Noruega fecha acordo de US$ 2 bilhões com a Coreia do Sul para sistema de artilharia K239 Chunmoo

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Sistema de artilharia K239 Chunmoo

OSLO — A Noruega assinou em 30 de janeiro de 2026 um contrato de aproximadamente US$ 2 bilhões com a sul-coreana Hanwha Aerospace para a aquisição do sistema de artilharia de foguetes K239 Chunmoo, reforçando sua capacidade de fogos de precisão de longo alcance.

O acordo prevê o fornecimento de 16 lançadores, um “grande número” de mísseis de diferentes tipos, além de treinamento e apoio logístico. Segundo o governo norueguês, o pacote inclui mísseis com alcance de até 500 quilômetros, capacidade que não teria sido igualada pelas propostas concorrentes da Alemanha e dos Estados Unidos.

A decisão marca a retomada da capacidade norueguesa de fogos de longo alcance, considerada prioritária após a invasão russa da Ucrânia em 2022. A Noruega operava anteriormente o sistema americano M270 MLRS, que foi retirado de serviço sem substituição. Na concorrência atual, também foram avaliados o M142 HIMARS e o sistema israelense PULS, mas o Chunmoo obteve a melhor pontuação técnica e operacional.

Com a assinatura, a Noruega torna-se o quinto operador estrangeiro do K239 Chunmoo, juntando-se à Arábia Saudita, aos Emirados Árabes Unidos, à Polônia e à Estônia. A Polônia, atualmente o maior operador internacional do sistema, firmou recentemente contrato para produção local de mísseis, o que deverá fortalecer a cadeia de suprimentos europeia e beneficiar futuros usuários do sistema, incluindo Oslo.

A aquisição amplia a cooperação entre a Noruega e a Coreia do Sul na área de defesa. O Exército Norueguês já opera o obuseiro autopropulsado K9 VIDAR, também fabricado pela Hanwha Aerospace, consolidando uma parceria estratégica voltada à modernização das capacidades de artilharia do país nórdico.

Autoridades norueguesas destacaram que o novo sistema permitirá um aumento significativo do alcance, da precisão e da capacidade de dissuasão, fortalecendo a defesa nacional e a interoperabilidade com aliados da OTAN em um ambiente de segurança cada vez mais desafiador no flanco norte da Europa.■

 


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Juarez
Juarez
24 dias atrás

Uma pena a avibras estar em uma situação tão deplorável, se ela tivesse condições de concorrer com certeza teria uma chance de fechar esse contrato.

Imagina os equipamentos serem transportados até a Noruega através dos KC-390 ?

Heinz
Heinz
Responder para  Juarez
24 dias atrás

Pois é o astros ficou para trás, sem a avibras inovar. Hoje nada mais é que um Bm-21 grad mais moderno

Rodrigo
Rodrigo
Responder para  Juarez
24 dias atrás

O problema é que o projeto da avibras e obsoleto perto dos novos.

Rodolfo
Rodolfo
Responder para  Juarez
24 dias atrás

O missil de maior alcance que nao terminou desenvolvimento teria 300 km… esse sistema coreano ganharia essa concorrência mesmo assim.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Rodolfo
23 dias atrás

a questão é que no máximo tínhamos para 150Km de alcance, esses dos Coreanos podem chegar 500Km, um mini BM, enquanto o AV-MTC300 tem 300 Km levaa 20 minutos para atingir o Alvo, os coreanos podem atingir em 5 minutos, dependendo do emprego o Missil de cruzeiro é inferior, a vantagem seria se fosse um acampamento militar com material por exemplo, não teriam como retirar tudo em 20 minutos

Cristiano
Cristiano
Responder para  Juarez
23 dias atrás

Pois e um cliente bom para o brasil pro sistema

marku
marku
Responder para  Juarez
23 dias atrás

Não teria, o astros ficou pra trás a bastante tempo

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  Juarez
23 dias atrás

Ah tá, seria uns 16 voos pois o KC-390 só pode levar um de cada vez. Nada contra, mas a idéia de levar de 390 não é boa.

Juarez
Juarez
Responder para  Marcelo Andrade
23 dias atrás

Claro que não precisa levar toda uma bateria completa, mas seria uma campanha do time de vendas para levar o KC e apresentar.

Se os ministérios da defesa, relações exteriores, indústria e comércio fossem um pouco mais parceiro da indústria brasileira eles pensariam nestas possibilidades.

São produtos de qualidade, claro que sempre tem espaço para melhorar.

Imagina o custo dos concorrentes? Poderiam oferecer uma parceria para produzir novas versões e integrar armamentos nacionais.

Sei lá, não acho impossível

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
24 dias atrás

CS tá lavando a égua, vendendo armas de fazer inveja.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
24 dias atrás

Me parece também que as indústrias do ocidente levam muito tempo para entregar. Os asiático são mais eficientes e entregam muito mais rápido.

paulop
paulop
23 dias atrás

Importante frisar que este sistema é baseado na tecnologia do MRLS, e tem total intercabiedade com os sistemas norteamericamos.
Em uma busca rápida se descobre que o HIMARS é descendente direto do MRLS, assim como o sistema Chunmoo. Do HIMARS e do Chunmoo a Polônia está adquirindo as variantes o Homar-A e o Homar-K baseadas, respectivamente, nos sistemas citados. A Rheinmetall está tentando alavancar o GMARS, também baseado na tecnologia do MRLS e a França está com um projeto denominado Foudre, que nada mais é o que um HIMARS sobre um chassi frânces.
Enfim, é o mercado se movimentando.

Desc jr
Desc jr
23 dias atrás

A verdade é ….Astros já ficou para trás ….a Avibras precisa de coisas novas senão a história irá se repetir muito em breve .

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  Desc jr
23 dias atrás

Não ficaria se saisse mais da versão 2020 ou a 8×8

Francsico
Francsico
Responder para  Desc jr
22 dias atrás

Avibrás já ficou para trás…e pelo visto a próxima e a Akaer que desde março de 2025 esta atrasando salários e não paga FGTS

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Francsico
21 dias atrás

E pensar que diziam que a Akaer iria comprar a Avibrás. Bem parecido com a história da Fictor comprar o Banco Master.

Rodolfo
Rodolfo
Responder para  Desc jr
22 dias atrás

Repetir… já repetiu. A empresa tá morta, as únicas noticias que aparecem são do sindicato. Como se produz coisas novas sem engenheiros?

Rosi
Rosi
Responder para  Rodolfo
21 dias atrás

A grande maioria já se recolocaram no mercado, precisam trabalhar pra sustentar a família. Uma grande perda de capital intelectual para a Avibras e para o Brasil