Guerra com o Irã: três cenários possíveis para o desfecho do conflito
A República Islâmica ou sobrevive à mais recente ofensiva, o Irã segue o caminho da Venezuela, ou começa a “balcanização”
Por Andrew Korybko*
A campanha conjunta EUA-Israel contra o Irã tem, oficialmente, como objetivo desmilitarizar o país e derrubar seu governo. O conflito ainda não começou, mas o aiatolá Ali Khamenei já foi morto, juntamente com vários oficiais militares de alto escalão. Essas podem ser vitórias mais simbólicas do que substanciais, no entanto, já que planos de sucessão haviam sido preparados. De qualquer forma, existem três cenários para como a guerra pode terminar — nenhum deles envolve o Irã derrotando de forma inequívoca os Estados Unidos e Israel.
Isso porque Israel e os EUA poderiam destruir o Irã se realmente quisessem, inclusive com armas nucleares, embora estejam se contendo por enquanto na expectativa de que um governo amigável substitua o atual e restaure o papel do Irã como um de seus principais aliados regionais. Assim, o máximo que se espera que o Irã faça é infligir danos significativos a Israel e, talvez, aos reinos do Golfo e/ou às forças americanas na região, antes de eventualmente ser destruído por Israel e/ou pelos EUA. Essa avaliação fundamenta os três cenários a seguir:
1. A República Islâmica Sobrevive à Mais Recente Ofensiva
Nesse cenário, o Irã causa danos a Israel e, talvez, aos reinos do Golfo e/ou às forças americanas na região, sem infligir prejuízos inaceitáveis que provoquem Israel e/ou os EUA a destruí-lo, permitindo que ambos os lados reivindiquem uma vitória parcialmente crível sobre seus adversários, como fizeram no verão passado. Um Irã muito mais enfraquecido poderia então se subordinar aos EUA por meio de acordos sobre suas forças militares, seu programa nuclear, seu setor energético e/ou seus minerais, ou ser isolado regionalmente e contido dentro de suas fronteiras.
2. O Irã segue o caminho venezuelano
Foi avaliado em meados de janeiro que “os EUA querem replicar o modelo venezuelano no Irã” por meio de um “ajuste de regime” que colocaria no poder membros pró-EUA do governo atual para governar o país e seus recursos por procuração (negando, assim, esses recursos à China). Um golpe conduzido por membros não ideológicos do IRGC seria o meio mais realista para alcançar esse objetivo. Caso o Irã volte a se tornar um dos principais aliados dos EUA, poderia, inclusive, juntar-se à Turquia para desafiar a Rússia no Cáucaso do Sul e na Ásia Central.
3. Começa a “Balcanização”
O pior cenário absoluto seria o início de uma “balcanização” do Irã, seja por separatistas (possivelmente armados — e talvez também treinados — por potências estrangeiras) em áreas periféricas de maioria minoritária tomarem cidades, seja por intervenção direta de países vizinhos com esse objetivo, especialmente o Azerbaijão, apoiado pela Turquia. O Paquistão também poderia se envolver sob o pretexto de combater separatistas balúchis classificados como terroristas — possibilidade que poderia explicar o recente cancelamento da viagem do primeiro-ministro paquistanês à Rússia.
No momento, os três cenários são igualmente plausíveis, mas as avaliações podem mudar rapidamente conforme o que acontecer, de modo que nada está definido — exceto a improbabilidade de o Irã derrotar de forma inequívoca os Estados Unidos e Israel. Nesse contexto, mísseis balísticos iranianos poderiam causar danos tremendos a Israel, enquanto seus mísseis antinavio poderiam hipoteticamente afundar ao menos um navio americano na região; porém, cada uma dessas possibilidades provavelmente levaria Israel e/ou os EUA a destruir o Irã (e possivelmente considerar o uso de armas nucleares no cenário mais extremo).
