Após reunião ministerial, OTAN destaca avanço rumo à meta de 5% do PIB em defesa e reforça apoio à Ucrânia
Ministros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) destacaram progressos no caminho rumo à nova meta de investimento em defesa equivalente a 5% do PIB e reafirmaram o compromisso contínuo da aliança com o apoio militar à Ucrânia, em meio à guerra com a Rússia.
A discussão ocorre no contexto do novo quadro de investimento aprovado pelos aliados, que prevê um aumento substancial dos gastos militares ao longo da próxima década.
Meta de 5% ganha tração entre aliados
O novo objetivo da OTAN estabelece que os países-membros devem destinar até 5% do PIB à defesa e à segurança até 2035 — um salto significativo em relação ao antigo parâmetro de 2%.
A meta é dividida em:
- 3,5% do PIB para despesas militares diretas;
- 1,5% do PIB para investimentos relacionados à segurança, como infraestrutura, ciberdefesa e resiliência industrial.
Autoridades da aliança afirmam que vários países já apresentaram planos nacionais que indicam trajetórias “críveis e incrementais” para alcançar o novo patamar.
Pressão do ambiente estratégico
A OTAN vem justificando o aumento do esforço financeiro com base na deterioração do ambiente de segurança euro-atlântico, especialmente após a invasão russa da Ucrânia.
Na declaração política associada ao novo plano, os aliados voltaram a classificar Moscou como uma ameaça de longo prazo à segurança da aliança.
O reforço do investimento também busca ampliar:
- estoques de munição;
- prontidão das forças;
- capacidade industrial de defesa;
- interoperabilidade entre aliados.
Apoio à Ucrânia permanece central
Durante a reunião ministerial, os países-membros reiteraram que continuariam a fornecer assistência militar e financeira a Kiev. A OTAN já responde por 99% da ajuda militar recebida pela Ucrânia desde 2022, segundo dados da própria aliança.
Os aliados afirmam que o fortalecimento da defesa ucraniana é considerado diretamente ligado à segurança euro-atlântica.
Desafios políticos e econômicos
Apesar do avanço do consenso, o novo objetivo de gastos permanece sensível para alguns governos europeus devido ao impacto orçamentário.
Analistas apontam que atingir 5% do PIB exigirá:
- aumentos significativos nos orçamentos de defesa;
- reequilíbrios fiscais nacionais;
- expansão acelerada da base industrial militar.
Ainda assim, a liderança da OTAN sustenta que o novo patamar é necessário para adaptar a aliança ao que descreve como um ambiente de segurança mais perigoso e imprevisível.
Próximos passos
Os países aliados deverão apresentar planos anuais de implementação e terão o progresso revisto ao longo dos próximos anos, com marcos intermediários antes de 2035.
Para a OTAN, a combinação de maior investimento militar e de apoio continuado à Ucrânia constitui o eixo central da estratégia da aliança para enfrentar o atual cenário de competição entre grandes potências.■

Metade não consegue alançar nem 2%, imagine 5%!
Quais são os países que não gastam 2%?
https://www.bbc.com/news/articles/clyz4nq91wpo
https://www.statista.com/chart/14636/defense-expenditures-of-nato-countries/?srsltid=AfmBOopG6dR1TD1qkT0RzT2WMczPObwdtKApn148bEP5jfLuw9yrVjnK
O mais o irônico é que o próprio EUA não está nem perto dos 5%.
Imagine os EUA pondo 5% em defesa……
Imaginar, eu posso imaginar até o Brasil ponto 5% do PIB.
Mas o fato concreto é que hoje os EUA não põe nem 4%, quanto mais 5% pra “exigir” dos outros.
Na verdade, tem de se fazer a conta certa, quando se olha os EUA.
O que ele tem insistido?
5% são na verdade 3,5% em Defesa e 1,5% em outras pastas, com influência em Defesa.
O orçamento americano não é 5% direto em Defesa, da mesma forma.
Por exemplo, o Departamento de Veteranos, para o quem vai, inclusive, as vendas FMS, tem o maior gasto do governo federal. Em 2024, foi de 4,8% dos gastos federais.
