Operadoras europeias alertam Bruxelas: retirada da Huawei pode levar ao colapso das redes
Operadoras de telecomunicações de toda a Europa enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertando que a remoção obrigatória de tecnologia da Huawei das redes poderá causar graves interrupções — e até um possível “colapso” dos serviços.
A manifestação do setor ocorre em meio aos esforços de Bruxelas para endurecer as regras de cibersegurança e reduzir a dependência de fornecedores considerados de “alto risco”, entre eles, a empresa chinesa.
Setor teme impacto operacional
Na carta, as operadoras afirmam que a retirada em larga escala de equipamentos já instalados não pode ser realizada sem comprometer a qualidade e a disponibilidade dos serviços durante o processo de transição.
Grande parte das redes europeias — especialmente as de 5G — foi construída com tecnologia chinesa, frequentemente escolhida por critérios de custo e desempenho. Segundo a indústria, uma substituição acelerada pode acarretar riscos operacionais significativos.
Críticas à revisão regulatória
Entidades do setor, incluindo a GSMA e a Connect Europe, argumentam que a revisão do marco regulatório europeu pode gerar efeitos contraproducentes.
As operadoras afirmam que:
- apoiam o reforço da segurança e da resiliência das redes;
- mas consideram as medidas propostas excessivamente amplas e desproporcionais;
- e alertam para possíveis impactos na competitividade digital da Europa.
O setor chegou a classificar a substituição total dos equipamentos como um possível “ato de autossabotagem” do continente, por desviar investimentos e recursos humanos em momento em que o bloco busca acelerar o 5G e avançar rumo ao 6G.
Custos podem ser maiores
A Comissão Europeia estima que a substituição da tecnologia da Huawei custaria entre €3,4 bilhões e €4,3 bilhões por ano ao longo de três anos.
As operadoras contestam essa projeção, afirmando que os custos reais estão subestimados e destacando que a proposta regulatória não prevê compensações financeiras ao setor.
Contexto geopolítico
Bruxelas vem adotando uma postura mais rígida em relação aos fornecedores chineses por motivos ligados à segurança da cadeia de suprimentos e ao risco geopolítico. A estratégia europeia busca reduzir as dependências externas em infraestruturas críticas.
Ainda assim, o setor alerta que uma substituição em larga escala, nos moldes atualmente discutidos, pode comprometer a qualidade e a disponibilidade dos serviços de telecomunicações em toda a região.
Próximos passos
O debate deve se intensificar nos próximos meses, com o avanço de iniciativas como:
- a revisão da Lei de Cibersegurança (CSA2);
- a Lei das Redes Digitais;
- e outras medidas voltadas à soberania tecnológica europeia.
Analistas avaliam que Bruxelas terá de equilibrar dois objetivos estratégicos potencialmente conflitantes: reforçar a segurança das redes e preservar a continuidade operacional do ecossistema digital europeu.■

Excesso de dependência da tecnologia chinesa.
Excesso de dependência do preço que a China pratica.
Redes 2G, 3G, 4…5…6…não é novidade. É sobreposição de software. O problema é o custo.
Inegável que o custo é um dos principais fatores (se não o principal) que determinam os caminhos a serem seguidos, contudo, o depois, bem o depois…, um dilema difícil de equilibrar entre os interesses do estado e dos investidores privados.
A partir do 6G não será somente custo mais domínio tecnológico também.
Existe Software Overlay no processo mas, conceitualmente falando (e não tratando) a evolução das “G’s” são classificadas mais como Overlay Network.
Referente ao comentário do Palpiteiro, importante salientar que o uso e aplicação do 6g vai ultrapassar as barreiras da comunicação.
Como ele trabalhará na faixa THz, ele pode (e provavelmente vai) funcionar como um radar (literalmente).
Seu conceito de implementação é diferente das demais redes (como 4g, 5g, etc.) que se centralizam apenas em torres pela cidade. Para seu uso, deverão ser instalados diversas antenas, além de milhares de sensores complementares que irão trabalhar como “espelhos” com o objetivo de “refletir” esses sinais para as redes.