Assim, do ponto de vista iraniano, o melhor cenário seria transformar o que os EUA e Israel provavelmente esperavam que fosse uma campanha relativamente rápida em um conflito prolongado, aumentando gradualmente os danos ao longo do tempo, mas evitando ultrapassar as “linhas vermelhas” que poderiam levar à sua destruição. Essa abordagem exige paciência — algo que parte da população pode não ter — e envolve o risco de que a capacidade de mísseis do Irã seja neutralizada antes de poder ser empregada em larga escala, se necessário. Ainda assim, se implementada com sucesso, permitiria ao Irã reivindicar uma vitória parcialmente plausível.■
*Andrew Korybko é analista político, jornalista e colaborador regular de diversos periódicos online, além de membro do conselho de especialistas do Instituto de Estudos e Previsões Estratégicas da Universidade da Amizade dos Povos da Rússia. Publicou diversos trabalhos na área de Guerras Híbridas, incluindo “Guerras Híbridas: A Abordagem Adaptativa Indireta à Mudança de Regime” e “A Lei da Guerra Híbrida: Hemisfério Oriental”.

Esse russo não costuma acertar suas previsões.
Acho que as alternativas dois e três bastante improváveis.
Irã não é Venezuela, povo diferente, situação diferente, resultado diferente.
Separatismo não é algo histórico na história da Pérsia. Não tem porque começar esse movimento agora.
Quanto ao separatismo, é necessário considerar que o Irã é formado por relevantes minorias que ocupam faixas grandes e contínuas de territórios. E o pior, a maior parte delas em regiões de fronteiras com outros país.
Isso pode ter duas consequências no sentido da chamada balcanização:
1) Intensificação desses movimentos separatistas, com a apoio externo de outros países e de povos de mesma etnia, como no caso do curdos, turcos/turcomanos e balúchis, cuja distribuição dos povos se expande a outros países em regiões contínuas com essas ocupações no Irã;
2) Como na Síria, invasão de forças regulares e irregulares de outros países para enfrentar esses movimentos, especialmente da Turquia/Azerbaijão (contra curdos) e Paquistão (contra Balúchis).
Nesse século e no anterior, o que manteve esses grupos sob controle foram governos centrais com forte capacidade de controle (seja o regime do Xá ou o dos Aiatolás). Se houver algum vácuo de poder, isso pode virar uma Síria multiplicada por várias vezes.
O movimento separatista azeri na região de Tabriz já é armado e um dos maiores do mundo, é financiado pela Turquia e Azerbaijão, já existia suspeita dessa região se separar do Irã antes mesmo da guerra de 12 dias.
Esse analistas esquecem o fator religioso. A maioria da população do Iran, como tudo por ali respira como seus líderes religiosos ditam. O fanatismo dessa gente lhe joga aos extremos, é por isso, acho que lia vais ser um novo Afeganistão,.
Não é sequer comparável um persa e um afegão, é como comparar um sentinelense do norte com um chinês.
Não falei de etnia , mas de religiosidade exarcebada deles
“Esse analistas esquecem o fator religioso. A maioria da população do Iran, como tudo por ali respira como seus líderes religiosos ditam. O fanatismo dessa gente lhe joga aos extremos”.
Poderia haver a possibilidade de um conflito religioso, onde a maioria xiita poderia fazer uma limpeza religiosa na minoria sunita (5-10%),cristãs, judias e zoroastrianas?
Provavelmente, a muita rivalidade interna, e desgosto com o regime enfraquecido.
Acho que é cedo demais para qualquer prognóstico a respeito do futuro do Irã.
A morte do Khamenei é o tipo de evento que abre uma janela para vários cenários e gera um choque no curto prazo, mas, na prática, ninguém sabe ainda o que vai acontecer. O eleitorado do Trump que ainda não largou o osso obviamente vibra com esse tipo de ação espetacularizante, já que essa constante busca por “vitórias” faz parte do ethos da militância política moderna mais vulgar, mas também não me parece que os envolvidos estão muito certos do que vem a seguir. Considerando o modus operandi até então, não seria estranho se daqui uns tempos ele esquecesse o Irã e inventasse outra crise para desviar o foco dos problemas internos.