Os indiretos, nem se fala… o desenvolvimento de armas nucleares, por exemplo, são da pasta de energia….
Trump anunciou orçamento de 1,5 tri para o próximo ano.
Este valor representa cerca de 5% do PIB do país.
Atualmente o orçamento esta acima de U$ 900 bi. Mas já foi prometido este reforço gigantesco para o próximo ano.
Essa era uma cobrança de Trump para os países europeus.
Mas por outro, no 1º ano do governo Trump houve uma grande quebra da confiança dos europeus nos EUA, com consequências econômicas concretas…Como estas:
“O investimento alemão nos Estados Unidos caiu quase 45% em 2025, durante o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump.
Ao mesmo tempo, o investimento alemão na China aumentou em 55,5% em 2025 em comparação com 2024 e 2023.”
…
Complementando:
“A Europa iniciou um processo de ruptura histórica com Visa e Mastercard, movida pela necessidade de reduzir a dependência de sistemas de pagamento americanos que controlam quase dois terços das transações em euros.
O projeto central é o Wero, uma plataforma digital desenvolvida pela European Payments Initiative (EPI), que conecta 16 grandes bancos europeus — como BNP Paribas e Deutsche Bank — para criar uma rede pan-europeia Inter operável, com 130 milhões de usuários em 13 países.”
E Macron declarou recentemente que os EUA não são mais confiáveis (demorou pra constatar o óbvio…).
Ao contrário de algumas forças politicas latino americanas-cucarachas de Miami, como Milei e o dondoca passando férias na Papudinha…Parece que a UE não quer e não aceita ser o quintal dos EUA.
Mi mi mi mi mi ….
A Europa só está se esperneando…, pq quem os defendia cobrou a conta
Em relação a confiança, quem atravessou o Oceano com dezenas de Divisões pra salvar os europeus, mais de uma vez, foi quem?
Interessante é a “compra” de narrativas woke, sem justo fundamento.
Mi mi mi mi mi ….é exatamente: o que vc está fazendo aqui
.
Quem investe não são os países, são as empresas e estas encontram condições de mercado e retorno mais favoráveis na China. Um detalhe é que antes somente o investimento em manufatura aí para a China e hoje empresas do mundo todo estão deslocando seus centros de P&D para lá devido ao alto incentivo e eficiência. Se uma empresa consegue competir no mercado Chinês, compete em qualquer lugar do mundo.
Se o investimento foi feito pelo estado ou por empresas alemãs, como forma genérica, em ambos os casos está correto se falar em “investimento alemão”.
Interessante é o apoio às empresas chinesas, mas ninguém quer trabalhar como lá…
Agora tá o choro do 6×1 no Brasil, mas aplaudem a eficiência chinesa… e ainda falam de patriotismo.
Brasileiro só copia o pior de cada pais…lembrando que a produtividade de um brasileiro e 10 x menor que um americano e 15 x menos que os chineses
D vê ser porque,pelo menos, o país China vê o retorno para si no investimento e competição e não apenas na boa vida dos ” imprezaros”.
Usaram o entorno disso na Guerra Fria.
4% a 7% dependia do país.
Ou seja, não adiantou debochar dos avisos americanos anos atrás, estão fazendo o que se recusaram antes…
Mas os responsáveis são seletivamente esquecidos, por exemplo, a “mãe (Mutti) Merkel, da melhor Alemanha de todos os tempos” nem é lembrada pelo que fez ao seu país. Quem ainda apoia o establishment europeu prefere transferir responsabilidades, a culpa é sempre dos outros
Por décadas os EU se propuseram a serem o xerife do Mundo, alavancando com isso uma infinidade contratos: F-86, F-104, F-4, F-15, F-16, F-35. Quantos países compraram, outro exemplo, C-130: Brasil, Argentina, Venezuela, México, Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, África do Sul, Egisto, Iraque, Arábia Saudita, Israel, Itália, Alemanha, UK, Espanha, Portugal…
A verdade é que Trump está fazendo um favor ao Mundo, mas que vai perder são os EUA.
Será?
Quanto vai deixar de gastar com os outros, e gastará com eles?
