Shahed 136

O Irã disparou mais de 1.200 projéteis — em sua maioria drones — contra pelo menos cinco países nas primeiras 48 horas de escalada militar no Oriente Médio, em uma campanha que especialistas classificam como típica de um ataque de saturação, destinado a sobrecarregar os sistemas de defesa aérea.

Autoridades de países do Golfo confirmaram danos em múltiplos territórios após sucessivas ondas de mísseis e veículos aéreos não tripulados iranianos. Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar relataram impactos ou interceptações durante a ofensiva.

Segundo análises militares, a estratégia iraniana baseia-se no emprego massivo de drones de baixo custo — frequentemente da família Shahed —, combinado com mísseis balísticos, criando pressão simultânea sobre radares, baterias antimísseis e estoques de interceptores. Esse tipo de operação busca não apenas penetrar defesas, mas também esgotar economicamente o adversário.

Dados preliminares indicam que forças de defesa aérea em cinco países já interceptaram cerca de 1.000 drones e quase 400 mísseis disparados por Teerã, evidenciando a escala da campanha.

Estratégia de saturação

Analistas apontam que o uso intensivo de drones baratos representa uma mudança estrutural no equilíbrio de custos do combate aéreo moderno. Os UAVs de ataque iranianos podem ser produzidos em grande número e lançados em enxames, obrigando os adversários a gastar interceptores muito mais caros para neutralizá-los.

Relatos recentes indicam que ataques com centenas de drones têm como objetivo desafiar e desgastar as defesas aéreas do Golfo, que precisam reagir em janelas de tempo muito curtas devido à proximidade geográfica com o Irã.

Pressão sobre defesas regionais

Apesar de a maioria dos vetores ter sido abatida, os ataques já provocaram danos pontuais à infraestrutura e elevaram o nível de alerta em toda a região. Países afetados condenaram a ofensiva e alertaram para o risco de escalada mais ampla.

Especialistas militares avaliam que a campanha iraniana confirma uma tendência observada recentemente em conflitos modernos: o emprego de grandes volumes de drones e mísseis para saturar defesas multilayer e impor custos desproporcionais ao adversário.

Com a continuidade das trocas de ataques, cresce a preocupação de que o confronto evolua para uma fase ainda mais intensa de guerra de desgaste aéreo no Oriente Médio.■


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Rodolfo
Rodolfo
5 dias atrás

Temo que a meta do Irã, além de sobreviver essa campanha americana e israelense, seja de queimar o maior numero possível de interceptadores israelenses e americanos no proximo mês antes de partir para ataques mais destrutivos.
A chance desse conflito sair fora do controle é muito grande.

Tomcat4,7
Tomcat4,7
Responder para  Rodolfo
5 dias atrás

Creio que este ,diferente da Ucrânia, vai acabar tendo uso de alguma nuque ,mesmo que tática ou bomba suja.

Joanderson
Joanderson
Responder para  Tomcat4,7
5 dias atrás

Nem a Rússia a 4 anos de guerra sofrendo com todo tipo de pressão chegou a esse ponto,se os EUA usarem nuks vai queimar sua reputação no mundo sem precedentes,até porque essa guerra não ameaça o território continental americano.

JHF
JHF
Responder para  Joanderson
5 dias atrás

Eu suspeito estão se referindo ao Israel, bem mais “nervosos” e com irrestrito despreço pelo outro lado do conflito.

Jaguar
Jaguar
Responder para  JHF
4 dias atrás

Eles abririam um precedente gigantesco, outras nações como Coreia do Norte ou Rússia poderiam seguir a mesma doutrina

Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  Joanderson
5 dias atrás

Concordo, mas também devemos lembrar que o apoio que a Ucrânia tem no mundo é infinitamente maior que o do Irã.

Caso a Rússia atacasse a Ucrãnia com armas nucleares, os EUA e a Europa poderiam reagir, a Rússia já está bem isolada, ficaria muitíssimo mais isolada e até uma resposta nuclear poderia ocorrer.

Já o Irã não tem este tipo de apoio, seria muito mais difícil a Rússia e/ou a China atacar os EUA com armas nucleares como resposta a um ataque contra o Irã e os EUA não estão isolados, receberiam muitas críticas de vários países mas dificilmente seriam atacados.

Joanderson
Joanderson
Responder para  Luís Henrique
5 dias atrás

Se a Rússia atacar Ucrânia com armas nucleares o máximo que o ocidente vai fazer é mais sanções e isolamento, quem vai ser o doido que vai atacar uma potência nuclear plena como a Rússia.
A resposta é na hora.

João
João
Responder para  Joanderson
4 dias atrás

O regime está lutando pela sobrevivência…
Eles tem capacidade de lançar bombas sujas.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Joanderson
4 dias atrás

Que reputação? A atual é totalmente coincidente em usar nukes contra atores adversários dos seus interesses.
O mundo ficaria abismado, mas nem um pouco surpreso.

Vitor
Vitor
Responder para  Sergio Machado
4 dias atrás

Você quis dizer os americanos em uma guerra joga sujo… pergunta para um centenário japonês .

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Vitor
4 dias atrás

Os Japoneses nessa época jogaram limpo?

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Joanderson
4 dias atrás

Reputação dos EUA? Qual?

fewoz
fewoz
Responder para  Joanderson
4 dias atrás

Os EUA continuam a ser o único país na História a usar nukes. Nunca duvide deles.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  fewoz
4 dias atrás

Sim. Ainda bem que jogaram.

fewoz
fewoz
Responder para  Joanderson
4 dias atrás

Antes de tudo, é necessário ter reputação. Não entendo como o país mais belicista do mundo a tenha.

Jadson S. Cabral
Jadson S. Cabral
Responder para  Rodolfo
5 dias atrás

O Irã não tem essa capacidade. Se tivesse, a resposta estaria sendo muito mais contundente. Ao invés disso estão atacando alvos pontuais, esporádicos, concentrando seu esforço principalmente em Israel.

O Irã é daqueles que falam demais e na hora H, pouco ou nada fazem. Já tiveram parte da sua capacidade dizimada nos últimos ataques, e agora, parece que terão o restante. E cadê as fortes consequências que todo mundo temia e o Ita cansava de falar? Nem o estreito de Ormuz virou o caos que todo mundo disse que viraria. A frota americana? Nem cossegas.

Rodolfo
Rodolfo
Responder para  Jadson S. Cabral
4 dias atrás

O fluxo de navios no estreito de Ormuz parou. A razao principal foi porque as seguradoras suspenderam o war insurance na regiao. Entao mesmo que o Irã nao tenha tanta capacidade como vc acha, esse conflito já foi o suficiente pra “fechar” o estreito de Ormuz.

