EUA aprovam pacotes bilionários de vendas militares ao Oriente Médio em caráter de emergência

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O governo dos Estados Unidos aprovou uma série de vendas militares ao Oriente Médio, totalizando dezenas de bilhões de dólares, em um movimento que reforça a capacidade de defesa aérea, poder de fogo e prontidão operacional de aliados estratégicos na região. As autorizações foram concedidas pelo Departamento de Estado em caráter de emergência, dispensando a revisão tradicional do Congresso.

O maior pacote envolve os Emirados Árabes Unidos (EAU), que poderão adquirir sistemas e armamentos avaliados em mais de US$ 8 bilhões. Entre os destaques está a possível venda de um radar de discriminação de longo alcance integrado ao sistema antimíssil THAAD, estimado em US$ 4,5 bilhões, voltado à defesa contra ameaças balísticas e à ampliação da cobertura de proteção em 360 graus.

Além disso, os EAU também receberam autorização para adquirir 400 mísseis ar-ar AIM-120 AMRAAM, em um contrato estimado em US$ 1,22 bilhão, reforçando a capacidade de combate aéreo da força aérea do país. Outro pacote, de US$ 644 milhões, prevê a compra de munições guiadas de precisão para caças F-16, incluindo bombas GBU-39 e kits JDAM, ampliando a capacidade de ataque de precisão.

Ainda no campo da defesa aérea, os Emirados deverão receber sistemas FS-LIDS, voltados ao combate de drones de pequeno porte, em um contrato de aproximadamente US$ 2,1 bilhões. Esses sistemas incluem interceptadores Coyote, radares e sensores eletro-ópticos, reforçando a proteção contra ameaças assimétricas, cada vez mais presentes em conflitos modernos.

Outro aliado regional, o Kuwait, também foi contemplado com um pacote expressivo, avaliado em até US$ 8 bilhões, para aquisição de radares avançados LTAMDS, destinados à detecção e defesa contra mísseis e aeronaves. O sistema deverá integrar a arquitetura de defesa aérea e antimíssil do país, fortalecendo sua contribuição para a defesa coletiva na região.

Já a Jordânia, classificada como aliado estratégico fora da OTAN, receberá um pacote menor, de cerca de US$ 70,5 milhões, focado na manutenção e sustentação de sua frota aérea, incluindo aeronaves F-16, C-130 e F-5. O objetivo é garantir a prontidão operacional e a capacidade de resposta a crises regionais e operações de contraterrorismo.

Decisão em caráter emergencial

Em todos os casos, o Departamento de Estado justificou as vendas com base em uma “situação de emergência” ligada aos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, o que permitiu contornar o processo tradicional de análise pelo Congresso, previsto na legislação americana.

Segundo Washington, os acordos visam fortalecer parceiros considerados essenciais para a estabilidade política e econômica do Oriente Médio, além de ampliar a interoperabilidade com forças americanas e aliadas.

Reforço da arquitetura de defesa regional

As vendas refletem uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos de consolidar uma arquitetura integrada de defesa aérea e antimíssil na região, especialmente diante do aumento das tensões com o Irã e da proliferação de mísseis balísticos e drones.

Analistas destacam que os pacotes combinam três pilares fundamentais da guerra moderna:

  • superioridade aérea (AMRAAM e F-16)
  • ataque de precisão (JDAM e SDB)
  • defesa multicamada (THAAD, LTAMDS e sistemas anti-drone)

Impacto estratégico

Embora os EUA afirmem que as vendas não alteram o equilíbrio militar regional, o volume e a natureza dos sistemas indicam um forte reforço das capacidades defensivas e ofensivas dos aliados árabes.

O movimento também evidencia a crescente militarização do Oriente Médio em um momento de elevada instabilidade, com Washington buscando garantir que seus parceiros estejam preparados para enfrentar ameaças atuais e futuras.