É bom lembrar que, dependendo do nível de tributação e de repartição dos impostos do país, a alocação de 5% do PIB pode significar de 30 até 40% do orçamento do Governo Federal.
No caso do Brasil, se tivéssemos alocação dessa ordem, seria algo em trono de R$ 625 bilhões somente para a defesa. Ainda no caso do Brasil, esses recursos seriam destinados, primeiro para recompor a base salarial, segundo reequipar o GTE e terceiro iria aparecer empresa sem qualquer expertise para obter contratos.
Não, base salarial não é ligada ao orçamento.
Diga isso para os mais de 80% do orçamento da defesa que são destinados ao pagamento de soldos e pensões vitalícias.
Mais um q não sabe fazer conta…. E nem entende de como é o salário e efetivo.
Os militares não tem absolutamente nenhuma influência na decisão do salário. É o Governo Federal….
O efetivo é imposto o mínimo e máximo.
Hj, o orçamento da Defesa é de 1,13 % do PIB.
Os salários da ativa, inativos e pensionistas é de 80 % disso, ou seja, 0,98% do PIB.
Se orçamento passar para 2%, logo salarios serão menos da metade.
Se passasse pra insanos, no caso do Brasil, 5%, seria menos de 20%.
Quando passarem do Fundamental I vão entender isso.
Confia… só confia!
Política é aritmética linear!
O fórum achou um legítimo Antoniokings de sinal trocado!
Como base salarial não é ligada a orçamento?! Claro que é!
Não é parte do orçamento discricionário, mas é sim parte do orçamento da União, assim como todo gasto obrigatório.
Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!
Ao se planejar o orçamento, ÓBVIO que se conta o salário.
Mas o salário NÃO é amarrado em porcentagem do orçamento.
“Ao se planejar o orçamento, ÓBVIO que se conta o salário”.
Não foi o que você disse lá em cima.
“Mas o salário NÃO é amarrado em porcentagem do orçamento”.
Ninguém disse isso, até porque não tem nada a ver o “o” com as calças.
Isso não muda o fato de 80% da pasta ser gasto com a folha de ativos, reservistas e pensionistas. E que para se elaborar o orçamento da pasta se considera sim os gastos obrigatórios do período.
A Europa inteira investindo em defesa e a Marinha vendendo sua única fabrica de munição…toda uma politica de defesa nacional baseada na expressão “para inglês ver” ….vai entender
Esse é o ponto. Ter munição está alinhado com a missão e estratégia. Escolas, Hospitais, Fazendas são missão de outro ministério. Algum congressista poderia pedir uma explicação sobre isso no congresso.
Só acho… muito improvável que haja esforço para atingimento dessa meta de 5%.
A França hoje apresenta um déficit fiscal seríssimo. O Macron até quer cortar gastos, mas está sem condição política alguma para aprovação das medidas de ajuste. Os ajustes estao sofrendo resistências impressionantes. Eles dobrarem os gastos atuais de defesa… hm… Je ne crois pas.
Já na Espanha, o PM nem foi a esse encontro aí. Isso de 5% do PIB é um não-assunto.
A prioridade é ver como resolver a crise de moradia, além arrumar grana para reformar todo o sistema ferroviário após as tragédias do mês passado.
Somasse a isso todos os gastos financiando a descarbonização e mudanças climáticas que já representa uma conta alta.
Sobre isso… Sim tem um custo sim de transição energética. E sim, a Alemanha deu mole em sua desnuclearização na produção energética de forma ambiciosa e atabalhoada.
Mas para a Europa hoje, investir em energia renovável já passou do ponto de “coisa de woke” ou “coisa de ESG” ou o que vá. Hoje energia renovável é questão de sobrevivência.
Primeiro porque a Europa está longe de ser autônoma em hidrocarbonetos. Sem a Rússia pra vender gás baratinho, estão importando gás dos EUA pelos “óio da cara”.
Segundo porque hoje, as energias solares e eólicas já são mais baratas que as de gás natural e a nuclear. Terceiro porque é onde eles podem ter mais autonomia para investimentos internos e na expansão energética própria, principalmente em eólicas offshore.
