BAE Systems e Knightec Group Brazil trabalham no desenvolvimento de componentes para veículos militares em Resende (RJ)
Brasil, 18 de março de 2026 – A BAE Systems Hägglunds — fabricante sueca dos veículos militares BvS10 e CV90 — iniciou uma parceria com a Knightec Group Brasil (antiga Semcon Brasil) para transferência de tecnologia e geração de empregos em Resende, no estado do Rio de Janeiro. A Knightec Group Brasil fornecerá expertise avançada em engenharia para a cadeia de suprimentos da BAE Systems, com base em sua ampla experiência no setor automotivo.
Por meio deste programa inicial, que está em fase piloto, a Knightec Group vai desenvolver novos conceitos de projeto para carcaças das caixas de engrenagens destinadas ao veículo anfíbio BvS10, com foco na otimização de custos de produção e na melhoria do desempenho do projeto.
A iniciativa pode ajudar a BAE Systems a ampliar ainda mais sua produção diante de recentes contratos conquistados em diversos países, criando uma base sólida para o crescimento da capacidade produtiva e para o desenvolvimento contínuo de projetos mais complexos ao longo do tempo. O programa piloto também abre a possibilidade de novos negócios para a Knightec Group e de maior velocidade de produção para a BAE Systems e seus clientes no futuro.
“Estamos entusiasmados em trabalhar com a Knightec Group no Brasil”, afirmou Lars Pettersson, diretor de engenharia da BAE Systems Hägglunds. “Ao estabelecer, desde o início, formas de trabalho compartilhadas e processos alinhados, buscamos criar uma base sólida que não apenas sustente o crescimento futuro, mas também permita o desenvolvimento contínuo de projetos cada vez mais complexos à medida que nossos programas evoluem.”
A BAE Systems Hägglunds mantém uma relação longa e bem-sucedida com a Knightec, que se fundiu com a Semcon em 2024 para formar o Knightec Group. A intenção é ampliar e desenvolver também no Brasil a mesma parceria consolidada e bem-sucedida que as empresas já possuem na Europa.
“Temos orgulho de iniciar este programa com a BAE Systems no Brasil”, afirmou Fabricio Campos, gerente nacional da Knightec Group Brasil. “Essa colaboração representa mais do que uma oportunidade pontual — trata-se de fortalecer a capacidade industrial local, ampliar as competências de engenharia e apoiar o desenvolvimento de um ecossistema de defesa sustentável no país. Juntos, estamos criando as bases para crescimento de longo prazo e futuros programas no Brasil.”
As empresas que compõem a BAE Systems já construíam navios para a Marinha do Brasil desde os anos de 1908 e, de lá até hoje, a companhia vem fortalecendo sua relação com o país por meio do fornecimento de e equipamentos e veículos, como o M113 e a artilharia M109 para o Exército, o Hawker Siddeley C-91 e sistemas aeronáuticos para a Força Aérea, além de veículos anfíbios de assalto para os Fuzileiros Navais e o navio-aeródromo multipropósito (NAM) Atlântico e os navios da classe Amazonas para a Marinha.
“A BAE Systems trabalha com o Brasil há mais de 100 anos, promovendo proteção, parceria e prosperidade”, afirmou Marco Caffé, diretor-geral da BAE Systems no Brasil. “Ao longo desse período, fornecemos capacidades militares para todos os ramos das Forças Armadas brasileiras, além de treinamento para equipes de apoio militares e civis. Temos a ambição de ampliar ainda mais nossa atuação no Brasil no futuro, em conjunto com nossos parceiros industriais locais.”
A família de veículos BvS10 está atualmente em operação na Áustria, França, Países Baixos, Suécia e Reino Unido, além de contar com um pedido já confirmado pelos Estados Unidos. Atualmente, cerca de 1.200 unidades estão em serviço, com mais de 650 adicionais encomendadas.
