Ministro da Defesa cobra mais recursos e diz que Brasil acompanha escalada no Oriente Médio

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José Múcio - 2

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o Brasil acompanha atentamente a escalada das tensões militares no Oriente Médio e defendeu o aumento dos investimentos nas Forças Armadas para garantir a proteção das riquezas e da soberania nacional.

A declaração foi feita após questionamentos sobre a situação internacional provocada pelos recentes ataques envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Segundo o ministro, o governo brasileiro monitora a evolução do conflito, mas reforça que o papel das Forças Armadas do país é essencialmente de dissuasão e defesa, e não de agressão.

“Assim como em outros cenários de tensão internacional, estamos preparados. As Forças Armadas existem para defender o país e proteger nossas riquezas”, afirmou Múcio durante uma conversa com jornalistas após um evento oficial em Brasília.

Defesa pede mais investimentos

Durante a entrevista, o ministro reiterou que o Brasil precisa ampliar os recursos destinados ao setor de defesa, argumentando que o cenário internacional se tornou cada vez mais instável. Para ele, a modernização militar deve ser tratada como uma política de Estado.

Múcio destacou que, atualmente, o Brasil investe pouco mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, percentual inferior à média global, estimada em cerca de 2,4% do PIB. O ministro defende que o país eleve gradualmente esse patamar para fortalecer a capacidade operacional das Forças Armadas.

Segundo ele, o aumento de recursos permitiria melhorar os equipamentos, ampliar projetos estratégicos e garantir maior capacidade de dissuasão em um cenário internacional marcado por tensões crescentes.

Diplomacia como principal ferramenta

Apesar da preocupação com a segurança global, o ministro ressaltou que a diplomacia continua sendo a principal ferramenta para evitar conflitos. Na avaliação de Múcio, o mundo vive um momento em que praticamente todas as nações estão armadas, o que torna ainda mais importante a atuação diplomática para prevenir escaladas militares.

O chefe da Defesa também afirmou que, até o momento, o governo brasileiro não recebeu pedidos formais para operações de repatriação de cidadãos no Oriente Médio, mas garantiu que as Forças Armadas estão prontas para atuar caso sejam acionadas pelo Ministério das Relações Exteriores.

A escalada das tensões na região tem mobilizado governos em todo o mundo, levando vários países a reforçar o monitoramento da situação e a preparar medidas de contingência para proteger seus cidadãos e interesses estratégicos.■


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Iran
Iran
1 mês atrás

Ao meu ver o Múcio é um bom ministro da Defesa

Sergio
Sergio
Responder para  Iran
1 mês atrás

Ele é!

Respeitado até por muitos que odeiam o governo petista e votam no jair.

Segue a linha do Aldo rebelo.

Mas , ministro de defesa num ajuntamento de gente mau caráter como este e com esse estamento militar absolutamente imprestável é de dar pena.

Deve passar muitas noites em claro.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Sergio
1 mês atrás

O Aldo Rebelo, na minha opinião, foi o melhor ministro de Defesa que o Brasil já teve desde o período da redemocratização.

Tomcat4,7
Tomcat4,7
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Não acompanhei tanto a gestão dele mas, caso não abocanhe nada nas eleições e o Mucio venha a sair, eu gostaria dele no cargo, manja demais da realidade do Brasil. O Aldo é uma enciclopédia brasileira ambulante.

Alecs
Alecs
Responder para  Iran
1 mês atrás

“Apesar da preocupação com a segurança global, o ministro ressaltou que a diplomacia continua sendo a principal ferramenta para evitar conflitos. Na avaliação de Múcio, o mundo vive um momento em que praticamente todas as nações estão armadas, o que torna ainda mais importante a atuação diplomática para prevenir escaladas militares.” Não sei quem é o mais bunda mole, ele ou o Anão diplomático do Amorim. Desde a criação do Ministério da Defesa, que deveria resolver e intermediar soluções prátiacas, a coisa só piorou. Criar grupo de estudo para resolver as questões de efetivo/inativos vs recursos para manutenção das forças e investimentos nada. Acabou sendo mais um penduricalho para apadrinhados políticos. Não resolvem nada e quando os militares reclamam fazem um afago e pronto. Tem até áudo do Lule dizendo isso: “Quando eles vm com o pires na mão eu libero uma minharia e pronto.”

