Universidade de São Paulo lança fábrica modular de semicondutores
PocketFab terá capacidade estimada de até 10 milhões de componentes por ano e será voltada à prototipagem avançada de chips, em parceria com Fiesp e Senai-SP
A Universidade de São Paulo (USP) lançou nesta semana a PocketFab, uma fábrica modular de semicondutores desenvolvida em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), iniciativa que conta com o apoio institucional da Abinee.
O projeto prevê a implantação de uma infraestrutura compacta, modular e reconfigurável de manufatura de semicondutores, voltada à prototipagem avançada de microprocessadores e de dispositivos. Segundo os organizadores, trata-se de um modelo inédito no país, concebido para operar em escala reduzida e orientado a lotes e aplicações específicas, em contraste com as megafábricas tradicionais de grande porte e alto custo.
A capacidade produtiva estimada da PocketFab é de até 10 milhões de componentes por ano. O modelo abrange todo o ciclo de desenvolvimento, desde o design de chips, sob responsabilidade da USP, até as etapas de validação, integração e aplicação industrial, conduzidas pelo Senai-SP. A proposta, conduzida pela parceria entre a USP e a Abinee, é aproximar a pesquisa acadêmica da produção industrial, em um contexto global marcado por instabilidades nas cadeias de suprimento de semicondutores.
Entre as aplicações industriais previstas estão o setor automotivo, com foco em sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS); a indústria de máquinas e equipamentos, com o desenvolvimento de sensores inteligentes voltados à automação e manutenção preditiva; e a área de saúde, com semicondutores dedicados a dispositivos médicos de diagnóstico e monitoramento.
Durante o lançamento, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que o caráter estratégico dos componentes eletrônicos se intensificou com a expansão de data centers e de aplicações de inteligência artificial. Segundo ele, as oscilações no fornecimento global de semicondutores desde a pandemia reforçam a relevância da iniciativa.
O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior, destacou que a universidade busca liderar investimentos em áreas estruturais de pesquisa. Já o coordenador do Centro de Inovação InovaUSP, Marcelo Zuffo, explicou que a fábrica deverá ocupar cerca de 200 metros quadrados, com equipamentos de alta precisão, e que isso representa “uma mudança de paradigma na fabricação de semicondutores”.
FONTE: tele.síntese



Usa um processo de 90nm (ainda usado em satélite por causa da menor interferência com os raios cósmico).
A depender da tecnologia poderá ser replicada aqui (seja as máquinas de produção) ou podemos simplesmente muda para as novas máquinas da dupla Canon e Nikon que promete mais agilidade e menor custo (embora use nós maiores) que as máquinas da ASML.
Sim, mas a Canon já mostrou um chip com 5nm, feito por meio da tecnologia NIL – Litografia por Nano-impressão, um método que consome cerca de 10 vezes menos energia que o modelo das máquinas por ultravioleta. Seria interessante uma parceria com a Canon e a Nikon para produção de chips de uso geral, como automóveis e eletrodomésticos.
Ia falar isso, uma máquina da Canon podendo fazer chips de 5nm já seria algo revolucionário aqui, e é caríssima, a CEITEC nunca nem chegou perto do que essa fábrica da USP vai ter, ainda mais se vier a ter uma máquina DUV que pode fazer chips usáveis em computadores, máquinas e etc.
Concordo com a linha do raciocínio, só uma máquina da Canon capaz de chegar perto dos 5 nm já seria um salto enorme por aqui, e custa uma fortuna. A CEITEC jamais operou nesse nível, e essa planta da USP tende a ir bem além, sobretudo se contar com DUV, que já permite chips realmente utilizáveis em PCs, equipamentos e afins.
Isso me lembra o tema da energia nuclear no Brasil….quando o Brasil não enriquecia o Urânio.
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Hoje o Brasil …. domina toda a cadeia de processo do enriquecimento do urânio… isso ai vai no mesmo caminho.
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Desde que não tenha sabotagem interna para defender interesses externo.
……50 years later….
O presente fica mais fácil de entender quando se conhece a história….
Comentei que o primeiro doutorado defendido no Brasil ocorreu em 1942, durante a II Guerra. Até então, os brasileiros obtinham seu doutorado na Europa ou EUA, geralmente jovens que haviam ingressado como professores assistentes nas universidades logo após concluirem a graduação.
Do outro lado, os EUA mobilizaram cerca de 10 mil cientisas de difrentes áreas e países para o projeto da bomba atômica. Nenhum país do mundo tinha sozinho o número de físicos, quimicos, engenheiros necessáois para construir a bomba em poucos anos.
Após o fim da guerra, o Alm.Alvaro Alberto criou em 1951 uma Coordenação de Pesquisas para a área nuclear, que depois se tornou o CNPq responsável pela coordenação de toda a pesquisa no Brasil (ao mesmo tempo que Anísio Teixeira criou a CAPES para cuidar da formação de recursos huimanos).
O Brasil só ultrapassou a marca de 100 doutores titulados aqui em 1971. Foram 20 anos para criar uma infraestrutura que permitisse a formação de doutores. Até 1971, a maioria dos cientistas brasileiros continuava sendo formada no exteritor com bolsas de estudo da CAPES ou do CNPq. A segunda marca impornta acontece em 1990, quando a barreira de mil teses é superada no Brasil.
A MB começou o seu programa nuclear após o fim da II Guerra, enviando alguns oficiais para estudarem no Exterior, como o foi caso o Alm. Othon. Ele se deu conta que o primeiro desafio seria obter a capacidade de enriquecer o urãnio, Sob a coordenaçãode Othon, a MB desenvolveu as ultracentrífugas com o apoio de algumas universidades brasileiras. Conheci alguns professores que participaram do desenvolvimento dos materiais usados neste projeto.
