Trabalhadores aprovam proposta para retomada da Avibras e encerram greve de 1280 dias
O plano para quitação desse débito prevê o parcelamento de 12 a 48 vezes
Em uma assembleia decisiva, os trabalhadores da Avibras Indústria Aeroespacial, localizada em Jacareí, aprovaram, nesta quarta-feira (11), a proposta de pagamento da dívida trabalhista acumulada pela empresa. Com a aprovação, as atividades da principal indústria bélica do país devem ser retomadas em abril, após três anos sem produção contínua.
A assembleia também coloca fim a 1280 dias de greve, iniciados em 9 de setembro de 2022 contra o atraso no pagamento de salários. Essa foi uma das mais longas e importantes greves já realizadas no país.
A proposta aprovada de pagamento da dívida trabalhista soma R$ 230 milhões. O plano de quitação desse débito prevê o parcelamento de 12 a 48 vezes, conforme a faixa salarial de cada trabalhador. Ao todo, 1400 pessoas têm valores a receber.
Para retomar a atividade, a direção da Avibras vai desligar todos os 850 trabalhadores que permanecem registrados na fábrica, quitar as dívidas conforme o plano de parcelamento e fazer 450 recontratações. O processo de demissões, homologações e contratações vai ocorrer entre março e abril.
As condições para o pagamento da dívida trabalhista foram discutidas com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que submeteu a proposta da empresa à assembleia dos trabalhadores.
Na assembleia de hoje, também foi eleito o representante dos trabalhadores no conselho de acompanhamento da reestruturação da empresa. Por ampla maioria, foi escolhido o diretor do Sindicato, Sérgio Henrique Machado.

Julgamento
O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou, em julgamento nesta terça-feira (10), pedido de credores do mercado financeiro para a anulação do plano de recuperação judicial alternativo. Se o pedido fosse aprovado, o plano de retomada da Avibras ficaria comprometido.
A rejeição judicial dos recursos e a aprovação da proposta de pagamento da dívida trabalhista foram avanços decisivos para que a empresa retorne a operar.
A direção da fábrica continua em negociação com o governo federal para a venda de equipamentos ao Ministério da Defesa, o que levaria fôlego financeiro à Avibras.
Histórico
A luta dos trabalhadores por empregos e salários começou no dia 18 de março de 2022, quando a empresa anunciou 420 demissões, depois canceladas, e deu entrada no pedido de recuperação judicial.
Mês a mês, a Avibras passou a atrasar o pagamento dos salários, levando os funcionários a entrar em greve.
Nesses quatro anos, o Sindicato manteve-se à frente das lutas e da cobrança ao governo federal para que adotasse medidas em defesa dos trabalhadores e da sobrevivência da Avibras.
A fábrica será retomada sob nova direção. O ex-proprietário João Brasil Carvalho Leite foi destituído em 25 de julho de 2025, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que homologou a transferência de 99% das ações para o Brasil Crédito Gestão Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, credor da Avibras.
“Esta é uma assembleia histórica para o Sindicato. Ao longo de quatro anos, o Sindicato organizou os trabalhadores para uma luta que também deveria ser do governo federal, mas, em nenhum momento, tivemos esse apoio. Foi um período muito difícil para os trabalhadores, que ficaram mais de 30 meses sem salário e sem o apoio do Estado. Cada um dos lutadores merece o reconhecimento pela força e resistência”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.
FONTE: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Creio ser muito pouco provável que ainda existam engenheiros/técnicos altamente especializados que não tenham sido contratados por outras empresas nacionais ou internacionais. Repor essa carência de corpo técnico altamente qualificado será um desafio tão grande (se não for maior) quanto as questões jurídicas e financeiras enfrentadas até agora p/ o renascimento da Avibras, e digo renascimento porque se tudo der certo ela voltará bem menor, sem grandes capacidades e terá que percorrer um longo caminho p/ chegar perto do que já foi um dia, ou seja voltará à sua infância como empresa de defesa.
Sem falar no sucateamento e devasagem dos equipamentos…
Pelo tempo que a fábrica ficou parada não vejo isso como algo significativo e pelo que eu sei antes disso eles estavam produzindo bem sem problemas dessa natureza.
Isso já ficou para trás. A Ucrânia e o Irã já esfregaram na cara de todos que sem munições guiadas e manobrabilidade no campo de batalha as coisas ficarão muito difíceis.
Eles tinham chances quando a guerra iniciou, estavam aceitando qualquer arma, porque era melhor que nada. Agora a situação mudou.
Ninguém mais quer parar uma viatura meteorológica, soltar balão para medir o vento, lançar um foguete de teste para medir a trajetória, pensar em tudo isso na viatura de comando para depois lançar a salva sem guiamento.
