Iran

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está se preparando para a possibilidade de uma operação militar sustentada contra o Irã, que poderia durar várias semanas, caso o presidente Donald Trump autorize uma ação militar. A informação foi revelada à Reuters por autoridades americanas sob condição de anonimato.

Segundo as fontes, o planejamento em curso é significativamente mais amplo do que as ações anteriores e poderia envolver uma campanha prolongada, elevando o risco de um confronto regional de maior escala.

Planejamento mais complexo

De acordo com os oficiais, o escopo potencial das operações não se limitaria às instalações nucleares iranianas. O planejamento também considera possíveis ataques a estruturas estatais e de segurança do país, o que representaria uma escalada significativa no perfil de qualquer intervenção.

Analistas alertam que um conflito prolongado contra o Irã acarretaria riscos substancialmente maiores para as forças americanas, dada a capacidade de mísseis de Teerã e a possibilidade de retaliação regional.

Reforço militar no Oriente Médio

Os preparativos ocorrem em paralelo ao aumento da presença militar dos EUA na região. Washington deslocou um segundo grupo de ataque de porta-aviões para o Oriente Médio, um movimento interpretado como um sinal de prontidão para cenários de contingência.

Imagens de satélite também indicam o reforço de meios, como baterias Patriot, aeronaves de reabastecimento KC-135 e transportes C-17, em bases regionais, sugerindo um fortalecimento logístico e defensivo.

Diplomacia ainda em curso

Apesar da preparação militar, Washington mantém canais diplomáticos abertos. Novas negociações indiretas entre os EUA e o Irã estão previstas em Genebra, mediadas pelo Omã, embora autoridades americanas tenham demonstrado ceticismo quanto a um acordo rápido.

O governo Trump continua pressionando por limites mais amplos ao programa nuclear iraniano e a outras atividades militares de Teerã.

Risco de escalada

Especialistas avaliam que a combinação de planejamento para uma campanha prolongada e reforço naval aumenta o risco de erro de cálculo no Golfo.

Por ora, autoridades enfatizam que qualquer operação dependerá de decisão política da Casa Branca — mas o nível atual de preparação indica que o Pentágono busca manter pronta uma opção militar robusta caso a via diplomática fracasse.■

VEJA TAMBÉM:

Trump diz que mudança de regime no Irã pode ser ‘a melhor coisa’ enquanto segundo porta-aviões segue para o Oriente Médio


 

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Eromaster
Eromaster
21 dias atrás

È Uma guerra visando os recursos naturais e Brics. Esse negócios de armas nuclear e direitos humanos é pura balela.
Rússia e China já estão dando suporte ao Irã.

Santos
Santos
Responder para  Eromaster
20 dias atrás

Então Russia e China também estão lá pelos recursos naturais?

Nativo
Nativo
Responder para  Santos
20 dias atrás

Sem dúvidas. Todos querem lucrar,seja com uma situação, seja com a oposição.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Santos
20 dias atrás

Os russos e os Chinês negociam em igualdades, não através de chantagem sanções ou guerras.

Santos
Santos
Responder para  Eromaster
20 dias atrás

Negociam sim… kkkkk São tão bonzinhos esses comunistas.

Tipo o porto chinês do Sri Lanka?

Quantos anos tu tem?

Josè
Josè
Responder para  Santos
19 dias atrás

Tipo os navios da classe Valemax que a Vale foi obrigada a vender a uma empresa chinesa porque não conseguiu permissão para usar os portos chineses, permissão que foi dada no dia seguinte para a empresa chinesa.

Carlos Pietro
Carlos Pietro
Responder para  Santos
20 dias atrás

Com toda a certeza. Não é pelo amor ou amizade ao Irã. Interesses comerciais.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Eromaster
20 dias atrás

Estão sim hauahahaha

Carlos
Carlos
21 dias atrás

E mais uma vez, uma guerra poderá ser desencadeada pelo país da “liberdade”. Nada de novo por aqui.

Santos
Santos
Responder para  Carlos
20 dias atrás

A Rússia tbm é o país da liberdade? Afinal invadiu a Ucrania para libertá-la e desnazificá-la, segundo o Putin.

Viu como esses argumentos da esquerda são infantis?

Carlos
Carlos
Responder para  Santos
20 dias atrás

Não entendi a comparação e mistura de temas. Creio que os argumentos infantis são seus.

Santos
Santos
Responder para  Carlos
20 dias atrás

Claro que não entendeu.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Santos
20 dias atrás

A guerra na Ucrânia é totalmente diferente. Houve várias reuniões com Biden para evitar a guerra, mas o império ignorou os avisos dos russos e tentou jogar a Ucrânia na OTAN.

Santos
Santos
Responder para  Eromaster
20 dias atrás

Putin diz que foi para libertá-la e desnazificá-la. Então não foi por liberdade?

Com o Irã tbm está havendo várias reuniões… viu? Deu na mesma.

Josè
Josè
Responder para  Santos
19 dias atrás

Mas nesse caso são reuniões diferentes entende, tipo outro tipo de reunião, reunião que se reúne, reunião que conversa sabe.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Santos
19 dias atrás

Já sabemos quem é a criança quando alguém comenta usando os termos comunistas e esquerda.