Há uma história curiosa contada por Othon. A AIEA solicitou uma visita para ver o desenvolvimento das centrifugas. A MB tinha algumas centrífugas obsoletas vindas da Alemanha como espólio de guerra que estavam sem uso. Othon as limpou, pintou e as colocou em operação para simular que estavam usando-as para enriquecer urãnio. Enqunato isso, fez uma parede de tapumes em torno das centrifugas brasileiras. A comissão a AIEA viu as centrífudas e ignorou os tapumes, que pareciam cobrir uma obra.
Foi assim que Othon coordendou o desenvolvimento das ultracentrífugas magnéticas na década de 80.
Então, já dá para entender foi necessário a formação de pessoal, cientístgas e engenheiros, para depois focar no ciclo de enriquecimento de combustível. Aliás, isso foi importante porque os EUA ameaçaram sancionar o Brasil durante a década de 70 e proibir a venda de combustível para Angra 1. A fábicca de combustivel nuclear de Resende foi inaugurada no início da década de 80. Desde então ela vem sendo ampliada.
Ainda que o Brasil tenha recebido alguns reatores de pesquisa na década de 50 e depois comprado os reatores de potẽncia das usinas nucleares de Angra, o primeiro reator de pesquisa brasileiro é de 1988 e fica ali no IPEN na área de pesquisa da MB.
Foi apenas em 2009 que a MB assinou o Prosub e iniciou o desenvolvimento de um reator de potência naval que está sendo construído em Aramar. Alias, o vaso do reator construído pela Nuclep deste reator já está posicionado no Labgene. O reatore deverá ser homologado “a frio” em breve
Conclusão… se for contar o programa nuclear da MB deste o seu início em 1950, são 75 anos. Se for contar o programa nuclear a partir do primeiro reator de pesquisa nacional, são 40 anos. Se for pensar o programa nuclear a partir da assinatura do Prosub, são 17 ano. Se for contar a partir da construção do reator no Labgene, são 10 anos….
Não esqueçamos que o Alm Othon foi alvo da Lava Jato, numa “parceria” com o DoJ norte americano. Ilegal, diga-se de passagem, visto que sequer passou pelo MJ, órgão competente para firmar acordos internacionais.
É o episódio recente, dos muitos da nossa história, em que o Brasil é sabotado de dentro por imbecis que se dizem patriotas.
pois é..
aos fatos.
Diversos juízes de primeira instância que estiveram envolvidos na Lava Jato foram afastados da magistratura, como o ex-juiz Bretas no Rio de Janeiro.
Também é preciso lembrar que a única operação de busca e apreensão da polícia em uma vara da justiça ocorreu na 13 de Curitiba, onde Moro era titular.
Também é preciso de quando Moro comete um crime ao divulgar um áudio captado ilegalmente da presidente Dilma
Recentemente, o UOL passou a divulgar as ações de chantagem de Moro enquanto era juiz de primeira instância.
Aos fatos:
Que eu me lembre só o Bretas foi aposentado.
Houve afastamentos de juízes e desembargadores pelo Corregedor do CNJ.
Mas o afastamento foi cassado pelo próprio CNJ no dia seguinte, tendo sido considerado arbitrário e desnecessário.
No caso do Othon, há provas robustas que sua filha era contratada para prestar consultoria milionária a empresas fornecedoras da Eletronuclear. A consultoria consistia em enviar artigos copiados da Wikipedia. Ou seja, pagamento de propina ao pai disfarçado de consultoria.
O almirante e sua filha tinham R$ 58 milhões em contas na Suíça.
Othon não foi inocentado, tendo sua pena reduzida na 2ª Instância, a qual foi devidamente cumprida.
O áudio não foi captado ilegalmente, dado que o o grampo era no telefone do investigado Lula e não da Dilma. A divulgação é questionável, mas não é crime, tanto que não houve denúncia contra o Moro, muito menos condenação criminal.
Não foi a primeira busca e apreensão em Varas da Justiça. É algo que, infelizmente, acontece, principalmente por desvio de valores depositados em contas judiciais cometidos por juízes e servidores.
Por fim, o juiz Appio, que denunciou as supostas irregularidades do Moro, além de ser claramente lulista e, portanto, parcial, recentemente furtou espumantes em supermercado, mesmo recebendo um salário altíssimo, o que diz muito sobre seu caráter e seu senso de justiça.
Fun fact: a TSMC começou assim. Dentro de uma universidade de Taiwan depois que diversos alunos estudaram nos EUA e trabalharam na Intel.
Todos os avanços na abandonada ciência nacional merecem aplausos, tanto pelos feitos,como pela resistência ao desprezo que sofrem
Oĺa Nativo
Um dos problemas da pesquisa no Brasil são os recursos limitados. Existe um certo valor mínimo para se conseguir fazer ciẽncia. A rede de pesquisadores e de pós-graduaçaõ no Brasil cresceu bastante. Assim, tem sido difícil conseguir projeos que pssoam financiar pesquisas mais ousadas e mais caras.
Para ter uma ideia, o orçamento da FAPESP em 2025 foi R$ 2,5 bilhões e o CNPq cerca de R$ bilhões. Quando a gente divide estes valores pelo numero de pesquisadores, em média a FAPESP finacia proejto de R$ 600 mil por 3 anos e o CNPq menos de R$ 100 mil. (preciso atualizar estes números, mas são mais ou menos isso)
Outra grande dificuldade e trazer o setor industrial para colaborar na pesquisa. A Embrapii banca 1/3 do projeto, as universidades outro 1/3 e caberia ás indusrias colocar 1/3 do projeto, isso considerando que elas poderão abater este valor no imposto de renda.. mas é bem difícil que as empresas aceitem contribuir.
A universidae é lugar de formação de pessoal e de conhecimento. Ela não tem capacidade de produzir bens.. isso é para o setor privado. Estamos negociando uma patente para a produção de um produto odontológico com uma empresa nacinall. O maior desafio nem foi a pesqusa nem será a produçao, mas a distribuição domunada pelas grandes empresas do setor.