Agora é receber os dados do alvo no tablet/sistema do lançador, disparar a salva de foguetes guiados ou mísseis e dar o fora antes que cheguem os drones ou artilharia.
O colega se referiu a ‘sucateamento e defasagem dos equipamentos’, ou seja à planta industrial e minha resposta foi sobre isso, não sobre atualização dos produtos, isso é uma outra questão.
Entendi errado, perdão.
Sem problema.
Esse seu comentário deveria acompanhar toda notícia de venda do HIMARS ou do PULS para tentar evitar que o povo comente algo como:
“Ainnnn, era para ser o Astros se o Governo apoiasse a Avibrás”.
“O Astros é espetacular e garante nossa soberania”.
“A Avibrás é a maior empresa de Defesa do Hemisfério Sul”.
Cirúrgico seu comentário, mas infelizmente tem gente que defende; a empresa parou no tempo há anos, seu material está obsoleto. Infelizmente essa é a realidade, as guerras modernas estão aí para provar.
Nem precisava ter voltado. Não há nada mais a ser produzido, perderam o bonde do tempo.
Mesmo com guiagem ativa, é necessário avaliar a meteorologia. Senão, corre-se o risco de o projétil nem chegar perto do alvo e a guiagem não servirá pra nada.
Você tem razão
A CBT foi uma das grandes produtoras de tratores mas nunca investiu na modernização dos seus equipamentos ou na terceirização de parte da produção. Chegou um ponto que a empresa não aguentou a rigidez da linha de produção.
A empresa poderá recorrer ao BNDES para a importação de equipamentos modernos que impactarão positivamente na produtividade.
vai depender do fõlego dos novos controladores
Nao existe fôlego dos novos controladores.
Já deixaram claro que, para que tudo volte a funcionar, vai depender da liberação de recursos de contratos que já estavam em andamento assim como assinatura de novos contratos.
Ola Merlin
De fato, havendo contratos pendentes, provavelmente será uma das prioridades da empresa. Cumprindo as entregas, será justo que a empresa receba por isso.
Novos contratos dependerão muito de como a empresa lidar com estes contratos pendentes. Talvez o EB ou os FN possam mesmo adquirir mais uma bateria de Astros e até modernizar as baterias antigas.
A empresa terá que encolher, reduzir custos e adequar a sua estrutura ao tamanho dos seus contratos e ao “fôlego” dos novos controladores.
A empresa terá que buscar novos produtos. A Avibrás tem um desafio que é produzir algo que exija demanda, algo que só vai acontecer caso o país entre em guerra, o que é um péssimo contexto.
Será preciso desenvolver produtos para uso dual que permita a empresa ter faturamento sem apostar que o país entre em uma guerra.
Bem, se a empresa precisar de uma consultoria…
Sobrou somente os desqualificados, com histórico de trabalho ruim e currículo duvidoso, afinal somente quem não gosta de trabalhar fica 3,5 anos de “greve”.
Pessoas trabalhadoras, com amor ao suor e respeito a dignidade procuraram outras oportunidades, e estão sustentando suas vidas de forma digna.
Já essa turma do crachá vermelho, vai continuar sendo um problema serio,
Não gosto de generalizar, pode haver também aqueles que partiram p/ trabalhar como autônomos (talvez vários tenham virado motoristas de Uber, por exemplo) ou abriram pequenos negócios e não chegaram a pedir desligamento da empresa.
Acrescento que no Brasil não é proibido ter mais de um emprego. Então tem gente que pode ter arrumado outro emprego e continuado empregado da Avibrás. Agora, se por um caso a Avibrás quiser “recontratá-lo” , ele terá que optar por um dos dois empregos caso não seja possível conciliá-los.
Olá Rafa.
Exato. Professores de ensino fundamental e ensino médio constumam dar aulas em duas ou trẽs escolas,
Mas aí é um desejo seu e não informação de fato.
E o comentário que respondi por acaso é “informação de fato” ou opinião de quem escreveu. É cada uma que aparece…
E outra coisa não tem nada de “desejo meu’ apenas levantei possibilidades.
Olá Luciano
Sim, mas é preciso lembrar que a CLT permite que o trabalhador tenha vários trabalhos simultãneos.
Por exemplo, suponha um padeiro que tem contrato com uma padaria de trabalhar de segunda a sexta pela manhã em uma padaria. Ele pode ter outro emprego formal na padaria do outro lado da rua com o concorrente para trabalhar fazendo pão durante a tarde.
Alguém pode ter um emprego em uma loja de shopping das 10h até as 18h e depois disso, ter um emprego de professor ou professora de markeging em uma escola técnica ou mesmo uma faculdade.