Jailton Silva
Jailton Silva
Responder para  Jadson S. Cabral
3 dias atrás

Força bruta representa nada mais do que um sistema de fraqueza, geralmente o forte não usa o raciocínio sabendo que é mais robusto e pode esmagar o inimigo facilmente. É aí que eles são surpreendidos, os EUA já provou amargamente na querra contra o vietinã, um país que dá trabalho até encontrar no mapa.

cipinha
cipinha
Responder para  Rodolfo
5 dias atrás

O uso de bombas sujas por parte do Irã é muito mais provável do que por Israel ou EUA que se quiserem usam algo que realmente vai fazer um estrago bem mais considerável

Vitor
Vitor
Responder para  Rodolfo
4 dias atrás

União Europeia … clubinho dos dispostos …esses vão pagar a conta do gás … maravilha !

fewoz
fewoz
Responder para  Vitor
4 dias atrás

Agora os europeus vão correr atrás do Putin novamente, hahahaha

juggerbr
juggerbr
5 dias atrás

Repetindo a resposta ao post anterior: Imagino o custo desta defesa, se a cada drone lançaram um míssil para derruba-lo. Fora que não dá pra ter estoque infinito, e as fábricas da munição ficam nos EUA. Se torna um desafio logístico e financeiro fazer a defesa AA no médio e longo prazo.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  juggerbr
5 dias atrás

O problema é que isso não faz muito sentido. Ah sim, custa caro, mas acho que custaria muito mais caro deixar de defender adequadamente ou, para os países atacantes, ficaria muito mais caro depois providenciar defesa e limpeza radiológica.

Os estoques não são infinitos de nada. Mesmo que estejam produzindo mísseis à todo o vapor nos EUA. O Irã pode estar tentando produzir e montar o máximo de drones e mísseis possível, mas está sob ataque. Sua infra estrutura fabril está sob ataque, as cadeias de suprimento e logística sob ataque. Inevitavelmente isso vai degradar não apenas a velocidade de sua produção e desdobramento para uso, mas também sua capacidade de efetivamente produzir qualquer coisa de maior impacto.

Ou seja, vai sair muito mais caro para o Irã, que ainda por cima não vai conseguir nem repor estoques de mísseis antiaéreos ou radares, mas também vai penar para conseguir repor estoques de mísseis balísticos e eventualmente até drones, embora sua cadeia produtiva seja mais resiliente.

deadeye
deadeye
Responder para  Leandro Costa
5 dias atrás

Há outro ponto a ser considerado: Os EUA está queimando os estoques que seriam necessário no pacifico. E como ele disse, muitos especialistas estão falando que na região só existem mais 4 a 5 dias de estoques e as defesas já estão começanado a mostra esse sinal.

Estamos começando a ver danos significativos, como o Quartel da U.S Navy no Bahrein praticamente destruido e diversas infraestruturas nas bases. O Irã pelo jeito vai levar isso para uma guerra de atrito. E mesmo que o Irã perca mais, os danos aos EUA e aos seus aliados na região são inegáveis, já que até mesmo ataques de forma assimétrica começaram na região.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  deadeye
5 dias atrás

Cara, até agora o que eu vi foram danos mínimos. Aquele acerto no QG da 5ª Frota foi logo no primeiro dia. Eu vi as fotos dos danos. Não foram leves, mas está beeeem longe de tirar a base de operação. O mesmo vale para os outros locais, que inclusive receberam danos bem mais leves.

No final das contas os danos inflingidos pelo Irã não consegue paralisar ou impactar de qualquer forma significativas as operações militares Americanas ou Israelenses, mas os atacantes conseguem impactar diretamente na eficiência operacional militar Iraniana.

Esse papo de especular tamanho de estoque dá uma controvérsia incrível. Os estoques de armamentos guiados e não-convencionais dos Americanos e Israelenses é absolutamente colossal. Vocês tem que lembrar que os EUA estavam preparados para frear avanço do Pacto de Varsóvia e abastecer a Europa de munições em caso de Guerra. As REFORGER treinavam isso regularmente. Ainda existe muita coisa dessa época, mesmo que a maioria seja convencional, mas produzir kits de guiagem é muito mais rápido.

O único problema seriam estoques de mísseis antiaéreos, ou seja, as aeronaves vão ter que cumprir o papel. Mas com a taxa com a qual o Irã anda queimando mísseis balísticos, não acho que vá ser necessário. Contra drones, aposto em armamento de tubo mais do que qualquer coisa. E mesmo assim a tendência é a diminuição gradual, porém constante, na capacidade de emprego e fabricação de drones por parte do Irã.

Enquanto isso EUA e Israel produzem armamentos à todo o vapor. Ainda mais com a indústria já aquecida pelo atoleiro Russo na Ucrânia.

deadeye
deadeye
Responder para  Leandro Costa
5 dias atrás

Eu sei que os EUA estava se preparando para enfrentar o Pacto de Varsóvia. Porém a maior parte do que sobrou no fim da guerra fria, ou foi ventido, ou transferido para outros páises. Muita coisa sobrou sim, porém não dá para saber a dimensão do que sobrou. E além disso, o estoque de misseis balisticos também é incerto, não temos a certeza quantos mísseis estão em operação.

É inegável que o Irã vai sofrer mais, isso não discuto, porém dá para inferir que a situação principalmente quanto aos misseis antiaereos não está confortável.

E quanto ao fato de que EUA e Israel produzem armamento a todo vapor, deve ser considerado que nem toda essa produção está sendo enviada ao Oriente Médio. Tem a demanda da Ucrânia, dos EUA principalmente no pacifico e das forças na Europa. E a Lockheed disse, que o aumento da produção de interceptadores THAAD, é no longo prazo.

É inegável que o Irã vai sofrer mesmo, porém também é inegável que a saturação funciona, e possivelmente o regime não vai cair.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  deadeye
5 dias atrás

Bicho, a demanda mais urgente é a das tropas em contato. Não existe urgência maior do que essa em país nenhum. Durante a Segunda Guerra Mundial, aliados em combate às vezes, às vezes conseguiam prioridade, mas a maioria só recebeu depois que forças americanas estavam equipadas em nível suficiente. Caso contrário nem pensar. Pegava-se do estoque antigo e olhe lá. Motivo pelo qual a FEB foi equipada com Springfield 1903, assim como a maior parte das forças auxiliares do Exército Americano.