Última edição 1 mês atrás por Alecs
DRoig
DRoig
1 mês atrás

Precisamos urgentemente de mais verba. Nossos armazéns de lagostas e caviar estão perigosamente próximos do fim, sem esses insumos nossas forças armadas não podem operar.

Em tempo, considerando o contexto global, eu pergunto (aos mais sabidos), não é um mau momento para pensar em adquirir armamento? Por uma simples lógica econômica, onde a quantidade de conflitos faz mais países se preocuparem em reequipar as suas forças, aumentando a demanda por armamento e, por consequência, o preço. Estou alucinando?

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  DRoig
1 mês atrás

A história das forças armadas é uma corrida por adquirir equipamentos que depois recebem uma manutenção precária e acabam descartados precocemente.

Considerando o contexto global, é preciso que o MD e outros orgãos do govenro chamem a sociedade para um debate sobre qual caminho tomar.

Comprar armamento serve apenas para reforãs o caixa da Lockheed ou da BAe Systens. A questão é como investir no setor industrial de defesa brasileiro para ter fornecedores nacionais.

Os repórtes não podem esperar uma cerimônia oficial sobre alguma coisa para ter oportunidade de entrvitar o ministro da defesa. De modo geral, vemos o ministro da economia sendo entrevisato em diversos programas… a situação mundial demanda uma exposição do ministro da defesa.

joao
joao
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

A história das forças armadas é uma corrida por adquirir equipamentos que depois recebem uma manutenção precária e acabam descartados precocemente”

Uma das pérolas mais bizarras q o senhor publicou por aqui …. Meu Deus….

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  joao
1 mês atrás

Meu deus. Realmente foi uma das piores pérolas.
Chamar a sociedade pra debater… é o famoso sonho de viver em reuniões de sindicatos e ongs que debatem , debatem , apontam erros e nunca saem do lugar. Quando vai ver a conta, gastaram milhões de salários e era justamente o recurso que precisava pra compra de ativos ou sobressalentes.

Manutenção precaria é porque liberam a grana pra adquirir e negam o dinheiro pra operar. Vide programa Riachuelo, Vide KC-390 que precisa de reparo , Vide Submarino Tupi sendo desativado…

é o mesmo que dar a picanha e o trabalhador não ter dinheiro pra comprar o gás pra ligar o fogão e fazer o arroz e faltar carvão pro churrasquinho

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  DRoig
1 mês atrás

Como o Camargo já falou muito bem acima, somente comprar armamento não resolve em nada. O Brasil precisa ter capacidade tecnológica e industrial, para desenvolver e produzir seus próprios armamentos.

Se tem uma coisa que os últimos conflitos mostraram muito bem é que, se uma nação depende de ajuda externa para se defender, pode esperar sentada pela ajuda, porque ele não vai vir na forma nem na quantidade necessária.
A Ucrânia que o diga!

Mauricio R.
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Capacidade de produzir armamentos, começa com uma indústria que desenvolve e faz funcionar as tecnologias necessária, ela própria.
Uma indústria que não usa Tot.
E continua com um país que mantém suas contas públicas, arrumadas e em dia.
Pois assim possibilita a geração do capital necessário ao investimento e mantém a previsibilidade desses recursos.
Ah, importante!
O ambiente de negócios deve ser competitivo, orientado ao negócio e avesso a “reservas de mercado”.
Senão as ffaa compram de prateleira.
Pois base industrial preguiçosa merece pancada, não afago.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Mauricio R.
1 mês atrás

Ora, ninguém precisa inventar a roda. ToT é uma estratégica legítima para queimar etapas.

O Japão fez isso no Sec.XIX comprando tecnologia inglesa, o Brasil também fez… a China fez isso na segunda metade do Seculo XX.

Comprar ToT é mais barato que desenvolver no próprio país poque encurta tempo e requer menos pessoal técnico.