Aliás, e comum que professores tenham dois ou trẽs empregos.
Exatamente , estes cupins trazem um azar enorme , sindicatos são orcrins !
Olá Artemis,
Acho que em 86, Darcy Ribeiro publicou um texto curto “Sobre o óbvio”. Tive a sorte de ler quando era um adolescente. Acho que quem nasceu depois de mim nem sabe que ele existe.
O capitalismo surge com a revolução industrial no Sec.XIX e Liverpool se torna o centro industrial do mundo. Com jornadas de 12 ou 14 horas, os trabalhadores e trabalhadoras eram assediados, mal pagos e sem qualquer proteção de leis trabalhistas. O trabalho infantil era comum e a expectativa de vida era igual a de um escravizado em um latifúndio brasileiro. Dickens relatou em seus livros o capitalismo nascente. Sugiro Oliver Twist. Os sindicatos nascem neste ambiente praticamente ao mesmo tempo que nasce o capitalismo. O socialismo nasce desta discussão sobre as péssimas condições de vida dos trabalhadores.
Então, seria estranho que os sindicatos de trabalhadores defendam um modelo de capitalismo liberal. Pouca gente se lembra que a grande fome na Irlanda quando sucessivas safras de batatas foram perdidas e o govrno de Londres ficou de braços cruzados porque qualquer ação humanitária seria uma interferẽncia indevida no mercado, ou que em 1930 o governo dos EUA deixou uma recessão se tornar uma depressão mundial baseada na ideia liberal da mão invisível.
A ausência de leis trabalhistas significava que qualquer movimento dos sindicatos era ou seria um caso de policia, resultando em sucessivos conflitos entre trabalhadores e policiais.
È curioso que após mais de 200 anos de capitalismo ainda se considere que um greve é um caso de polícia. Nos EUA, os protestos contra a Guerra do VIetnã e a luta pelos Direitos CIvis superaam a discussão sobre a questão trabalhista. No Brasil, é preciso reconhecer avanços durante o regime militar mas os retrocessos poíiticos de uma ditadura de 20 anos ainda afetam nossa sociedade, ente eles essa visão equivocada e sem qualquer fundamento sobre o papel dos sindicatos no capitalimso tardio brasileiro
Caro.
As empresas japonesas ensinaram, já na década de 80, que é uma tolice a ideia de funcionários desqualificados. Todos os empregados são qualificáveis ao ponto de serem treinados em duas ou trẽs tarefas para que possam ser movimentados dentro da fábrica para cobrir gargalos.
Voltando ao exemplo da padaria. Uma funcionária que atendeu os clientes no caixa pode ir também repor os pães no balcão enquanto nenhum cliente está esperando fazer o pagamento ou o atendente do balcão pode lavar as xícaras sujas que alguns clientes tomaram café expresso enquanto nenhum cliente está fazendo pedido no balcão.
Sobre a greve, vocẽ provavelmente esqueceu que existem apenas trẽs tipos de relações com entre a empresa e o empregado. 1) ele esta trabalhando e cumprindo o horário e a função. 2) ele deixa de ir na empresa por conta própria caracterizando abandono de emprego, o que causa sua demissão por justa causa. 3) o trabalhador está em greve, algo que envolveu uma votação no sindicato e que é regulamentada por lei e sub a atenção de um juiz do trabalho.
Suponha que uma empresa (pode ser uma padaria) não cumpra o acordo que tem com seus funcionários (digamos que ela passa a proibir os funcionários de levar pães para caso no fim do dia, como havia sido combinado). Se os trabalhadores ficarem em casa em protesto, serão demitidos por justa causa. Se eles decretarem greve, a empresa não pode demiti-los durante uma greve. Isso é parte fundamental da lei do trabalho. Caso a greve seja encerrada, o empregado é obrigado á voltar ao trabalho, caso contrário será demitido por justa causa.
O fim de uma greve é o resultado da negociação entre o empregado e o empregador. O mais comum é o reajuste mas também pode ser algo mais complicado, como aconteceu na Avibrás que a empresa parou de pagar os salários e os compromissos trabalhistas.
Os trabalhadores decidiram só encerrar a greve quando os problemas fossem solucionados, ainda que seus direitos fossem pagos com o espóldio de uma falência.
Obviamente, para ficar mais de 3 anos de greve, ou a pessoa tinha uma grande reserva financeira, ou tinha outra pessoa na casa gerando renda ou foi buscar outro emprego. Inclusive, a CLT permite que um empregado que esteja em greve possa ser admitido em outra empresa também com registro CLT, cabendo a ele decidir o que fazer após a greve ser encerrada. Pode pedir demissão de um dos empregos ou manter os dois caso seja possível.
