OTAN descarta envolvimento direto na guerra contra o Irã
BRUXELAS — O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a aliança não tem qualquer plano para participar diretamente do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, apesar de ter elogiado as ações militares conduzidas por Washington e Tel Aviv.
Em entrevista à emissora alemã ARD, Rutte classificou como “realmente importante” a ofensiva americana e israelense por degradar a capacidade iraniana de desenvolver armas nucleares e mísseis balísticos. No entanto, foi categórico ao separar a posição institucional da OTAN das iniciativas individuais de seus membros. Segundo ele, “não há absolutamente nenhum plano” para que a aliança seja arrastada para a guerra, embora países aliados possam prestar apoio bilateral aos Estados Unidos.
A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às preocupações europeias com o risco de uma escalada regional mais ampla. Diversos governos europeus têm procurado distanciar-se da campanha militar, ao mesmo tempo em que defendem a retomada de esforços diplomáticos.
Erdogan pede prioridade à diplomacia
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, também entrou no debate diplomático. Em conversa telefônica com Rutte — e, separadamente, com o chanceler alemão Friedrich Merz — o líder turco defendeu que a via política deve ter oportunidade de promover uma paz “duradoura e sustentável” no Oriente Médio.
Afirmou, ainda, acompanhar de perto a evolução do conflito entre Irã, Israel e os Estados Unidos e reiterou a necessidade de retomar negociações para evitar uma deterioração ainda maior da segurança regional e global.
Aliança tenta evitar escalada
A posição da OTAN reflete o delicado equilíbrio na aliança. Enquanto alguns membros apoiam os objetivos estratégicos de Washington contra o programa nuclear iraniano, há forte preocupação em Bruxelas e em capitais europeias de que um envolvimento formal da OTAN possa ampliar o conflito.
Por ora, a mensagem oficial do bloco é clara: apoio político de alguns aliados pode ocorrer, mas a OTAN, como organização, permanecerá fora da guerra.■

Por enquanto…
Se, e se apenas se, aquele porta aviões lançando caças no Irã chegar a ser afundado, e o c# dos americanos não passar mais nem wi-fi, ai sim, eles vão lá chorar para os capachos se juntarem no pagode.
Cara, pensa um pouquinho para variar. Tenta enxergar um pouco além do seu preconceito. Os Europeus não querem entrar nessa guerra mesmo que não morram de amores pelo Irã. Eles tem outras preocupações. Já estão apoiando a Ucrânia em frear uma ameaça direta à segurança Européia, que é a Rússia. Isso é interesse Europeu.
O mesmo deles é de o Irã promover o atentado em no território de um dos países membros ou atacar a Turquia, o que poderia levar à invocação do artigo 5º, fazendo com que todos os países contribuam para dar pancadas no Irã.
Acho até que se algum míssil Iraniano cair na Turquia por engano (ou não) os Turcos vão jogar panos quentes porque acho que o Erdogan está querendo sair como mediador dessa disputa para dar uma de bonzinho e ganhar projeção como o grande articulador político da região. Não acho que isso vá acontecer.
E não acho que o Irã seja burro à ponto de atacar algum país Europeu ou até alguma ação em solo Americano. Isso provavelmente uniria a população Americana já dividida, o que faria com que Trump ficasse ainda mais ousado (e não, não quero dizer com isso que ele usaria armas nucleares), e talvez até considere operações de pequena/média escala com soldados americanos no terreno.
Não precisa afundar, é muito difícil, bastaria um impacto de míssil ou drone no convés com apoio midiático(como na Ucrania) que já baixaria a crista deles. Se tem uma hora pra Rússia ou China ajudar essa hora seria agora, como a Nato faz na Ucrania, mas se não querem…depois são eles que vão levar.
Pois é. Não entendo o porque a Rússia e China não tentam dar um suporte ( oficial ) para o Irã, igual a OTAN faz com a Ucrânia, Taiwan, Índia e os países com quem eles tem algum conflito ou pendência territorial. Os franceses estão pura e simplesmente vendendo caças capazes de lançar bombas atômicas para os indianos, que são inimigos dos chineses. E a China acha normal. Imagina se os chineses fizessem isto com os cubanos ou até com os países do Sahel que lutam até hoje para ter independência da França? Imagina o apocalípse na mídia ocidental!
