o ritmo de crescimento econômico caso a dependência das exportações permaneça elevada.

O desempenho comercial de 2025 também ocorre em um contexto de guerra comercial renovada entre a China e os Estados Unidos, com tarifas elevadas e medidas de retaliação que ampliaram as tensões econômicas entre as duas maiores economias do mundo.

Especialistas afirmam que, embora o superávit ajude a reforçar a confiança no setor manufatureiro chinês, Pequim precisará impulsionar o consumo interno e a importação de bens de alto valor agregado para equilibrar sua balança comercial a longo prazo.■


 

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Cara Aleatório
Cara Aleatório
1 mês atrás

Nosso maior parceiro comercial, por enquanto. A china investe muito na África e Asia Central para acesso a minerais, gás, petróleo e outras commodities. Quando isso acontecer o que será da Vale? Do Agro? Dos frigoríficos? Afinal não é seguro depender de um país do outro lado do globo.

Sem contar que a autosuficiência alimentar deles está cada vez mais resiliente. Já são autosuficientes em grãos de consumo primário como arroz, milho e trigo. O problema são as proteínas.

Eu sei que grande parte da elite política brasileira não gosta da China. Afinal são “comunistas” né? Embora seja um país onde exista saúde e edução privada…….

Quando isso acontecer para onde irá nossas exportações? EUA? Impossível, o lobby dos agricultores lá é fortíssimo. Além disso o governo da América vai priorizar os seus. América do Sul? Europa? Todos esses países tem produção agrícola que será protegida .

Os minerais? A China em breve vai começar a mineração oceânica em larga escala. Investiram bilhões nisso.

Quando a China não precisar mais do Brasil iremos sofrer. Não existe um país que possa substituir eles economicamente. Eu não boto fé nesse acordo entre União Europeia e Mercosul. Jajá eles elegem políticos populistas com ajuda dos agricultores e tudo vai para o ralo.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Cara Aleatório
1 mês atrás

Quem não conhece sua própria história, está fadado a repeti-la.

O Brasil já passou por vários ciclos e crises envolvendo a exportação de produtos agrícolas (borracha, cana-de-açúcar, café, etc.) e o que se aprendeu com isso? Aparentemente nada, pois o país continua a apostar todas as fichas no Agro.

Enquanto isso, a produção industrial do Brasil despenca vertiginosamente, ao ponto de termos excedente de energia no sistema elétrico brasileiro.

Os investimentos da China no continente africano não são à toa, já que os chineses tem um planejamento de longo prazo. Acredito que ainda vou ver eles trocarem o Agro brasileiro por produtos produzidos nesses países africanos.

Aí apertem os cintos novamente para outra grande crise (e com precedentes).

Carlos I
Carlos I
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Apenas alertando, o Brasil não aposta às fichas no agro, ocorreram sim investimentos estatais mas considerando o orçamento federal o agro é totalmente marginalizado junto com outros setores que deveriam ser desenvolvidos como a indústria. O fato do agro ter tudo esse boom tem muito mais a ver com a demanda que surgiu pela liberalização econômica e prosperidade da China que le investimento ou aposta de fichas daqui.

Orçamento para 2026 de 6,3 trilhões, ministério assistência social 302 bilhões, agricultura 12 bilhões ou seja 25 x menos ciência 15 bilhões ou seja 20 x menos, em vez de investir para gerar emprego qualificado e com alta renda apenas repassamos dinheiro. O que leva mais dinheiro e aumentando é a pirâmide do INSS ( desconsiderando a dívida que só é rolada e fica de enfeite no orçamento).

Última edição 1 mês atrás por Carlos I
Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Enquanto isso, a produção industrial do Brasil despenca vertiginosamente, ao ponto de termos excedente de energia no sistema elétrico brasileiro.”
O excedente em energia no Brasil em nada tem a ver com a queda da produção industrial e sim com o excesso de oferta, principalmente decorrente da aumento exponencial de energia eólica e usinas solares domésticas nos últimos anos.
Corremos mais risco de apagão em horários de pico do que excesso de oferta.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Sergio Machado
1 mês atrás

Olá Sérgio!
 