Toda esta estrutura que virá com sua implementação é o que chamamos de rede “densa” presente em praticamente todos os lugares de uma cidade.
Consequentemente, será possível praticamente mapear e montar uma cidade em 3d, em tempo real.
Será possível ver a movimentação de pedestres também em tempo real (mas não sua identificação).
Diferente das redes atuais que ainda existe preocupação com a taxa de transferência, as redes são 6G são chamadas como “Conectividade Ubíqua”, ou seja, são tratadas como onipresentes.
É assustadora a descrição da capacidade do 6G. Ver a movimentação de pedestres em tempo real?
Imagine o poder de espionagem nas mãos de quem dominar tal tecnologia.
Nesse ramo, eles conseguem fornecer tecnologia de ponta com o melhor custo. Por isso a presença da Huawei é tão forte.
Para nacionalizarem essa infraestrutura, vão ter que pagar o preço da decisão política.
Se são dependentes agora, o que dizer da chegada do 6G onde praticamente todos os padrões já são chineses. Os políticos assim como a maior parte da população não tem noção do nível de disrupção tecnológica que a China está causando.
empresas que fazem radares poderiam fazer antenas 5G, a questão é se os Europeus vão querer os custos. Na VDD poderíamos fazer isso aqui, colocaríamos a Bradar para fazer antenas 5G, e com isso subsidiar desenvolvimento em radares de GaN
Sério? A China já está chegando em 5 milhões de antenas 5G instaladas. A Europa toda não tem 500 mil antenas, EUA tem por volta de 150mil e Brasil 50 mil. E você acha que a Bradar vai competir nesse mercado.
Esses números que explicam a existência das cidades inteligentes na China. A infraestrutura é gigantesca.
Brasil não vai competir com a China, vai criar uma maneira de buscar seu desenvovilmento tecnológico, poderíamos criar uma reserva d emercado , para cada antena estrangeira, as empresas deveriam comprar uma antena brasileira, ou outro país que quisesse desenvolver antenas 5G poderia se unir ao Brasil, quanto aos Europeus, é uma questão de tempo, o fato de eles não terem tantas antenas ativas é melhor ainda, uma empresa que faz radar rapidamente se adpatar para antena 5g, Thales, Indra, Saab, Hensoldt e Leonardo em até um ano podem passar a produzir antnas 5G, mas não no mesmo preço das chinesas, mas seria algo 100% seguro e Europeu
A Europa não consegue competir com a Huawei e é Brasil com a Bradar que vai?
Não acredito que se trate de competir, mas uma questão de dar inicio a um processo de nacionalização. Precisa ser sim começado, pois não podemos ficar reféns de fabricantes estrangeiros, pois com a situação geopolítica mundial, a qualquer momento, pode ocorrer uma ruptura na cadeia de fornecimento, e ficaremos a mercê de interesses e forças estrangeiras.
Para pensar em competir realmente, talvez só lá num futuro para o 8 ou 9G desde que começamos agora, a trabalhar no desenvolvimento embrionário da nosso indústria nacional de 5G
Você aceitaria pagar o dobro por algo muito pior? Você compraria ações dessa empresa? Fica feliz quando vê uma estatal como o correios dando prejuízo? Teríamos dinheiro para todas as tecnologias que não dispomos (exemplo antibióticos). Sugere tirar esse dinheiro da onde? Os Europeus que tem mais grana não estão conseguindo ser auto suficientes.
Sendo assim, você concorda que a avibras já passou da hora de ser esquecida.
Claro, precisamos de empresas para fazer produtos novos. Siatt, Macjee, Embraer, Xmobots, estão aí com portfólio mais atualizados.
Se algumas elas quiser entrar no mercado, ótimo. Mas não podemos forçar ninguém. Se a opção que temos no momento, que esta disposto a arriscar é a Bradar, que seja. Oque não podemos ficar é parador esperando, precisamos começar de algum lugar.
E com o tempo, o próprio mercado, vendo o a oportunidade, entrara com novas empresas…. as alguem precisa dar o ponta pé inicial.
