Alemanha avança acordo para adquirir cerca de 500 sistemas de foguetes EuroPULS da israelense Elbit Systems
A Alemanha está avançando em um acordo multibilionário com a empresa israelense Elbit Systems para a aquisição de aproximadamente 500 sistemas de artilharia de foguetes de alta precisão EuroPULS (MARS 3) destinados a reforçar as capacidades de fogo de longo alcance da Bundeswehr, as Forças Armadas alemãs.
O projeto faz parte de um plano mais amplo de modernização militar de Berlim e poderá atingir até €6 bilhões, incluindo não apenas os lançadores, mas também milhares de foguetes e mísseis associados ao sistema.
Produção parcialmente na Alemanha
O acordo prevê a transferência de tecnologia e a produção local de parte dos sistemas e munições, envolvendo empresas europeias do setor de defesa. Segundo fontes da indústria, o grupo KNDS Deutschland deverá participar da integração e da fabricação dos lançadores, enquanto outros componentes poderão ser fornecidos por empresas alemãs, como a Diehl.
Dentro do modelo de contrato em discussão, cerca de metade dos sistemas seria destinada diretamente à Bundeswehr, enquanto o restante poderia ser adquirido por países aliados europeus nas mesmas condições contratuais negociadas pela Alemanha.
Nova geração de artilharia de longo alcance
O EuroPULS é a versão europeia do sistema israelense PULS (Precise and Universal Launching System), um lançador múltiplo de foguetes montado em caminhão que utiliza módulos intercambiáveis capazes de disparar diferentes tipos de munições guiadas.
Dependendo do tipo de foguete empregado, o sistema pode atingir alvos a distâncias de dezenas a cerca de 300 quilômetros, permitindo ataques de precisão contra centros de comando, sistemas de defesa aérea, depósitos logísticos e outras infraestruturas militares.
Reforço da dissuasão na OTAN
A aquisição faz parte da estratégia alemã de ampliar suas capacidades de fogo de longo alcance e apoio de artilharia, especialmente após as lições da guerra na Ucrânia, que demonstraram a importância de sistemas móveis de foguetes de alta precisão em conflitos de alta intensidade.
Caso o contrato seja aprovado pelo parlamento alemão, a nova família de lançadores MARS 3/EuroPULS deverá substituir gradualmente parte dos sistemas MARS II (M270 MLRS) atualmente em serviço e fortalecer a capacidade de ataque profundo da OTAN no flanco oriental da Europa.■

Se tivéssemos visão estratégica, poderíamos estar concorrendo com o Astros.
Não foi falta de visão estratégica.
O Brasil comprou bastante Astros 2020 (um produto defasado) e financiou o míssil AV-TM300 “ajudando” a Avibrás.
A Avibrás que não conseguiu evoluir o Astros para rivalizar com o PULS.
Quais as vantagens do PULS em relação ao Astros?
Na verdade acho que o Astros 2020 nem saiu do papel, eles até mudaram de nome, e não temos nem 100 viaturas Astros em seus diversos modelos não só as lançadoras, é muito pouco ainda mais quando se observa a importância que a artilharia continua mostrando ter na guerra russa ucraniana
Alcance, precisão e o fato de cada lançador ser independente para calcular e efetuar o disparo. Uma viatura do PULS tem condições de se virar sozinha.
No Astros tem uma bateria com veículos especiais, como viatura meteorológica e de comando, que tem que trabalhar conjuntamente para que os disparos sejam realizados com alguma precisão (muito menor que a do PULS).
Tecnicamente o Astros 2020 pode disparar mísseis, mas os mísseis não ficaram prontos. Então os Astros novos são tão eficazes quanto os antigos disparadores de foguetes.
O Astros nada mais é que um Katyusha moderno, não evoluiu, se tivessem mísseis guiados por GPS a coisa mudava de figura, mas pararam no tempo.
A única em teoria que o Astros teria em relação ao PULS seria que em tese o ASTROS também lança anti-navio. Apesar de lançar um anti-navio defasado que nenhum país mais tem interesse. Mas isso, realmente o PULS não faz.
O PULS lança foguetes não guiados como ASTROS com cada viatura autônoma. E isso faz o PULS ser mais barato também no valor por unidade, porque aqui precisa de varias viaturas pra várias coisas, lá só de duas: uma pra lançar e uma pra recarregar (que é um caminhão relativamente simples). Guiados. “semi-balísticos” (150 e 300km). cruise (delilah) e drones (adição mais recente).
O Brasil saiu de ser o país que tinha os melhores lançadores da AS pra um bom fabricante de página de wikipedia e powerpoint. Salvo engano a venezuela já tinha (ou ainda tem) lançadores com alcance maiores que os brasileiros. Hoje o alcance máximo dos nossos é trivial, praticamente perdeu toda vantagem tática.