“ A rede de pesquisadores e de pós-graduaçaõ no Brasil cresceu bastante”.. Sim varios artigos que ajudam no desenvolvimento do Brasil… para né moço!! todo dia aqui nas postagens passando pano pra governo. Graduação no Brasil nunca perdeu tanto valor quanto hj.
Ok….
A primeira pessoa que recebeu um doutorado no Brasil foi o Prof Simão Mathias em 1942 na área de química. Contudo, foi só depois da II Guerra que o govenro federal instituiu a CAPES para orgranizar a formaçao de recursos humanos pelo Prof. Anísio Teixeira e o CNPq por iniciaiva do Alm. Alvaro Alberto para coordeanr os projetos de pesquisa, ambos em 1951.
A primeira vez que o Brasil ultrapassou a marca de 100 doutores titulados ocorreu em 1971 e a marca de 1000 doutores por ano foi atingida em 1990.
Antes da pandemia, o Brasil titulada cerca de 24 mil doutores por ano. Para ter uma comparação, o Japão forma 15 mil doutores por ano. Ocorreu uma oscilação durante a pandemia, com alguma evasão e outros adiamentos. Felizmente, anos passado o Brasil atingiu a marca pré-pandemia. Foram um pouco mais de 24 mil teses defendidas e 90 mil dissertaçoes de mestado em 2025.
A China está formando 100 mil doutores por ano e 900 mil mestres. Acho que um dos desafios será aumentar o número de mestres em todas as áreas, sejam as tecnoíogicas, saúde e até educação. Na década de 1990, o governo de SP fez um enorme esforço para que todos os professore da rede pública tivessem graduação. Talvez seja momento de um novo salto.
No Brasii, 2/3 dos doutores estão no setor privado. No setor público metade ocupa as posições de magistéio superior e a outra metade ocupa cargos especializados, que incluem especiliastas na PF, do Banco Central, na parte administratica e outros setores, como na Embrrapa.
Um das principaois áres de formação de doutoes é na saúde, o que inclui medicina, fisioterapia, enfermagem, terapia ocupaciona, psicologia.. etc.
Então, perceba que a pós-graduação também é um exemplo de uma poíitca de Estado que ja tem mais de 80 anos, certaemtne uma das masis bem sucedidas.
Segundo o CNPq, o Brasil tem cerca de 200 mil pesquisadores ativios hoje, ou algo como 1000 cientístas para cada milhão de habitantes. O Japao tem cerca de 5,5 mil cientistas por milhão de habitantes e a China tem aproximadamente 1,5 mil cientistas por milhão. Então, a despeito do sucesso da política de formação de doutores, comparativamente há um espaço para aumentar substancialmente o número de pesquisadores.
Ai retomamos o ponto inciial do meu comentário. É preciso ampliar os recursos de pesquisa para que estes pesquisadores possam recursos suficienes para pesquisas de maior ousadia e impacto. Pesquisa é cara. Uma Tese de doutorado cusa, me média, US$ 150 mil e uma dissertaçao de mestrado cerca de US$ 50 mil, o que inclu insumos, a bolsa de estudos, a disponiblidadede de infraetrutura dos programas de pós-graduação. Curiosamente, o salário do professor não entra na conta porque não existe adicional para orientação na pós-graduação, ainda que esta idea seria ótima.
Camargoer, acredito que a crítica do Alem diz respeito à grande quantidade de pesquisadores que geram teses de duvidosa qualidade e/ou importância, sobretudo nas áreas humanas e de ciências sociais aplicadas. Basta dar uma pesquisada no Google para verificar e rir um pouquinho das inutilidades. O que o Brasil precisa é de pesquisadores e pós-graduações focadas em STEM (science, technology, engeneering and mathematics). Estes são os que impulsionam o país e nos faltam.
Olá
Afirmei que a rede de pesquisdores e e da pós-graduação no Brasil cresceu bastante, o que criou um grande problema para o financiamento das pesquisas, porque quanto mais ousadas a pesquisa mais cara ela se torna.
Inclusive fiz um crítica direta ás agẽncia de fomento, pois os atuais valores de projetos aprovados por elas é insuficiente para grandes saltos de conhecimento.
A crtícia vinda do Além nada tem a ver com meu comentário…
sobre os artigos. Todas pesquisa desenvolvida com recursos públicos devem ser tornada pública. È uma quesão ética. Serua diferene se fosse uma pesquisa financiada por uma empresa privada. Ao contrário dos livros, que contém o conhecimento consolidade, os artigos são fragmentos do conheciento de fronteira. Servem para montar um mosaico de conhecimento que resultará na consolidação de um conhecimento.
As publicações passam por análise por pares e peda decisão do editor. Se um artigo foi publicado, significa que passou por uma pré-avaliação.
Temas que tem potencial comercial são tratados como patentes. E um erro supor que um artigo tenha uma descrição comercial de uma invenção assim como é um erro supor que uma patente irá tratar de temas de ciência básica.
O maior erro de todos é supor que seja possível fazer um juíze de valor sobre o conteúdo de uma tese. O método científico parte de uma observação que gera uma hipótese que precisa ser avaliaa e ajustada em função dos resultado obtidos. Quanso se faz uma proporta de pesquisa inédita, é razoável supor que o resultado final será diferente daquele esperado (caso contrário, não há razão para fazer a pesquisa). A conclusão de uma Tese está além da utilidade porque é há um enorme grau de incerteza.
