BAE Systems recebe contrato de US$ 184 milhões para novos veículos anfíbios do USMC
Amphibious Combat Vehicle- ACV
A BAE Systems anunciou que recebeu um contrato no valor de US$ 184 milhões do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) para a produção de 30 veículos anfíbios de combate adicionais (Amphibious Combat Vehicles – ACV). O pedido faz parte do contrato previamente concedido de produção em taxa plena (Full-Rate Production – FRP), referente aos lotes 5/6, e foi designado como FRP 6A.
Com essa nova encomenda, o número total de ACV-30 solicitados pelo USMC ultrapassa a marca de 100 unidades, consolidando o programa como um dos principais pilares da modernização das forças anfíbias norte-americanas.
O ACV foi projetado para oferecer adaptabilidade, mobilidade e proteção em uma ampla gama de ambientes operacionais. A plataforma é capaz de transportar tropas, equipamentos essenciais de missão e outras cargas úteis, mantendo elevada mobilidade tanto em operações anfíbias quanto em missões terrestres. O veículo também foi concebido para integração com sistemas avançados, como a torre de 30 mm desenvolvida pela KONGSBERG Aerospace and Defence, que amplia significativamente seu poder de fogo.
“O ACV demonstrou repetidamente sua versatilidade, operando desde o mar aberto até missões terrestres exigentes”, afirmou Rebecca McGrane, vice-presidente de programas anfíbios da BAE Systems. “Ao integrar sistemas avançados, como o canhão de 30 mm, estamos garantindo que os fuzileiros navais estejam preparados para enfrentar qualquer desafio, em qualquer lugar.”
Além do ACV-30, a BAE Systems mantém contratos ativos para outras variantes da família ACV. O ACV-Personnel (ACV-P) é destinado ao transporte de fuzileiros totalmente equipados e de sua tripulação, enquanto o ACV-Command (ACV-C) oferece múltiplas estações de trabalho para comando e controle, permitindo a manutenção da consciência situacional no campo de batalha. A empresa também construiu e entregou três veículos de teste representativos do ACV-Recovery (ACV-R), variante de recuperação que contará com guindaste integrado pelo governo norte-americano no Anniston Army Depot, proporcionando capacidades de manutenção, resgate e reparo em apoio às unidades anfíbias.
Os trabalhos relacionados ao novo contrato do ACV-30 serão realizados nas instalações da BAE Systems em Johnstown e York, na Pensilvânia, e no Naval Warfare Information Center, em Charleston, Carolina do Sul, onde ocorrerá a integração governamental da torre da KONGSBERG.
O programa ACV é considerado essencial para substituir plataformas anfíbias mais antigas e garantir que o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA mantenha sua capacidade de projeção de poder e resposta rápida em operações litorâneas e expedicionárias.■

Cairia bem no corpo de fuzileiro da marinha do Brasil. Uma maquina incrivel!
sim um bom veículo mas não seria muito bom para o Brasil e iria contra muitas das tentativas do Brasil de aumentar a compatibilidade entre as forças, então os fuzileiros comprarem um Guarani modificado seria uma opção melhor, os fuzileiros tem que parar de comprar equipamentos diferentes dos usados pelo EB, quanto maior a compatibilidade de peças mais barato fica a compra, manutenção e a quantidade de peças extras
Na sua opinião.
São veículos totalmente diferentes…o ACV 30 deve substituir os veículos anfíbios sobre largada dos fuzileiro americanos…
o ACV-30 é baseado no superAV, do Guarani para um superAV é basicamente apenas fazer o Guarani 8×8, e fazer uma versão modificada, sim custa dinheiro, mas os fuzileiros navais até substituírem os CLANF, vai demorar um bom tempo
“Apenas fazer um 8×8?”
Baseado no superAV não significa que está fácil….significa que os americanos falharam no seu projeto nativo e buscaram unir dinheiro com os melhores engenheiros que existiam no mercado buscando o que era “reutilizável” de conhecimento de um projeto já comprovado….essa viatura não é um SuperAV, assim como se fizessem um Guarani para suprir as necessidades de fuzileiros não ia ter mais nada de Guarani ali….pode até trocar o nome se preferir.
Entenda que há um abismo enorme entre esses três níveis que vou descrever
1 – Fazer uma viatura operacional (relação peso x potencia x blindagem)
2 – Fazer uma viatura operacional anfíbia (relação peso x potencia x blindagem e flutuabilidade)
3 – Fazer uma viatura operacional anfíbia de mar (relação peso x potencia x blindagem x flutuabilidade em condições de mar)
Obs – E tem a questão das intempéries que agem sobre TUDO que está na viatura….agora eu te pergunto….um projeto que atenda os requisitos de fuzileiros navais e exercito, quanto vai custar? os americanos desistiram, vamos nos aventurar pra quê?
Pois é, nem fuzil as três forças conseguiram padronizar. Que dirá equipamentos mais caros. São os lobbies e os interesses comerciais em ação.
O problema é institucional. O Mindef não é efetivo, o poder político não acha que a defesa é problema seu, então cada força é independente e age sem consultar a outra.
Nós vimos no que dá isso com os argentinos em 1982 mas até agora o pessoal daqui não acordou.
Foi o Robert Mcnamara que forçou a padronização nas FFAA do EUA (M16 e F4 Phantom) sem autoridade civil comandando cada FFAA age por si.
Acho engraçado aqui no Brasil…vamos fazer uma analogia…você entrega um carro esportivo para um trabalhador usar no meio rural e dá um trator para outro trabalhador usar nas ruas da cidade….no final do dia os dois vão falar mal dos meios que receberam e a produtividade de ambos vai cair consideravelmente….onde que quero chegar que cada um sabe onde dói o próprio calo….eles estão errados em querer usar a ferramenta compatível e que tiraria o melhor aproveitamento?
Vou te deixar uma lição de casa para voces que ate poderia ser assunto de matéria….
Pesquise o motivo dos engesas urutu e cascavel não terem dado certo nos fuzileiros e olha que a engesa estava em plena atividade e governo era militar na época…
faça isso depois tirem suas conclusões….abraço
Concordo plenamente, mas vão dizer que é muito avançado, incompatível, consome demais, nosso mar não aguenta o peso;;;kkk
Os CLAnf/AAV7A1 ainda são bem novos não precisando de substituição.
O que os Fuzileiros deveriam fazer é dotar seus blindados, em especial o Piranha, de canhões de 30mm para ter real poder de fogo.