Diogo de Araujo
20 dias atrás

O Trump é implacável. Ele quase morreu durante a campanha e logo após o tiro que quase o matou sua reação foi erguer o braço em comemoração pela vitória que a partir dali se tornara iminente. O Irã é só mais um país “pouco eficiente”, vamos de eufemismo, que irá indubitavelmente sucumbir. O que realmente tem me intrigado é a inércia da China. Sua esfera de influência tem sido dinamitada pelos EUA e nada fazem. Enquanto isso, seguimos daqui, como torcedores team China ou team EUA.

Santos
Santos
Responder para  Diogo de Araujo
20 dias atrás

Mas a China faz sim. Indiretamente.
O Putin só mantém sua invasão genocida porque os comunistas chineses o apoiam industrialmente.

Última edição 20 dias atrás por Santos
Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Diogo de Araujo
20 dias atrás

Mas os chineses estão certos porque eles ainda são inferiores em  tecnologia de armamentos e artefatos nucleares. Lembre-se, os EUA estão 50 anos à frente na tecnologia de hoje. E sabendo que é de lá o autor de A Arte da Guerra, eles devem esperar quando estiverem preparados.

“Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar.”

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Alexandre Galante
20 dias atrás

Alexandre em artefatos nucleares e China está bem atrás dos EUA e Rússia. Se essas informações dessas tecnologias da China estiverem armazenadas em software ou hardware feito no ocidente, já estão em mãos americanas há muito tempo, vide os documentos vazados por Edw@rd Snowd&n. E é sabido que os americanos estão uns 50 anos à frente da tecnologia de hoje e os EUA gastam praticamente três vezes mais que a China em gastos militares.

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Skyhawk
20 dias atrás

“Os chips H200 fabricados pela Nvidia e enviados pra China passarão por análise de um laboratório independente, responsável por confirmar suas capacidades técnicas. ”

https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/01/13/eua-dao-sinal-verde-para-exportacao-de-chips-da-nvidia-para-china.ghtml

Qual é a conclusão de vocês?

Será que haverá um porta de minhoca nesses chips?

Última edição 20 dias atrás por Skyhawk
André Macedo
André Macedo
Responder para  Skyhawk
20 dias atrás

Eles não precisam estar sempre na frente dos artefatos nucleares, só precisam garantir que no caso de um ataque nuclear eles consigam atingir Los Angeles, São Francisco, Seoul ou Tóquio, e isso eles tem mais que capacidade de fazer. Só aí já fica caro demais atacar a China num “first strike”

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  André Macedo
20 dias atrás

Para mim, os chineses ainda têm percepção de que estão atrás, mas quando eles se sentirem que chegaram no nível ou além dos EUA, o sinal será a invasão e capitulação de Taiwan.

wilhelm
wilhelm
Responder para  Diogo de Araujo
20 dias atrás

Na verdade, quem está implodindo sua influência ao redor do mundo é os EUA graças a hostilidade do Trump em relação a países historicamente amistosos.

Até mesmo o Reino Unido e Canadá, dois países que historicamente sempre orbitaram os EUA na ordem que surgiu após o final da Segunda Guerra Mundial, estão se aproximando progressivamente cada vez mais da China, coisa que até pouco tempo atrás era difícil de imaginar.

No longo prazo, apesar dos pesares, a China só tem a ganhar com as lambanças que os EUA fazem nas relações exteriores.

João
João
Responder para  wilhelm
20 dias atrás

Ou nao.

Trump chutou o balde da dependência q o mundo esta pondo na china, em detrimento de soberania para um conforto de segurança construído no mundo de Nárnia.

O exemplo da agressão russa contra a Ucrânia deixou a Europa novamente em alerta.
A crise dos imigrantes em suas fronteiras internas está sem controle.

A Europa se deu um xeque mate.

Os soluços de Canadá e Reino Unido são só uma cutucada, tentando exprimir alguma soberania.

Trump é estupido, mas não é burro.

E não é por menos q está tendo apoio interno, é até mesmo apoio aberto ou silencioso de aliados e periféricos.

O “mundo belo” não existe. Só depois da volta de Cristo.
Enquanto isso, é única e inteiramente briga por poder, independência, espaço vital. Como sempre foi.
Tem bobão q acreditou q mudou….
Mas, as ações da China, da Rússia, dos EUA e alguns aliados, mostra a realidade.

Japão, Austrália, vários árabes do pérsico e norte da África, Indonésia, Coreia do Sul e mais alguns outros já abriram os olhos.
Na Europa, Polônia, Itália e Nórdicos não deixaram suas capacidades diminuírem muito. E estão até aumentando.

O resto se surpreendeu agora e chora… vai piorar.

Santos
Santos
Responder para  wilhelm
20 dias atrás

Isso é vero

Josè
Josè
Responder para  wilhelm
19 dias atrás

Zero novidade, novamente assistam o discurso do vice na Alemanha ano passado, o que está acontecendo foi exatamente o que ele afirmou que aconteceria, impossível assistir o discurso e não entender recado tão direto aos “aliados”, quanto ao resultado disso, se vai ser positivo ou não só o tempo dirá.

