Instituto de Tecnologia indiano anuncia projétil de artilharia propulsado por ramjet

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155 mm Ramjet Projectile

Pesquisadores do Indian Institute of Technology Madras (IIT Madras) anunciaram um avanço importante na área de artilharia ao desenvolver e testar com sucesso projéteis de 155 mm equipados com propulsão ramjet. A nova tecnologia permite ampliar substancialmente o alcance dos disparos sem comprometer o poder letal da munição.

Segundo o instituto, os testes demonstraram um aumento de alcance superior a 50% em comparação com projéteis convencionais. O ganho é obtido por meio da substituição dos tradicionais sistemas base-bleed por um motor ramjet integrado, capaz de fornecer propulsão contínua durante o voo, reduzindo a perda de velocidade e ampliando o raio de ação.

A inovação foi projetada para ser compatível com diversas plataformas de artilharia já em operação, o que facilita sua adoção sem a necessidade de grandes modificações nos sistemas existentes. Exemplos divulgados pelo IIT Madras indicam saltos expressivos no desempenho: sistemas que hoje alcançam entre 24 km e 40 km poderiam atingir distâncias da ordem de 43 km a 70 km, dependendo do obuseiro empregado.

Exemplos do aumento do alcance:
✔ Bofors Ultra Light Howitzer: 24 km → 43 km
✔ Dhanush System: 30 km → 55 km
✔ Vajra (52 cal): 36 km → 62 km
✔ ATAGS (52 cal): 40 km → 70 km

O projeto foi conduzido por uma equipe multidisciplinar, reunindo especialistas em engenharia aeroespacial, mecânica e defesa, muitos deles com experiência prévia em programas estratégicos do setor militar indiano. A iniciativa reforça a convergência entre tecnologias tradicionalmente associadas à aviação e sua aplicação em sistemas terrestres de longo alcance.

Autoridades acadêmicas e analistas do setor avaliam que o desenvolvimento representa um marco para a pesquisa e desenvolvimento de defesa na Índia, ampliando a autonomia tecnológica do país e fortalecendo sua base industrial de defesa. O avanço também tem implicações estratégicas relevantes, ao permitir maior alcance, flexibilidade operacional e eficiência à artilharia moderna.■


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Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

enquanto aqui, a SIATT quer desenvolver uma munição guiada e até agora nada.

Cara Aleatório
Cara Aleatório
1 mês atrás

Por mais que a Índia tenha um problema de corrupção, divisão social, preferência regional, religião até étnica de fazer inveja ao Brasil. Eles simplesmente não têm opção a não ser atingir domínio em tecnologias de ponta.

O motivo? É bem simples, possue o Paquistão de um lado e China do outro como vizinhos. Duas potências nucleares. Questão de sobrevivência como estado.

Santamariense
Santamariense
1 mês atrás

Sei que o Brasil não investe uma fração do que a Índia investe em tecnologia e defesa, sei que não temos nada desse tipo em operação, etc. Mas, olhando para o design dessa munição me vem à cabeça algo saído dos anos 1950. Mas, falo apenas da aparência, pode ser que funcionalmente seja algo excelente.

Esteves
Esteves
Responder para  Santamariense
1 mês atrás

Você está correto. Essa tecnologia é dos anos 1940/50.

A aparência é vintage, o conceito é antigo, mas a
aplicação é moderna. É um ótimo exemplo de “tecnologia adormecida” que voltou a fazer sentido.

O que mudou foi melhores materiais resistentes ao calor, combustíveis sólidos mais estáveis, eletrônica moderna para controle da espoleta, necessidade de alcances maior.

É fogo!

Iran
Iran
1 mês atrás

Seria interessante uma munição de 155mm guiada precisa como a EXCALIBUR com um motor ramjet que aumento o alcance pra algo como 70km, imagino que poderia poupar muito munições mais caras como mísseis de cruzeiro, balísticos e semi-balísticos etc, além de não precisar colocar aeronaves em risco pra missões de CAS e interdição com bombas guiadas e tudo mais.

Última edição 1 mês atrás por Iran
Esteves
Esteves
1 mês atrás

Pontudo. Deve funcionar bem.

Hilton
Hilton
1 mês atrás

Com certeza com custo mais baixo do que usar um míssil! Agora se será eficiente é outra história

Lucas Melo
Lucas Melo
1 mês atrás

Design 100% aprovado pelo Almirante General Aladeen.