Muito do que foi vendido para fora, em termos de munição, pode ser comprado de volta. E pasme. Isso já aconteceu antes heheheheh.

Houve época em que os teóricos diziam que não iriam precisar de bombas convencionais. Ia ser tuuuuuudo nuclear. Então os EUA venderam boa parte dos estoques de bombas convencionais para a Alemanha em algum momento do final dos ano 50/início dos anos 60. Venderam cada bomba por 10cents ou algo assim.

Aí veio o Vientã. Bomba pra tudo quanto é lado. Começou a faltar bomba em 1966. Não haviam ainda reativado a produção em massa de bombas aéreas. Rasparam o baú mesmo. Chegaram à usar bombas da Segunda Guerra Mundial e tudo. Até que lembraram das bombas vendidas à Alemanha.

Compraram de volta. Mas a Alemanha cobrou 1 USD por bomba hehehehe. E depois dizem que não tem Alemão esperto.

Desde então nunca houve falta de bombas. Eles tem um nível mínimo que deve ser mantido em estoque para todo determinado tipo de munição. Esse estoque deve ser capaz de aguentar um ‘bom tempo’ (descrição que eu li) em duas frentes de Guerra.

Então eu acredito que munição não vai ser problema. Pode chegar uma hora que munições guiadas mais antigas apareçam, mas ainda assim, não acho que vá faltar tiro.

Dworkin
Dworkin
Responder para  Leandro Costa
5 dias atrás

Acho que vc tá subestimando um pouco a necessidade de armamento pesado dos EUA. Tipo, realmente por um lado você tem razão, analise tá concreta, mas o lance é que os EUA e Israel dependem muito de armamento extremamente tecnológico e caro, e esse tipo de armamento demora muito pra ser colocado em campo de batalha. Na real é que virou uma guerra contra o tempo dos dois lados. Só o tempo vai mostrar a realidade.

cipinha
cipinha
Responder para  Dworkin
5 dias atrás

Quem pode mais, pode menos. Se o problema são armamentos muito tecnológicos que demoram muito para estar no campo de batalha, podem retroceder e produzir algo mais simples até com mais velocidade.
Acredito que esse tipo de guerra está mostrando que armamento de tubo e até mísseis mais antigos e com tecnologia amplamente dominadas e baratas possam ser usados para defesa contra drones mais simples

Paulo
Paulo
Responder para  cipinha
5 dias atrás

Enxames de drones são muito dificeis de conter por armamento cinetico, quer de tubos( canhões de tiro rápido), quer por mísseis. A primeira, a segunda, a terceira onda, você consegue conter mais ou menos. Mas depois, sua munição vai se esgotando rapidamente. Seria preciso, uma uma cadeia de suprimentos muito bem estruturada. Por isto, a existência de bases aéreas na região, é vital para os EUA . Mas se o Irã conseguir danificar estas bases, a ponto de atrasar ou impedir o pouso de aviões cargueiros de grande porte, as coisas para os EUA podem se complicar. Faltar munição e mísseis, vai expor a infraestrutura militar americana à danos cada vez maiores. Por isto é uma corrida contra o tempo de ambos lados. Para os EUA é necessário destruir a infraestrutura do Irã o mais rápido possivel, antes que falte munição. Para o Irã, impedir ou atrasar esta destruição, e proteger ao máximo seus estoques de drones e mísseis.

Bosco
Bosco
Responder para  Paulo
4 dias atrás

Essa equação que você faz seria correta se os locais de lançamento/armazenamento de mísseis e drones não estivessem sendo martelados e o lado atacado estivesse só na defensiva.
Não é isso que está acontecendo.
Em se estabelecendo a supremacia aérea sobre o Irã a capacidade ofensiva irá ser completamente neutralizada e se há limitação na quantidade de interceptadores do lado americano/israelense, pode ter certeza que não há a menor possibilidade de faltar munição ofensiva.

Felipe M.
Felipe M.
Responder para  cipinha
4 dias atrás

Até porque, quanto mais a capacidade de defesa do Irã é degradada, mais se abre espaço para o uso de equipamentos e insumos defasados. Se esse conflito se prolongar, provavelmente, veremos o uso massivo de bombas burras. Infelizmente, os danos colaterais aumentariam bastante.

Acho que, de fato, o grande gargalo de americanos e, principalmente, israelenses é a defesa antiaérea.

Ao que parece, iranianos possuem um grande estoque desses drones baratos. E, caso continuem usando em altas quantidades, certamente os sistemas de defesa antiaérea serão sobrecarregados.

Ao que parece, alguns países da região já estão preocupados com eventual sobrecarga, como o caso do Kuwait.

De toda forma, a cada dia que passa, a capacidade de defesa iraniana se degrada. E caso o conflito se prolongue mesmo, gastarão boa parte de sua força de ataque, além daquilo que for destruído. Uma outra consequência decorrente disso é países da região verem uma janela de oportunidade para entrar no país. Arábia Saudita, Turquia e Paquistão possuem interesses em território iraniano. Além dos diversos grupos que atuam na região.
Inclusive, vi em algum lugar (não sei se é verdade), que a Al Qaeda teria declarado apoio aos ataques citando, inclusive, apoio explícito à Israel.
É o que já disse algumas vezes. A impressão que tenho é que a disputa entre sunismo e xiismo é superior à vontade de acabar com Israel.

Bosco
Bosco
Responder para  Dworkin
4 dias atrás

O pessoal fixa na capacidade defensiva limitada do Ocidente contra mísseis balísticos mas esquece que a melhor defesa é o ataque e o ataque do Ocidente, principalmente americano, é baseado em aviões e bombas, daí os EUA ter apostado no F-35 e na JDAM enquanto todo mundo dava risada e fazia mísseis balísticos aos milhares.

Paulo
Paulo
Responder para  deadeye
5 dias atrás

Armamento, tem prazo de validade. Explosivos tem prazo de validade. Misseis e bombas estocados por anos, se degradam. A chance de falharem quando usados é muito grande e perigoso.

juggerbr
juggerbr
Responder para  Leandro Costa
5 dias atrás

Havia uma ‘noticia’ da época que houve o ataque de Israel e EUA às instalações nucleares do Irã que os persas teriam algo como 200 mil drones, foguetes, misseis e afins estocados. Verdade ou não, não sei, mais algo assim tornaria qq defesa AA vulnerável por exaustão e falta de munição.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  juggerbr
5 dias atrás

Jugger… 200 mil drones, foguetes, mísseis e afins?

Pra começar, se fossem 200 mil foguetes estilo Zuni, eu acho plenamente possível. Mas não fariam tanta diferença assim.