Vou contar um história simples e real. Uma colega fez um doutorado na Esalq sobre nutrientes de alface crespa de um determinato tipo. Quando ela terminou, foi contratada por uma empresa de eucaliptos porque ninugém faz doutorado sobre nutrientes de eucaliptos.. uma árvore democar 4~8 anos para crescer. Alface tem um ciclo de 3~4 meses, o que permite repetir experimentos. Depois de alguns anos, ela passou em um concurso na Embrapa e foi para Manaus trabalhar na adaptação do tomate para a região do equador, porque nem ele nem alface crescem nestas regieos quentes e úmidas. O alface vendido em Manaus é produzido em Campinas.
Agora é preciso fazer uma distinção entre as ciẽncias (exatas) como física e quimica, que tratam de sistemas que possuem suas próprias leis, das áreas de conhecimento como economia, sociologoa, antropologia, cujas relações de causa-efeito tem forte influencia cultural.
Esta crítica sobre a inutilidade risiveis das pesquisas, uma desqualificação quase sempre focada na áreas de conhecimento das humanas, eu só posso emitiar uma opinião sobre um exemplo concreto e depois de ler o texto Há bastante tempo adquiri o hábito de ler pelo menos um tese ou dissertação de outras áreas ao mês. Isso há quase 15 anos.. devo ter lido algo em torno de uns 100 trabalhos… é um nada. Considerando as bancas que já participei em química, devem ser 300.. quero dizer com isso que para mim é fácil discutir as qualidades e problemas de teses e dissertações em químca de materiais, mas ainda falta experiẽncia para ser capaz de dizer o que é bom e o que é ruim na área de humanas.
Sugiro vocẽ acompanhar a revista Pesquisa FAPESP, que é dispoível online. Ela publica matérias em todas as áreas financiadas pela Fapesp, inclusive humasnas e artes.. é muito boa
“O maior erro de todos é supor que seja possível fazer um juízo de valor sobre o conteúdo de uma tese.”
Acredito que é possível sim, é só observar quantas vezes ela (ou o artigo gerado por ela) é citada. Muitos artigos produzidos na área de humanas não são citados, com isso dá para estimar que não tem relevância dentro da área ou ninguém leu.
Temos que mudar a métrica da Capes e medir a produção científica no país, não por volume publicado, mas sim por qualidade (medido pelo número de citações).
Olá amigo Indefinido
Geralmente, as teses são publicadas como artigos durante a pasquisa, até porque isso serve como guia ou uma auditoria externa sobre o trabalho. È muito difícil citarem Teses ou Disertações.
Então, o número de citaçẽos é meio apropriado de verificar o impacto de um artigo ou um livro, mas é inadequado para verificar o impacto de uma Tese ou de um Dissertação
Agora há um outro assunto mais complicado que é diferenciar o impacto científico de um estudo de seu impacto social. Existem artigos que se bastante lidos e difundidos mas pouco citados. Vou dar um exemplo bastante palpável sobre os artigos de ensino de química publicados no Journal of Chemical Education, que é a mais importante revista de educação em química. Praticamente todo mundo usa os artigos publicado nela em aulas práticas e experimentais, mas são pouco citados.
Qualquer publicaçao no JCE é de enorme prestígio mas o número de citações será pequeno, eventualmente em um outro artigo de ensino de química.
Já estamos em um movimento de transição dentro da CAPES. A partir de deste ano, o número de artigos ou número de citações perdeu importância (ainda que continue sendo um dos parâmetros). Agora, os programas de pós-graduação devem elencar suas metas mensuráveis, incluindo número de titulados e impacto social local e nacional, entre outras coisas.
Por exemplo, um PG na área de educaçao especial pode focar seu trabalho na transferẽncia de conhecimento e experiência do PG diretaente para escolas que possuem alunos com características especiais. Ou sobre o impacto de um programa em gerontologia nas condições de uma cidade ou região. Um programa de quimica pode colocar sua meta na questão das startups de alta tecnologia ou da elaboração de patentes.
O numero de citações já é uma métrica antiga, assim como o índice h dos pesquisadores ou mesmo o índice h do programa (aliás, o índice h é mais aproproado que o número de citações). Outra métrica poderá ser a empregabildiade dos formandos. Claro que os programas na área de artes e humanas sempre terão problemas. Qual a métrica para um programa de pós-graduação em musica? Ou qual a métrica de um programa de pós-graduação em literatura? Outra dificuldade é comparar programas em diferentes regiões. Uma coisa é um programa de pós-graduação em SP outro é no interior de GO onde a prestação de serviços para o agronegócio é mais importante que a pesquisa em semicondutores.
Já teve a oportunidade de ler algum trabalho custeado com recursos publicos em que se investigava a correlaçao entre os diversos tipos de grafites em banheiros publicos e a assertividade das politicas de promoçao da igualdade de genero?
Não li ainda.
Vocẽ tem o link? Agora quero ler.
Se tiver ao menos o título da tese já fica fácil.
Por outro lado, eu vi um documentário sobre a cidade de Herculano, nos pós do Vesúvio, onde os arqueólogos estão estudnado os grafites nos banheiros públicos e nos prostibulos da cidade. O nome deste tipo de pesqiusa é “latrinália”.
Vou fazer um comentário sobre este trabalho mas deixando claro que eu preciso ler antes de fazer um juizo de mérito
Os banheiros públicos são um espaço de manifestação sobre assuntos tabus ou que de grupos ou pessoas que se sentem reprimidos, isso em banheiros femininos ou masculinos. Lembro dos desenhos e críticas a alguns profesores durante o ensino médio na escola técnica que eu cursei. Lembro até de comentários nos banheiros das empresas que trabalhei como técnico antes de ingressar na universidade e depois, quando fui trabalhar como pesquisador. Uma vez encontrei um “grafite” fazendo piada comigo .. pena que eu não tinha celular com câmera na época
Banheiros de lugares publicos como biblotecas, estações de trem ou metro, rodoviárias e até aeroportos acabam sendo espaços de manifestação. Lembro disso no Japão também, mas eu tinha dificuldade de entender as piadas e as gírias.