A CLT não impede que uma pessoa tenha dois (ou tres, ou quatro) empregos simultãneos. Existem casos nos quais o empregador inclui a exclusividade na contratação, geralmente em cargos de gerẽncia ou executivos ou mesmo em P&D. Eu tive um emprego em uma empresa que exigia exclusividade e ainda um acordo de confidencialidade de 2 anos.
você deve ser um “desses”, já que sabe tanta coisa da Avibras, cada uma…
Esse é meu pensamento, complicado a empresa ja era atrasada e ficou 4 anos para da no tempo. Grupo técnico deve ter saído, ficou a peaozada. Ainda tem produto que precisa entregar que ja foi pago. Ou seja ainda falta ter fluxo de caixa. Vai ser complicado nao me surpreendo ser isso for apenas um fogo de palha.
Olá Luciano.
Eu também acho que mutos profissionais (de todos os níveis) encontram outras oportunidades de trabalho. Por outro lado, existe uma nova geração de engenheiros e profissionais que são formados com excelente qualificação. Experiência se ganha fazendo. Além disso, a própria empresa poderá recontratar profissionais antigos ou de outras empresas dependendo do que ela oferecer de saláro e beneficios.
Um dia vou escrever um livro “O Capipão: explicando o capitalismo em uma padaria”.
Uma das grandes dificuldades de uma padaria é manter o padeiro. Eles mudam de emprego com muita frequẽncia principalmente em torno de melhores condições de trabalho, que pode ser melhor salário mas também distãncia de casa e outros benefícios. O dono da padaria precisa ter um vários padeiros porque se ele faltar um dia, é preciso chamar alguém para substitui-lo naquele dia e isso sai caro para a padaria.
Quero dizer com isso que profissionais de engenharia podem ser atraídos para uma empresa dependendo do que é oferecido. Lembro de um colega que obteve doutorano na Unicamp no setor de resinas e tintas cuja motivação é desenvolver produtos. Uma vez concluído o projeto, ele já começa a buscar emprego em outra empresa. Algumas vezes ele volta para empresas onde já trabalhou.
A matéria menciona retomará as atividades com metade do pessoal que tinha antes da crise. Suponho que serão menos vagas tanto na produção quanto na parte administrativa. Ela só vai crescer depois de ampliar o seu portifólio de produtos. Atá lá vai ser a Avibrar-Astros que a gente está acostumado
A retomada de atividades da empresa é o menor interesse de todos os envolvidos, Inês é morta, podem tratar do caso apenas como destinação do espólio sem mais envolvimento a temas militares.
Como novo dono da empresa, eu dificilmente manteria e ou contrataria pessoas que ficaram 3,5 anos paradas e não buscaram outra oportunidade.
Pagaria o que cada um tem de direito, e já que estou investindo meu dinheiro num empreendimento, buscaria pessoas novas e motivadas, não aliadas a sindicatos, greves e com histórico de processos trabalhista.
Q absurdo né ? Essa galera é sensacional…
E o que me espanta, é ter uma multidão batendo palmas para esse tipo de atitude
Dá onde você tirou que essas pessoas ficaram paradas? Essas pessoas entraram em greve para receber o que elas tem por direito, você trabalharia de graça? duvido muito.
As vezes eu fico com a impressão que a classe empresarial aqui no Brasil não quer contratar trabalhadores mas sim escravos, pessoas que tem direitos tolhidos e não falem absolutamente nada.
É ilusão achar que essas pessoas ficaram tantos meses sem fazer nada. Como sobreviveram nesse período?! É óbvio que arrumaram outros trabalhos…
Eis um oprimido q sonha em ser o opressor kkk
Olá Sub
A luta de classes é um problema que nunca foi resolvido e se tornou mais complexo a partir da incorporação de outros setores, como o de serviços, no que seria a classe assalariada, inclusive com a precarização do emprego.
Sem ser dogmático, mas o marxismo continua sendo uma excelente ferramenta de análise
Talvez seja o contrário… uma pessoa que ficou por 3,5 anos confiando que a empresa seria recuperada e ela poderia voltar a trabalhar lá pode significar uma relação emocional bastante forte e resiliente para ser consuderada como importante e necessária
A greve foi porque a emprea deixou de pagar o salário e nem formiga trabalha de graça.
Rapaz, não foram os acordos e discussões que “talvez salvem a Avibras”, mas sim essa guerra do Trump com o Irã, Venezuela e a próxima Cuba. Eu disse talvez!
Governo viu a água batendo no sentador ainda mais com a conversa de classificar facções criminosas brasileiras como grupo terrorista. Já pensou o laranjão atacando o Rio de Janeiro e São Paulo? É a conta chega pela negligencia na gestão da defesa.