Agora mísseis…? De que tipo? Qual tamanho? Balísticos? Duvido. Pode ser 200 mil munições de diversos tipos. Aí acredito.

Tem que pensar que quantidades absurdas de meios necessitam de espaços absurdos para armazenagem com condições absurdas de controle de temperatura, quantidades absurdas de técnicos para montagem, meios logísticos absurdos para transporte e quantidades absurdas de operadores para efetivamente usá-los contra o inimigo.

Todos esses fatores são passíveis de interrupção. Bombardeamento dos armazéns, mesmo fortificados (B-1s e B-2s foram utilizados, acho que para lançarem um número maior de bombas maiores, com maior poder de penetração à instalações mais distantes), interupção no fornecimento de energia pode tornar as instalações inadequadas para armazenamento dos componentes eletrônicos e talvez até o combustível desses mísseis/foguetes/drones, ações constantes de interdição do campo de batalha podem eliminar os meios logísticos, etc.

Acredite, isso tudo que descrevi acima, já foi feito no passado em menor ou maior escala.

Plínio Jr
Plínio Jr
Responder para  Leandro Costa
5 dias atrás

O Irã está sob fortes ataques e pressão, daqui a pouco o arsenal de mísseis e drones será destruído, sem oposição aérea , os americanos vão mapear e manter sob vigilância áreas de lançamento para destruir lançadores e operadores ….é uma simples questão de tempo …

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Plínio Jr
5 dias atrás

Assim como foi com os Scuds Iraquianos.

Paulo
Paulo
Responder para  juggerbr
5 dias atrás

Seria a hora dos EUA testarem os sistemas de armas de energia concentrada para neutralizar os enxames de drones, como o sistema leonidas, baseado em microondas de alta potência. Deve haver protótipos operacionais dele. Esta seria talvez a saída, antes de cair no desespero, e partir para algo extremo, como algum artefato nuclear tático. O problema é que se os EUA fizerem isto no Irã, no outro dia, a Rússia vai fazer chover particulas radioativas na cabeça de Zelensky. E aí, pro abismo nuclear é um pulo.

Paulo
Paulo
Responder para  Paulo
5 dias atrás

Isto passou pela cabeça de Nixon, quando os EUA estavam atolados no Vietnã. Armas nucleares táticas na cabeça dos vietcongues. Ninguém sabia se falava sério, ou era a teoria do louco, só pra intimidar. É que havia um Henry Kissinger, que o demoveu da ” loucura “, e o fez aceitar a derrota. Agora, com Rubio ? Hegseth ? Não sei não….

Paulo
Paulo
Responder para  Paulo
5 dias atrás

E tem um fator complicador. Israel. Não hesitariam um minuto sequer em usar os Nukes táticos no Irã, caso se vissem sem saída.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Paulo
4 dias atrás

Nixon nunca cogitou usar armamento nuclear no Vietnã. Apenas bombardeio convencional massivo.

Franz A. Neeracher
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

Verdade……quem pensou nisso foi o General Westmoreland durante a batalha de Khe Sanh em 1968.

Abymael
Abymael
Responder para  Franz A. Neeracher
4 dias atrás

Tem uma entrevista do Westmoreland, durante a guerra, que beira o inacreditável: ele tranquilamente falando algo como que os asiáticos não tem tanto apreço à vida e que não sentem tanta dor quanto os ocidentais…
Quando se assiste, a gente fica esperando ele arrematar dizendo que, na verdade, estão fazendo um favor aos vietnamitas ao despejar napalm e agente laranja neles rsrsrs (aliás, “agente laranja” combina bem com o momento atual…).

Renato
5 dias atrás

O eixo do mal ñ vai aguentar. Já tô vendo gente da Europa querendo socorrê-los.

deadeye
deadeye
5 dias atrás

Eu fico me perguntando se o Brasil teria como resistir há um ataque semelhante.

Filipe Prestes
Filipe Prestes
Responder para  deadeye
5 dias atrás

Claro que não, visto que nem sistema AA de médio alcance temos. Nossa melhor defesa é que somos um país grande demais, com geografia complexa demais, para sermos invadidos em larga escala. Nossa profundidade estratégica é a nossa defesa não planejada.

Josè
Josè
Responder para  Filipe Prestes
5 dias atrás

Essa imensidão territorial facilitaria ataques em todos as regiões sem qualquer possibilidade de defesa, misseis de cruzeiro viajam mais de 2000 km, e pior, dificultaria demais para nós os reparos, imagine hidrelétricas e linhas de transmissões atingidas no norte, a dificuldade que seria reparar esses danos, se em tempos de paz já é complexo, a nossa imensidão não nos favorece tanto quanto imaginámos em um hipotético conflito.

Última edição 5 dias atrás por Josè
YUFERFLLO
YUFERFLLO
Responder para  Josè
5 dias atrás

primeiro que qualquer um precisariam usar navios de grande porte com vários navios abastecedores ou seja pouquíssimos países conseguiriam fazer isso, não temos países próximos que tem misseis do mesmo nível do Irã, nós temos a vantagem de produção e tecnológica quando comparamos com todos os nossos vizinhos, ou seja é um cenário bem diferente

Josè
Josè
Responder para  YUFERFLLO
5 dias atrás

Da minha parte a suposição se dá como sendo os EUA o adversário, acredito que pelo primeiro comentário deva ser também já que ele diz ataque “semelhante”, por motivos mais do que óbvios não resta outra opção, até porque não existe mais ninguém no mundo nesse momento com poder de projeção igual, apesar de ser apenas uma suposição sugiro a quem está no governo nesse momento que abra o olho, recados estão sendo dados, hoje mesmo saiu um relatório americano sobre o suposto funcionamento de uma base secreta chinesa aqui, e um relatório desse nível ser divulgado nesse momento é mais do que um recado, quem vai pagar para ver, Maduro pagou e…, o traficante do México pagou e…, o aiatolá pagou e…, enfim.

Última edição 5 dias atrás por Josè
Paulo
Paulo
Responder para  Josè
5 dias atrás

Por isto mesmo, que a MB insiste nos SNbrs, como a única forma de conter uma potência agressiva, que só nos ameaçaria vinda pelo Atlântico. Pelas reportagens de hoje, parece que a MB foi ouvida.