Não só a descarbonização, mas a IA e os data centers bebem mais energia que o Zeca Pagodinho de cerveja. Todo mundo vai precisar investir em energia e a Europa só pode correr nas renováveis mesmo. A nuclear serviria de energia de base pela sua constância produtiva contra a sazonalidade e intermitência das renováveis. Mas as renováveis são quem está pondo custo médio da energia pra baixo.
O Reino Unido tem petróleo e está deixando de investir no mar do Norte. As renováveis não garantem segurança ao grid (na grande nevasca renováveis param quando mais se precisa) além de lá não ser tão barato. As siderúrgicas e química precisam de gás e carvão e não são mais competitivas na Europa. A França opera nuclear e está com custo de energia menor que a Alemanha. Quem mais ganha com a continuidade da guerra da Ucrânia é os EUA que nunca venderam tanta energia para Europa e agora Índia e Ásia.
RU não é da UE (e nem a Noruega). Portanto, Bruxelas não pode fazer muito sobre isso. Mas… UE à parte, no meu modo de ver, diminuir investimentos na produção do Mar do Norte não tem a ver com descarbonização da Europa. Mas sim, porque o investimento em novas áreas no Mar do Norte é caríssimo e o retorno tende a ser decrescente. Simplesmente não vale a pena frente ao preço atual do barril e a sua tendencia futura.
Sim, industrias com altos-fornos não são elétricas e dependem dos hidrocarburos. Mas só a galera mais radical prega descarbonização total, que não é atualmente a tendencia da maioria dos donos “da caneta”. Consumo de hidrocarburos sempre vai existir. O que se defende é a sua substituição, ao longo dos anos, em diversas áreas onde isso não só possível, mas viável e mais eficiente. Mas outras áreas simplesmente não acontecerá tão cedo. Ex. transporte ferroviário tende a ser transferido quase em sua totalidade para elétrico, mas o marítimo e o aéreo vai demorar pra cacete!
A península ibérica está com a matriz elétrica com percentual bastante grande de renováveis. Na Espanha hoje, quase 60% é hídrica, solar ou eólica. O custo da energia está entre os mais baixos da Europa. Mas essa dependência de renovável não é segura, inclusive pelo que você disse. Se defende uma maior integração com a rede elétrica francesa, que é em sua maioria nuclear e permitiria gerar mais segurança e estabilidade no sistema. Mas a França enseba, enrola e faz pouco. Como o custo da energia ibérica é menor que a nuclear francesa, eles não se interessam nesse aumento da integração e aquele discursinho lindo do Macron de “soberania europeia”, para variar, é só um discurso.
Eu imagino que o que o Trump fez foi “jogar uma isca para pegar um tubarão de 300kg, mas se pegar um Marlim de 200kg tá mais do que bom”
Em outras palavras, ele propôs 5% mas se os Aliados chegarem em 3,5%, isso já é quase o dobro do que gastam hoje, além de mudar a “mentalidade” deles os tornando mais responsáveis pela sua própria segurança sem depender tanto dos EUA…
Os Americanos estão com foco na China e não precisam mas se preocupar tanto com a Rússia quanto no período da guerra fria…
Trump e Putin conseguiram esse feito.
Suspeito que eles devem combinar essas coisas no whatsapp em algum grupo de zuera.
O aumento dos gastos militares defendido pela OTAN gera debate sobre prioridades e efeitos internos. Direcionar mais PIB para defesa pode reduzir espaço fiscal para políticas públicas e até pressionar a segurança interna por efeitos sociais e orçamentários indiretos. Mesmo com o argumento de apoio à Ucrânia, segue a discussão sobre se o ganho estratégico compensa os custos econômicos e políticos.
Esses 1,5% (para investimentos relacionados à segurança, como infraestrutura, ciberdefesa e resiliência industrial) é de certa forma justificado para a população geral.
Um vez que estamos falando desde obras públicas até mesmo aumento de crédito para ampliação/modernização das fábrica (nesse uma linha de crédito deve já contar como “gasto”)…basicamente parece que foi mais para tentar baixa a meta de 5% para algo próximo a 4%
Ficarão menos dependentes dos EUA.