EUA empregam ATACMS lançado por HIMARS e destroem míssil balístico iraniano
Forças dos Estados Unidos utilizaram um míssil balístico tático ATACMS, disparado por um lançador M142 HIMARS, para destruir o que analistas identificam como um míssil balístico iraniano Zolfaghar e componentes de um sistema de defesa aérea Sayyad-2. A ação foi confirmada por imagens divulgadas pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) em 28 de fevereiro de 2026.
Segundo a análise, o ataque representa o emprego operacional de fogos profundos do Exército dos EUA no âmbito da Operation Epic Fury, a campanha conjunta com Israel destinada a degradar a infraestrutura nuclear e as forças de mísseis de Teerã.
Alvo: míssil móvel de alto valor
As imagens indicam que o alvo principal era um sistema Zolfaghar montado em um veículo lançador móvel (TEL), considerado a peça central da dissuasão convencional iraniana. O míssil, derivado da família Fateh-110, possui alcance estimado de cerca de 700 km e capacidade de carga de aproximadamente 500 kg.
A destruição de um vetor móvel antes do lançamento é considerada operacionalmente significativa, já que esse tipo de sistema é projetado justamente para a dispersão rápida e a sobrevivência no campo de batalha.
Supressão integrada da defesa aérea
O vídeo também sugere a neutralização de elementos do sistema antiaéreo Sayyad-2, integrado a plataformas como o Talash. Esse míssil superfície-ar oferece engajamento de médio a longo alcance — tipicamente entre 75 e 120 km, dependendo da configuração.
Especialistas avaliam que o ataque simultâneo ao míssil balístico e à sua cobertura aérea indica uma abordagem coordenada para desmantelar a rede de dissuasão em camadas do Irã.
O emprego do ATACMS — em vez de aeronaves tripuladas — sugere uma estratégia deliberada de mitigação de risco, permitindo ataques profundos em espaço aéreo contestado sem expor os pilotos às defesas iranianas. A operação reflete a ênfase da doutrina americana de Multi-Domain Operations no uso de fogos de precisão de longo alcance para abrir acesso ao teatro.■

Mas de onde foram lançados?
Li 2x procurando de onde foi lançado… Imagino que tenha sido do Iraque ou Catar…
Esse míssil ATACMS é um sujeito bonitão. rsss
Seu alcance limitado a 300 km se deve ao requisito de ter que caber num contêiner de lançamento do MLRS que tem 4 metros de profundidade.
Pudesse ter um lançador dedicado e poderia ser mais comprido e com alcance maior , igual o Iskander M.
Fato é que 300 km é mais que suficiente para cobrir os alvos táticos dentro da faixa de área profunda do USA e ainda mantendo o lançador pelo menos uns 50 km dentro de território amigo.
Além da área do campo de batalha as ações se dão geralmente por conta da USAF , apesar de recentemente o USA ter colocado em operação , de forma polêmica, sistemas de médio alcance (MRC Typhon) e longo alcance (LRHW Dark Eagle).
E com a introdução do PrSM (e futuramente do PrSM Block IV) no sistema de curto alcance HIMARS/MLRS, a ação do USA está a se expandir de forma nunca imaginada.
O míssil é bonito. Eu fico pensando em quando vão modernizar o sistema de remuniciamento do Astros aos moldes desta recarga do Himars e do equivalente sul coreano.
Nunca…
Exatamente, infelizmente….
O regime dos aiatolás é duma incompetência impredicavel.
Empregaram também o PrSM.
Parece que os iranianos deixam lançadosres móveis em posições fixas (!). Aí fica difícil não levar chumbo.
Os lançadores são guardados em depósitos protegidos mas precisam ser levados para uma boa distância para o preparo e o lançamento. O problema é o preparo que leva vários minutos e isso dá tempo de muitos serem atingidos.