Felipe M.
Felipe M.
Responder para  Paulo
4 dias atrás

O complicado é que não se tem nem perspectiva de quando o primeiro subnuc poderia entrar em ação. Depois dele, quanto pra construir um segundo? R$ 10 bilhões? É completamente inviável para curto/médio prazo. Está um auê danado pra conseguir liberar R$ 30 Bi (em 06 anos), que não dá pra pagar nem a totalidade dos projetos já contratados.
Pro curto prazo (até 5 anos), esse valor teria que ser, no mínimo, dobrado, para, ao menos, pagar os contratos já vigentes e iniciar a execução de novos contratos para ampliar as capacidades.
Médio prazo (até 10 anos), precisaria de uns R$ 150 bi para pagar os novos contratos e consolidar a ampliação de capacidades.
No longo prazo (10 a 20 anos), R$ 300 bi (no total do período), colocarias as FA’s em um nível satisfatório de dissuasão.

O complicado é que quando começa a pingar recurso começam os devaneios (como PA) e as reestruturações de carreira. Vi esses dias que acaba de ser concedido reajuste aos comandantes das forças. Não sei se é parcela de reajuste anterior ou novo reajuste. Mas, os recursos sempre vão pra esse lado.

Quanto à MB, deveriam ter selecionado um sub convencional com AIP. Mas, mesmo não tendo feito, o único caminho razoável para o curto/médio prazo, é investir em sub convencional. Quem sabe, dobrar a quantidade.

O mais frustrante de tudo isso é que estamos no momento mais perigoso das gerações atuais, no nível atual, e a classe política parece estar totalmente alheia à tudo.

R$ 300 bilhões em 20 anos. Seriam R$ 15 bilhões por ano.

  • Emendas parlamentares = R$ 61 bi;
  • Fundo Partidário = R$ 1,6 bi;
  • Fundo Eleitoral = R$ 5 bi / 2 = R$ 2,5 bi;
  • Total = R$ 65 bi/ano;

Pra garantir os R$ 15 bilhões por ano e termos uma capacidade efetiva de defesa, bastava essa turma abrir mão de 23% do que gastam em “investimento político”.
Mas não, preferem ignorar a situação, que não está sendo ignorada por nenhum grande país no mundo, e continuar destinando mundos de dinheiro para gastos, em sua maior parte, supérfluos.

É lamentável tudo isso. É lamentável que a maioria será reeleito por uma população que, dia após dia, avaliza tudo isso.

Josè
Josè
Responder para  Felipe M.
4 dias atrás

Não diria que avaliza Felipe, é muito pior, literalmente vende o voto.

fewoz
fewoz
Responder para  Josè
4 dias atrás

Exato. O pessoal no Brasil tem a falsa noção de que ser grande ajuda em alguma coisa, mas se esquecem que estamos em 2026, não em 1914 ou 1940. Um porta aviões ou submarinos estacionados perto de Santos já seria suficiente para destruir o coração econômico brasileiro facilmente. E nem vou mencionar que o coração tecnológico aeronáutico (São José dos Campos) está há menos de 100 kms do litoral…

Isto da distância faria algum sentido se a indústria e coração econômico do Brasil estivessem no meio do país, mas não é o caso. Isso tudo mostra que o Brasil é vulnerável em todos os sentidos.

Dworkin
Dworkin
Responder para  Filipe Prestes
5 dias atrás

JK salvou o Brasil enfiando Brasília no meio do país kk

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Dworkin
4 dias atrás

Salvou os políticos sem vergonha isso sim, e deixou o pais ainda mais endividado.

Paulo
Paulo
Responder para  Filipe Prestes
5 dias atrás

Vantagem de não ter fronteira seca com nenhuma potência agressiva. Agora, México, Ucrânia, Polônia e a bem dizer a Europa, tem de se preocupar. O exército vermelho marchou de Moscou a Berlim, sem precisar nem de um barquinho de pesca pra transportar seus 2 milhoes de soldados.

Joanderson
Joanderson
Responder para  deadeye
5 dias atrás

Kkkkkkk agora eu rir viu,o Brasil passaria sufoco com a Venezuela quem dirás.

YUFERFLLO
YUFERFLLO
Responder para  Joanderson
5 dias atrás

nope a Venezuela é muito inferior, apenas tinha quantidade de equipamentos da guerra fria, literalmente, porque a Venezuela os comprou em sua maioria antes dos anos 2000, que teve uma enorme diminuição dos gastos militares, nesses últimos anos a Venezuela gastou menos de 1 bilhão de dólares, ou seja como vimos muitos dos equipamentos estavam sem manutenção

Última edição 5 dias atrás por YUFERFLLO
cipinha
cipinha
Responder para  YUFERFLLO
5 dias atrás

é aquela coisa, ter não é operar.

Felipe
Felipe
Responder para  Joanderson
4 dias atrás

O sufoco do Brasil é que nossa indústria e população estão concentradas no sul, sudeste e no litoral em geral. Deslocar grandes recursos até o norte é custoso e leva tempo.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  deadeye
5 dias atrás

E é bom continuar se perguntando, pq esse dia chegará…

deadeye
deadeye
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
4 dias atrás

Eu só espero que quem tenha poder de decisão, esteja se perguntando o mesmo que eu.

Bosco
Bosco
Responder para  deadeye
4 dias atrás

A maior defesa de um país como o Brasil contra agressão externa é ter instituições fortes e pautadas pelo respeito à vontade popular.
Ou seja, um país que não rompa com a sua população e que tenha seres iluminados no poder terá o respeito da sua população.
Só uma democracia tem como lutar por soberania e liberdade.
Quando o povo sentir que está sendo sacaneada nas urnas e pelas instituições que deviam manter o conceito da supremacia do povo para defender seus privilégios, esse regime não terá apoio e abrirá brechas para ataque externo.
Um país com povo unido, respeitando suas instituições, cujas instituições igualmente respeitam o povo, dificilmente será invadido ou dominado.
Ainda que haja discordância entre os indivíduos acerca da melhor maneira de um país ser gerido, a autoridade dos Poderes da República deveria ser preservada e só o será enquanto o Estado for reconhecido como um bem para o povo ,de onde o Poder emana, e não como uma organização que se apropria do Poder e oprime o povo que devia respeitar.

fewoz
fewoz
Responder para  deadeye
4 dias atrás

Você se pergunta e já sabe a resposta. Se países com considerável poder militar como Israel, EUA, Irá, Rússia e Ucrânia já sofrem com conflitos, imagine o anão diplomático e militar chamado Brasil. Defesa zero.