Sobre a questão de algo pior, essa não é a questão. a Questão é ter um ponto de partida. Você acha que achina chegou ao nível de hoje, começando como? Tudo precisa de um ponto de partida, m pontapé. Qualidade somente se constrói com concorrência de mercado, e por isso mesmo que leva tempo para conquistar.
Sobre a compra de ações, sim eu compraria, se ela mostrar que tem um projeto solido. Mesmo que os resultados agora sejam fracos, se o projeto é solido vale sim a pena investir. Não foi exatamente oque Ellon Musk fez? Ele tinha uma ideia que ninguém acreditava, mas seu projeto tinha uma base solida e realista. O mesmo principio funciona para qualquer empresa.
” …pois não podemos ficar reféns de fabricantes estrangeiros…”
….
Não “podemos” quem?
Sejam europeus ou estadunidenses, ambos são estrangeiros em relação ao Brasil.
Se o Brasil não produzir seus próprios equipamentos e eles vierem da China, Europa ou EUA, serão três opções estrangeiras…E neste caso, o que conta na hora de decidir de quem comprar, é preço e qualidade.
Quanto a segurança da informação, fora a produção nacional/interna, não tem para onde correr, embora pelo histórico os EUA sejam o fornecedor menos confiável neste requisito…
Faz 526 anos que somos reféns de tudo. Sua sugestão é sermos a Coreia do Norte?
Coreia do Norte???
Minha sugestão é comprar e comerciar com independência, baseado em princípios econômicos de livre mercado e não de alinhamento e submissão por imposição.
Você é funcionário público? Já teve empresa?
Não podemos nós, brasileiros, a nação brasileira como um todo. Precisamos sim começar a trazer para dentro do pais, a produção de tudo que é essencial.
Quando ficamos reféns de fornecimento 100% externo, estamos apenas enxugando agua em rio… pois um dia, algo vai quebrar a cadeia de suprimentos… pode ser divergência política e ideológica, pressão de governos exteriores ou até mesmo uma guerra. Mas vai acontecer. Em um mudo tão polarizado e dividido como esta hoje… tudo pode mudar me questão de horas.
“Precisamos sim começar a trazer para dentro do pais, a produção de tudo que é essencial.”
…
Concordo,
Mas isto é difícil e mesmo assim possível somente a longo prazo.
A 2ª melhor opção ( e mais realista), é diversificar as fontes externas para evitar uma dependência excessiva de um só país,
como a Índia faz…
Já comentei diversas vezes que nosso país só possui soberania em papel e território.
Tecnologicamente somos totalmente dependentes de empresas estrangeiras.
Voltando à questão do 6G, qual sua sugestão para nacionalizar suas infraestrutura?
Entenda que está em seu conceito não existir mais componentes ou equipamentos “burros”.
Todos os itens de usa infra (AAU, RIS, dispositivos IoT, Servidores Core, etc.) possuem algum tipo de processador em sua composição. Processadores estes que variam 2nm e 40nm. Alguns poucos, em equipamentos complementares, com 150nm.
Não temos nada nem perto disso no Brasil. Nem perto.
E processadores é apenas uma parte desse conjunto.
O que eu disse foi:
“Quanto a segurança da informação, fora a produção nacional/interna, não tem para onde correr…”
Só uma constatação.
Não disse que temos capacidade de nacionalizar, só constatei que em termos de ter a melhor segurança da informação possível, esta seria a única opção, que não está ao nosso alcance…
esquece competição, é blindagem contra o sistema chinês, existe desconfinça, no caso seria a proibição de antenas chinesas e somente permissão de antenas Europeias, mesmo que mais caras.
Operadoras de telefonia tem mais é que se fude, todas ex-monopolistas que cobram caro em tudo. R$30 só pra manter um numero de telefone, impõem validade para crédito (uma da maiores obsolescência planeja que existe), fazem descriminação de serviços privilegiando uns (whatsapp) em detrimento de outros (Telegram, Signal, Simplex), não aceitam ou dificultam o dinheiro físico (o dinheiro chad e red por excelência), cobram o máximo para fazer o mínimo. O mundo seria um lugar melhor se o celular não existisse.
fico pensando que com o 6G a concorrência global por fornecer dados vai ser brutal, quem sabe essas desgraças passam a tratar melhor os clientes.