A única coisa que me parece certa é que uma mudança de regime é muito improvável no Irã hoje em dia — não apenas pela dificuldade de se fazer isso sem colocar soldados por lá, mas também porque existe uma parcela muito grande da sociedade iraniana, quiçá a maioria, que prefere um governo muçulmano ou patriota do que um puxadinho ocidental. Se tentassem fazer isso novamente como fizeram no século passado, não seria inesperado se o país afundasse novamente em lutas internas e outra facção radical tomasse o poder com o tempo.
Eu também não sei até que ponto esse tipo de situação melhora a situação de Israel e EUA a longo prazo.
“EUA e Israel podem atacar o Irã com armas atômicas”
kk cara você esteve numa caverna nos últimos 4/5 anos?, mesmo que o Irã atacasse o territorio continental dos EUA eles não poderiam atacar nuclearmente o Irã, a Rússia que tem seu territorio continental atacado não retalha nuclearmente, se o Irã for atacado nuclearmente no mesmo dia Rússia ataca nuclearmente a Ucrânia, China ataca nuclearmente Taiwan, Coreia do Norte ataca Nuclearmente Japão e Coreia do Sul, ainda é capaz da Coreia do Norte atacar Israel por vingança ao seu parceiro Irã o que levaria o EUA a atacar nuclearmente a Coreia do Norte não só por Israel como por Japão e Coreia do Sul como levaria a Coreia do Norte a atacar nuclearmente o EUA.
É muito irreal achar que a Coréia do Norte entraria em guerra nuclear pelo Irã
EDITADO
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Pergunta. Não era o Biden que era senil e iria começar uma terceira guerra mundial?
De acordo com o próprio Trump, o responsável pelo início de uma guerra contra o Irã seria o Obama, que faria isso devido a sua popularidade baixa na época e suposta inabilidade em negociar.
Como o universo gosta de uma ironia, quem acabou iniciando essa guerra foi o próprio Trump — e não apenas por problemas de popularidade, mas, pior do que isso, porque seu nome está na lista de um esquema de tráfico humano e pedofilia, com possibilidades inclusive de estar sendo chantageado por conta de sua participação nisso.
Se a elite política americana não for o poço de mediocridade que aparenta ser, talvez ele sofra um impeachment depois das midterms.
Improvável guerra em larga escala, Rússia ta morta e China não ve vantagem comrecital. Pode ocorrer, com diz texto, invasões ao território Iraniano. EUA só entra para garantir petróleo com na Síria. Teremos sim o crescimento da Turquia na geopolítica desta região.
Eu imagino q uma junta militar vai assumir o governo, uma junta do Pasdaran, a Guarda revolucionaria (IRGC) q ja controla grande parte do governo. O poder dos Aiatolas pode virtualmente ter acabado, ficará apenas uma figura simbolica, msmo q influente.
Algo similar a Argelia ou o Egito, mas com um Aiatola como papel simbolico/religioso.
Fato é q o Khamenei era moderado perto dos militares.Ele q segurou o Ahmadinejad na epoca da guerra do Iraque e o IRGC qnd quiseram retaliar com mais veemencia a morte do general deles o Soleimani.
Creio tbm q essa transição era inevitavel e os israelenses tinham consciencia disso, o Khamenei era um octagenario de 86 anos, a sucessão ia acontecer de qlqr jeito. Qnt a balcanização é dificil de acontecer, os serviços de inteligencia do Irã sao muito maduros e os militares tem força de sobra para amassar rebelados.
O poder dos Aiatolas é só religioso, eles ditam regras sobre tudo mas não detem o poder na realidade, seria igual o papa na alta idade média e matar o papa não muda o regime sempre tem um novo papa. Matar o aiatola foi um erro pois pode gerar uma guerra religiosa em todos os xiitas do mundo e muitos países têm população xiita, além do que o Irã só não tem armas nucleares pois o aiatola morto era radicalmente contra e emitiu uma fatwa proibido sua construção, aposto que o próximo aiatola vai ter uma visão diferente.
Quarto cenário
Não há colapso, não há mudança de regime, não há balcanizacao ou fragmentação territorial, há endurecimento estrutural do regime.