Se querem mesmo salvar a Avibrás, então o negócio é manter os peões necessários pra fabricar o que já foi vendido, contratar engenheiros e se associar a empresas mais avançadas tecnologicamente e focar em P&D. E isso vai custar muito, mas muito dinheiro, investimento de longuíssimo prazo sem perspectiva de lucro durante muito tempo. Será que vão se arriscar?
Poderiam fazer, dependendo das competências técnicas, que a empresa terá após abril, algo baseado no “Make in India”.
Seria o “Make in Avibras”.
Em que a empresa seria o “chão de fábrica”, em projetos no segmento de defesa.
Seria algo temporário, pra não se tornar outra “reserva de mercado”, algo querido demais pela BID.
E uma forma da empresa acelerar a melhora de suas competências no mercado.
Onde fica esse país?
Vive no multi verso, onde a EMBRAER é ( na visão dele) uma parasita de tots e a Avibras do sindicatos é uma empresa cheia de potencial para produzir barbantes coloridos com purpurina !
Olha só, querendo pegar a Avibrás pela mãozinha, fazer reserva de mercado “temporária”, prejudicar empresas concorrentes e entregar os projetos de defesa para uma empresa que se mostrou incompetente ao longo dos anos. Vai pagar ToT para ela também?
Qual concorrente nacional, estaria sendo prejudicado?
Aquele que não existe, ou aquele que só você sabe qual é?
Não cancelaram uma concorrência internacional e entregaram o Sisfron, pra Embraer?
Interessante que a Airbus, a predileta do PT, foi a única a época que reclamou.
Pagar ToT?
E pode?
Até onde eu sei, isso é exclusivo da Embraer.
E por fim arrume uma ideia, alguma, senão vai ser em vão, todo esse esforço pela recuperação.
Toda empresa de Defesa é uma concorrente da Avibrás nessa sua ideia de entregar os projetos de Defesa para ela. Embraer, Akaer, MacJee, Enaex, Ares, CBC, Taurus, Imbel, etc.
No mais, aquilo que você critica na Embraer você quer que façam com a Avibrás.
Para mim a Avibrás não tem mais sentido como empresa e não deve ser recuperada com dinheiro público. Se ela não conseguir se reerguer com capital privado, que feche as portas.
Interessante essa ideia de “concorrentes”, todas as empresas citadas tem então plena capacidade de fabricar aquilo que a Avibrás faricava.
Aqueles 3 produtos: Astros, Skyfire e o motor foguete S-50?
E a Avibrás fabrica tudo aquilo que todas essas empresas fazem?
Não, em ambos os casos.
Até pq na situação atual, duvido que a própria Avibrás possa fabricar qualquer um daqueles produtos.
“…e não deve ser recuperada com dinheiro público.”
Assim como não deve ser permitido que somente a Embraer usufrua da ToT que a União compra e paga, mas somente essa empresa e seu grupo se beneficiam do uso.
Seu comentário foi no sentido de fabricar qualquer coisa na Avibrás (foguetes, mísseis, drones, obuseiros, canhões, bombas, etc), por isso minha resposta abrangente.
Levando-se em conta que a tecnologia de foguetes da Avibrás é bastante datada, se o governo fizer uma licitação eu acredito que a MacJee e a Siatt tenham condições de participar e produzir os foguetes.
As outras empresas não teriam interesse.
Não consegue, deve estar assistindo muito YouTube para achar Macjee faz o que AVIBRAS pode fazer, leva tempo, tempo esse que brasil não tem, já tem missil de Cruzeiro pronto,tem sistema completo astros produzido nacionalmente. Abrir mão dessa empresa e a mesma coisa do exercito abrir mão da sua artilharia se não fosse astros , artilharia do exército seria insignificante.
Os foguetes que a Avibrás faz são da década de 60 do século passado. A MacJee faz foguetes menores. Não me parece ser um grande salto tecnológico.
A Siatt fabrica mísseis que são mais complexos que foguetes. Já disparou o Mansup do Astros. Parece-me ser uma empresa com mais tecnologia que a Avibrás.
A Avibrás não chegou a produzir mísseis (no sentido de ter um produto pronto para o mercado). Só fez alguns protótipos e não há nenhuma imagem deles acertando os alvos.
Acho que você está vendo muito o Youtube e achando que a Avibrás fabrica um HIMARS brasileiro. Não fabrica. O produto dela é muito inferior.
O comentário do Danieljr acima é bastante didático a respeito.
Na década de 90 o Astros já não serviu de nada para o Iraque.
Por fim, a artilharia do Exército Brasileiro é insignificante, com ou sem Astros.
Insignificante em que mundo??????