O problema nada tem a ver com ToT mas com a capacidade de tranformar ToT em produtos ou serviços com valor comercial. Note que sem a capaciade de transforma tecnologia em produtos/serviços, tanto taz comprar ToT não, investir em tecnologia nacional ou construir pirâmides de pedra..

inútil

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Mauricio R.
1 mês atrás

Como uma base industrial de defesa sobrevive se não recebe encomendas das propias FA´s ?
A Avibras quebrou por isso. A Mectron também.
A Unica exceção é a Taurus no Brasil que me lembre. E as FA mal compram dela. A Embraer Defesa não exporta nada que não tenhamos financiado, desenvolvido e comprado.

joao
joao
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Não se tem capacidade tecnológica e industrial pra Defesa.
Se tem pra nação como um todo, pra todas as vertentes, inclusive Defesa….

Mas preferimos dar diploma pra cotista que não sai lé com cré, e não investimos nos ensinos básico, fundamental e médio…

gambiarra gera gambiarra

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Palavras bonitas, mas o chefe não gosta de gastar dinheiro em Armas, sequer manter. Só o patrocínio que ele faz pra Globo, dava pra modernizar um adquirir um punhado de Guiacurus.

joao
joao
Responder para  DRoig
1 mês atrás

Lagosta e caviar era na época da Dilma… se não comprasse pros seus hotéis de transito, dava exoneração….

Camargoer.
Camargoer.
1 mês atrás

Alguns pontos precisam ser esclarecidos.

1) nem todo gasto militar é investimento. Custeio é gasto. Aquisição de material novo é gasto. Um exemplo prático é o Kc390. O governo financiou o seu desenvolvimento (financiamento em defesa) depois assinou a aquisição de uma frota (gasto).

Folha de pagamanto é custeio. Gastos com treinamento da tropa é investimento.

acho que consegui deixar claro o conceito.

2) comparar o orçamento do MD com o PIB é um erro. Em termos absolutos, os gastos com defesa no Brasil são altos e, sabemos, a maior parte é para pagar pessoal inativo em consequẽncia de um modelo previdenciário disfuncional

Aumentar os gastos com defesa significa reduzir os gastos públicos em outro lugar. O MD gasta pouco em investimento, como por exemplo desenvolver uma tecnologia dual que porssa ser de uso civil e miltitar que possa ser explorada por uma empreas brasileira. O Kc390 é um exemplo de algo que deu certo. O A29 e o T27 foram investimentos que deram reforno ao país.

A reforma ou construção de um estaleiro moderno para a produção e manutençao de navios da MB no Brasil é um investimento. A aquisição do navio é gasto.

3) Múcio faz uma administração discreta, mas o MD ainda funciona como um consórcio de 3 ministérios. O MD é incapaz de fazer coisas simples como unificar a comunicação social, coisas mais complicadas como criar uma agẽncia de comprar e unificar a adminisração das empresas públicas de defesa e muito menos consegue fazer coisas muito complexas que teriam enorme impacto na organização das forças armadas.

Eu já escrevi que os militares tiverm 30 anos para fazer uma reforma em sua estrutura desde a promulgação da CF88. Fracassaram nesta tareda. A reforma virá de fora para dentro por iniciativa do poder civil

Última edição 1 mês atrás por Camargoer.
Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Só acrescento que não é sequer necessário criar mais uma Agência para fazer compras. O Ministério da Defesa possui capacidade e amparo legal para fazer ele próprio as compras unificadas para as Forças. Não precisa de mais um CNPJ. É só fazer. Não o faz por comodismo.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Rafael Oliveira
1 mês atrás

Pois é .. tanto faz ter um agẽncia de compras unificadas ou um departamento ligado ao gabineto do ministro.

È preciso unificar as compras em um único órgão que acumule experiẽncia e informação e veja toda aquisição de modo integrado.

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Rafael Oliveira
1 mês atrás

Vai explicar pro TCU, pra alocação de recursos naquele pandemônio que é a conta publica.

joao
joao
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Treinamento não é investimento. É custeio.
Inativo não é disfuncional. É economia por não se pagar “melhor*” a ativa.

* “melhor” = direitos dos estutários ou CLTistas.

OBS: Inativos e pensionistas em qq país é mais caro do que ativa.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  joao
1 mês atrás

Ora João,

Vocẽ acha que só existem duas alternativas. 1) uma previdẽncia militar disfuncional ou 2) CLT.