EPE (Empresa de Pesquisa Energética) faz as projeções de crescimento da demanda do setor elétrico com base em uma série de fatores, sendo um deles a previsão de crescimento do país.
E com isso o Ministério de Minas e Energia faz o planejamento de expansão do setor elétrico e a ANEEL faz leilões de usinas e linhas de transmissão.
 
Esses leilões são planejados com antecedência, para termos a infraestrutura energética disponível no futuro, quando ela será necessária.
 
O crescimento do PIB está relacionado diretamente com o aumento do consumo de energia. Se o país não cresce o que foi previsto – e as usinas foram leiloadas e construídas com base nessa expectativa de crescimento – vai acabar sobrando energia.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Enfrentamos um cenário complexo, até cômico. Produzimos muita energia advindo do sistema eólico que não é utilizado, mas tem que ser comprado por força do contrato de concessão.
Como não pode ser armazenado, o governo vem propondo às bigtechs instalação de grandes datacenters, verdadeiros sumidouros de energia, em especial no nordeste próximos a grandes parques eólicos. Creio que o maior já em construção chinês será em Fortaleza, com investimento na casa de US$ 10 bi ao longo dos anos. Mas há outros, inclusive americanos.
Também há problema de excesso de oferta em função da disseminação de usinas solares residenciais, absorvidas pelo ONS.

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Cara Aleatório
1 mês atrás

O pior que o Brasil esta ajudando através da Embrapa a criar concorrentes para si próprio…

Victor Hugo
Victor Hugo
1 mês atrás

Muito do que foi sancionado foi triangulado para dentro dos EUA de/por outras nações, assim como a Europa continuava comprando petróleo Russo de/por outras nações

Deadeye
Deadeye
Responder para  Victor Hugo
1 mês atrás

A triangulação ocorre principalmente pelo México e por países da Ásia como por exemplo Vietnã, Filipinas e outros.

Alex Nogueira
Alex Nogueira
1 mês atrás

Isso demonstra que Donald Trump está corretíssimo em taxar a China, que por sua vez continua lucrando, tornando as coisas “mais iguais”.

Marcelo
Marcelo
Responder para  Alex Nogueira
1 mês atrás

Com a taxação do trump quem saiu perdendo foi o cidadão americano que viu tudo aumentar no supermercado seu burro.
A taxação do trump é repassado ao preço da mercadoria exportada para o estados unidos.
Capitalismo é isso, todo custo é do produto é repassado no valor final do produto.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Alex Nogueira
1 mês atrás

“A taxação é para as empresas e não para o consumidor” – agora pra vocês na versão patriota.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Alex Nogueira
1 mês atrás

O “corretíssimo” foi interessante.
Tem um povo aí que o ama o big orange e o que ele representa.

Wagner
Wagner
1 mês atrás

E o Trump mandou falsificar os números econômicos dos EUA.

Josè
Josè
Responder para  Wagner
1 mês atrás

Só faltava ter encomendado para o ibge esses números suspeitos então, aí lascou mesmo.

Dworkin
Dworkin
Responder para  Josè
1 mês atrás

Mais um influenciado do zap. Tu sabe o quão dificil é falsificar dados do IBGE ? Tu sabe que eles passam por auditoria do setor privado e que os dados são fundamentais para investimentos do exterior e de grandes empresas ?

Josè
Josè
Responder para  Dworkin
1 mês atrás

Então é verdade que fizeram o relatório para o trump, aí sim.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Dworkin
1 mês atrás

Não adianta. Esse pessoal do zap patriota é que nem barata. Você mata uma, mas eles se reproduzem no esgoto.
É uma praga, só fake news.