😱😱😱😱
No mundo das nações desenvolvidas.
A artilharia do EB duraria quanto tempo numa guerra contra uma potência?
Qual foi o desempenho do Astros na Guerra do Golfo na década de 90?
Imagine hoje com drones e fogo de contrabateria mais moderno.
Pergunta para o Irã a opinião que tinham do Astros….
Na década de 80 do século passado?
Naquela época eles deviam temer o Cascavel também.
40 anos depois é outra história. Ainda mais que se compra um produto militar para ser empregado por uns 20 anos, no mínimo.
Quem vai comprar Astros hoje para usar até 2040?
Perfeito, ela que se erga com capital privado, se nao tiver condições que feche as portas
Embraer, cbc concorrente da AVIBRAS, irmão que viagem essa.
Acho que você não entendeu meu comentário.
Ele generalizou a produção na Avibrás para qualquer produto de Defesa. Não limitou a foguetes (não no primeiro comentário, pelo menos). Por isso citei várias empresas de defesa do Brasil que atuam em outros nichos que não o de foguetes.
A EMBRAER possui potencial para assumir e melhorar alguns projetos que estão empacados na sindavibras…
Sem ToT? Difícil, hein…
Estatista odiar a iniciativa privada é compreensível, aliás há uma tabela que classifica o nível de preguiça , vou cita-la : 1- Sindicalistas , 2- políticos, 3- sociólogos , 4-professores do ensino superior ,5- religiosos , repare que a quase totalidade está orbitando o Estado , viés parasita !
A Embraer não tem interesse no Astros.
A Avibrás fabrica ele desde a década de 80 e vendeu para 10 países. E metade não usa mais.
Não é e nunca foi um produto de exportação de 1ª linha.
O MTC-300 é interessante , com potencial para uso em Submarinos , caças e sistema terrestre !
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk isto foi ótimo!
Pede um tiquim de dinheiro no Master… esses valores aí são troco.
Ainda ganha umas caixas de queijo de brinde. kk
“Documentos indicam que, entre 2021 e 2023, Vorcaro gastou cerca de R$ 390 milhões em eventos de luxo.”
Sem entrar no mérito se a informação é totalmente precisa ou não ,a ideia aqui é só ilustrar: dinheiro existe no Brasil. O problema é a falta de política de Estado e de prioridade.
Se uma única pessoa consegue gastar algo nessa ordem de grandeza, imagine o volume de recursos que o Estado brasileiro arrecada todos os anos e quanto disso acaba se perdendo em incompetência administrativa e corrupção.
https://www.gazetadopovo.com.br/republica/como-daniel-vorcaro-gastou-rdollar-900-milhoes-em-viagens-e-festas-de-luxo/
Outro dado interessante é o quanto os brasileiros gastaram em bets nos últimos anos. Daria para ter Forças Armadas de primeiro mundo.
Mas a direita nao foi a favor de aumentar.impostos nem frear a publicidade
Olá Rodrigo,
Sem entrar na discussão ideológica, porque o assunto transcente a ideologica
1) baseado na experiência da Lei Seca nos EUA, não adianta proibir
2) baseado que o vício em jogos é considerado uma doença
3) baseado na experiência que os BIngos lavavam dinheiro do crime
3) baseado na sucesso das leis Antibagismo no Brasil
a) é preciso banir todas e qualquer propaganda de sites de apostas no Brasil.
b) é preciso banir todos os contratos de patrocinio dos sites de apostas
c) é preciso uma intensa propaganda institucional informando dos problemas relacionados com as BET
d) é preciso bloquear os sites de BET sediados no exterior de operar na internet no Brasil
e) é preciso taxar as BET para financiar o SUS e as campanhas antitabagismo, de vacinação, de prevenção ao HIV de consumo do álcool e de compulsão ao jogo
Aliás, e preciso banir toda e qualquer públicidade sobre o uso de álcool e instituir um progama nacional de campanhas informativas sobre os problemas relacionado ao uso do álcool como é feito com o tabaco
o Cidadão de bem pode gastar com qualquer futilidade , esta é a ” liberdade do capitalismo” a questão é o gasto do dinheiro arrecadado dos impostos com porcaria.
Existe um conceito em economia chamado de “Externalidade negativa”. Alcoolismo e vício em apostas esportivas e “futilidades” entra nesse conceito.
Não é algo pessoal. Isso afeta a sociedade como um todo.