Nativo
Nativo
5 dias atrás

De qualquer forma, quem mais lucra é o tio Sam , seja com o petróleo que vai subir de preço seja com a venda de armas para repor os estoques, e junto com eles, os banqueiros judeus.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Nativo
5 dias atrás

É… porque o banqueiro protestante, católico, muçulmano, ateu, budista, politeísta, pastafariano (ramén!), que são super escrupulosos e jamais lucrariam com uma coisa horrorosa dessas, né? Antisemitismo à essa altura do campeonato é fogo…

Vinícius Momesso
Vinícius Momesso
Responder para  Leandro Costa
5 dias atrás

É impressionante que, qualquer crítica tecida contra o modus operandi israelense, é tido como anti semitismo.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Vinícius Momesso
5 dias atrás

O que te faz pensar que apenas banqueiros Israelenses lucram com a Guerra? O que te faz pensar que só existem banqueiros judeus em Israel?

Leia as Regras de Aquisição. Até Ferengis lucram com a guerra.

E com a paz.

Josè
Josè
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

Vamos lá, banqueiro chinês é igual a governo chinês, quem ajudava a financiar o Irã?

Joanderson
Joanderson
Responder para  Nativo
5 dias atrás

Se o petróleo subir para 200 ou 300 dólares a Rússia também vai tá no céu.

JHF
JHF
Responder para  Joanderson
5 dias atrás

Só precisa passar dos 80 US o barril e continuar o engarrafamento no estreito. Se o Iran der por afundar petroleiro no golfo então….

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  JHF
5 dias atrás

Acertaram um petroleiro de bandeira Americana hoje, se não me engano.

juggerbr
juggerbr
Responder para  Nativo
5 dias atrás

Petróleo caro é inflação alta, e isso não e bom quando vc tem uma eleição importante em Novembro…

fewoz
fewoz
Responder para  juggerbr
4 dias atrás

Não haverá eleições nos EUA.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  fewoz
4 dias atrás

Ah não?

RDX
RDX
5 dias atrás

Sistemas SAM em serviço no Golfo Pérsico:

Sistema de defesa antimísseis
THAAD – EUA, Arábia Saudita e EAU

Sistema AA de longo alcance
Patriot – EUA, Kuwait, Catar, Arábia Saudita, EAU e Bahrein

Sistemas AA de médio alcance
Hawk – Kuwait, Arábia Saudita, EAU e Bahrein
M-SAM – Arábia Saudita, EAU e Iraque

Sistema AA de médio e curto alcance
NASAMS – Kuwait, Catar e Omã

Sistemas AA de curto alcance (SHORAD)
Pantsir-S1 – Arábia Saudita, EAU, Omã e Iraque
Crotale NG – Arábia Saudita e Omã
VL MICA – Arábia Saudita e Omã
Spada 2000 – Kuwait

Última edição 5 dias atrás por RDX
Abymael
Abymael
5 dias atrás

Não consigo entender essa estratégia deles.
Toda essa montanha de mísseis e drones e não atingiram nenhuma aeronave da USAF (no chão, nessas bases) e nenhuma embarcação da US Navy.
Como eles acham que vão resistir se não atingem os meios de ataque da força que os está atacando?

sub urbano
sub urbano
Responder para  Abymael
5 dias atrás

A maioria dos ataques americanos ate agora foram feitos com Tomahawks e misseis standoff de longo alcance, Himars, drones, etc. Os israelenses estao voando sobre a Siria e Iraque e lançando bombas planadoras e misseis de cruzeiro. A aviação americana sai de pistas de dispersão, reabastece, ataca no limite do alcance das AA iranianas e retorna.

A supremacia aérea sobre Teerã é balela, eles tem condição de ter? Claro q sim, mas tem um custo, terão de suprimir a defesa aerea do Irã q é densa e em quantidade. Trump tem pressionado para o fim do conflito pq sabem q o estoque de armas standoff é limitado, qnd acabar terão q atacar o Irã a moda antiga: com bombas de aviação.

RDX
RDX
Responder para  sub urbano
5 dias atrás

Aposto com qualquer um que o estoque de drones e mísseis iranianos acaba primeiro.

Bosco
Bosco
Responder para  RDX
4 dias atrás

Eu também.
Só um exemplo, na primeira surtida israelense eles lançaram 1200 “bombas” a partir de 200 caças.
Se fossem mísseis teriam sido 1200 mísseis de longo alcance.
Esses 200 caças já foram empregados pelos menos mais 3 vezes após a primeira onda, o que somam teoricamente 4800 bombas.
Como o Irã pode sobrepor a esse poder de fogo se só ataca com mísseis de longo alcance?
Só como exemplo, os EUA tem meio milhão de kits de bombas JDAM, que transformam as bombas burras em bombas guiadas de precisão.
E nem precisa computar a quantidade de kits de bombas guiadas a laser Paveway.
Ou seja, não vai faltar “porva” para os “usamericanoestadunidenses” e nem para os seus aliados.

Bosco
Bosco
Responder para  Abymael
4 dias atrás

Abymael,
É o que eu sempre digo. Míssil é só um dos componentes de uma ação militar. Para que funcionem há de se implementar uma rede de destruição (kill chain) baseado numa complexa e frágil rede de sistemas.
O único sistema de míssil que funciona sem uma rede de destruição consistente é o de mísseis de longo alcance contra alvos fixos, mas contra alvos móveis, mísseis de longo alcance precisam para funcionar de todo um sequência de eventos que se não existir, ou for bloqueada, o míssil torna o míssil inútil.
Para o Irã atingir um navio americano primeiro ele tem que descobrir onde esse navio está e infelizmente parece que o Irã não investiu nisso.
A dinâmica de atingir alvos móveis é totalmente diferente da de atingir alvos fixos.
Os EUA basicamente bloqueia todo o trânsito de radiofrequência empregando diversos sistemas, dentre os quais os aviões de ataque eletrônico EC-130 e EA-37.
Ainda tem os caças EA-18G, de ataque eletrônico tático.
Mísseis antirradiação (HARM e AARGM) destroem fontes emissoras de RF.
Os navios de um CSG são protegidos por um PA que isola uma área de mais de 500 km ao redor, impedindo a penetração de qualquer objeto voador em qualquer altitude que possa fazer conexão com uma central de comando de modo a que um míssil antinavio possa ser lançado.

Abymael
Abymael
Responder para  Bosco
4 dias atrás

Obrigado pela resposta, esclareceu a minha dúvida.