Como a questão da política de gẽnero é um assunto muito polêmico (existem outros), um dos locais nos quais é possível mensurar um tipo de manifestação que dificilmente viria á tona por meios tradicionais é pela análise dos grafites em banheiros públicos. Aliás, esta técnica é usada para avaliar questões de repressão que vão mudando conforme a sociedade vai mudando os seus valores e hábitos.
Eu gostaria de ver uma pesquisa destas dentro dos banheiros dos quarteis das forças armadas ou até das PM, por exemplo, mas para isso seria necessário que houvesse um acordo com a administração para que os grafites fossem mantidos, por exemplo, por tempo suficiente para que fossem documentados.
Lembro de uma pesquisa do pessoal da Unicamp, eu acho, que estava preocupado com questões de racismo e das manisfestaçẽos de superioridae ariana e símbolos nazistas em banheiros de universidades. É o tipo de coisa que ninguém saia dizendo “Sou racista, sou neonazista” mas as inscrições nos banheiros foram um dos primeiros sinais do crescimento da extrema direita no Brasil.
Encontrei uma dissertação de 2017 “Grafitos de banheiro: uma leitura sobre as representações de sexualidade, amor e gênero na contemporaneidade” na qual a autora compara os grafites de banheiros la na Bahia com os de Pompéia, veja vocẽ. Vou aproveitar este restinjo de férias e o carnalval para ler esta dissertação. Se vocẽ tiver o outro link, vou tentar ler os dois estudos.
A questão é não existir um regime fiscal que apoie as empresas de alta tecnologia. É isso que existe em países que estão a frente em inovação.
Então…
Tudo depende do tamanho da empresa e da sua experiência
Qualquer pessoa pode estabelecer uma startup de alta tecnologia e pedir apoio a fundo perdido, seja da FAPESP ou de agẽncias federais. Estas empresas podem propor tanto uma tecnologia nova quando um desenvolvimento incremental.
A FAPESP tem uma linha chamda PIPE que ocorre em dias fases. 1) avaliação do conceito. 2) desenvolvimento do produto.
O produto pode ser algo físico, como um produto veterinário ou um serviço por aplicativo. Quando estas empresas têm o apoio de 1) uma incubadora, 2) uma universidade 3) uma empresa maior 4) um investidor, há maior chance de sucesso que aquela pessoa que tenta fazer o trabalho no fundo de sua casa, ainda que seja possível.
A FAPESP também financia grandes empresas.
Umas dos programa mais ousados de apoio é a Embrapii. Para empreas pequenas, médias e grandes, há uma divisão de 1/3/ 1/3 e 1/3, sendo preciso envolver uma universidade que irá disponiblizar a infraesrtutura de pesqiusa.
Para microempresas, o Senai também entra com recursos, restando ao microempresário uma contrapartidade de 10% do valor do projeto.
Tanto a FAPESP quanto a Embrapii recomendam a proetção por patente antes do lançameno do produto.
As empresas também podem fazer uso da Lei do Bem. Tudo o que ela gastou com pesquisa ao longo do ano, exceto bens de capital, pode ser abatido do lucro da empresa. Uma vez por ano nos juntamos em Braliia para fazer a avaliação da prestação de contas. Tem empresa que conseguem abatimentos de dezendas de milireas de reais e outras de milhões.
Ainda.. há um programa da CAPES chamado Mesrtado Profissional, no qual a empresa autoriza um funcionário a cursar um mestrado cujo tema deve ser da empresa e resolvido internamente, isso em qualquer tema. Os mestrados profissionais de maior sucesso no Brasil na área tecnológica são em Química, envolvendo questões ambientas, aproveitamento de resíduos e até substituiçaõ de materia prima mais cara por outras fontes mais baratas ou renováveis
e tm os editais do BNDES, BRICS, CNPq e CAPES e outros tantas agencias que são lançados regularmente em temáticas específcas, incluindo recursos para o SUS e outras áreas.
por fim, tem os projetos de extensão que as emrpesas podem fazer diretamente com as universiddes e institutos de pesquisa para aproveita a infraestrutura, como plantas pilitos, sistemas de fermentação, laboratŕios de biotecnologia, caracterização de matriais em nível molecular…
Esse regime fiscal existe, aliás se tu olhar meu comentário acima, tu vai ver que no Brasil o que mais tem são incentivos pro empresário brasileiro ser inovador. O que falta no Brasil não é mais incentivos, é o bom e velho capitalismo, em que tu tem concorrência e destruição criadora.
Concordo.
Inclusive fiz uma longa descrição das ferramentas de incentivo ao desenvolvimento tecnológico pelas empresas.
Camarada, a ciência brasileira passa muito longe de ser abandonada.
Existe esse esteriótipo de que o Brasil não faz ciência, o que acontece com o Brasil é um fenômeno muito clássico na verdade em países de economia fechada. O Brasil tem um aparato de pesquisa muito robusto, maior que o espanhol, holandês e quase do mesmo tamanho do italiano.
O Brasil faz pesquisa de ponta. Mas ai entra o maior problema que muita gente não entende. Um fato estilizado da economia brasileira ( evidência empírica conclusiva) é que o empresário brasileiro basicamente não adota tecnologias. Ele é basicamente ultra conservador em termos de P&D. Aí muita gente pode vir aqui dizer as velhas groselhas de sempre “ain custo Brasil”, mas a verdade passa muito longe disso.
Principalmente quando você olha os dados e descobre que na vdd o empresário pequeno e médio brasileiro é mais tomador de risco com tecnologias disruptivas do que o grande empresário. Isso tudo se deve por um motivo muito simples, a economia brasileira é extremamente fechada, temos um dos menores coeficientes de balança comercial / pib das grandes economias do mundo.