Ao mesmo tempo, as decisões reforçam o papel dos Estados Unidos como principal fornecedor de tecnologia militar avançada na região, consolidando sua influência estratégica em um dos teatros mais sensíveis do sistema internacional.■


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Vitor
27 dias atrás

Meu “amigo” eu tenho as bases em seu território e vendo armas a vocês , quanta a segurança eu não posso garantir , monarquia do golfo estão se batendo estou ferrado.

Amarante
Amarante
Responder para  Vitor
27 dias atrás

“Die for me dude”

Renato B.
Renato B.
Responder para  Vitor
27 dias atrás

Eles aceitaram bases com a ideia de segurança, agora não tem mais segurança e ainda tem que gastar dinheiro em armas e na reconstrução. O complexo militar-industrial está faturando e amando

gordo
gordo
Responder para  Renato B.
27 dias atrás

Eu me arrisco a dizer que o propósito das bases era, e é, manter as monarquias. A segurança fica meio que num segundo plano. Os regimes ali sem apoio dos EUA não duram muito.

Iran
Iran
Responder para  gordo
27 dias atrás

Sem os EUA, Qatar e Kuwait estariam sob zona de influência iraniana, até pela maior parte da população ser xiita.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Iran
27 dias atrás

A maioria é sunita.

Iran
Iran
Responder para  Palpiteiro
25 dias atrás

Verdade, confundi com o Bahrein, além do Iraque

Carlos
Carlos
Responder para  Iran
26 dias atrás

Apenas no Barém a maioria da população é xiita e a monarquia reinante na ilha pertence à minoria sunita da ilha, todos os outros emiratos do golfo são de maioria sunita.

Franz A. Neeracher
Responder para  Carlos
26 dias atrás

No Iraque a maioria tb é xiita……cerca de 60% da população……35% sunitas e 5% outros.

Carlos
Carlos
Responder para  Franz A. Neeracher
25 dias atrás

Apenas me referia às monarquias do golfo e não ao Irã e ao Iraque países que não são monarquias e eu fui claro ao me referir aos emiratos que são países que têm Emires como cabeças de estado e são reinantes nesses paises o que não é o caso do Irã e do Iraque, Emir do Kuwait, Emir do Catar, Emir dos EAU, Emir do Barém e Emir de Omã.

Última edição 25 dias atrás por Carlos
Franz A. Neeracher
Responder para  Carlos
25 dias atrás

E eu estava me referindo a todos os países da região do Golfo Pérsico…. 🙂

Renato B.
Renato B.
Responder para  gordo
24 dias atrás

Faz sentido, mas eles fizeram uma escolha, estão pagando o preço por ela. Aposto que estão cobrando os EUA sobre isso.

JuggerBR
JuggerBR
27 dias atrás

Faltou informar quando os fabricantes vão conseguir entregar as encomendas, a compra pode ser de emergência, mas a entrega será de longo prazo.

Jordânia ainda usa F-5? Isso eu não sabia…

Santamariense
Santamariense
27 dias atrás

Enquanto a maioria aqui bateu boca com torcida, os EUA continuam fazendo o que sempre fizeram de melhor: vender armamentos!! Desde o início da guerra da Ucrânia e agora com essas vendas no OM, as vendas de aeronaves, carros de combate, mísseis, bombas, etc, da indústria bélica dos EUA alcança centenas e centenas de bilhões de dólares.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Santamariense
27 dias atrás

A economia americana é gigantesca.
Mas, só no setor de Defesa, produção em solo nacional, são injetados US$ 1.4 trilhões anualmente.
2/3 são de encomendas americanas e o restante de exportações. Sua participação no mercado global é de mais de 40%.
São mais de 2 milhões de empregos, a grande maior parte deste número de técnicos e engenheiros altamente especializados..

