EUA aprovam possível venda de US$ 90 milhões em serviços logísticos para sistemas de inspeção veicular do Iraque

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VACIS XPL Passenger Vehicle Scanning Systems

Washington, 5 de fevereiro de 2026 — O U.S. Department of State aprovou uma possível Venda Militar Estrangeira (FMS) ao Iraque para a prorrogação de serviços logísticos contratados destinados aos sistemas de inspeção veicular VACIS XPL, utilizados pelo Ministério do Interior iraquiano. A Defense Security Cooperation Agency (DSCA) notificou o Congresso dos EUA sobre a proposta, cujo valor estimado é de US$ 90 milhões.

O pedido prevê a extensão, por dois anos, dos Contracted Logistical Services (CLS), incluindo central de atendimento 24/7, manutenção corretiva e preventiva, fornecimento de peças de reposição, atualizações de software, monitoramento remoto, além de apoio técnico, de engenharia e logístico prestado pelo governo dos Estados Unidos e por contratantes. O pacote abrange ainda outros elementos de suporte ao programa.

Segundo Washington, a venda proposta apoia os objetivos de política externa e de segurança nacional dos EUA ao fortalecer a segurança de um parceiro considerado relevante para a estabilidade política e o progresso econômico no Oriente Médio. A continuidade do CLS permitirá às forças de fronteira do Iraque detectar a entrada de armas, agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares (CBRN), narcóticos e outras formas de contrabando em pontos de controle e em fronteiras.

As autoridades norte-americanas avaliam que o Iraque não terá dificuldades em absorver os serviços e capacidades previstos e ressaltam que a operação não altera o equilíbrio militar básico da região. O principal contratante do programa será a Leidos, com sede em Reston, Virgínia. No momento, não há acordos de compensação (offset) associados à proposta; eventuais entendimentos serão definidos em negociações diretas entre o comprador e o contratante.

A implementação do acordo não exigirá o envio adicional de pessoal do governo dos EUA ou de contratados ao Iraque, e não haverá impacto adverso na prontidão das forças armadas norte-americanas, segundo a DSCA.■


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