Paulo
Paulo
4 dias atrás

Seria interessante assistir um vídeo no X de Tucker Carlson sobre o atual conflito. Carlson, ex Fox news, é apoiador de 1° hora de Trump. Nesse vídeo, Carlson afirma que Trump foi levado à guerra por Netanyahu. Que esta guerra interessa apenas à ele, e não a Trump, nem aos EUA. Afirma que os EUA deveriam se retirar imediatamente do TO do Irã, antes que se transforme num atoleiro. Que também enxerga que o atual conflito pode levar ao emprego de armamentos nucleares. Tambem afirma que as lideranças à volta de Trump são incompetentes para entender a situação . Carlson expressa pessimismo com tudo isto.
Olhando de fora, Carlson expressa um sentimento cada vez maior dentro do MAGA : Que na verdade é “Israel em primeiro lugar”, e não “os EUA em primeiro lugar”.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Paulo
4 dias atrás

Carlson é louco de primeira ordem. O cara era tão louco, mas tão louco, que a própria Fox News, que é bem doida, enxotou o cara. Nem a maioria dos Republicanos mais MAGA suportam esse maluco.

fewoz
fewoz
Responder para  Paulo
4 dias atrás

Não se engane: são todos parte do mesmo grupo e têm o mesmo pensamento geral. Só discordam pontualmente.

Sergio
Sergio
4 dias atrás

A tática é clara.

Embora de risco visto que os ” aliados” do golfo – e essa é a aposta iraniana – possam , medrosos como brasileiros fossem, voltarem-se contra washington e tel aviv.

Estão deixando que queimem os estoques para numa segunda leva de bombardeios varrerem tudo da face da terra.

De qualquer maneira o Irã já Era.

Não há possibilidade desse regime continuar, o que creio, embora não possam externar, é de concordância até de China e Rússia.

Última edição 4 dias atrás por Sergio
Sergio Machado
Sergio Machado
4 dias atrás

O Irã sabe que Israel, Ucrânia, OTAN e aliados do OM dependem todos basicamente do mesmo fornecedor, que não possui capacidade de reposição dos já baixos estoques. Se antes Israel suportou apenas 12 dias, e agora?
Iranianos jogando com o tempo, China esfregando as mãos por Taiwan e Putin apenas observando.

Bosco
Bosco
Responder para  Sergio Machado
4 dias atrás

Sergio,
Como disse acima, se os estoques de interceptadores dos EUA , Israel e aliados , é limitado, o estoque de armas ofensivas não é.
Os EUA e Israel continuarão a jogar bombas sobre o Irã até que o inferno esfrie.
O custo de interceptadores de mísseis balísticos é alto em relação aos mísseis balísticos por motivos óbvios.
A imensa maioria de mísseis balísticos de longo alcance é de baixo custo, sendo composto basicamente por um motor foguete e uma ogiva, com sistemas de orientação precários, operando no modo “onde cair o alvo era lá”.
Tais mísseis, que constituem o grosso dos mísseis iranianos , não têm efetividade militar sendo só empregados com finalidade de causar terror , matando civis.
Desse modo o custo de produzir um míssil balístico é muitíssimo menor que o de produzir um míssil interceptador que não tem a opção de ser borracha mole. rssss
Ou um míssil interceptador e extremamente avançado e por isso muito caro, ou não irá funcionar. Diferente de um tosco míssil balístico que mesmo que tenha um CEP de 3 km ainda causa estragos numa cidade de grandes dimensões.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Bosco
4 dias atrás

Basicamente o que você quer dizer é que o grosso dos mísseis Iranianos são algo à lá (se não forem precisamente os) Shahab da vida, que foram baseados nos Scud, que por sua vez são basicamente um desenvolvimento melhorado dos V-2 Alemães.

E para complementar, é importante pensar no armamento ofensivo, é que a idéia é justamente atingir esses mísseis antes de serem lançados, acabando mais rapidamente com o estoque e diminuindo a pressão sobre os mísseis interceptadores.

A tendência gradual é justamente que os mísseis interceptadores sejam cada vez menos utilizados.

Da mesma forma, os mísseis antiaéreos Iranianos também não tem reposição rápida ou mesmo possível, e certamente vão acabar mais rápido. Isso torna possível a utilização de armamento ofensivo de sofisticação quase nula, mas com eficácia quase igual ao dos guiados.

Bosco
Bosco
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

É isso mesmo.
O grosso são mísseis rudimentares sem capacidade militar real mas apenas com função intimidatória.
Devido ao CEP enorme só são efetivos contra alvos civis e mais ainda se forem dotados de ogivas com agentes químicos ou radioativos.
Mas isso seria inaceitável e poderia gerar uma resposta inesperada dos EUA e de Israel.
Aí o que sobra é eles empregarem esses mísseis de qualquer jeito , atingindo cidades com ogivas unitárias HE e fingindo que esperavam que o míssil caísse num alvo militar, coisa que não conseguem ainda que esse fosse mesmo o alvo.
Uma minoria desses mísseis iranianos possuem veículos de reentrada manobráveis (MaRV) ou veículo planadores hipersônicos (HGV) , que em tese seriam os mais precisos e com capacidade real de atingir um alvo de ponto.

Alguns ainda possuem um avançado sistema ativo de controle de atitude que pode colocar um veículo de reentrada balístico num círculo de 100 metros de raio, mas também são a minoria. E para isso são dotados de imensas ogivas para ver se com um CEP tão grande ainda danificam o alvo militar pretendido.
No geral são mísseis que empregam o segundo estágio para colocarem um veículo de reentrada numa dada direção e seja o que Deus quiser.

Última edição 4 dias atrás por Bosco Jr
Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Bosco
4 dias atrás

O ideal seria que vc como torcedor fanático que é procurasse um psico em dias difíceis como estes….
Poluiria menos o fórum com bobagens cheias de adjetivos, sem nexo causal e que não param em pé, tudo a título de se lambuzar nos ovos de um dos lados.
Os racionais analíticos que desejam afastar-se a fim de ter um ideia mais ampla do todo, vulgo “isentões” por coroinhas de pneu, agradecem.
De antemão, grato.

Bosco
Bosco
Responder para  Sergio Machado
4 dias atrás

rsss
Valeu Serjão!

sergio 02
sergio 02
Responder para  Sergio Machado
4 dias atrás

Ainda to esperando eles afumdarem um dos porta avioes , os 2000 misses de unica unica vez , Israel queimar , os EUA sairem corrento para nunca mais voltar kkkkkkkkkkkkk

Bosco
Bosco
Responder para  Sergio Machado
4 dias atrás

Cê tá tistinho, né, Serjão?
Eu entendo. Tanto ditador do coração sendo exterminado doe esse coraçãozinho amolecido, né?
Mas mudando de assunto, me responda uma coisa. Por que eu deveria ser isento nessa história?
Eu sou torcedor mesmo e torço para que o regime iraniano caia e lá se torne uma democracia e que o futuro Estado Iraniano tenha como objetivo o bem estar do seu povo e não alguma ideia alucinada de seres iluminados que por venturam estejam usurpando o poder.
Acho que quem deve ser isento é o STF, o STE, a PF rssss.
Eu , enquanto pessoa física e sem ocupar cargo público não tenho que ser isento em nada.
Um abraço! E não chupa o dedo que pode dar funguinho e o dedinho ficar dodói.