Sem necessidade de concorrência, não existe necessidade de você ser inovador. Logo, toda a pesquisa que a universidade brasileira faz sofre de um problema lá na ponta, ela não é adotada pelos agentes econômicos. Por isso, temos que tomar muito cuidado com esse discurso fácil que existe de que o empresário brasileiro é um coitadinho. Na vdd, uma economia fechada como a brasileira é simplesmente comandada por vários setores econômicos que gozam de enormes privilégios, pois esse é o tipo de coisa que só existe se tu tem muita capacidade de lobby no governo.
“estimada, projeto, previstas, deverá…”
Daqui 5 anos veremos aonde está ou pra onde foi.
Se algum lugar pode realmente fazer o que diz no papel, é a USP com o financiamento da FAPESP por traz do plano. Capacidade a primeira tem, Rigor em cobrar os resultados pretensos a segunda tem de sobra. Mas concordo que temos que ver como se desenvolve isso nos próximos 2 anos.
Acho que o importante neste caso é o Senai que vai fazer o link com a indústria, caso contrário só vai gerar paper e não nota fiscal.
Olá Esteves.
Após mais de 30 anos em P&D, inclusive trabalhando com o setor privado, todo projeto tem um nível de incerteza orçamentária, cronograma e até resultados. Geralmente, todas estimativa avaba sendo muito otimista em relação aos resultados reais.
Quanto mais ousado, maior é a incerteza.
Eu me preocupo menos com os resultados a longo prazo e mais com o apoio nas etapas iniciais.
Eventualmente, sou questionado sobre o detalhamento das metodologias e dos resultados esperados dos projetos a um nível que se eu soubesse responder, não precisria fazer a pesquisa.
Se não existe metodologia ou resultado esperado a ser validado, é amadorismo, sem necessidade de ser apoiado.
Então…
O método científico é uma das mais fortes ferramentas já inventadas. Em cerca de 500 anos de sua invenção, deixamos as carroaças para chegar á Lua.
o método científico é simples e belo.
Primeiro é preciso observar… e depois formular uma hipótese a partir do conhecimento disponível… em seguida, planejar um experimento para testar a hipótese.
Este planejamento é a parte mais difícíl. È possível fazer um experimento para confirmar a hipótese ou para derrubar a hipótese. Também é preciso elaborar uma hipótese nula para os casos nos quais as variáveis escolhidas não afetam o resultado.
Em seguinda, executar o experimento… neste caso, é improvável que se saiba de antemão quais as condiçoes expeirmentais adequadas, se o apararto experimental está funcionando e se os resultado obtidos possuem algum sentido físico ou são apenas ruidos. Esta etapa é a que demanda mais esforço e mais recursos.
Geralmente, esta etapa é descrita como metodologia e é impossível descervre-la com detalhes. Ora, se alguém sabe o resultado de um experimento, então não há mais necessidade de executa-lo.
Após um longo período de ajustes e uma curva de aprendizado, com a certeza que os resultados são reprodutíveis e as variáveis controladas, é o momento de testar a hipótese e controntar os resultados experimentais com o que se esperava obter caso a hipótese fosse verdadeira. Isso significa mais informação sobre o sistema e a chance de reformular a hipótese, o que demanda novos experimentos e observações
O que existe fora do método cientíico é tentativa e erro. Contudo, volto ao ponto central. Uma pesquisa ousada e de alto nível significa investigar problemas complexos que demandam recursos e tempo. Quanto mais complexo o problema, maior o risco da pesquisa.
Posso afirmar que não existe pesquisa errada ou resultado desperdiçado. A pesquisa sobre um assunto levanta perguntas sobre outros, demanda o desenvolvimento de tecnologia (no sentido da técnica de fazer alguma coisa) para resolvre um problema e até a necessidade de dar um passo para trás para estudar um assunto que parecia conhecido mas que se mostra um novo desafio quando tratado com novas tecnicas e abordagens.
Esta questão entre qual detalhada é uma proposa de pesquisa e quanto de incerteza está inserida na pesquisa é um equilíbrio que a gente aprende com a experiência… o Insight é algo que leva 3, 4 ou até 10 anoa para acontecer.
Como entusiasta da independência nacional,torço para que vá pra frente.Mas como não temos projeto de estado nem elite realmente independentista,temo que seja mais uma boa idéia que acaba ficando pra trás…
Então… vou repetir um comentário sobre esta questão de “projeto de estado” ou “políticas de estado”, assumindo que vocẽ tenha usado a expresão “projeto” como sinônimo de “política”.
Há um outro sentido para a expressão “projeto de estado”. No caso brasileiro, a CF88 definiu este projeto como um Estado Democrático de Direito e como tal é um projeto em construção. Por definição, uma democracia liberal é um regime instável e baseado na disputa de ideias mediada por regras.
No outro sentido, usando “projeto” e “politicas” como sinônimo, o SUS é uma das mais bem sucedidas iniciativas de “política de estado” na história brasileira e talvez esteja entre as 100 mais importantes em toda a história humana. O SUS foi implementado na CF88. È um sistema que tem 1) garantia constitucional de financiamento 2) é o maior sistema de saúde público do mundo, atendendo 200 milhoes de pessoas, 3) é institucionalmente estruturado, envolvendo os trẽs níveis de governo e o setor privado de saúde, Ele foi implementado com a CF88 e desde então, governo após governo, vem sendo melhorado e ajustado. O SUS é uma “polítia de estado” por excelência.
O sistema de educação brasileiora também é uma política de estado o qual foi definido a partir da CF88. È preciso lembrar que em 1950 o Brasil tinha 50% de analfabetos e em 1988 era de assustadores 18%. Foi preciso 15 anos desde a promulgação da CF88 para que o número de vafas oferecidas no ensino básico (fundamental e médio) fosse suficiente para todas as pessoas em idade escolar. A grande inovação foi a criação dos fundos de educalçao, O primeiro fundo foi uma iniciativa do Senador ACM no periodo FHC. Foi ele quem articulou a aprovação do FUNDEF que reunia os recursos para a educação e depois disribuia para os municipio e estados proporcioal ao número de estudantes matriculados.