Uma tolice mastodõntica. Talvez mamutica porque foi extinta por incapacidade de adaptação.

Eu nem acho que o modelo previdênciário do servidor público civil (que no caso já uma terceira opção que vocẽ ignora por razões darwinistas) seja tão adequado que possa ser aplicado diretamente aos servidores militares, mas caso o fosse, uma grande parte do problema da conta dos intativos das forçar armadas seria resolvido.

As contas da previdẽncia do servidor civil do executivo tem sido mantidas sob controle e sua viabilidade de longo prazo garantida, ao contrário da previdência militar que colapsou.

Talvez tenha chegado o momento do poder civil externo, sob o qual os militares devem obediência hieráquica, instituir de fora para dentro um modelo previdenciário adequado para a carreira militar ao mesmo tempo que faz uma reforma da estrutura militar extinguindo privilégios como os colégios militaers e TG, estruturas organossauricas que estão á espera de um meteoro para fazer o que é preciso. “Não Olhe Para CIma”

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Camargoer.
1 mês atrás

Voltam a soar os tambores da revolução do proletariado. O MD criou sim muitas sinergias, principalmente no emprego da força. A Comunicação social de cada força é um punhado de pessoas. Todo mês vem um mesmo falar que o orçamento vai pra salários. Pois bem, os salários são tão baixos que esta todo mundo saindo…

A Nossa FA possui um custo por homem (Salário) muito mais baixo que qualquer país de primeiro mundo e ainda assim fazemos milagres.

Carlos Pietro
Carlos Pietro
1 mês atrás

O que que adiante, aumentar os investimentos nas forças armadas se o dinheiro vai quase todo para pagar pessoal.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Carlos Pietro
1 mês atrás

Gastos com pessoal são fixos e vem diminuindo. Quanto mais verba além disso, sobra para programas e equipamentos que precisamos.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Leandro Costa
1 mês atrás

O problema é o modelo previdenciário disfuncional que consome os recursos como uma nuvem de gafanhotos famintos.

O MD é a única instituição do executivo federal que gasta mais com inativos que com os ativos.

joao
joao
Responder para  Carlos Pietro
1 mês atrás

Não, não vai.

Pagamento de pessoal é por definição do governo, e não por direção das Forças.

Gabriel Fe
Gabriel Fe
1 mês atrás

Ler esse tipo de matéria pra quem acompanha o blog a anos é viver em uma roda gigante eterna ,a mais de 15 anos que o Brasil vive perdendo poder de dissuasão perante as suas forças armadas, um país que tem mais de 1 trilhão de PIB em pleno 2026 não ter uma mísera bateria anti aérea que preste já diz muito oque é as FA do Brasil onde se não tem um pingo de vontade militar de ter uma força minimamente decente e um congresso que não tá nem aí. Esse país é tão medíocre que é capaz de em algum dia no futuro ter alguma invasão aqui e depois continuarem da mesma forma. O brasileiro é um povo a ser estudado tamanha sua falta de vontade de ter ser algo no mundo.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Gabriel Fe
1 mês atrás

Esse país é medíocre como você diz porque a nossa elite, majoritariamente agraria e financeira, não tem o menor interesse que qualquer coisa se desenvolva e cresça no Brasil, a não ser o Agro e o pagamento de juros.

Marcos Bishop
Marcos Bishop
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Essa “Elite” está no poder há 500 anos. E se mantém firme drenando recursos da nação de forma inconteste. Não podemos chama-la, ou o pais que ela constrói, de medíocre. É muito competente no que faz. Consegue gerir e acomodar tensões e pressões sociais sem deixar que eclodam na forma de revoltas civis. Em diversos países da América Latina, África, Ásia e Leste Europeu houve uma incapacidade das elites de se manterem no poder por tanto tempo. Mesmo nos EUA ou na França a Elite foi substituída / questionada em revoluções internas que culminaram em transformações estruturais da sociedade dessas nações. Isso nunca aconteceu no Brasil, ou se houve, não possuiu alcance e potencia suficientes para imprimir mudanças estruturais significativas. De forma que a mediocridade deve ser nossa: O povo…

Vitor Botafogo
Vitor Botafogo
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

Respirar menos o DCE e as narrativas da URSAL vai lhe fazer bem. Quem sustenta o Brasil é o Agro e as commodities. Inclusive quem sustenta os impostos que se revertem em salários pra turma de Brasilia.
Sobre o juros, é só pedir pro governo gastar menos que o juros cai. Alias, o juros está matando o agro e a economia do país.

