Ministério da Defesa mobiliza 423 militares para apoiar municípios atingidos por chuvas em Minas Gerais
Brasília (DF), 26/2/2026 – O Ministério da Defesa mobilizou 423 militares das Forças Armadas e colocou à disposição um helicóptero e viaturas para apoiar as ações de resposta ao desastre que atingiram os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, em Minas Gerais. A atuação ocorre em apoio ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
O Exército Brasileiro intensificou sua presença nas áreas afetadas pela crise climática, mobilizando 193 militares para ações emergenciais. As tropas atuam na desobstrução de vias e na construção de pontes provisórias, medidas essenciais para restabelecer o acesso a comunidades que ficaram isoladas após os danos à infraestrutura. Além das obras de engenharia, os militares empregam um caminhão-tanque para suprir demandas locais, garantindo o abastecimento de água nas regiões onde o fornecimento foi comprometido.
A Marinha do Brasil encontra-se em prontidão com 230 militares pertencentes a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida). Treinada para atuar em áreas alagadas, regiões de difícil acesso e locais com infraestrutura comprometida, a tropa dispõe de amplo suporte logístico e tecnológico. Entre os recursos que poderão ser empregados estão veículos anfíbios, hospital de campanha, além de equipamentos de engenharia, sistemas avançados de comunicações e estruturas móveis de apoio.
A Força Aérea Brasileira transportou o Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, até o aeroporto de Goianá (MG). De lá, as autoridades seguiram para Juiz de Fora em helicóptero do Exército, que permanece à disposição da Defesa Civil Nacional. O órgão reconheceu estado de calamidade pública nos municípios mineiros afetados pelas fortes chuvas.
A mobilização foi realizada após solicitação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). As ações em curso incluem ainda, remoção de escombros, organização de abrigo temporários e suporte logístico às equipes de emergências.
Ação subsidiária
A atuação das Forças Armadas nas áreas atingidas ocorre como ação subsidiária, prevista no artigo 142 da Constituição Federal e regulamentada pela Lei Complementar nº 97/1999, que autoriza o emprego militar em apoio a órgãos civis em situações de calamidade pública. De acordo com a legislação, Marinha, Exército e Aeronáutica podem cooperar com operações de proteção e defesa civil quando solicitadas pelas autoridades competentes, de forma complementar às estruturas locais.■



Se a 040 estivesse tão alagada quanto a Dutra estava, dava até para mandar o Atlântico lá para Minas apoiar nas ações humanitárias.
Para ser correto, e se fosse há um tempo, deveria ser o Minas Gerais…
Esses Panteras já vão fazer uns 30 anos, né?
Os 36 HM-1 Pantera foram recebidos entre 1988 e 1990 e destes, foram modernizados 34 a partir de 2014 até 2024. Então, é um modelo de aeronave que, em 2026, completa 38 anos de operação no EB.
Quem vai dizer que isso é desperdício de recursos?
Que as forças armadas nada tem a ver com missão humaniária?
Quem?
Depois alguns acham que adquirir meios como NAM Atlântico,G40 Bahia e HMS Bulwark desperdício de dinheiro…
Minas Gerais não tem mar mas mesmo assim poderiam ajudar nessa tragédia, assim como no RS, apesar que o caso de MG não é tão extremo como foi lá no estado gaúcho…
É por isso que BlackHawks serão comprados, pois nem sempre para guerra tais aeronaves são feitas…
No Brasil o braço é forte, mas a mão vem sendo amiga há 162 anos…
Eu entendo o que quer dizer, mas discordo da maneira como você a disse, Adriano.
Não acho que deve ser por isso que Blackhawks sejam comprados. Não deve ser por isso que Atlântico, Bahia e Oiapoque (te ajudei nesse último) devem ser comprados. Esses meios devem ser comprados tendo em vista o papel que terão dentro de operações militares para obtenção de objetivos políticos usando a força.
Quaisquer meios que sejam comprados para resgate, devem ser feitos pensando em resgate de pessoal e meios militares em situações de combate.
Quem tem que comprar meios pensando em sua capacidade de resgate e resposta à calamidades públicas são os poderes civis, que, caso sobrecarregados, podem E DEVEM pedir ajuda às Forças Armadas para contribuírem com seus meios logísticos para aliviar o sofrimento humano de qualquer maneira possível. E assim é feito.
Mas isso jamais deve nortear as aquisições de forças militares.
Olá Adriano,
Pois é.
De tempos em tempos alguém escreve reclamando as ações humanitárias durante catástrofes como se fossem a causa do esgotamento do orçamento das forças armadas.
