Lockheed Martin vai quadruplicar produção de interceptadores THAAD nos EUA
THAAD
Camden, Arkansas — A Lockheed Martin e o Departamento de Guerra dos Estados Unidos (DoD) assinaram, em 29 de janeiro de 2026, um acordo-quadro para quadruplicar a capacidade de produção dos interceptadores do sistema THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), elevando o ritmo anual de 96 interceptadores para até 400. A iniciativa reforça o esforço norte-americano para acelerar a entrega de mísseis de defesa aérea e antimísseis em meio ao aumento das demandas operacionais.
O anúncio ocorre poucas semanas após um acordo inédito entre as mesmas partes para acelerar a produção dos interceptadores PAC-3 com o Missile Segment Enhancement (MSE), o que indica uma estratégia mais ampla de expansão industrial e de reforma dos processos de aquisição no setor de defesa.
Como parte do plano de ampliação, a Lockheed Martin iniciou as obras de um novo Centro de Aceleração de Munições em Camden, Arkansas. A instalação deverá empregar tecnologias avançadas de manufatura, robótica e ferramentas digitais, preparando a força de trabalho para a produção de interceptadores THAAD, PAC-3 e de outros sistemas críticos.
Segundo a empresa, o acordo-quadro prevê um crescimento gradual da produção ao longo dos próximos sete anos. A expectativa é de que um contrato inicial seja firmado até o final do ano fiscal de 2026, condicionado às dotações orçamentárias aprovadas pelo Congresso e a outras fontes de financiamento governamental.
Investimentos e empregos
A Lockheed Martin informou que investiu mais de US$ 7 bilhões desde o primeiro mandato do presidente Donald Trump para expandir a capacidade produtiva de sistemas prioritários, incluindo cerca de US$ 2 bilhões destinados especificamente à aceleração da produção de munições. Para os próximos três anos, a empresa planeja investir vários bilhões de dólares para expandir, construir e modernizar mais de 20 instalações em estados como Arkansas, Alabama, Flórida, Massachusetts e Texas.
Atualmente, a companhia dispõe de mais de 340 mil pés quadrados dedicados às operações do THAAD nos EUA, com mais de 2.000 funcionários diretamente envolvidos no programa. A expansão deve gerar dezenas de milhares de empregos qualificados em manufatura, engenharia e ofícios especializados.
Desde 2016, a Lockheed Martin afirma ter aumentado as entregas de seis munições críticas em mais de 220%, com planos de um novo crescimento superior a 245% para sustentar a produção de PAC-3 e THAAD. O movimento já resultou em expansão superior a 60% do emprego industrial desde o primeiro mandato de Trump, com projeção de mais 50% até 2030.
Declarações
Para Jim Taiclet, presidente e CEO da Lockheed Martin, o acordo representa um avanço decisivo: “Quadruplicar a produção do THAAD significa dispor de mais interceptadores do que nunca para dissuadir adversários. Continuaremos a apoiar a visão do Departamento de Guerra de reformar a aquisição de munições críticas para os EUA e os aliados por meio de acordos-quadro.”
O THAAD é um dos principais pilares da defesa antimísseis de alta altitude dos Estados Unidos, com emprego operacional e interesse crescente por parte de parceiros internacionais. A ampliação da produção sinaliza uma prioridade estratégica para fortalecer a dissuasão e a resiliência industrial da base de defesa norte-americana.■

Como “qualquer um hoje em dia tem míssil balístico” é melhor prevenir do que remediar, esse é o custo da popularização das coisas.
Consigo ouvir daqui o choro dos aiatolás, Allah Allah o F35 vindo pra teerã
Fico impressionado a forma americana e europeia em conseguir reativar o parque da indústria de defesa…por outro lado nesse momento estão tentando vender a fabrica de munições da Marinha…quando vão entender que empresas estratégicas não devem ser pautadas como um gasto, mas como um seguro estratégico….não somos um pais de 1º mundo como eles, uma vez desmantelada um ativo desses jamais conseguiremos reerguer novamente e ficamos refém do mercado internacional, os militares deixam a politica mexer onde não se deve e só sai deslizes imperdoáveis.
A demanda é baixa e não tem encomenda pois voces aceitam a demanda baixa e trabalham assim, políticos que não tem conhecimento militar tomando decisões militares, tem recruta se formando dando 16 tiros no ano (4 deitado, 4 em pé e 4 ajoelhado), que isso?…temos forças armadas para inglês ver?
Há alguns anos o slogam do EB era “Braço forte e mão amiga”…eu até brincava que estava muito mão amiga para pouco braço forte…agora infelizmente vejo que não tem nenhum dos dois por não se impor, praticamente perdeu a cadeira em brasilia, desligaram o microfone das forças armadas, continuar assim o ultimo que feche a porta…como veterano minha missão foi cumprida com suor, voces estão deixando a desejar.
Conccessão é diferente de privatização. Na concessão a exploração do serviço (no caso produzir munições) passa para a iniciativa privada, os prédios, terrenos, etc continuam sendo do estado. Depois de passado o prazo da concessão, tudo volta para o estado, incluído modernizações e aprimoramento realizados. Um exemplo disso são as rodovias, metrô e trens. Na privatização tudo vai para iniciativa privada e ela é livre para fazer o que quiser, inclusive, fechar a empresa.
A 14,5 mi de dolares por missil, os acionistas da LM devem estar rindo
Tudo se resume a isso $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$