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Vitor Botafogo
1 mês atrás

Estudar um pouco de história também vai lhe fazer muito bem. Recomendo uma busca sobre os ciclos econômicos brasileiros e a dependência total da economia na venda desses commodities.

Sobre o DCE, estudei em uma universidade federal, mas nunca frequentei o DCE: não tinha a mesma crença que a turma de lá.
Você já esteve ou conhece um diretório central dos estudantes?

Já a URSAL só existe na cabeça de algumas pessoas, aquelas que usam chapéu de alumínio.

Rodrigo
Rodrigo
1 mês atrás

Enquanto nao tiver um plano real e tangível sobre como melhorar a gestão, diminuir contingente, diminuir custeio, cortar palhaçadas nao tem que dar 1 real a mais. Paciencia

Adriano Madureira
Adriano Madureira
1 mês atrás

Acompanhar pode até acompanhar, mas irá assimilar e usar oque aprendeu em tempo hábil?

Drones! A guerra é drones ! É o futuro e até os EUA se renderam a eles…

A operação militar “Fúria Épica” destacou o uso inédito de drones autônomos e inteligência artificial pelos EUA contra a defesa iraniana. Inicialmente, enxames de drones LUCAS, inspirados no modelo iraniano Shahed-136, sobrevoaram o Irã, escapando dos radares adversários com sua operação a baixa altitude e ataques kamikazes.

Os drones americanos foram usados para que os radares iranianos entrassem em ação, e ao ficarem expostos serem alvos de armas mais capazes.

O LUCAS, segundo informações divulgadas por fontes de defesa e análises especializadas até 2026, apresenta características alinhadas ao que se viu no Shahed‑136. No entanto, o projeto inclui diferenças importantes na arquitetura de sistemas. Entre os pontos que analistas costumam destacar, aparecem:

  • Uso ampliado de navegação por satélite, com redundância e maior resistência a interferências;
  • Integração com redes de inteligência e vigilância dos EUA, o que permite melhor seleção de alvos;
  • Ajustes em carga explosiva e perfil de voo para missões específicas, como ataques de precisão em infraestrutura militar;
  • Processo industrial focado em produção em série, para reduzir o custo unitário e permitir emprego em grande quantidade.

“Se” tivéssemos vontade e responsabilidade com defesa, já deveríamos estar comprando drones Geran-2 ou no mínimo fabricação sob licença…

Mas nós sempre temos tradição de perdemos o bonde da oportunidade…

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Sulamericano
Sulamericano
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

“Se” tivéssemos vontade e responsabilidade com defesa, já deveríamos estar comprando drones Geran-2 ou no mínimo fabricação sob licença…

Caro Adriano, eu diria que se tivéssemos responsabilidade com a defesa, as três forças já teriam sentado juntas e pensado em desenvolver uma indústria nacional de drones.
Eu sei que vai ter gente aqui dizendo que as aplicações são diferentes (e são). Mas a motorização, sistema de navegação e outras muitas coisas poderiam ter iguais, ou muito similares.

E pra quem acha que não temos capacidade para tal, lá nos anos 90 já tinha universidades brasileiras desenvolvendo drones para inspecionar linhas de transmissão.
Infelizmente esse só foi mais um projeto muito bacana que não acabou em nada por falta de investimento.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Sulamericano
1 mês atrás

mas a vantagem desses drones é que “se” nossos garbosos militares não tivessem interesse, demanda mundo afora certamente teria, pois tanto os países de bolso fundo quanto os de bolso raso estão de olho nesse conflito no OM…

Mauricio R.
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Os norte americanos já usavam, de outra maneira, drones na guerra do Vietnam.
Os Ryan Firebee.

joao
joao
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

O EB está criando um Batalhão de Drones.
Já tem drones na tropa e na AvEx (de maior porte).