As forças armadas são apenas um dos dispositivos do Estado, financiadas pela sociedade como todos os demais órgãos do governo, para que sejam usadas quem e como sejam necessárias, inclusive em ações humanitárias no Brasil e no exterior, se for o caso.
“De tempos em tempos alguém escreve reclamando as ações humanitárias durante catástrofes como se fossem a causa do esgotamento do orçamento das forças armadas”.
Pior seria sem eles, ao menos eles tem maquinário que pode ser bem usado nessas tristes situações…
seria pior sem eles, pois a defesa civil não dispõe de meios aéreos em quantidade razoável, ao menos sabemos que podemos contar com BlackHawks,Caracal, esquilos e panteras, além de veículos terrestres…
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Olá Adriando,
temo que vocẽ tenha feito uma confusão sobre meu comentário. Minha crítica é sobre aqueles que escrevem nesta trilogia criticando o uso dos meios militares em situações de catástrofe humanitária, São poucos, mas existem.
A inexistẽncia de uma frota de helicópteros exclusivos para a defesa civil não é um problema no Brasil nem em qualquer outro país. Comentei que no Japão, que tem um sistema de defesa civil superior ao de vários países, tem como suas forças armadas como um dos principais meios instrumentais.
O mais velhos vão lembrar do desastre do furacão Karina sobre Nova Orlleans e como a população foi impactada pelo atraso em acionar os meios militares.
Lamento que existam pessoas incapazes de manifestar qualquer empatia humanista por quem precisa de ajuda ao ponto de argumentar que a crise orçamentária das forças armadas é consequência das ações humanitárias. Tolice.
O fato das forças armadas disporem de meios aéres, anfíbios e off-reads que possam ser usados em catástrodes naturais ou humanitáris, inclusive pela instação de hospitais de campanha, é fundamental e necessária. Nestes momentos de crise, os sistema de saúde e de segurança públicos enram em colapso porque são dimensionados para atuarem em períodos de normalidade.
Por isso o desafio. Quem (daqueles) irá dizer que não existe razão para o uso dos meios miltares em ações de humanitárias após um evento que resutou em quase 70 mortos? Quem acredita que empregar as forças armadas como meios humanitários estão agora escondidos e acovardados… mas passada a crise, voltarão.
Prezado Camargoer,
O furacão em New Orleans, em 2005 foi o Katrina.
Creio que se referia a ele.
Atenciosamente
Por que as FFAA são empregadas nessa atividade?
Porque tem capacidades para esse apoio.
É paralelo a situação de garantia da lei e da ordem.
São capacidades utilizadas em situações, para as quais as agências responsáveis estão sobrecarregadas ou ausentes.
Porque tem gente morendo e precisando de ajuda.
Nem aqui nem em nenhum lugar do mundo (Katrina nos EUA; terromo tem Kobe o tsunami em Sendai no Japão; o tsunami no sudeste asiático; pandemia na Europa, terremoto na China em 2008, terremoto e tsunami no Chile em 2010….) as força de defesa civil estão preparadas para uma grande catástrofe porque são eventos aleatórios, geralmente envolvendo problemas ambientais, geológicos ou climáticos, e em sua maioria impreviseis quanto ao momento, intensidade e consequências.
GLO também é uma ação localizada e emergêncial decorrente de uma sitação emergencial.
È preciso lembrar que GLO nada tem a ver com uso das forças armadas como meios em politica de segurança pública. Tem gente que ainda mistura estas duas coisas.
O Brasil, e o brasileiro são imbatíveis no quesito de mobilização de órgãos, meios, e pessoas para ajuda humanitária em situações de catástrofes. E tenho minhas dúvidas se alguém faz isso melhor que nós.
O caso que aconteceu em Portugal recentemente é um exemplo de como NÃO se faz nesse tipo de cenário. O estado português levou mais de 10 dias para tomar uma ação e tem gente até hoje (mais de 30 dias) sem energia elétrica em casa.
O Japão tem um aparato de defesa civil bem equioado e que faz treinamentos periódicos. As forças armadas (de autodefesa) japonesas fazem parte deste aparato.
Aprenderam com as falhas da mobilização que ocorreram na enchente do Rio Grande do Sul.
Desde a WWII essa é a verdadeira missão das FFAA.
Infelizmente, dos 80 anos desde o fim da II Guerra, as forças armadas atuaram como força de repressão contra o inimigo intermo por mais de 20 anos.
È preciso deixar isso registrado para evitar que aconteça novamente porque sempre haverá um risco real de uma ruptura política. A cada vez que se minimizar o periodo do regime militar na história do Brasil, maior será a chance de algo parecido ser tentado novamente.
Seria uma estupidez tentar repetir a experiência anti-democrática para entender como ela é prejudicial para todo mundo.