A OTAN vive rompendo os próprios moralismos e regras que impõe a muitos países. Não adianta achar que isto mudará, pois a hipocrisia é método e não um desvio de virtude. Ou tanto a China e Rússia, quanto os outros países que poderão ter sua soberania e liberdade ameaçados, começam a se unir e a formar os próprios grupos, ou vão acabar sendo isolados e destruídos um por vez.
Daqui a pouco os americanos vão querer se engraçar com a Coréia do Norte, Bielorússia… quantos exemplos eles ainda irão precisar para se tocar de que estão lidando com inimigos que os querem isolar e destruir? O que fizeram com os países no norte da África, aqui nas américas com a Venezuela e atualmente estão “finalizando” no Oriente Médio com os ataques contra o Irã, depois de terem transformado em ruínas a Síria, Iraque, Gaza e Líbano, aliados de longa data principalmente da Rússia, fora os golpes que promoveram em outros aliados deles trocando ditadores “ruins” por ditadores “bons” mais alinhados com o Ocidente, tipo o Egito, foi um recado claro.
Os chineses não conseguem firmar um acordo sequer com qualquer país, sem já ter de aguentar rios de lágrimas dos americanos. Se a China vende 1 pilha para qualquer um, é um chororô danado. Ai quando estiverem isolados, com seus navios mercantes sendo sequestrados, igual ao que aconteceu com a Venezuela e até mesmo recentemente com a Rússia, já será tarde. Inclusive, os americanos já estão começando a propagar suas narrativas vitimistas sobre a capacidade militar chinesa. Todo dia algum general americano falando sobre, já começando a implantar o medo artificial no próprio povo, sobre uma possível ameaça e agressão da China.
Se o Irã cair, não irá parar por ali. Atualmente, Rússia e China tem capacidade de bater de frente com a OTAN, mas apenas se formarem aliança e deixarem o individualismo de lado.
“A OTAN vive rompendo os próprios moralismos e regras que impõe a muitos países.”
Cita uma.
OTAN e ONU, de mãos dadas na inutilidade.
Esse curso de falar bobagem foi feito no Senai?
Coitado do Senai….
Foi esse rato que dias atrás nos ameaçou.
Bom dia. Tópico A) Algum membro da OTAN se envolver é inevitável, já devem estar envolvidos. Mas de forma discreta, como sempre. Em alguma tarefa subsidiária e nunca confirmada. De forma oficial é improvável. Traria uma obrigação de mostrar serviço e os Europeus não tem capacidade de fazer muita coisa. A Europa está morta militarmente gente. Hoje, Israel, com financiamento claro, dos EEUU, despeja mais bombas e coloca em jogo mais ativos em um ataque do que toda a OTAN junta faria. Se pensarmos em tropas em terra a situação é ainda pior. Esqueçam a OTAN nessa, a não ser em um caso apocalíptico. B) Erdogan é pragmático e inteligente. Quer que o regime do Iran se exploda, mas vai posar de mediador. Grande líder islâmico, algo que o Saddan também quis ser, mas jogou as cartas erradas. C) Tropas em terra. Os EEUU já deve ter, não duvido nem um pouco. Por enquanto somente FESP, mas não duvido, que, se tudo correr bem e isso seria: um arrefecimento dos ataques de mísseis do Iran e nenhum navio da USN avariado; os Marines entrem em cena em terra. Afinal, Trump tem coragem para isso e ousadia e sabe-se que o que derruba regimes indesejados é “boots on the ground”. Se o regime começar a matar aos milhares, os manifestantes que comemoram (mesmo sem levantar bandeiras americanas, parabéns para eles), os EEUU se verá na obrigação de agir, pois cairá em uma armadilha moral e política que ele próprio criou. E para arrematar no tema da manchete: Europa. As “europets” hoje só chutam cachorro morto.