Exército dos EUA concede contrato de US$ 473 milhões à BAE Systems para produção do obuseiro Paladin

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Paladin

O Exército dos Estados Unidos concedeu um contrato no valor de US$ 473 milhões à BAE Systems para a produção de 40 conjuntos adicionais do obuseiro autopropulsado M109A7 Paladin, reforçando as capacidades de artilharia do país e garantindo a continuidade da base industrial de defesa, informou a fabricante em 21 de janeiro.

A adjudicação — emitida pelo Army Contracting Command Detroit em setembro do ano passado — representa o primeiro pedido dentro de um novo acordo-quadro com duração de cinco anos, destinado a manter e ampliar a produção do sistema de artilharia de 155 mm modernizado. Cada conjunto inclui um obuseiro M109A7 Paladin e o veículo de apoio M992A3 Carrier Ammunition Tracked, responsável pelo reabastecimento de munição às unidades de artilharia em operação.

De acordo com a BAE Systems, o contrato também abrange pacotes de suporte técnico, trabalhos de recapacitação pós-produção e serviços de conformidade em soldagem, o que indica um foco na sustentação de longo prazo e na prontidão operacional como parte do esforço mais amplo de modernização da artilharia do Exército.

Dan Furber, diretor de programas de artilharia e apoio ao combate da divisão Combat Mission Systems da BAE Systems, afirmou que o M109A7 Paladin “fornece o poder de fogo e a vantagem operacional de que os soldados precisam no campo de batalha moderno”, destacando a relevância contínua e o desempenho comprovado da plataforma.

A produção dos obuseiros ocorrerá em diversas instalações nos Estados Unidos, incluindo fábricas em York (Pensilvânia), Elgin (Oklahoma) e Anniston (Alabama), o que apoiará a atividade industrial e a geração de empregos no país.

O programa Paladin continua sendo um pilar das capacidades de fogos indiretos do Exército e da estratégia de modernização, assegurando que as brigadas blindadas mantenham apoio de artilharia pesada em conjunto com os tanques M1 Abrams e outros veículos de combate blindados.

O contrato dá sequência a uma série de adjudicações realizadas nos últimos anos, refletindo o esforço contínuo do Exército dos EUA para modernizar e recapitalizar sua frota de artilharia, em linha com a crescente ênfase em apoio de fogo de longo alcance e alta mobilidade para conflitos e treinamentos futuros.■


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Tomcat4,7
Tomcat4,7
1 mês atrás

Uma pergunta, os EUA não possuem um obuse sobre rodas como o Atmos , apenas sobre lagartas ???

Rodolfo
Rodolfo
Responder para  Tomcat4,7
1 mês atrás

O US Army avaliou o Atmos em 2023 e ainda está considerando, mas não tem no seu inventário esse tipo de obus.

Ceip
Ceip
1 mês atrás

Prezados Leitores do Forte,

Uma dúvida de leigo, gostaria da opinião de todos sobre essa questão:

O Exército Brasileiro tem em seu inventario os obuseiros autopropulsado M109A3 e M109A5, localizados nas organizações militares do Comando Militar do Sul.
Seria benéfico adquirir mais unidades dos M109 para equipar os Grupos de Artilharia das Brigadas de Cavalaria Mecanizadas, Brigadas de Infantaria Mecanizada e Artilharias Divisionárias em outras regiões do Brasil, por exemplo, Comando Militar do Oeste e Comando Militar do Sudeste?

Sendo que esses referido obuseiro autopropulsado M109, já está em uso no Exército Brasileiro, com doutrina consolidada, poder de fogo e agilidade que o Exército precisa para descolar em varias regiões do Brasil, menos em região de selva, sendo que os obuseiros rebocado seria focado em regiões de selva.

Obrigado

João
João
Responder para  Ceip
1 mês atrás

A Art Auto Propulsada foi estabelecida para a Artilharia Divisionária 3 e 5, pq são Artilharias q apoiam tropas com grande mobilidade, Brigadas Blindadas e Mecanizadas.
Há um esforço para q as Brigadas Mecanizadas também tenham artilharia AP.
As Brigadas de Cavalaria Mecanizada tem um Regimento de Cavalaria Blindado, o que leva ao seu Batalhão Logístico também ter meios e pessoal para a logística de blindados sobre lagartas.
Sendo assim, acredito q essas brigadas tem possibilidade de receber Obuseiros assim.
Se não me falha a memória, tem Bda CMec com M-109A3.
A previsão é que as Bda Inf Mec recebam carros como o ATMOS.