Última edição 4 dias atrás por Bosco Jr
Bosco
Bosco
Responder para  Bosco
4 dias atrás

Em tempo: “dói” e não “doe”
rssss

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Sergio Machado
4 dias atrás

Não entendi. Você fez uma postagem e colocou uma hipótese e seus argumentos. Recebeu resposta com contra-argumentos, foi iniciado um debate com argumentos, complementos, informações, etc.

E, acredito eu que não tenha gostado do que foi apresentado, mas ao invés de pensar em um cenário contrário, corroborando com dados ou mesmo opiniões relevantes, você partiu para a baixaria, rotulações pessoais, etc.

Acordou de susto e caiu com a busanfa num cassetete de taser e não conseguiu tomar seu rivotril hoje ou algo parecido?

Alecs
Alecs
Responder para  Sergio Machado
4 dias atrás

Essa é sua opinião e todos temos que respeitar, apesar de que já demonstra desrespeito, no mínimo com o Bosco. Seus argumentos são sempre fraquinhos e não agregam nada à Triologia. Como não consegue respeitar o tema da notícia postada, por ignorância total ao tema, parte para o ataque como um aluno da quinta série. Mas já que você postou essas bobagens, te digo que tudo que escreveu sobre o Bosco serve exatamente para você. Se o Bosco não frequentar a Triologia muitos sentirão falta do conhecimento que ele traz e sempre agrega às discussões. Já você… acho que muitos aqui nem sabem quem é. O ideal seria que você como torcedor canhotinho fanático que é procurasse sites onde sua ideologia barata encontrasse quem te desse apoio. Sugiro voltar para o DCE de onde você nunca deveria ter saído.

Abymael
Abymael
Responder para  Alecs
4 dias atrás

Jezuis…dimuliu o sujeito rsrsrsrs

Bosco
Bosco
Responder para  Bosco
4 dias atrás

Eu creio eu que alguns mísseis de médio alcance sequer separam o cone do nariz que devia compor um veículo de reentrada do segundo estágio. Vem tudo junto, o que piora mais ainda a precisão mas dificulta a interceptação já que quando desce cai um monte de metal junto

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Bosco
4 dias atrás

É uma indagação interessante sobre se o cone se separa ou não. O corpo do míssil oferece mais resistência e susceptibilidade à ventos, condições atmosféricas, etc. Vou inclusive tentar saber mais sobre isso mais tarde. Bem lembrado.

Bosco
Bosco
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

Muitas daquelas chuvas de fogos caindo dos céus que vemos sobre as cidades atacadas são destroços do míssil que sequer foi atingido. Ele “desintegra” na reentrada e deixa o sistema defensivo endoatmosférico (Patriot) em pânico com múltiplos contatos.
Depois da Primeira Guerra do Golfo houve alteração do software do computado do Patriot e da espoleta do interceptador PAC-1 para tentar lidar com esse problema.
Hoje a tecnologia avançou mas não deixa de ser um problema para os defensores.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Bosco
4 dias atrás

Sim, infelizmente isso me lembra da Challenger e da Columbia.

Mesmo interceptado, a quantidade de debris nesses casos é significativa, e vem ao solo em velocidade considerável.

Bosco
Bosco
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás
Bosco
Bosco
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

Eu achava que o Shahab 3 , o primeiro MRBM iraniano capaz de atingir Israel, tivesse uma ogiva integrada com o propulsor (1 estágio) mas de acordo com esse artigo a ogiva é separável.
Nesse artigo cita o CEP de 2500 metros.
https://missilethreat.csis.org/missile/shahab-3/#:~:text=The%20Shahab%2D3%20represents%20Iran's,lie%20beyond%20its%20immediate%20borders.
Outros mísseis de menor alcance que estão atingido países vizinhos são dotados de ogiva integrada ao booster, como eram os Scuds e a V2.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
4 dias atrás

Já acabou, não tenho visto mais nada sendo lançado pelo Irã e nada caindo em Israel. Enquanto isso os ataques dentro do Irã tem aumentado bastante.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
4 dias atrás

O objetivo dessa ofensiva americana é muito maior: primeiro, a Venezuela; segundo, o Irã.
Ou seja, controlou e está tentando controlar as maiores reservas de petróleo do mundo, a seu favor.
Por outro lado, impôs um nó logístico na China, que foi jogada no colo da Rússia, como fornecedora de hidrocarbonetos…
Qual será o próximo passo? O que chama a atenção é o pouco ou nenhum envolvimento da Inglaterra e de outros países que formaram coalizão em outros tempos.

sergio 02
sergio 02
4 dias atrás

Mais importante que o número total de lançamentos e o ritmo de lançamentos por dia desde o inicio , como o Felipe Sales falou na live domingo, o importante e o ritmo e parece pela imagem que as coisas estão ficando feias pros barbas 

total-de-lancamentos
Renato Solon
Renato Solon
4 dias atrás

A vitima silenciosa desse conflito é a Ucrânia. A disponibilidade de reposição de misseis antiaéreos para ela provavelmente se reduziu violentamente com a demanda criada no oriente médio.

Cláudio Gomes
Cláudio Gomes
3 dias atrás

E.U.A e Israel deram um tiro no próprio pé.
Ainda não perceberam a estratégia Iraniana.
O Ira não pode atingir os E.U.A e pouco Israel, mas os amigos do Trump sofrerão bombardeios constantes e irá desestabilizar toda a região e provavelmente irão expulsar as bases americanas
para não serem destruídos e quem vai pagar a conta da destruição dos países amigos do Trump.

Josè
Josè
Responder para  Cláudio Gomes
3 dias atrás

Sim, pode ser que seja estratégia, contudo, uma péssima estratégia a princípio, ter seu território totalmente arrasado, em troco de uma possível expulsão dos EUA das bases do OM, esses riscos certamente foram colocados na balança pelos líderes do OM e pelos EUA, ninguém está surpreso com a reação do Irá, e tudo indica que, ruim por ruim é melhor permanecer como aliado dos EUA no momento.

Marcelo Soares
Marcelo Soares
2 dias atrás