O Irã vira oficialmente um “Estado de limiar nuclear”, como o Japão, capaz de produzir armas nucleares rapidamente sem declarar.
> Israel perde liberdade total de ação: o custo de um ataque passa a ser imprevisível.
> EUA evitam guerra direta prolongada em ano eleitoral.
> O conflito vira uma Guerra Fria regional permanente.
Nesse cenário, o Irã não é derrotado, não sofre golpe interno, não se fragmenta, decide aumentar drasticamente seu poder de dissuasão aproximando-se do limiar nuclear sem necessariamente declarar uma bomba.
Quinto cenário
Guerra total regional ou quase global após a morte em massa de militares norte-americanos.
Sexto cenário
A gente vai morrer.
Nesta suposição embargo aos produtos iranianos seria enorme e Israel poderia dar uma porada a cada suspiro regime raniano. Uma cousa e certa , O petroleo nao vai ficar parado, se Ira nao se apressar bicho papao pega.
O embargo contra o Irã tem o objetivo de mudar a governança local: substituir o regime atual por outro de interesse dos norte-americanos.
Se o petróleo sobe…o Irã como grande produtor, comemora.
Tem o fator geográfico, Irã impede completamente a passagem de navios no estreito de Ormuz, criando mais inflação mundo afora.
2. O Irã segue o caminho venezuelano
Essa me parece a opção mais realista pois não há nenhuma razão que me faça acreditar que o Irã tenha capacidade de desenvolver uma nuke e meio de entrega a seu bel-prazer, ora se tivesse tal capacidade por que não o fez antes?
E digo mais, qualquer cenário diferente da opção 2 seria uma derrota para EUA e Israel.
Concordo que o objetivo deles é o cenário 2, mas acho que EUA e Israel consideram o cenário 3 bom o suficiente.
Esteves, seu comentário me fez lembrar do paradoxo de Fermi.
Explico : Se há bilhões e bilhões de planetas com possibilidade de existência de vida na galáxia , e entre eles, muitos que poderiam desenvolver vida inteligente, e por consequência, uma civilização tecnológica mais velha do que a nossa, por que eles não vieram até nós?
Uma das explicações, está no chamado grande filtro. Civilizações tecnologicas, quando atingem certo grau de desenvolvimento, se auto destroem, antes de desenvolverem vôos interestelares. Pois é….
Continuo acreditando que veremos no poder uma Guarda Revolucionária mais “flexível” mas mantendo sua ascendência política e influência econômica.
Afinal, estamos falando de bilhões de dólares em petróleo e os militares não vão querer ficar de fora desse negócio.
Creio que teremos uma Guarda Revolucionária (ou setores dela) mais aberta ao diálogo e menos radical na sua atuação.
Balcanização trocaria pela Siriarização.
O Poder no Irã é dividido entre o poder religioso, o poder civil e o poder militar.
A instância religiosa é uma espécie de governança geracional do país com o Aiatolá ditando a moral religiosa do país, ditando leis e aceitando ou vetando candidatos à presidente.
A instância civil é similar a dos países do ocidente com 3 poderes, sendo o executivo liderado pelo ´presidente eleito e é essa instância que gere os negócios do dia a dia do país.
A instância militar fica nas mãos da Guarda Revolucionária que tem total autonomia, fontes de financiamento e lideranças próprias.
Anteriormente já teve ação de estrangeiros decapitando os chefes de cada uma dessas instâncias e o regime restou intacto no Irã, bem como Khamenei era um idoso de 86 anos com sucessão já planejada, o assassinato dele ISOLADAMENTE não vai mudar o status quo do poder lá, não é possível fazer o paralelo com o sequestro do Maduro, por exemplo, é um baralho de cartas bem mais complexo.
No mais, por esses primeiros dias parece que o Larijani encara esse conflito como a batalha existencial do país e quer deixar marca nos EUA, em seus aliados do Golfo e em Israel, até porque não adianta nada pra ele um cessar fogo agora pra voltar à mesa de negociação pra fechar um acordo desigual e ser atacado de novo daqui há alguns meses (li isso de um analista, não é ideia própria minha), e por isso não to nesse momento apostando em moderação na resposta do Irã e não é impossível que eles caminhem pro tudo ou nada como era na guerra do ano passado.