Lucas Melo
Lucas Melo
1 mês atrás

O presidente de um país tem a ideia genial de taxar a maioria dos países com a mesma “régua”, alguns países que exportam apenas alguns insumos para os EUA como Madagascar exportando baunilha e gerando esse superávit desigual. China agradece demais por forçar os países a buscarem outro parceiro comercial.

André Macedo
André Macedo
1 mês atrás

Não se preocupem, esse ano a bolha chinesa vai explodir!!

Heitor
Heitor
Responder para  André Macedo
1 mês atrás

Tenho uma pena dos protopatriotas kkkkkkkkkk

Carlos Pietro
Carlos Pietro
Responder para  Heitor
1 mês atrás

Eu não tenho pena dessa gente. KKKKK

Luciano
Luciano
Responder para  Carlos Pietro
1 mês atrás

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Wagner
Wagner
Responder para  André Macedo
1 mês atrás

Todo ano essa ” bolha” vai explodir,aliás desde 1949.
Estou esperando até hoje a ” bolha” imobiliária chinesa, essa que os chineses ja estouraram suavemente.

Faria
Faria
Responder para  André Macedo
1 mês atrás

Aguarde mais 72h patriota…

Josè
Josè
1 mês atrás

Olha que maravilha, agora podem pagar aquele prejuízo imenso que causaram para o mundo com o vírus chinês.

Josè
Josè
Responder para  Josè
1 mês atrás

Ser negativado faz parte, mas ser negativado por falar um fato verdadeiro e que certamente quem negativou também foi extremamente prejudicado no mínimo é hilário para não dizer outra coisa, vá ser sadomasoquista assim lá na china kkkkk.

Nativo
Nativo
Responder para  Josè
1 mês atrás

Bom Zé, da mesma forma que dizem que a COVID foi obra intencional da China, todo mundo já ouviu dizer que a AIDS foi uma obra americana contra a África, e aí??? Você cobra indenização aos EUA?

Thiago Marques
Thiago Marques
Responder para  Nativo
1 mês atrás

Óbvio que ele não vai. É capacho demais para confrontar Trump, por quem ele revira os olhos na calada do banheiro…

Josè
Josè
Responder para  Nativo
1 mês atrás

Sendo os EUA os responsáveis pela criação da AIDS como você afirma é lógico que devem ser cobrados e punidos, imagine quanto não gastamos no SUS com esse tratamento, não entendo essa mania de porque simpatizamos com esse ou aquele vamos passar a aceitar barbaridades como essa do vírus chinês, o prejuízo a todos nós foi imensurável, qualquer um que cause esse tipo de dano ao mundo deve ser cobrado e punido severamente, não importa se EUA, China, Europa, etc…., só mesmo um desequilibrado para achar que esse tipo de ação deva ser abafada e esquecida.

juggerbr
juggerbr
Responder para  Josè
1 mês atrás

Vai pagar sim, no dia seguinte que as colônias forem ressarcidas integralmente pelos europeus…

Josè
Josè
Responder para  juggerbr
1 mês atrás

Parece que já estão, de colonizadores estão em risco de ser colonizados agora, contudo, vejo como situações completamente diferentes, não há como comparar a criação intencional de um vírus e posteriormente sua disseminação “ainda que não tenha sido intencional espalhar”, quanto a colonização aos olhos do mundo hoje foi uma barbaridade em certos aspectos, mas sinceramente discutir um tema de 500 anos ou mais com a visão de mundo atual/visão de sociedade que se tem hoje é sem sentido algum.

Última edição 1 mês atrás por Josè
JHF
JHF
Responder para  Josè
1 mês atrás

Tivemos colônias até o século passado. A história dos “500 anos” não se aplica.

Josè
Josè
Responder para  JHF
1 mês atrás

Se for debater sobre a África que foi citada, aí a situação é sem solução, aqueles povos ainda tem uma mentalidade tribal, nem vou me estender, se daqui mil anos falássemos sobre eles o problema seria o mesmo, assim como a mais de 1000 anos atrás.