Caro
Você sabe que é um pouco diferente. Se assim fosse, o consumo de drogas seria legalizado porque cada um poderia gastar seu dinheiro, incluindo pedofilia e o uso indiscrimindo de agrotóxicos ou outros produtos tóxicos
Por outro lado, também acho que existem limites práticos para a proibição, Por exemplo, o Brasil limita a venda de tabaco a maiores de 18 anos. O consumo é proibido em diversos locais e a propaganda também é proibida. Isso resultou na queda do consumo e consequentemente na redução de diversar doenças relacionadas ao uso do tabaco. Considerando que o Brasil tem um sistema de saúde publico e universal, a elevação na qualdiade da saúde da população é de interesse publico, além do fato de muita gente ter adquirido o vício em tabaco por desinformação sobre os problemas a longo prazo
Entendo que o mesmo acontece com as bebindas alcoólicas e com as BET. È preciso proibir toda e qualquer ação publicitária e ao mesmo tempo é deve do Estao uma campanha de esclarecimento.
Por essa lógica da saúde pública deveriam ser proibidos alimentos ultraprocessados e os com alto teor de açúcar, sódio e gordura. Também deveriam proibir motocicletas.
Curiosamente, o consumo desses alimentos e do álcool vem caindo bastante após o sucesso das canetas emagrecedoras. Não precisou de proibição de campanha publicitária ou campanha estatal de esclarecimento. Houve uma mudança comportamental de parte significativa da população a partir da utilização das canetas e dos hábitos correlatos.
No caso do álcool há também uma questão geracional. A geração Z bebe menos.
“Por essa lógica da saúde pública deveriam ser proibidos alimentos ultraprocessados e os com alto teor de açúcar, sódio e gordura. Também deveriam proibir motocicletas”
Você sabe que tirando as motocicletas, esses alimentos e alcool já tem taxação acima da média (antes da reforma tributária já tinham) e agora com a reforma tributária foi criada uma taxa especifica??
Ademais, do G20 o Brasil é um dos páises que menos consome esses alimentos…..
Sim, sabia da tributação maior e da “criação do imposto do pecado”.
Mas quis apontar que se for adotar medidas mais drásticas contra o álcool e BETs deveriam fazer o mesmo com esses alimentos e motocicletas.
O consumo menor no Brasil deve estar muito mais relacionado à baixa renda da população do que propriamente à opção das pessoas por alimentos mais saudáveis.
Uma curiosidade sobre veículos. Cada vez mais se exige mais equipamentos de segurança nos carros (ABS, airbag, sensores, controles automáticos, etc), o que os encarece. Sobra para a população pobre comprar motos, que são muito mais inseguros do que carros sem os equipamentos de segurança obrigatórios.
Esse fenômeno também é comum no aumento de tributos sobre a carne, para desestimular seu consumo. A população pobre passa a comer salsicha, que é muito pior.
Pois é.
Há quem defenda a proibição dos ultraprocessados, outros que defendem uma tributação sobre eles e ainda outros que defendem uma ampla campanha de informação (coisa que eu defendo).
Seria sensacional que as escolas tivessem um programa para discutir os problemas do tabagismo, do alcoolismo e do consumo de ultraprocessados.
A redução do uso do tabaco está diretamente relacionada com as leis de restrição ao tabaco e uma enorme campanha, inclusive com o seu banimento dos programas de tv. Os mais velhos lembrarão que eram vendidos chocolates na forma de cigarros.
O consumo de álcool também é mostrado com menos glamour e os problemas do alcoolismo são apresentados, mas continuam sendo um problema de saúde pública. Ainda sobre o álcool, houve uma substacial redução na publicidade de bebidas destiladas, mas o lobby das cervejarias continua forte. Os dados de mortes por acidentes de transito por álcool ou mesmo de homicídios nos finais de semana por motivos fúteis envolvendo pessoal alcoolizadas continua alto
A publicidade instituicional é fundamental. Há um enorme poder econômico que faz um eficiente uso das técnicas de publicidade e vendas.
Como escrevi, proibições são ineficientes. Aliás, é uma das discussões que se faz em torno das drogas ilícitas cuja proibição jamais reduziu o consumo. Por outro lado, campanhas institucionais de esclarimento e outras ações são eficientes para inibir o consumo. Na Austrália, por exemplo, as embalagens de cigarro devem ser neutras e não podem ficar expostas. Quem quiser comprar, basta pedir porque a venda é permitida. No Japão, por ourto lado, existem máquinas automáticas para a venda de cerveja e cigarro distribuidas por toda a cidade, além de uma intensa propaganda em todos os meios de comunicação de incentivao ao consumo de álcool.
Um dos pilares do sucesso da política brasileira de combate ao HIV é a campanha institucional. O mesmo para a vacinação. O ZéGorinha faz mais sucesso que presidentes e artistas famosos.