Última edição 19 dias atrás por Josè
André Macedo
André Macedo
Responder para  Diogo de Araujo
20 dias atrás

A China não se preocupa com “esfera de influência” dessa forma, como a Rússia quis fazer com a Ucrânia (até pq possuem tensões com quase todos os seus vizinhos). Eles não precisam, são um parceiro essencial pra qualquer país que deseja se desenvolver, fecharam um acordo com o Canadá mesmo com ameaças do trompete e o PM britânico visitou a China pela primeira vez em anos, a “esfera de influência” chinesa é seu comércio com o mundo, e o mundo não consegue se desvencilhar tão cedo.

A China negou/enrolou a venda de J-10 ao Irã por preocupações com espionagem israelenses, por exemplo, a abordagem chinesa é extremamente pragmática, não se viu a China ameaçando militarmente ou qualquer coisa do tipo como Putin fez.

João
João
Responder para  André Macedo
20 dias atrás

Ledo engano.
A China se preocupa MUITO com seu entorno estratégico.
O problema é q só agora tem capacidade de realmente influencia-lo.
Além desse espaço, está com precaução, porque não pode influenciar de forma determinante.

São vertentes de Poder Nacional para a influência.
Política – Economia – Militar. No mínimo estes três se apoiam.
Melhor quando a vertente científico/tecnológica está junto. É o caso chinês para economia. E também na área militar está crescendo.

Economia e poder militar respaldam a política. Ciência e tecnologia “engorda” ambos.

Ainda há a vertente da influência psicossocial. Nisso, a China está bem pra trás.

André Macedo
André Macedo
Responder para  João
20 dias atrás

Eu não disse que não se preocupam com seu entorno, você confundiu as coisas. Eu disse que a China não tem esses países em sua esfera de influência, e agora que tem poder para “obter” eles não precisam dessa forma.

João
João
Responder para  Diogo de Araujo
20 dias atrás

China não está inerte.
Ela só foi impedida de continuar “comendo pelas beiradas”.
Por isso, modificou seu plano para a marinha, planejando uma armada com mais Porta/avioes.

Nicolas
Nicolas
20 dias atrás

Se fosse a Rússia invadindo outro país da Europa, os especialistas e plantão estariam incentivando um acordo de paz e justificando a invasão.

Felipe Mendes
Felipe Mendes
Responder para  Nicolas
20 dias atrás

A Ucrânia faz fronteira com a Rússia; já os EUA não fazem fronteira com o Irã.

Felipe Mendes
Felipe Mendes
20 dias atrás

Destruir o regime do Irã é destruir o último bastião do islamismo “bom”, pois, é justamente no Irã (xiita) que os cristãos conseguem viver dignamente. A destruição do regime do Irã significa um jihadismo sunita potencializado se espalhando pelo Oriente Médio, Europa e, quem sabe, Américas.

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Felipe Mendes
20 dias atrás

Bom até certo ponto. O governo iraniano interfere em praticamente todo o Oriente Médio, fornecendo armas para seus proxies. O atentado terrorista a Israel que desencadeou a guerra Hamas-Israel tem dedo iraniano. 

E do jeito que você falou, pareceu islamofobia. Seria mais correto dizer que ambos têm fanáticos religiosos que deturpam a religião e cometem atrocidades, como em qualquer religião com esse tipo de pessoa.

Felipe Mendes
Felipe Mendes
Responder para  Skyhawk
20 dias atrás

Interfere por sobrevivência, pois, como eu disse, é o único país xiita que existe, que , aliás, está cercado por vários países sunitas hostis. E outra coisa, o jihadismo internacional não é promovido pelo Irã, mais por Israel, Turquia, Arábia Saudita e EUA.

Felipe Mendes
Felipe Mendes
Responder para  Felipe Mendes
20 dias atrás

*mas por…

Adriano Madureira
Adriano Madureira
20 dias atrás

Pena que o Irã não tem ogiva nuclear!

Pois se fosse para cair, cairia atirando, seja ogiva nuclear ou bomba suja nos países que participassem de tal ataque…

Melqui Cavalcante
Melqui Cavalcante
20 dias atrás

Mais uma guerra Israelense lutada por americanos na base corrupção e blackmail!
Tudo é possível de acontecer para tirar o foco da lista grandes nomes contidos nos arquivos de Epstein.

Última edição 20 dias atrás por Melqui Cavalcante
Abymael
Abymael
18 dias atrás

O velhote laranja é o nome que mais aparece nos arquivos do pedófil8 que se enforcou na prisão. Nas situações mais abjetas a que foram submetidas aquelas moças, lá está o nome do laranjão.
Mas o problema do mundo é o Irã. Ou a Venezuela.
Aparentemente, para um certo país conhecido como o farol da liberdade e como o guardião da moral e bons costumes, abusar de meninas por décadas é um comportamento aceitável. O sujeito até chega ao maior cargo da república e tem carta branca para sair mundo afora fazendo arruaças.