Thiago Marques
Thiago Marques
Responder para  Josè
1 mês atrás

Meu caro, chega de tomar Ivermectina, está tornando seu raciocínio, que já não deveria ser lá essas coisas, pior.

Hamom
Hamom
1 mês atrás

O superavit chinês não cresceu: “…apesar de tarifas dos EUA”
Mas sim aumentou por causa das tarifas dos EUA.

A final as tarifas de Trump dificultam o comercio dos países sancionados com os EUA e a solução destes países é procurar mercados alternativos… a China abocanhou boa parte do fluxo de negócios que deixou de ser feito com os EUA, por causa de suas próprias tarifas…

Última edição 1 mês atrás por Hamom
Macgarem
Macgarem
1 mês atrás

A China já tinha se preparado para a guerra comercial muito antes do Trump se eleger, só colocaram em ação quando o laranjo saiu tarifando todo mundo.

E pensar que nosso governos bocos nem 1 unha haviam mexido até o Trump descer as tarifas e ainda ficaram meses perdidos.

Não fosse o recuo do laranjo por inflação interna, brasil sifu.

Rodrigo
Rodrigo
1 mês atrás

Muito dessas exportações são subsidiada pelo governo chinês…so um exemplo a Byd exportou para o Brasil simplesmente a quantidade dnecessária para 3 anos de vendas de seus veículos no mercado brasileiro. Proximo a Recife tem um pátio gigante , tem veículos ha mais de 1 ano la parado.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Responder para  Rodrigo
1 mês atrás

Esses carros elétricos subsidiados estão matando as indústrias nacionais da Europa e dos outros países, veja como isso é bom…

Mimetaster
Mimetaster
Responder para  SmokingSnake 🐍
1 mês atrás

Carros subsidiados de outros países mataram nossa indústria automotiva nos anos 90, veja como isso é bom…

Tutu
Responder para  Mimetaster
1 mês atrás

Nossa indústria era um lixo nos anos 90….

As pessoas tem dificuldade de entender que coisas as vezes morrem pq tem que morrer.

Nossa indústria no século passado tirando pontuais exemplos só existiam por um pesado lobby e proteção. Nunca pensaram em criar produtos realmente competitivos e exportáveis.

Sequim
Sequim
1 mês atrás

A China se consolidando como uma superpotência exportadora. E pensar que esse título era da Alemanha tempos atrás , que preferiu se meter naquele atoleiro da guerra da Ucrânia, ainda que indiretamente. Fato é que se os EUA pudessem, enfiariam um acordo de Plaza guela abaixo da China, como fizeram com o Japão em 1985. Mas não podem.

Rodrigo LD
1 mês atrás

Estamos diante da inquestionável futura e única superpotência mundial, gostem ou não. O ciclo dos EUA estão acabando. Entraremos em uma nova fase da história. É fato!!!!

Alexandre Costa
Alexandre Costa
Responder para  Rodrigo LD
1 mês atrás

Dizer que a China será a única super potência é um pouco precipitado.

Não se esqueça que o idioma de uso comum no mundo é o inglês. A moeda mais usada no comércio internacional ainda é o dólar. Eles produzem uma quantidade absurda de conteúdo cultural para exportação, como filmes, séries e música. Eles controlam boa parte da narrativa do mundo, através da mídia e também algoritmos de plataformas online. Eles ainda possuem a maior força militar do planeta e estão presentes em todos os cantos. Daria para aprofundar bem mais aqui em diversos temas.

Veja, eu não sou torcedor dos EUA, longe disso. Mas negar que eles ainda vão mandar muito pelo mundo ainda acho um equívoco.

Dito isso, eu realmente acho importante a ascenção da China. É melhor para o mundo todo.

JHF
JHF
Responder para  Rodrigo LD
1 mês atrás

Os EUA vão cair atirando. Teremos uma guerra compensatória entre um ciclo e outro. O inverno está chegando para todos.