Enfim, juntando isso à escassez de Patriots me pareceu um movimento bem irresponsável do Trump, que não deve ter a mínima chance de acabar com uma derrota inequívoca pros EUA (se trata de um conflito BEM assimétrico e não tem operações em terra pra ele se meter num atoleiro tal qual os russos se meteram na Ucrânia), mas vai afetar os interesses do país na região, sobretudo junto às ditaduras do Golfo, pois ele arrastou elas pra guerra sem sequer lhes fornecer recursos pra aguentar o rojão (1).
(1) https://www.news18.com/world/saudi-official-accuses-us-of-abandoning-allies-redirecting-its-air-defense-to-protect-israel-ws-l-9938620.html
Boa análise. Trump não é famoso por cuidado ou responsabilidade. Mesmo admitindo que ele é ousado não vai ser besta de arriscar uma invasão terrestre.
O resultado na Venezuela o encorajou e acho que ele só vai parar se tiver um revés do tipo ofensiva do Tet ou um grande atentado em solo americano. O que me parece improvável. Convenhamos, aposto que um novo 11 de setembro seria considerado conveniente e utilizado por Trump para acabar com a oposição interna.
Pode ser forçado a parar tbm se isso se desenvolver em guerras civis no Líbano (estamos próximo disso) e no Iraque (algo mais longe ainda), tudo depende de quanto tempo vai se arrastar essa guerra.
Quem tá em maus lençois é o MBS que instigou essa guerra nos bastidores, segundo as mídias americana e israelense.
Os EUA atual tem uma tendência isolacionista. Não me surpreende se deixarem terra arrasada e forem embora. Se tem alguém se encrencou nessa realmente são MBS e os estados árabes do Golfo Pérsico. Estão no meio do tiroteio e ainda vão ter que lidar com o que virá depois.
O que realmente me surpreende é a influência do premiê israelense nos EUA. Eu sabia que era alta mas não achei que chegasse a esse ponto. Se tem alguém que saiu ganhando nessa história é o Nethanyahu.
Primeiro, eu acho esse conflito uma coisa tão heróica quanto os conflitos entre CV, PCC e milícias.
Mas tenho que admitir que o Nethanyahu está demonstrando uma estratégia de longo prazo contra o Irã, primeiro quebrando o “anel de fogo” ao combater a influência iraniana na Síria, Líbano (Hezbollah) e agora encurralando eles com apoio dos EUA. Acho que ele precisa manter Israel em estado de guerra para se manter no governo. E nada como um presidente americano ousado e com crise interna para incentivar aventuras. Só vai parar se acontecer um revés do tipo, afundarem porta-aviões ou muitos milhares de soldados mortos, algo improvável. Vejamos se o cenário 1 permanece.
Eu acho improvável o cenário 2 (submissão do Irã), convenhamos não sabemos nem se a atual a influência americana no EUA vai durar, o Irã já demonstrou uma determinação ferrenha e nunca foram famosos pela flexibilidade.
O cenário 3 (balcanização) atende aos interesses americanos e israelenses, então acho possível. Se olharmos para o precendente líbio, Europa e EUA não parecem arrependidos.
Corrigindo o segundo parágrafo, vejamos se a submissão da Venezuela ao EUA vai durar.
Prefiro acreditar na segunda opção: EUA e Israel neutralizando cada liderança política/religiosa/militar iraniana que surja com o mesmo discurso de destruir o Ocidente, até que alguém apareça com bandeira branca na mão.
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Não creio que a maioria da população iraniana esteja a favor do regime teocrático, apenas que tema a violenta repressão estatal.
Minha preferência é que nada disso estivesse acontecendo, acredito que se eles conseguirem decapitar o governo iraniano o país vai se quebrar em dezenas de pedaços e lutas sectárias, o cenário 3. Os cenários 2 e 3 me parecem aceitáveis para EUA e Israel.