A C
A C
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Estava aguardando um comentário nessa direção. O desenvolvimento de drones deveria ser aumentado exponencialmente. Os custos ainda são altos, mas o uso adequado de AI ajuda a reduzir prazos e etapas dos projetos. A aplicação pode ser dual, como, por exemplo, a monitoração/manutenção de redes elétricas.

Drones aereos, navegaveis, submersiveis e terrestres. Todas as possibilidades, com incentivo para as universidades e centros de pesquisa. Quando possível, com incentivo para start-ups na iniciativa privada.

Comparativamente, os custos seriam muito inferiores a projetos como o Sub-Nuc. Imaginem meios autônomos, elétricos, em maior quantidade e com autonomia equivalente ou superior.

Por fim, redução e maior automação de tropas, eliminando variáveis como moral e custos inerentes.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  A C
1 mês atrás

Nesse momento eu já estaria fabricando drones-Kamikaze, para mim, momentaneamente é algo mais valoroso que drones de vigilância ou de ataques como NAURU 1.000C

Poderíamos fabricar drones similares ao GERAN-2 aqui no Brasil, seja uma cópia dele ou produção licenciada.
Acho que não devemos ficar parados e ignorar oque está acontecendo mundo afora.

Se não temos grana para comprar mísseis de vergonha, acho que drones que podem custar US$ 70.000 dólares(cerca de 6,3 a 6,5 milhões de rublos) poderia ser algo possível,ainda mais que poderia haver possibilidade de comprar usando Rublos……

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Brinquedos desses com ogivas de 40-50kg dá para criar um bom prejuízo em aeronaves e viaturas…

Última edição 1 mês atrás por Adriano Madureira
Fernandão
Fernandão
1 mês atrás

Mas tem que dar um direcionamento coerente. Não adianta ter mais recursos e ficar comprando equipamentos que pouco irão nos ajudar quando um conflito real começar. Nossos vizinhos não querem nada conosco, as vezes rolam algumas críticas, mas até entre os membros da OTAN há isto. E real possibilidade de agressão é externa e vem lá do norte. Os investimentos farão sentido para lidar com eles? Fragatas pouco armadas que mais se assemelham a corvetas são ideias para conflitos modernos? Não ter defesas anti-aereas decentes e nem uma força aérea com uma boa quantidade de meios, e ainda dependente de tecnologia externa, é um meio de alcançar uma capacidade defensiva coerente?

Não basta só torrar dinheiro, tem que utilizá-lo de maneira inteligente. Não temos sequer 1 subnuc que seria imprescindível para coagir uma possível agressão de frota externa, não entramos na era dos Destroyers que seriam escoltas e um bom suporte para a garantia do controle do espaço aéreo ideias para as atuais ameaças, nosso exército mal é equipado com equipamentos de ponta, com o projeto COBRA estando estacionando há anos e apenas 36 caças que sequer foram totalmente entregues por falta de pagamento, para um território do tamanho do nosso, é uma piada.

Ai fica difícil!

Danieljr
Danieljr
1 mês atrás

Calma, pessoal. Se ficar bem quietinho, não precisará gastar toda essa quantia. Basta inaugurar mais uns dois sinos, ficar pianinho, a crise passa e pronto, não precisaram fazer nada e está tudo bem novamente. Ufa!!

João do Caminhão
João do Caminhão
Responder para  Danieljr
1 mês atrás

a lembrança pela inauguração do sino já anula todo o debate dos comentaristas acima: é besteira qualquer debate em “investimentos”/gastos com essa cultura e lideranças militares.

fewoz
fewoz
Responder para  João do Caminhão
1 mês atrás

Perfeito. É exatamente isto.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  fewoz
1 mês atrás

Deve ter sido aquela pompa e rega-bofe…

Imagine quando a hélice do submarino ficar pronta!

Francsico
Francsico
1 mês atrás

Daqui 15 anos vamos esta debatendo esse mesmo assunto, Brasil e um país medíocre onde o populismo reina e o povo idolatra os ladrões que os roubam diariamente…

fewoz
fewoz
1 mês atrás

Depois dos comentários abaixo, eu só consigo lembrar e rir disso:

Marinha do Brasil inaugura sino do futuro submarino nuclear ‘Álvaro Alberto’ – Poder Naval