PAC-3 MSE

PAC-3 MSE

WASHINGTON, 30 de janeiro de 2026 — O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível Venda Militar Externa (Foreign Military Sale – FMS) ao Reino da Arábia Saudita envolvendo mísseis PATRIOT Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement (PAC-3 MSE) e equipamentos associados, com valor estimado em US$ 9,0 bilhões. A certificação necessária foi encaminhada ao Congresso norte-americano pela Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA).

De acordo com a notificação oficial, Riad solicitou a aquisição de 730 mísseis PAC-3 MSE, além de um amplo pacote de apoio que inclui kits de conversão de lançadores, sistemas automatizados de logística do Patriot, kits de telemetria, conjuntos de treinamento com mísseis inertes, equipamentos de apoio em solo, peças sobressalentes, consumíveis, programas de vigilância em campo, suporte à integração e testes, documentação técnica classificada e não classificada, treinamento de pessoal e serviços completos de apoio logístico e técnico do governo dos EUA e da indústria.

Segundo Washington, a venda apoia diretamente os objetivos de política externa e de segurança nacional dos Estados Unidos ao reforçar a defesa de um aliado estratégico fora da OTAN, considerado um fator de estabilidade política e de progresso econômico na região do Golfo.

O pacote aprovado deverá fortalecer significativamente a capacidade saudita de enfrentar ameaças aéreas e de mísseis atuais e futuras, ao integrar mísseis avançados a um sistema de defesa aérea e antimíssil integrado (IAMD) modernizado. De acordo com o Departamento de Estado, a ampliação dessa capacidade contribuirá para a proteção das forças terrestres da Arábia Saudita, dos Estados Unidos e de aliados regionais, além de aumentar a participação saudita na arquitetura de defesa antimíssil do Comando Central dos EUA (CENTCOM).

As autoridades norte-americanas afirmam que a Arábia Saudita não terá dificuldades em incorporar os novos mísseis e serviços às suas Forças Armadas e que a venda não altera o equilíbrio militar básico da região. Também foi destacado que o acordo não terá impacto negativo sobre a prontidão das Forças Armadas dos Estados Unidos.

O principal contratante do programa será a Lockheed Martin, sediada em Dallas, no estado do Texas. Até o momento, o governo dos EUA não tem conhecimento de acordos de compensação industrial (offsets) relacionados à operação, que poderão ser definidos em negociações futuras entre o comprador e a empresa.

A implementação do contrato não exigirá o envio adicional de representantes do governo ou da indústria dos Estados Unidos para a Arábia Saudita.■


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Hamom
Hamom
7 dias atrás

A tensão se eleva naquela região:

A situação em torno do Estreito de Ormuz está começando a se agravar. Em meio a uma frota da Marinha dos EUA se deslocando naquela direção, destróieres chineses Tipo 052D e Tipo 055, equipados com mísseis guiados, estão a caminho para exercícios conjuntos com as marinhas iraniana e russa no Golfo de Omã e no Mar Arábico.

As manobras ocorrerão nos dias 1 e 2 de fevereiro, mas a presença de navios chineses e russos nessas águas pode se prolongar, o que poderia impactar significativamente o momento e a geografia da ação dos EUA contra o Irã, já que navios de três potências nucleares se encontrarão na costa iraniana.”

Abymael
Abymael
5 dias atrás

Arábia Saudita faz parte do grupo “Ditaduras do Bem”.
Ditadura só é ruim na Venezuela, em Cuba, no Iraque, etc.