RDX
RDX
Responder para  MMerlin
27 dias atrás

O nosso desgoverno disse que prefere vender amor.

deadeye
deadeye
Responder para  RDX
27 dias atrás

Sempre tem um para desviar do assunto

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  deadeye
26 dias atrás

Modus operandi tradicional do bolsonarismo…

Tem muito parlamentar patriota, defensor da família,agora criticando o governo, querendo jogar uma parcela da crise energética nas costas do governo, mas são os mesmos que entregaram a preço de banana no governo Bolsonaro, três refinarias principais como parte de seu plano de desinvestimento: 

  • Refinaria Landulpho Alves (RLAM) na Bahia.
  • Refinaria Isaac Sabbá (Reman) no Amazonas.
  • Refinaria Clara Camarão (parte do Polo Potiguar) no Rio Grande do Norte. 

O objetivo era reduzir a dívida da estatal e aumentar a competitividade no mercado de refino.
Sem esquecer também a venda da BR Distribuidora.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Adriano Madureira
26 dias atrás

Não quero desculpar o governo anterior, mas salvo engano, foi sob essa mesma administração que fizemos investimentos… um tanto dúbios… em matéria de petróleo no passado. Principalmente na aquisição de uma refinaria inútil chamada Pasadena….

deadeye
deadeye
Responder para  Leandro Costa
26 dias atrás

E a outra administração, do outro aspecto politico vendeu duas refinarias lucrativas, por um preço inferior ao de Mercado.

Uma delas, a segunda maior do pais que está sob controle de um grupo de Abu Dhabi.

MMerlin
MMerlin
Responder para  RDX
27 dias atrás

E isso só no papo.
Depois que o atual Presidente assumiu, o que mais vimos foi o fomento da polarização.

LUIZ
LUIZ
Responder para  MMerlin
27 dias atrás

Quem iniciou a polarização foi o anterior. Nos 2 primeiros mandatos e da sua fiel escudeira até o impeachment ela promoveu polarização?

MMerlin
MMerlin
Responder para  LUIZ
26 dias atrás

Não foi isso que comentei.
Apontei apenas que o atual Chefe de Estado brasileiro se comprometeu a unificar o país, se eleito, pregando este discurso de paz e amor.
E, como estamos observando em sua gestão, o que ele faz é exatamente o contrário.
Apenas isso.

Última edição 26 dias atrás por MMerlin
LUIZ
LUIZ
Responder para  RDX
27 dias atrás

Muito melhor que ódio,guerras e mortes.
EUA causa a doença e vende os medicamentos.

Carlos Pietro
Carlos Pietro
Responder para  RDX
27 dias atrás

Tava demorando o mimimimimi.Se mantenha no assunto.

Santamariense
Santamariense
Responder para  RDX
24 dias atrás

RDX, você viu o batalhão de choque do nove dedos aqui? Apareceram prontamente para defender o bandido de estimação deles…hehehehehe

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Santamariense
27 dias atrás

A falta que faz um concorrente à altura para a indústria americana de armas, pois neste momento os árabes (e europeus, asiáticos e todos os aliados descontentes) estariam encomendando lá, e não de alguma empresa americana.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Santamariense
27 dias atrás

Exatamente, e bombando como sempre, bilhões e bilhões de dólares pra dentro da economia americana, apesar da torcida contra os americanos são os únicos ocidentais a produzirem armas que realmente funcionam numa guerra, com eficácia 100% comprovada em batalha.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Santamariense
27 dias atrás

O problema é uma interrupção do fluxo de capital para a economia americana. Grandes fundos desses países aplicam automaticamente mensalmente parte do dinheiro do petróleo no mercado financeiro americano. Esse fluxo agora para e podem ter que vender suas posições para bancar essas compras. Se o dinheiro muda de direção causa um problema.

curisco
curisco
27 dias atrás
  • empurre um bode na sala
  • se ofereça para tirar o bode da sala
  • se gabe que tirou o bode da sala
DOM
DOM
Responder para  curisco
27 dias atrás

Cobre para tirar o bode da sala.