Sobre a BAE Systems
Na BAE Systems, fornecemos algumas das soluções mais avançadas em defesa, aeroespacial e segurança do mundo. Contamos com uma força de trabalho qualificada de cerca de 110 mil pessoas em mais de 40 países. Em parceria com clientes e parceiros locais, desenvolvemos, projetamos, fabricamos e apoiamos produtos e sistemas que oferecem capacidade militar, protegem a segurança nacional e garantem a proteção de informações e infraestruturas críticas.■


Pra subir morros dominados por bandidos esse equipamento deve servir bem.
Os que curtiram negativamente é pura inveja
É assim, que no futuro, vamos desenvolver tanques 100% nacionais…especializando empresas brasileiras que serão fornecedoras. Excelente.
Eles tem uma versão AA daquele veículo da capa. Acho que é de médio alcance… seria uma boa!
Gostei desse veiculo da foto, parece um carrinho de cachorro quente movel.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣 não humilha cara
…carrinho de cachorro quente movel “blindado” por favor. Kkk
Não sei se era o EB ou são os Fuzileiros que tinham ou tem um veículo desse. Eu vi há muito tempo, década de 80, na Av. Brasil, aqui no RJ
Fuzileiros. Com o radar Giraffe.
http://www.lflicht.com.br/miniaturas_marinha/057-Bandvagn_206_Radar.jpg
Isso ai, valeu RDX
Ah blz, valeu Rafael
Acredito que o shot list dos novos CC vai ficar entre a BAe e a Iveco
Mas a Iveco não tem produto atual pronto, né? Só se fizerem uma licitação com regras diferentes do que vem sendo alardeado na mídia.
Acho importante sempre lembrar que o blindado que supre 100% os requisitos do EB não existe e não tem demanda suficiente para criarem um projeto exclusivo, o que existe são MMBT adaptaveis…mas mesmo assim teríamos que aumentar a encomenda para não correr o risco de ficar sem blindados ou mudar a licitacao como mencionou, o Guarani só saiu do papel, pois a demanda era grande e fez o investidor crescer o olho…esse programa não está conseguindo isso.
Força aérea comprou uma versão do caça que não existia, marinha comprou versões do scorpene e da meko que tambem não existia, agora é a vez do exercito rever seus conceitos.
Você tem razão, mas as concorrentes tem um IFV para virar um MMBT e algumas já possuem os protótipos de MMBT.
A Iveco/IDV/Leonardo não tem nem isso.
O mais natural é o EB pegar algum MMBT/IFV que já existe no mercado do que tentar financiar o desenvolvimento de um a partir do zero, que seria o caso da Iveco.
Já falei uma vez e tacaram pedra, mas pra mim o ideal seria a Iveco oferecer o projeto do Aríete, que deveria ser modificado para se tornar outra coisa, com equipamentos e alto índice de nacionalização. Foi exatamente isso que os suecos fizeram com o Stridsvagn 122. A torre é a mesma do centauro, motor poderia ser um MWM, ou até uma turbina da turbomachine, a WEG tem capacidade até de torná-lo híbrido, em sistemas temos a Embraer, AEL, etc. basicamente seria fazer o chassi sob licença e juntar o resto. Não precisa ser o melhor tanque do mundo, mas que ao menos consiga cumprir a função de choque e seja fabricado em números suficientes. Um projeto desses seria um grande impulso as empresas nacionais envolvidas.
O aríete não fabrica mais, e talvez reabrir a linha aqui no Brasil para 56 unidades não seja tão barato assim…
A questão seria justamente essa, aproveitar as instalações do Guarani para abrir uma linha do ariete sob licença e obviamente, como disse no meu comentário, não limitado a poucas unidades, mas sim a um número que de escala.
Além do desafio tecnológico, tem o problema da escala.
Aparentemente o EB não irá comprar nem 300 unidades, ainda que junte o MBT e o IFV, nos próximos 20 anos. Aí vamos pagar preço de Leopard 2 neles.
Penso que tanto o CV90 quanto o Tulpar podem ser “fabricados” aqui, a depender da quantidade encomendada e do grau de nacionalização a um preço menor do que desenvolver um “Ariete BR”.
esse veículo não é para uso no ártico? não sabia que tinhamos unidades deles aqui…
Ele é anfíbio, todo terreno.