Bem, seria melhor que as pessoas fizessem uma caminhada de meia hora pelo bairro ao invés de usar canetas emgrecedoras.. e voltassem a usar canetas Bic para escrever cartas de amor
Acredito que o principal fator para reduzir o uso de cigarros foi a proibição de utilização em locais fechados (primeiro em SP e depois se espalhou pelo Brasil). As propagandas eram proibidas muitos anos antes e não tiveram o mesmo impacto no consumo.
Canetas emagrecedoras só dão resultados sustentáveis se a pessoa passar a fazer exercícios. Então não exclui a caminhada pelo bairro, mas é mais eficiente fazer exercícios mais intensos e também de força, principalmente depois dos 40 anos.
As empresas produtoras de cigarro patrocinavam todo tipo de coisa. Corridas de F1, eventos de Jazz, eventos de rock, eventos esportivos.. acho que até maratonas… times de futebol, programas de TV
Lembro que (muito antes do YouTube), havia um hoŕário (creio que domingo a noite) patrocinado por uma marca de cigarro no qual eram exibidos filmes muto bons. Eu assistia sempre.. eu acho que era “Carlon Cine”.
Há um jogo (eu conhecia como Stop mas hoje tem outro nome) com colunas que precisam ser preenchidas com coisas que começavam com uma determinada letra sorteada.. uma das colunas era marca e cigarro. Hoje, as crianças desconhecem as marcas.
A simples proibição de fuma em determinados locais, como acontece no Japão, é insuficiente para reduzir o consumo. A mesma geração que reduziu o consumo de tabaco no Brail mantem um elevado nível de consumo na Alemanha ou França, por exemplo.
Eu teria que buscar alguma pesquisa que tenha avaliado o efeito de cada coisa sobre a redução do consumo de tabaco no Brasil porque os efeitos foram um sucesso. A partir disso, buscar campanhas e ações para prevenção em outros problemas, como por exemplo violência no transito e até gravidez precoce na adolescência, ambos extremamente problemáticos no Brasil.
A queda é multifatorial. Difícil pesar cada coisa.
Analisando um gráfico do tabagismo no Brasil vi que a maior queda ocorreu entre 90 e 95, antes da legislação contra publicidade. Pode ter muito mais a ver com o preço do cigarro e a crise econômica da época.
Japão e Brasil tem cerca de 15% de fumantes.
PS: além do Stop eu colecionei caixinhas e maços vazios de cigarros. Era uma febre. Até vendiam cópias impressas em papelarias, mas o legal era achar o maço vazio no chão rsrs.
Onde a cor vermelha prevalece, nada dá certo.
Apenas os cumpanheiros do sindicato é que saem ganhando.
Sindicato se levantou, lutou pelo trabalhador,pela empresa, pela soberania.
Você no celular reclamando…
So te lembrando que seu sangue e vermelho, ou será que você e um alienígena.
Amigo, entendo teu ponto de vista. Apenas acho ingênuo.
Trisme mas é a realidade , o tempo da Avibras já passou .
A não ser que lance produtos realmente competitivos, veremos logo as mesmas notícias de crise e recuperação judicial.
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Caro Lopes.
Cientias e engenheiros são formados todos os anos. Alguns outros estão cansados de seus empregos e estariam buscando outros ares e desafios.
Supor que uma empresa depende tão completamente de um corpo técnico que ela se torna inviável sem determinados fulanos é um erro. Empresas de sucesso trocam até seus executivos mais graduados…
Minha única questão é: a Avibrás conseguirá se tornar competitiva novamente?
Particularmente acho bem difícil…
Tudo depende de muita coisa, mas principalmente do fôlego dos novos administradores.
A empresa tem vários desafios, como por exemplo cumprir os contratos antigos, atualizar seus produtos, desenvolver novos produtos de uso dual…
Ela só vai conseguir sobreviver se os controladores conquistarem a confiança e o apoio dos trabalhadores. Haverá um momento de “lua-de-mel” e de ajuste de expectativas, mas serão as ações de médio prazo que definirão o sucesso ou fracasso da empresa
Pobre Avibras, tão longe de deus e tão próxima de centrais sindicais , tadinha , sem futuro , dou mais 2 anos de sobrevida , que azar , administrada por empresários relapsos e parasitada por come-quietos !
Vamos ver se o Governo paga em dia pra assegurar o fluxo de caixa. Só com peças de reposição e encomendas de foguetes e novos equipamentos (atualizados) que há chance de sobreviver.
Concordo com a maioria dos colegas que os produtos estão defasados e que precisam urgentemente de atualização.
Pagar em dia o que? Não há contratos novos com a União.
Pelo contrário, encomendas foram antecipadas, pagas e não foram entregues, ou no caso dos foguetes S-50, recusadas por problemas de qualidade.
Parabéns aos trabalhadores organizados pela luta e pela conquista!