Suponho que os mais jovens não tenham ideia sobre quem foi ACM e o que ele fez. Seu filho Luiz Eduardo estava sendo preparado para suceder FHC, mas infelizmente faleceu após um infarto (fumava o tempo todo). O Neto de ACM sumiu. De vez em quando eu fico pensando nos político de direita.. ACM, Luiz Eduardo, Marco Maciel.. alguns deles apoiaram e tiveram papel destacado no regime militar… dai vejo quem são as lideranças da direita hoje…. que tristeza
Voltando, o FUNDEF focava apenas nos ensino fundamental, do primeiro ao nono ano. Ele foi substituido pelo FUNDEB, acho que 2007, para incluir o ensino médio. Agora este fundo é permanente. É um outro exemplo de como se constrói uma política de estado sólida. É preciso incluir o programa do Livro Didático como poítica de estado na Educação.
São dois exemplos de sucesso, ainda que falta fazer muita coisa. Se por um lado o SUS atende 200 mihões de pessoa, o FUNDEB atende 26 milhões de crianças e jovens no ensino fundamental.
A educaçao tem dois grandes desafios hoje. O primeiro é resolver a evasão no ensino médio. È um problema grave. O segundo é ampliar a oferta de vagas no ensino infantil. Aqui em S.Carlos, por exmeplo, sao cercade 15 mil crianas entre 0~5 anos para apenas 8 mi vagas em creches e escolas infantis.
Dos fracassos, como certeza a segudança pública é o maior de todos. Neste caso o prblema é uma poítica de segunda pública que fracassou. Pode-se discutir o que poderia mudar.. aumentar o puntivismo, reduzir as penas, aumentar o salários dos policiais, acabar com a PM, extinguir as policias estaduaia e promover as guardas civis municipais para policias, criar uma agẽncia federal para coordenar as policias civis.. a unica coisa equivocada é susentar que o atual modelo funciona
Camargoer,eu usei a expressão “projeto de Estado” muito mais como uma metáfora de um ambiente estruturado,com toda sociedade tendo consciência do seu papel na promoção do crescimento e florescimento da nação do que um projeto político em si levado a cabo pela força política dominante do momento,independentemente da sua orientação ideológica, mesmo que circunstancial,já que alguns,ou muitos mudam seus corações e mentes de acordo com quem está no poder.Veja que o Brasil é a última grande fronteira mundial a ser desbravada,uma população enorme,recursos naturais abundantes,quando adolescente eu imaginava se a próxima grande revolução tecnológica mundial seria deslanchada aqui,nos trópicos,tamanha são as possibilidades e recursos disponíveis para tal.Mas a idade passa,começo a ver nossa sociedade com outros olhos e percebo triste mas resignado,que o que sempre acreditei não passava de uma utopia…
Olá Pedro,
Entendi.
Acho que o SUS é algo que se encaixa perfeitamente no que vocẽ comentou. Independente da visão ideológica, jamais vi alguém propor o seu desmonte.
Há algo tempo (talvez um ou dois anos), uma criança teve morte cerebral aqui em S.Carlos (creio que em um piscina ou algo assim). Os país, apesar da tristeza, autorizaram a doação dos órgãos. Lembro que foi montada uma operação envolvendo a FAB, a PM, Samu e diversas equipes médicas. Foram realizado diversos transplantes smultâneos em diferentes cidades.
Não li ou ouvi qualquer queixa sobre o transtorno no trânsito causada por toda aquela movimentação. Pelo contrário, as pessoas ficaram comovidas e no outro dia, a discussão era sobre a importãncia de um sistema de transplantes gratuito e democrático.
A ideia de um Estado Democrático de Direito também é um projeto de país. Acho que a maioria das pessoas condenaram os ataquem aos prédios do trẽs poderes. Suponho que vocẽ também acompanhou pela tv os acontecimentos. eu fiquei horrozido. Troquei mensagens com colegas e amigos. Todos estavam assustados mas estavam dispostos a reagir caso ocorresse uma onda de ataques em outras cidades. Curiosamente, os eventos ficaram restritos á Brasilia porque praticamente todo mundo, indeoendente da visão ideológica, condenou
O estranho veio depois, quando tanta gente passou a pedir anistia para aqueles criminosos. Contudo, a ideia de um Democracia ainda não está consolidada no Brasil. Eu esperava que todos, independente da visao ideológica, estivessem do lado democrático.
Nossa herança escravocrata ainda é pesada e continuar afetando o desenho social. Darci Ribeiro via o Brasil como a grande democracia mestiça que viria a ser exemplo para o mundo. Eu acho que ele ainda tem razão.
Esta democracia tropical depende da redução da desigualdade social. Hoje, 50% da população tem menos de 5% da riquiza do país e aquele 1% mais rico fica com 30%. Este é o maior desafio para constuirmos uma democracia tropical.
Vocês precisam atualizar o livrinho de clichês de vocês, sem querer ser chato. Esse papo de projeto nacional só existe em ditaduras. Não faz o menor sentido usar essa terminologia para se referir a uma democracia liberal, em que centenas de milhares de grupos de interesse estão atuando ao mesmo tempo buscando definir seus interesses.
A transitividade das preferências já falha quando tu tem 3 decisões políticas, essa é justamente a descoberta do paradoxo de Condorcet imagina quando tu tem centenas de milhares. Só existe “projeto nacional” quando você elimina a instância da política, e passa a ter apenas um agente fazendo as escolhas, o famoso ditador.
O mal de vocês é que vocês acham que tudo depende de ter um kra fodão lá falando o que vai fazer, ou que no final todos os problemas são resolvidos rapidinho no grito. É isso que gera os tiozões do pavê na política brasileira, que são completamente inoperantes politicamente e não conseguem pavimentar uma rua.