EDITADO
De vez quando, quando consigo umas brechas na empresa, participo de um curso de sobrevivência (normalmente na selva por ser predominante no país mas também tem no mar) com um amigo e especialista do meio.
Neste curso participam entusiastas, militares, policiais, pilotos e comissários, etc.
Falo para você que, de longe, o maior desafio é o mental.
E o que as pessoas mais sentem? Ficar cinco dias sem o celular e aceitar a ociosidade.
Alguns batem pino.
Referente à esta crítica de que o mundo seria melhor sem celular, a sociologia e psicologia chama isto, informalmente, de “Juvenoia”. Dá uma pesquisada.
É, ser cadelinha dos EUA só dá prejuízo mesmo e bota prejuízo nisso. Não tem igual a Huawei nesse meio, qualquer um da área vai confirmar, simplesmente o nível da empresa é outro.
Já trabalhei em indústria que fornecia essas caixas para telefonia móvel. Já lá em meados de 2012, eles já eram lideres no mercado Mundial nesse segmento. Não existe no planeta, qualquer empresa que possa concorrer com eles alinhando qualidade e preços.
Um exemplo, é que se hoje o Brasil determinasse a exclusão desta, então toda rede móvel do Brasil entraria em colapso e iria parar, em no máximo 02 a 03 meses. Simples assim. Não é que não existam similares no mercado, existem sim, mas os custos explodiriam, tornando financeiramente impossível manter a rede, uma vez que a população em geral não conseguiria arcar com a explosão nos preços, além da queda ainda maior de uma qualidade que já não é tão boa no Brasil. Teríamos regiões inteiras do Brasil que passariam a viver por muito tempo num apagão digital de redes moveis.
Não.
Os principais fornecedores no Brasil em 2024.
> Ericsson — ~ 54%
> Huawei — ~ 46%
A Ericsson é a líder maioritária, Huawei é a segunda com quase metade do mercado. A Nokia tem participação residual.
Em antenas 5G, Ericsson + Huawei chegam a 98 % das vendas no Brasil.
Nokia e Ericsson, tá aí uma dupla de peso no setor, mas parece que europeus vivem no mundo de faz de contas.
A Nokia como a conhecemos, com fábrica em Manaus, não existe mais. Faliu
Essa Nokia que comentei é uma empresa chinesa.
Me referi a Nokia em relação a divisão de infraestrutura de telecomunicações, não vi nada sobre essa área ter sido vendida, não acredito que o governo finlandês permitiria isso, mas tudo é possível.
O segmento de telefonia da Nokia foi vendida para a Microsoft pouco mais de década.
Mas a Nokia que tem participação na área de telefonia móvel no Brasil não é chinesa.
É a Nokia Networks. Uma empresa finlandesa que surgiu da criação de uma Joint Venture entre os setores de comunicação da antiga Nokia e Siemens.
Depois de um tempo a Nokia comprou a parte da Siemens.
Importante observar que entre diversos tipos de contratos que movimentam o setor, os dois maiores são de infra (compra e suprimentos) e serviços (manutenção).
Neste segundo, a Nokia continua sendo das maiores.
Existe uma JV da Nokia com o governo chinês, conhecida como NSB, mas que foi criada exclusivamente para atender aquele país.
O pessoal não entende isso. A diferença de tecnologia e preço é brutal. Acham que é como montar banca de pastel na feira.
A livre concorrência ocidental parte do seguinte princípio: nos olhos dos outros é refresco, nos meus é pimenta. Serve, desde que eu esteja em situação de vantagem. Mas os neoliberais tupiniquins vão dizer que a proibição é uma questão de segurança, afinal os malvados chineses vão espionar os anjos ocidentais, que jamais espionam ninguém.
Você mesmo respondeu a sua observação sarcástica, como eles espionam é óbvio que não vão e nem deveriam permitir mesmo que sejam espionados, ou na sua opinião deveriam aceitar ser espionados?