No Centro Oeste, temos uma Bda CMec, a 4ª, logo, entendo como possível uma Art com M-109 lá.
No Sudeste, não há mais tropa com lagartas, então entendo q melhor seria o ATMOS.

Vamos vendo, pq a rearticulação do Exército tem sido feita.
Há dois óbices, recursos específicos para isso e ideologia. Veja o caso do ATMOS…

Com respeito a matéria, a aquisição de mais Paladinus pro USArmy pode significar que M-109 mais novos podem ser recolhidos, e /ou postos para FMS.
Ou seja, uma oportunidade.

Ceip
Ceip
Responder para  João
1 mês atrás

Caro Senhor João,

Obrigado pelas respostas e considerações, não querendo exagerar da sua boa vontade, gostaria da sua opinião:

O Sistema ATMOS que foi vencedor da concorrência internacional está parado pelas questões políticas e futuramente será uma incógnita se vai ou não finalizar esse acordo, minha duvida é se as Brigadas Infantaria Mecanizada podem receber o sistema M-109 mesmo sendo lagarta ou tem algum impedimento?

No Comando Militar do Nordeste tem 7.ª Divisão de Exército composta 7.ª e a 10.ª Brigadas de Infantaria Motorizada, seria benéfico criação da Artilharia Divisionária da 7.ª Divisão de Exército, composto 4 ou 6 Grupos de Artilharia de Campanha Autopropulsado com os M-109?

Como o Senhor já mencionou que Comando Militar do Sudeste não opera sobre lagartas, mas como ATMOS é grande indefinição, reativação da Artilharia Divisionária da 2.ª Divisão de Exército composto 4 Grupos de Artilharia de Campanha Autopropulsado com os M-109 seria valido?

Faço essas perguntas, porque acompanho a Forte e Trilogia bastante tempo,sei o Estados Unidos tem programa FMS para aliados, e na humilde visão o Exército Brasileiro poderia equipar suas Organizações e Artilharias Divisionárias com M-109, sendo que o Exército já tem doutrina consolidada com esse equipamento e modernizaria a sua Artilharia de Campanha em varias regiões do Brasil.

Obrigado

joao
joao
Responder para  Ceip
1 mês atrás

Boa tarde

“O Sistema ATMOS…” ? Pode, mas teria que dotar o BLog daquela Bda de capacidade de Manutenção, suprimento e transporte de meios “sobre lagartas”. Sai caro.

No Comando…” ? Ser, seria, mas não há necessidade. A Art Div é modular. Já existem 3 Cmdo de AD. A AD/1, 3 e 5. Elas podem atuar em proveito de outras Divisões, no caso, a 7ª. Em relação aos meios. IDEM.
Supondo que a 7ª DE irá operar em RR, por um aumento grande na tensão na fronteira com a VMZ. Pode ir a AD/5, por exemplo, com o 15 GAC AP dela, mais o da AD/3 e algum da AD/1. Ou seja, há modularidade.

“Como o…” ? Seria. Mas, da mesma forma, caro. Há modularidade.

O problema sempre é $$. Mais quarteis = mais pessoal, mais infraestrutura, mais comida etc etc. Lembrando que o valor médio de manutenção de uma Meio de Emprego Militar (MEM) é 10% de seu valor ao ano. Lembrando, valor médio.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Ok, tem o obuseiro, mas e quanto a munição do obuseiro? Ao contrário dos tempos do Vietnam, quando os EUA possuíam ampla capacidade de mineração e refino de cobre pros estojos dos projéteis (cada ‘inimigo’ morto consumiu, em média, por baixo, 50.000 projéteis de pequenas armas), hoje há um gargalo no suprimento de cobre pras fábricas de munição ianque. E isso, essa escassez de cobre refinado (o minério crítico os ianques têm em abundância), só vai piorar com a dependência crescente da IA baseada em data-centers que demandam quantidades insanas de eletricidade.

Última edição 1 mês atrás por Alex Barreto Cypriano