Starmer e Xi defendem reaproximação entre Reino Unido e China em encontro histórico em Pequim

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Keir Starmer and President Xi

Pequim — Em um encontro histórico nesta quinta-feira, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reuniu-se com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, em sua primeira visita oficial à China em quase oito anos, com o objetivo de fortalecer as relações bilaterais e ampliar a cooperação estratégica entre os dois países.

Durante as conversas, Xi enfatizou que a China e o Reino Unido precisam “superar suas diferenças”, qualificando isso como um “imperativo” para a paz e estabilidade globais no contexto atual, marcado por desafios internacionais e tensões geopolíticas. O presidente chinês afirmou que as relações entre as nações passaram por “reviravoltas que não serviram aos interesses de nossos países” no passado, mas expressou a disposição de construir uma parceria que “resista ao teste da história”.

Xi ressaltou ainda que, para consolidar esse novo capítulo nas relações, é essencial que líderes dos dois países enfrentem as dificuldades com firmeza, desde que as decisões sirvam aos interesses fundamentais de seus povos.

Por sua vez, Starmer sublinhou a importância da visita, recordando que já fazia “muito tempo” desde a última vez que um primeiro-ministro britânico esteve na China e defendendo a necessidade de construir um “relacionamento mais sofisticado” entre Londres e Pequim. Ele explicou que a aproximação diplomática atende aos interesses do povo britânico, refletindo a promessa, feita há 18 meses, de “voltar a olhar o Reino Unido para o exterior”. Segundo Starmer, eventos internacionais influenciam desde os preços de bens essenciais até a percepção de segurança interna.

O primeiro-ministro britânico também destacou a importância de manter um diálogo aberto e significativo sobre as áreas em que os dois países discordam, apontando que apenas assim será possível avançar nas relações bilaterais.

A visita ocorre em um momento de esforços diplomáticos mais amplos por parte do Reino Unido e de outras potências ocidentais para equilibrar as relações com a China diante de mudanças na ordem global e de desafios econômicos.

Os líderes discutiram temas amplos, incluindo comércio, investimento, estabilidade global e cooperação em questões como mudanças climáticas e segurança, refletindo um movimento em direção a uma parceria mais robusta e estratégica entre Londres e Pequim.

A reunião de hoje marca um ponto de inflexão nas relações entre o Reino Unido e a China, com ambos os lados defendendo a necessidade de olhar para o futuro e ampliar áreas de cooperação, mesmo reconhecendo diferenças significativas em algumas pautas.■


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lucena
17 dias atrás

Só informação ….para fazer parte dos BRICS …tem uma resolução que diz : “Nenhum membro do grupo pode sancionar outro membro do grupo” ….
.
Os europeus ….Passaram um bom tempo cuspido para cima, com nariz empinado …tudo que sobe desce…rssr…
.
Devo tirar o chapéu para os russos e chineses…ou melhor os russos …são excelentes estrategistas, bota muito europeu ocidental pretenciosos no chinelo.

Felipe M.
Felipe M.
Responder para  lucena
17 dias atrás

Acho que nem russos, nem chineses, em seus planejamentos plurianuais, imaginaram que receberiam um presente tão grande assim de seu principal adversário.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Felipe M.
17 dias atrás

Neste caso, somente chineses.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  lucena
17 dias atrás

O que a matéria não falou é que na oportunidade a AstraZeneca anunciou investimentos de 15bi de dólares na China, para onde deve deslocar seu centro de P&D.
Hoje é impossível competir com os incentivos fiscais para P&D na China. O P&D do mundo está se deslocando para lá.

Marcelo
Marcelo
Responder para  lucena
17 dias atrás

Que dizer que os britânicos estão querendo parceria comercial $$ com comunistas (China).
O mundo não Gira,ele capota !!!kkk

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Marcelo
16 dias atrás

A estrutura econômica chinesa é capitalista. O sistema político é socialista embora leve o nome de comunista

Nativo
Nativo
17 dias atrás

Nikita Krushchev jamais imaginou um agente tão bom para sabotar os EUA, como Trump.
Sempre soube que ele era miguxo do Putin,mas gera tantos retrocessos políticos aos EUA, era impensável.

Heitor
Heitor
17 dias atrás

O dono do primeiro-totó vai bater o pé e ele volta com o rabo abanando. Esse é o fim do RU.. um país conchavo, nem sei se posso chamar de potência de 2a classe.