Oi,
A ideia de construir um Estado Democrático de Direito também é um projeto de pais. Acho razoável e pertinente pensar assim, até porque é um esforço coletivo permanente ameaçado.
Nestes recentes anos, a extrema direita vem atacando as bases de nossa democracia com o objetito de implemtanr um projeto de país bem distante do que seria uma democracia.
O curioso mesmo é que a democracia liberal nem sempre é o projeto político de preferẽncia das elites privilegiadas. É comum que as eliter privllegiadas passem a considerar viável a implantação de ditaduras quando a democracia começa a se mover para restringir os privilégios desta elite e a promover ações de redução da desigualdade social.
Eu ainda queria saber onde o país errou ao aceitar o crescomento destes grupos de extrema-direita.
Com todo respeito, é uma baita ingenuidade achar que o Brasil é um Estado Democrático de Direito, ou que está minimamente encaminhado nesse sentido.
Isso pode estar escrito na Lei Maior, mas o direito opera no plano deontológico, não no plano da realidade concreta. Analisando o fenômeno social, e, em especial, o fenômeno econômico e a forma como o Brasil se insere na divisão internacional do trabalho, e analisando ainda nossa formação histórica, fica evidente que somos um país subalterno cuja função se restringe à exportação de commodities. É a este fim que o Estado brasileiro se presta.
Um Estado que se destina a atender o interesse de elites, internas ou externas, não pode em hipótese alguma ser chamado de Democrático (pois a grande massa não tem, em verdade, qualquer inferência séria na atividade legiferante ou governativa), e nem muito menos de Direito (pois instituições e diplomas legais são flexibilizados ao sabor das conveniências políticas da ocasião).
O projeto de Brasil da Constituição é, na melhor das hipóteses, desconexo da realidade fática e, na pior das hipóteses, mero engodo para acalmar as massas enquanto o sistema econômico espoliatório procede sem qualquer óbice.
Em nenhum momento sequer citei a possibilidade do país “deslanchar” ou dar algum tipo de salto notável exigindo pra isso um k ra fodão,nas suas palavras,falei da sociedade como um todo ter a percepção das suas capacidades e tudo ser coordenado para a médio e longo prazo começar a produzir transformações,não precisando aparecer alguma espécie de caudilho tupiniquim tipo Maduro ou Fidel,acreditando que o país só terá um futuro grandioso se seguir cegamente seus mandos e desmandos…
É preciso ler nas entrelinhas para entender o que está ocorrendo. A industria automobilística instalada aqui, passou um suador danado, ano passado, com ameaças reais de paralização das linhas de produção, tal a dependência de chips importados, embarcados nos carros produzidos hoje A causa foi uma represália da China, ligado direta ou indiretamente ao tarifaço trumpista. Alckimin foi chamado às pressas pela Fiesp para intervir junto aos chineses e aliviar para o pessoal da anfavea. Efetivamente, a China acabou cedendo, e aliviou, mas ficou claro que comércio internacional de chips virou arma de guerra comercial, inclusive resvalando pra terceiros paises, e não se sabe qual a próxima crise. Óbvio que o programa Pocket Fab já existia, mas era algo basicamente conceitual. Agora se tornou mais um componente das ações estratégicas de defesa e soberania, como outros programas típicos da defesa.( por isto foi noticiado aqui). Saiu do papel, porque como já ressaltei em outros comentários, a chave geopolítica virou, e não há mais certeza alguma sobre comércio, alianças estratégicas, e relações diplomáticas baseadas em regras e leis internacionais.
Segundo um historiador norte americano, o que ocorre hoje, já se passou na história , quando um grande império entra em declínio. Sua queda não é imediata, mas sua agonia lenta, induz um período de instabilidades, desarranjos geopolíticos e perigos existenciais. Ele estima que o fenômeno atual durará entre 10 a 20 anos, até que os EUA, deixem de ser o que são hoje, como ocorreu no passado com o Império inglês e o Império austro húngaro.
algo que o Brasil poderia procurar é tentar vender nossos produtos a países menos capacitados, mesmo que não seja tão grande mas que tenhamos a capacidade de aumentar em muito a produção para exportação caso haja algo no mercado internacional que diminuía a quantidade disponível e claro fazer parcerias tecnológicas com outros países que não sejam desenvolvidos, assim passaríamos uma imagem boa a esses e ganharíamos influencia e dinheiro, tendo altas chances de aumentarmos nossas exportações
A estratégia do Brasil é ser um hub dos polos opositores. Basicamente é uma estratégia de near shoring baseado em geopolítica na veia. O Brasil goza de uma vantagem comparativa sem paralelos. Ele é um país que tem uma institucionalidade mais ou menos ok, diferente de outros emergentes igual a Índia que teve sua democracia totalmente erodida pelo movimento hindustânes do Modi.
Além disso outros emergentes apresentam os mesmos riscos institucionais, Turquia com Erdogan, Indonésia é basicamente muito sujeita às tarifas americanas, além de ter um problema político muito grave. E o México não pode ter uma perna no barco chinês igual o Brasil pq não tem autonomia, inclusive acaba de anunciar tarifas de 50% na China e no Brasil.
Só sobra o Brasil nesse contexto. E ao contrário do que muita gente pensa, hoje na cabeça de investidor o Brasil é um paraíso de estabilidade política. Eu falo com investidor de fora do Brasil todos os dias quase, todo mundo acha que o Brasil é a bola da vez. A única coisa que pode dar errado é se a gente enfiar o pé na jaca denovo e perder mais uma oportunidade. Os riscos estão ai, já começou a putaria de tentar transformar esse caso Master em mais uma lava jato que desorganizará completamente a política por 10 anos.
Uma conquista brilhante.