Exército da Coreia do Sul testa tanques K2 Black Panther e veículos K21 equipados com redes antidrones

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Exército da Coreia do Sul testa tanques K2 Black Panther e veículos K21 equipados com redes antidrones

O Exército da República da Coreia (ROK) realizou um exercício force-on-force no início de janeiro de 2026 que chamou a atenção por exibir tanques de batalha principais K2 Black Panther e veículos de combate de infantaria K21 com redes antidrones instaladas, em um esforço para enfrentar as crescentes ameaças de veículos aéreos não tripulados em ambientes de alta intensidade.

As imagens que circulam em redes sociais e fóruns especializados mostram unidades da 8ª Divisão de Manobra realizando manobras com esses blindados aparentemente adaptados com sistemas improvisados de proteção contra drones sobre suas torres e convés.

O K2 Black Panther, o principal tanque de batalha de terceira geração da Coreia do Sul, desenvolvido e produzido pela Hyundai Rotem, tem sido o carro-chefe dos blindados sul-coreanos desde sua introdução e está em serviço nas brigadas mecanizadas do país.

A adoção de redes antidrones indica uma resposta prática a uma ameaça que tem se intensificado globalmente: sistemas aéreos não tripulados de baixo custo, incluindo drones FPV (first-person view), que vêm sendo usados em conflitos recentes para atacar blindados por cima, área tradicionalmente menos protegida das viaturas. Imagens anteriores já haviam mostrado tanques K2 equipados com estruturas de gaiola (“cope cages”) para proteger as áreas superiores contra pequenos drones e munições guiadas de cima.

O uso de tais redes em um cenário de exercício sugere que o Exército sul-coreano está avaliando ativamente contramedidas físicas em condições realistas, integrando proteção adicional sem prejudicar a capacidade de fogo ou mobilidade dos veículos.

Esse movimento é parte de uma tendência mais ampla nas forças terrestres modernas: adaptar equipamentos existentes para mitigar ameaças emergentes de drones e munições guiadas leves, ao mesmo tempo em que sistemas de proteção ativa e eletrônica mais avançados continuam em desenvolvimento.■


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Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
18 dias atrás

Como o tempo é o “senhor da razão”. Tiraram sarro dos russos quando mesmos começaram a implementar essas gaiolas no começo do conflito com a Ucrânia. Hoje essa alternativa foi difundida para vários exércitos ao redor do mundo.

Carlos
Carlos
Responder para  Vinicius Momesso
18 dias atrás

Mais ou menos por aí.

Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
Responder para  Vinicius Momesso
18 dias atrás

Exato!

Bernardo
Bernardo
Responder para  Vinicius Momesso
16 dias atrás

A vem da verdade: não eram essas as gaiolas. Era uma cobertura de metal que era só uma cobertura certa de uns 100cm acima da alça do cmte. Funcionava pra munições largadas dos drones pra dentro das escotilhas e só. Um sem número de blindados foi destruído assim. Tanto que até muito recentemente os russos estavam testando modelos de cobertura antidrone. Vários comentários iguais aqui falando essa mesma coisa. Não adianta torcer a realidade, que ela não muda. Não mudava na era soviética e não muda agora.

Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
18 dias atrás

Eu me lembro de uma foto de antes da guerra da Ucrânia e no começo dela, de MBTs russos com essas gaiolas e geral tirando sarro, dizendo que era inútil contra mísseis anti-tanques javalins e etc. Isso só mostra como os russos estão a frente no quesito guerra blindada e anti-aerea e nós estávamos atrasados!
Obs. Confio mais na tecnologia testada em situações reais de combate, do quê as não testadas e os russos tem larga experiência em guerra blindada e defesas anti-aereas, e suas armas depois da guerra da Ucrânia serão ainda melhores depois de atualizadas na guerra!

Victor Hugo
Victor Hugo
18 dias atrás

O que novamente os Russos dando aula?!, tem gente que vai enfartar com essa notícia.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Victor Hugo
17 dias atrás

Estão dando aula para a Ucrania na guerra também

Carlos Pietro
Carlos Pietro
18 dias atrás

Esse é o blindado ideal para equipar o EB. Umas 1000 unidades para espalhar por esse brasil afora.

YUFERFLLO
YUFERFLLO
Responder para  Carlos Pietro
18 dias atrás

ideal com 1000 unidades? se for para o Brasil comprar mais de 500 unidades daria até para criar um MBT novo que daria para ser MBT ideal para o Brasil

Última edição 18 dias atrás por YUFERFLLO
Claudio Moreno
Claudio Moreno
17 dias atrás

Salve senhores camaradas do Forte!

No começo era visto como gambiarra russa. Agora virou item tão essencial quanto o próprio canhão do MBT…

Sgt Moreno

MGNVS
MGNVS
Responder para  Claudio Moreno
17 dias atrás

Exato, Sgt Moreno.
Por isso os comentaristas aqui deveriam fazer analises sem se deixar levar por ideologias politicas ou preferencias por um país ou outro, mas sim focar na eficiencia do armamento usado independente de qual país ele venha ou tenha sido produzido.