Última edição 17 dias atrás por Heitor
Abymael
Abymael
Responder para  Heitor
17 dias atrás

Não deu pra entender nada.

Esteves
Esteves
17 dias atrás

Trump fazendo estragos…

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Esteves
17 dias atrás

Os investimentos anunciados hoje pela farmacêutica chinesa é fruto de uma política pública de longo prazo bem sucedida.

Heitor
Heitor
Responder para  Esteves
17 dias atrás

RU é capacho dos EUA… Visita totalmente pragmática que dificilmente vai resultar em uma aproximação de fato.

Josè
Josè
Responder para  Esteves
16 dias atrás

Se recordar o discurso do “Trump” via vice na Alemanha ano passado vai ver que não há nada de novo, aliás só está cumprindo exatamente o que disse quando afirmou que “os líderes europeus (os de Bruxelas) não compartilham mais dos mesmos valores dos EUA”, de forma educada mas nem tanto, basicamente disse cada um por si, o problema é que as pessoas misturam preferências pessoais com analises geopolíticas, não se trata de gostar de A ou B, não se trata de concordar ou discordar de A ou B, mas sim sobre suas ações, e nesse ponto o Trump nunca deixou duvidas de como lidaria com a Europa, o resultado disso só o tempo dirá, mas não há surpresa no que está acontecendo mesmo.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Responder para  Esteves
15 dias atrás

Não tem nada a ver com Trump, esse governo do RU é de extrema esquerda do partido trabalhista, iria virar as costas para o ocidente de um jeito ou de outro.

Estão adotando várias medidas de censura como proibição de redes sociais, perseguindo quem fala mal das políticas do governo na internet, mas as ruas estão sendo cada vez mais ocupadas por cracudos, gente vendendo drogas a luz do dia a vontade, ladrões, estupradores, etc, nada é feito pelo governo, pelo contrário, eles vão atrás de quem reclama.

Tem muitos casos assim, mas o problema para esse governo são as redes sociais:
Katie Miller no X: “An Afghan national abducted the a 12 year old girl from a street before repeatedly raping her and taking photographs of the attack. Just another day in the UK. Open borders do not work. When will the UK wake up?

Olha a maravilha que está as ruas do RU:
Threatened in The UK’s Worst Town!

Quem está caindo é a Europa não é os EUA, basta ver o gráfico do crescimento do PIB nos últimos anos, enquanto o da Europa desacelerou bastante o dos EUA descolou e cresce bem mais do que o da Europa.

Última edição 15 dias atrás por SmokingSnake 🐍
Josè
Josè
Responder para  SmokingSnake 🐍
15 dias atrás

Mais de 12.000 pessoas foram detidas por opinião, até parece que estamos falando da Coréia do Norte ou China e não do R.U., e esse foi um dos pontos fortemente criticado pelo vice americano em seu discurso na Alemanha ano passado, na verdade não é o Trump que está querendo mudar, quem mudou seus valores foram os europeus isso sim, passaram a ser mais autoritários do que muitas ditaduras conhecidas, a diferença é que nas ditaduras assumidas não tentam passar uma imagem de falsa liberdade como na Europa.

Felipe M.
Felipe M.
17 dias atrás

Kkkkkkkkkk que política externa “sensacional”.
Jogou os principais aliados, de mão beijada, não mãos dos maiores adversários.
Como disse o professor Clóvis, “vai ser burro assim lá na cadeia”.

E o pior que dava pra conseguir tudo o que queriam sem tanta truculência e sem a burrada de deixar esses aliados sem outra opção, a não ser se aproximar da China.

Poderiam ter lidado com a situação da Ucrânia, sem lamber tanto os russos. Poderiam conseguir o aumento de investimentos militares (o que já tinha acontecido substancialmente após a invasão da Ucrânia), sem deixar claro que não são nada confiáveis. Poderiam conseguir maior presença na Groelândia, sem ameaças concretas à soberania. Etc etc.

O bom que o discurso de campanha era o de sair de problemas ao redor do mundo. Agora a China tem todo o cenário que precisava pra agir em Taiwan (e americanos não vão poder fazer nada em relação a isso). Estão prestes a ter que agir no Irã. Tropas americanas continuam engajadas no OM. Arrumaram problema na América Latina. E agora estão vendo europeus e canadenses (principais aliados), começando a conversar seriamente com aqueles que, há poucos anos, não queriam nem perto.

