Cheongung-II - 2

Cheongung-II

Autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) estão pressionando o governo da Coreia do Sul e a indústria de defesa do país para acelerar a entrega de baterias adicionais do sistema de defesa aérea Cheongung-II (KM-SAM Block II), em meio à intensificação dos ataques iranianos contra alvos na região do Golfo.

Segundo relatos recentes, Abu Dhabi solicitou a Seul a antecipação do cronograma de entrega do sistema e chegou a questionar a possibilidade de receber baterias atualmente em serviço nas próprias Forças Armadas sul-coreanas. A urgência reflete o aumento da pressão sobre o sistema de defesa aérea dos Emirados diante da continuidade dos ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã contra diversos países do Golfo.

Fontes militares indicam que os estoques de interceptadores do sistema Patriot, atualmente um dos pilares da defesa aérea emiradense, podem se esgotar em cerca de uma semana, caso o ritmo atual de ataques se mantenha. O custo e o consumo acelerado dessas munições têm se tornado uma preocupação crescente para os países da região, já que cada interceptor pode custar milhões de dólares, enquanto os drones de ataque utilizados por Teerã são relativamente baratos.

Nesse contexto, os Emirados passaram a depender cada vez mais de uma arquitetura de defesa em camadas, que combina sistemas norte-americanos com soluções mais recentes, como o Cheongung-II, desenvolvido pela indústria sul-coreana. O sistema já foi empregado em combate no território emiradense, com interceptações bem-sucedidas de mísseis iranianos durante a atual escalada regional.

O Cheongung-II é um sistema de defesa aérea de médio alcance projetado para interceptar aeronaves, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. Cada bateria integra radares multifuncionais, centros de comando e vários lançadores móveis equipados com interceptadores, formando uma camada intermediária na rede de defesa aérea.

A crescente demanda dos Emirados destaca também o impacto estratégico da guerra sobre o mercado internacional de armamentos. Analistas observam que o desempenho do sistema sul-coreano em condições reais de combate funciona, na prática, como uma poderosa vitrine global para a indústria de defesa de Seul — um tipo de campanha de marketing que nenhum investimento publicitário conseguiria replicar.■


Inscrever-se
Notificar de
guest

25 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
wilhelm
wilhelm
1 mês atrás

Será que esses déspotas sunitas realmente imaginavam que os americanos iriam proteger eles em detrimento de Israel?

Risos.

Juca
Juca
Responder para  wilhelm
1 mês atrás

Não deveria ser surpresa para ninguém, os únicos aliados de valor dos EUA são Inglaterra e Israel, todos os demais ”parças” não passam de peões sacrificáveis.

ASantana
ASantana
Responder para  Juca
1 mês atrás

Deve ser por isso que a Russia se borra tanto da Ucrânia entrar na Otan e a China ainda não invadiu Taiwan.

ASantana
ASantana
Responder para  wilhelm
1 mês atrás

Quem teve esse delírio de imaginar que eles iriam? Nem os sheiks.

Por isso eles compraram sistemas de defesa…

Marcelo
Marcelo
Responder para  wilhelm
1 mês atrás

Agora todo o mundo arabe sabe que eles estão deixados a própria sorte.

RDX
RDX
1 mês atrás

Sistemas SAM em serviço no Golfo Pérsico (atualização):

Sistema de defesa antimísseis
THAAD – EUA, Arábia Saudita e EAU

Sistema AA de longo alcance
Patriot – EUA, Kuwait, Catar, Arábia Saudita, EAU e Bahrein

Sistemas AA de médio alcance
Hawk – Kuwait, Arábia Saudita, EAU e Bahrein
KM-SAM – Arábia Saudita, EAU e Iraque

Sistema AA de médio e curto alcance
NASAMS – Kuwait, Catar e Omã

Sistemas AA de curto alcance (SHORAD)
Pantsir-S1 – Arábia Saudita, EAU, Omã e Iraque
Shahine 2 (versão do Crotale) – Arábia Saudita
Crotale NG – Arábia Saudita e Omã
VL MICA – Arábia Saudita e Omã
Spada 2000 – Kuwait
HQ-17– Arábia Saudita

Wagner
Wagner
Responder para  RDX
1 mês atrás

E os Shared 136 já detonou tudo?

RDX
RDX
Responder para  Wagner
1 mês atrás

A defesa AA dos EAU conseguiu abater aproximadamente 94% dos drones.