Alexandre Costa
Alexandre Costa
27 dias atrás

Arrumaram confusão no Oriente Médio e agora vão vender armas no Oriente Médio. EUA sendo EUA.

Heinz
Heinz
Responder para  Alexandre Costa
27 dias atrás

São os melhores empreendedores do mundo, crie o problema e venda a solução. Tem coisa melhor para ganhar dinheiro?
Enquanto uns choram, outros vendem lenço.

Alexandre Costa
Alexandre Costa
Responder para  Heinz
27 dias atrás

Eu concordo com você.

Não que eu ache a atitude deles boa nesta situação específica, mas que eles são empreendedores, eles são.

(Finalmente consegui dar um like, depois de uma semana)

Cassini
Cassini
Responder para  Heinz
26 dias atrás

Vendendo lenço para aqueles vivem as tragédias que os próprios EUA criam.

Não há nada para se enaltecer nisso, fanboy.

Wagner
Wagner
27 dias atrás

Esses “países” do golfo mostra que ter parentes no comando das forças armadas e grande furada, incompetência e planejamento não existe,são forças de defesa contra a própria população.
Essas monarquias árabes só são úteis para usar seus territórios para lavagem de dinheiro.
Agora vemos porque eles vassalos monarcas pagam grupos terroristas sunitas não é por questão religiosa, é por medo.
Bin Laden botava medo no reino saudita.

Vitor
Responder para  Wagner
27 dias atrás

Exatamente

Luciano
Luciano
27 dias atrás

O cara começa a guerra, e vende as armas para defender as monarquias e ditaduras “aliadas”, do problema que ele causou. Mas tranquilo, é em nome dos “valores” ocidentais.

Lucena
27 dias atrás

É do feitiou dos USA…colocam um bode fedorento na sala e cobram o preço para retirá-lo ou mantê-lo na sala.
. Vejam bem como eles deixaram o Oriente Médio …vassalíssimo muita das vezes antagônicos para abrir uma mercado para suas industrias bélicas.
.
A América Latina pelos planos do USA vai seguir esse plano diabólico ..assim como foi com o Oriente Médio para combater o terrorismo internacional ( bandeira Falsa ) …é o mote do narco terrorismo ( a bandeira falsa para região) .
.
O que se vê muitos por lá e por cá …é a Necropolítica em operação ..deixando muitas mortes,panico,medo e ódio nos corações da população …basta verificar isso lá nos USA …uma população dividida e cheias de ódio entre sí.

Danilo
Danilo
27 dias atrás

Um verdadeiro negócio da china kkkk, os cara causam o conflito e vendem as armas para o aliado se defender do ataque.

José Roberto Alves
José Roberto Alves
27 dias atrás

Uma guerra é sempre um bom negócio para os EUA. Trump arma os inimigos do Irã e de quebra enche os bolsos

LUIZ
LUIZ
Responder para  José Roberto Alves
25 dias atrás

Hoje com equipamentos caríssimos os governantes não estão muito animados em bancar guerras a longo prazo.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
26 dias atrás

A fortuna de Donald Trump aumentou significativamente durante o seu segundo mandato, iniciado em 2025.
Relatórios indicam que o seu patrimônio líquido quase dobrou em menos de um ano, impulsionado por negócios em criptomoedas, valorização da rede social Truth Social e licenciamentos.

Sem esquecer que como presidente ele tem acesso a informações privilegiadas, não duvido que o homem laranja detenha ações de empresas de petróleo e gás e de armamentos…

Carlos
Carlos
26 dias atrás

Mesmo sendo pagos pelos europeus, nunca houve fornecimento com o rotulo de urgência de armamentos para a Ucrânia, por parte dos EUA.

Última edição 26 dias atrás por Carlos
Felipe
Felipe
15 dias atrás

Nenhuma reportagem sobre o São Kornet e os mais de 100 Merkava da força invasora, destruídos no Libano?