Agora a pergunta é: Em quanto tempo, australianos, japoneses e sul coreanos tbm começarão a explorar novos caminhos? E mais que isso: Os ricos do OM (AS, Catar, EAU, Omã, Bahrein, Kuwait) gastarão ainda mais petrodolares na China, India e Rússia?

Enfim, política externa de botequim. Correm o risco de entrar pros livros da história como o momento mais patético das relações externas americanas.

Macgarem
Macgarem
17 dias atrás

Conseguiu fazer até a inglaterra que tinha rusgas históricas reatar com a china.

juggerbr
juggerbr
17 dias atrás

Países que lutaram por muito tempo na Guerra do Ópio… Nada como uma grande ameaça comum pra se esquecer problemas passados…

Alexandre Costa
Alexandre Costa
17 dias atrás

E ainda tem gente aqui no fórum que jura de pé junto que o Trump está seguindo uma estratégia clara e planejada.

Eu acho que ele só é impulsivo e burro mesmo.

Sávio Ricardo
Sávio Ricardo
Responder para  Alexandre Costa
16 dias atrás

Não é um burro qualquer. É um burro cercado por gente mais burra que ele. E o pior é que não adianta apenas esperar o desencarne natural da pessoa, pois depois dele deve ter uns 3 ou 4 à sua margem que são iguais ou ate piores que ele próprio, só esperando a sucessão.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
17 dias atrás

Tá feliz, Trump?

Luciano
Luciano
16 dias atrás

A China é segunda maior potência do mundo, e caminha para ser a primeira. Quem é louco de cair na narrativa do “comunista malvado” e ignorar um mercado de 1.4 bilhão de pessoas?

Além do mais, não é a China que está ameaçando e atacando metade do planeta.

Sequim
Sequim
16 dias atrás

Veja como a realidade é dinâmica e muda a cada instante: cem anos atrás o Império Britânico era dono de uma parte considerável de uma China invadida e humilhada. Hoje a China é uma super-potência em ascensão a qual a Grã-Bretanha sozinha não faz frente. Por isso não se deve acreditar em besteiras do tipo “fim da História “. A realidade não respeita pretensões ideológicas.

Rodrigo LD
16 dias atrás

Obligado Tlump!!! Mais um aliado improvável que cai no colo dos chineses graças ao governo americano.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
16 dias atrás

“inimigos”, “inimigos”, negócios a parte…

Os ingleses estão mais do que certo de negociar com os Chineses!

Ao invés de cair na paranoia americana da falaciosa Ameaça vermelha Sino-Russa contra os europeus, tem que pensar nos interesses das suas empresas e dos trabalhadores ingleses…

O ex-império britânico seguirá seu curso, já o palhaço Narcisista, arrogante e egocêntrico tem validade no mandato.

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Perder Hong kong em 1997 foi duro, mas perder o mercado chinês devido a diarreia cerebral do Mestre da negociação seria pior.

Akivrx
Akivrx
Responder para  Adriano Madureira
16 dias atrás

Que mercado é esse que está em deflação e não compra nada que não seja essencial?

A verdade é que até grandes varejistas ocidentais estão fechando lojas novinhas porque os chineses não estão comprando nada.

Pelo contrário, o enorme superávit de mais de $1 trilhão mostra que a prioridade é continuar entupindo o mundo com seus produtos, mesmo que a renda do seu povo caia e eles voltem a ficar pobres novamente…

Enquanto isso, a dívida não para de subir e já ultrapassa $18 trilhões, e a deflação se agrava, não parece haver um futuro nada promissor.

Os países europeus estão vendo uma oportunidade na crise chinesa de receber fábricas chinesas em seus territórios, mas se esquecem que isso agravaria ainda mais a deflação chinesa. Podem ir com o pinico na mão e ficarem de quatro implorando esmolas; a realidade é que erraram feio na globalização e continuam errando ao seguir pelo mesmo caminho.

Eu acredito que a melhor estratégia para a China seria focar no seu mercado interno para superar a deflação. (Na deflação, os salários diminuem, as empresas têm lucros menores e competem entre si para se manterem, a arrecadação de impostos despenca, o crédito também cai, e as pessoas param de comprar produtos que não são essenciais. Quanto mais tempo se leva para reverter a deflação, mais complicado se torna voltar à inflação)