Drone du combattant

Paris, janeiro de 2026 — A Direção-Geral de Armamentos (DGA) concluiu a entrega dos 1.000 primeiros drones do combatente de custo controlado ao Exército francês, menos de um ano após o lançamento do edital europeu para o programa. A encomenda havia sido formalizada em 30 de junho de 2025 junto à empresa francesa Harmattan AI, vencedora da concorrência.

A rapidez do processo é atribuída, segundo a DGA, à adoção de uma expressão de necessidades simplificada, desenvolvida a partir do diálogo direto entre o Estado e a indústria no âmbito do chamado “Pacto de Drones Aéreos de Defesa”. O modelo permitiu reduzir as etapas burocráticas e acelerar o ciclo de aquisição, produção e entrega.

Drones destinados ao exercício Orion 2026

A primeira remessa de drones será destinada prioritariamente às unidades que participarão do exercício militar Orion 2026, considerado um dos maiores treinamentos conjuntos das Forças Armadas francesas nos últimos anos. Os sistemas também serão empregados em atividades de instrução, treinamento e preparação operacional das tropas.

Aberto a empresas europeias, o edital foi vencido pela Harmattan AI, que, em poucos anos, se consolidou como a primeira “unicórnio” da indústria de defesa francesa. A empresa projeta e monta seus microdrones integralmente em território francês, contando com a parceria da Lynred para o fornecimento de câmeras infravermelhas.

Capacidades operacionais

Com peso de 1,8 kg, o drone do combatente possui alcance superior a 2 quilômetros e autonomia de voo de até 40 minutos. Equipado com sistemas optrônicos de observação, o equipamento permite a vigilância e o reconhecimento rápido de grandes áreas ou de regiões de difícil acesso, tanto de dia quanto à noite, ampliando significativamente a consciência situacional das tropas em campo.

A entrada em serviço dos 1.000 drones é considerada um importante multiplicador de capacidades para futuras operações militares, reforçando a tendência de integração massiva de sistemas não tripulados em unidades de combate terrestre.

Reação política

A entrega foi elogiada pela ministra das Forças Armadas e dos Antigos Combatentes, Catherine Vautrin, que destacou a agilidade do novo modelo de aquisição.

“Cito o exemplo da Harmattan AI, uma empresa que sequer existia há dois anos. Com a orientação da DGA, no âmbito do Pacto de Drones, ela conseguiu responder a um edital simplificado, em prazo extremamente curto, e fornecer em seis meses mil drones especialmente concebidos para o exercício Orion, que começa nos próximos dias. Essa reatividade precisa se tornar nossa nova norma; é a nossa nova escala de tempo”, afirmou a ministra em 22 de janeiro de 2026, durante visita a Toulon.

A iniciativa reforça o compromisso da França com inovação, soberania industrial e modernização acelerada de suas forças armadas, em um contexto de crescente importância dos drones no campo de batalha contemporâneo.■


 

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carcara_br
carcara_br
1 mês atrás

Prova que é uma tecnologia madura, basta uma decisão política para implementá-la.

João
João
Responder para  carcara_br
1 mês atrás

Tem sido comprado para as unidades.
Algumas Bda tem, pelo menos, 1 Pel SARP, fora os SARP nas OM.
O q ainda falta é a previsão no Quadro de Cargos Previstos (QCP).
Por enquanto, a operação do “drone” é uma tarefa cumulativa à outra função.

Obviamente, há função específica nas Unidades de Inteligência.

Drones ajudaram muito nas patrulhas no Haiti e RJ.
Em Def Civ, também ajudaram muito no RS.

Bernardo
Bernardo
Responder para  Brito
1 mês atrás

Aqui tá na fase de…. “estudo”. pra variar. Nos próximos 8 anos deve sair algo. Lá foi tudo entre 23 e agora, acho?

João
João
Responder para  Bernardo
1 mês atrás

Vou repetir pra vc:

Tem sido comprado para as unidades.
Algumas Bda tem, pelo menos, 1 Pel SARP, fora os SARP nas OM.
O q ainda falta é a previsão no Quadro de Cargos Previstos (QCP).
Por enquanto, a operação do “drone” é uma tarefa cumulativa à outra função.

Obviamente, há função específica nas Unidades de Inteligência.

Drones ajudaram muito nas patrulhas no Haiti e RJ.
Em Def Civ, também ajudaram muito no RS.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  João
1 mês atrás

Qual é o indicador drones para cada general? Nos outros lugares é drone por efetivo, evoluindo para enxames. Certamente teremos algum fazendo imagens nos próximos desfiles.

João
João
Responder para  Palpiteiro
1 mês atrás

???

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

A relação 1:1 na simbiose homem-máquina (um operador, um drone) é amplamente perdulária (além de muito suscetível a guerra eletrônica): com a capacidade de operar em redes (fechadas ou não) e com autonomia automatizada é possível multiplicar efeitos. De fato, há a procura por sistemas conteinerizados de lançamento e recolhimento automático de enxames de drones (pra ISR ou munições vagantes). Aqui:
https://www.twz.com/news-features/hunt-for-container-launchers-packed-with-drones-kicked-off-by-pentagon
Talvez a era dos quadricopteros militarizados esteja no fim, ao menos pras armas suportadas por complexos tecno-cientificos mais abastados.

Última edição 1 mês atrás por Alex Barreto Cypriano
Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Automatização, aplicação de capacidade de efetivo. Aqui o pessoal deve criar efeito específico.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
1 mês atrás

9 mil drones se queima em um único dia de guerra de alta intensidade, mas realmente não se pode encomendar milhões em tempos de paz, tem que se investir em um parque fabril que esteja pronto pra fabricá-los imediatamente quando chegar a hora da onça beber água.

Iran
Iran
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
1 mês atrás

Depende contra quem é a guerra, contra outra potência sim