UAE Air Defenses Neutralize 15 Missiles, 119 Drones in Iranian Barrage | arabtimes

Heli
Heli
Responder para  RDX
1 mês atrás

Sempre divulgam esse números altíssimos. Se duvidar, Israel abateu 120%, ou seja, já tem 20% derrubados para o próximo ataque

Denísio
Denísio
Responder para  RDX
1 mês atrás

Sim, mas está no prejuízo financeiro. Exemplo: para unterceptar um míssil de 1.000US$ do Irã, EUA e Israel gastam 1.000.00US$. Esses valores é só uma referência. Mísseis iraniano custa milhares de dólares, enquanto mísseis americanos custam milhões de dólares. A cada dia de guerra os EUA perdem milhões de dólares. Quem pagará isso são os consumidores americanos. O llouco laranja já aumentou o orçamento para guerra e terá que aumentar mais, pois o Irã vai dificultar muito ainda.

Última edição 1 mês atrás por Denísio
RDX
RDX
Responder para  RDX
1 mês atrás

Algumas fontes citam que os EAU também operam o Barak e o míssil nacional EDGE SkyKnight.

Última edição 1 mês atrás por RDX
Nico88
Nico88
1 mês atrás

Coreia do Sul, Turquia e Índia seriam bons parceiros para compra e desenvolvimento de armamentos para o Brasil. Isso se a Defesa do país fosse algo levado a sério.

Renato Pereira
Renato Pereira
Responder para  Nico88
1 mês atrás

Brasil…apenas a desonestidade é levada a sério!

Ah não, perdoem: o pão e circo romano estão mais atuais do que nunca!!!

Até quando vai a displicência brasileira com a defesa nacional? Em todas as guerras que participamos foi tudo na gambiarra, no jeitinho, ou contando com um irmão mais velho cuidando de tudo…

Hamom
Hamom
1 mês atrás

Lembra aquela história do cobertor curto no frio, cobre em cima, descobre embaixo…

Iran
Iran
1 mês atrás

Por essa e por outras que o Brasil deveria ter a produção de um míssil AA relativamente barato e de médio alcance produzido aqui, acho que o CAMM-ER supre essa necessidade, ainda mais se ele for nacionalizado ao máximo. Imagino que os mísseis de médio alcance da Turquia são uma opção ainda mais baratas se comparado com as mais tradicionais que vemos no restante da OTAN.

Fighter_BR
Fighter_BR
Responder para  Iran
1 mês atrás

Nunca que o CAMM-ER seria 100% nacionalizado. No máximo montagem no Brasil e produção do combustível

art
art
Responder para  Iran
1 mês atrás

O Brasil perdeu sua chance com o A-DARTER ele poderia ser utilizado como o IRIS-T, míssil usado em plataformas aéreas e terrestres, e ainda com produção nacional. O Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade. Triste. mas é o que é.

Última edição 1 mês atrás por art
Vlademir
Vlademir
1 mês atrás

Será que o Brasil nao poderia olhar para esse sistema para comprar?

Mauricio R.
Responder para  Vlademir
1 mês atrás

Tire a exigência de Tot de radar p/ somente a Embraer usar, que é capaz que saia negócio.
Mas tem que honrar mesmo, os pagamentos…

Ravengar
Ravengar
1 mês atrás

Acredito que os países do golfo irão investir pesadamente em canhões 35 mm oerlikon,ou seus derivados de agora em diante.

Outra opção é o FK 2000 chinês

Última edição 1 mês atrás por Ravengar
Heinz
Heinz
1 mês atrás

Parece que o EAU gostaram bastante desse sistema e os mísseis dele são mais baratos do que do patriot.
Além disso teve uma taxa de acerto beirando os 90%, isso é insano!

Abymael
Abymael
1 mês atrás

Eu diria que a entrega desses sesietmas virou um dorama!
Desculpem o trocadilho cretino, mas não resisti rsrsrs

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
1 mês atrás

Não adianta ficarem apenas se defendendo, eles tem que partir para o ataque ao Irã também.

Alecs
Alecs
Responder para  SmokingSnake 🐍
1 mês atrás

Correto! E nem precisa muita coisa. Ameçar uma guerra total contra o Irã e realizar ataques pontuais já fariam os malucos pensar na cagada que estão faazendo ao atacar os vizinhos.

Andromeda1016
Andromeda1016
1 mês atrás

Em contrapartida os radares chineses deram vergonha estrondosa. Isso que dá comprar radares na Shein rsrsrs.