Esse é um caso que eu não culpo “o brasil”. algumas empresas do setor de defesa…. o dinheiro entra e é um poço sem fundo. Por isso que no programa espacial surge tanto problema de prestação de contas. e depois o povo ainda vem dizer “ah foi sabotagem”. foi, mas não do jeito que tão pensando. a sabotagem no Brasil é nego ver o malote e esquecer todo o resto, sair chutando tudo, e que se dane qualquer coisa. é um país de instituições, empresas e até elites sem compromisso com p n, além do malote.
sem citar nem acusar ninguém em específico
Só este nome, pode soar estranho pra quem fala português.
EuroPuls – se retirar o ‘L’…
Há uma diferença abissal entre a Embraer e a Avibrás.
Uma é uma corporation com ações negociadas em bolsas de valores a outra era uma empresa familiar, agora assumida por um dos credores.
Há alguns anos o governo Brasileiro financiou o KC-390 e o Astros 2020.
A Embraer entregou uma aeronave moderna que vem sendo exportada e tem tudo para ser o benchmark das aeronaves médias de transporte no mundo.
A Avibrás fez pequenas alterações no Astros e não conseguiu colocar o míssil AV-TM300 no mercado.
Comparativamente, seria como se a Embraer, em vez de lançar um novo produto moderno, tivesse pegado o dinheiro e relançado o Bandeirante com algumas alterações. Seria um fracasso.
Isso explica o sucesso da Embraer e o fracasso da Avibrás.
E muita gente aqui defende que o governo estatize a Avibrás ou faça novas encomendas do ultrapassado Astros 2020, jogando o dinheiro do contribuinte no lixo.
O que diferencia a Embraer da Avibrás:
A Embraer tem as vendas de seus produtos comerciais, jatos regionais e executivos, pra pagar os boletos.
A Avibrás não.
Justamente, sem contar que mesmo assim o KC390 atrasou contingenciamentos do governo
O KC390 atrasou por causa de dois acidentes na fase de homologação. Um stol não planejado que quase derrubou a aeronave e um falha no pouso que fez a aeronave ir parar no meio do mato, danificando seriamente toda a parte inferior da fuselagem.
https://aeromagazine.uol.com.br/artigo/confirmado-falha-no-voo-de-testes-do-kc-390_3704.html
https://www.aereo.jor.br/2018/05/05/embrar-comunica-incidente-com-o-kc-390/
não foi só por isso, houve falta de grana
https://www.defesaaereanaval.com.br/defesa/certificacao-do-kc-390-sofre-atraso-e-primeira-entrega-e-adiada-para-2018
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/09/03/entrega-kc-390-aviao-militar-embraer.htm
A área de Defesa da Embraer também é feita para dar lucro e pagar os boletos. Não é um “hobby” da Embraer fabricar radares, Super Tucano e KC-390.
E a depender da época a área comercial não consegue pagar todos os boletos, por isso a empresa tem que ser bem administrada e buscar dar lucro em todas as suas áreas.
ST e KC-390 vem se mostrando “cases” de sucesso da Embraer, algo que a Avibrás não tem. Quer comparar eles com “Guará” e “Tupi”?
No mais, a Avibrás não é proibida de desenvolver e vender outros produtos para civis, inclusive ela tentou, mas não obteve êxito.
Só com a área de defesa a embraer não sustentaria a estrutura atual nem teria como investir em modernização.
A estrutura atual é óbvio que não, pois os outros setores são maiores, empregam mais e faturam mais.
Mas a área de Defesa é lucrativa. Pessoal acha que a área de Defesa é um “hobby” da Embraer que só existe porque áreas Comercial e Executiva sustentam ela e isso não é verdade. Todas as divisões são feitas para serem sustentáveis e lucrativas.
E pensar que o ASTROS, quando foi lançado, inovou ao introduzir o conceito de módulos, que permitiam o lançamento de foguetes de diversos calibres a partir da mesma plataforma.
Depois todo mundo foi pelo mesmo caminho e a Avibrás ficou para trás.
Coisa curiosa: a rheinmetall não tá tentando vender aquela versão deles do “himars”? eu sei que nenhuma empresa alemã se sustenta do governo alemão, se fosse fazer isso ia falir. mas já eliminarem assim. o negócio acabou de ser lançado. tudo bem que a diferença de preço deve ser imensa e isso conta muito lá
Coisa surreal não? 500 sistemas, a serem compradas de um terceiro! Aqui tivemos a época de ouro da Avibras…de prata, bronze, cobre, chumbo e ferro enferrujado até os dias de hoje….por anos a fil, e as quantidades que temos são ínfimas….mesmo com um fabricante local. Não dá vontade de rasgar!! É muito frustrante, desanimador e inútil pensarmos em melhoras significativas. Tudo vai fazer falta um dia…quem viver verá!
Essa seria a quantidade mínima de ASTROS para o Brasil, dado a dimensão territorial do Brasil, uma pena !