Bell Completes SPINE Upgrades on First Two USMC H-1 Aircraft

Amarillo, Texas — A Bell Textron anunciou a conclusão das primeiras aeronaves AH-1Z e UH-1Y a receberem as melhorias estruturais e elétricas completas no âmbito do programa SPINE do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC). As duas aeronaves já partiram do Centro de Montagem de Amarillo rumo à Estação Aérea Naval (NAS) de Patuxent River, onde serão submetidas a testes de voo para definir a configuração final das modificações a serem aplicadas a toda a frota H-1 nos próximos anos.

Do SIEPU ao SPINE: uma mudança de nome com novo significado estratégico

O programa foi recentemente renomeado. Anteriormente chamado de Structural Improvement and Electrical Power Upgrade (SIEPU), passou a se chamar Structural and Power Improvements for NextGen Effects (SPINE) — Melhorias Estruturais e de Energia para Efeitos de Próxima Geração. A mudança não é apenas cosmética: o novo nome enfatiza o papel central que o programa desempenha na modernização de longo prazo da frota H-1, destacando os ganhos em sobrevivência e letalidade que as melhorias proporcionarão ao longo da vida útil das aeronaves.

O AH-1Z Viper é o helicóptero de ataque da frota H-1, enquanto o UH-1Y Venom é a versão de utilidade. Juntos, formam a espinha dorsal da aviação de asa rotativa de combate dos Fuzileiros Navais americanos.

19 meses de trabalho e múltiplos centros envolvidos

O processo de modificação das duas primeiras aeronaves foi longo e envolveu diferentes instalações da Bell. Os trabalhos tiveram início nos centros de Sistemas de Transmissão (DSC) e de Reparo e Revisão (ROC) da empresa, culminando em modificações elétricas e estruturais realizadas ao longo dos últimos 19 meses no Centro de Montagem de Amarillo.

“Ter estas primeiras duas aeronaves concluídas no âmbito do programa SPINE é um momento enorme para nós”, afirmou Scott Sims, diretor do programa H-1 na Bell. “Na Bell, a segurança da tripulação e a eficácia da aeronave continuam sendo a prioridade número um em tudo o que fazemos. Essas melhorias garantirão que nossas aeronaves H-1 permaneçam as mais capazes disponíveis, operando na vanguarda das missões modernas.”

O que muda com o SPINE

As modificações realizadas pelo programa ampliam a capacidade elétrica e estrutural das aeronaves, criando a base necessária para a integração de sistemas de armas avançados e outras capacidades futuras. Em termos práticos, o SPINE prepara os H-1 para operar como membros plenamente interoperáveis da força conjunta moderna — conectados a redes digitais e aptos a receber armamentos e sensores de nova geração que ainda estão em desenvolvimento.

“O programa SPINE representa o próximo passo na evolução do H-1, garantindo que a plataforma tenha a resistência estrutural, a capacidade elétrica e a base digital necessárias para operar como um membro plenamente interoperável da força conjunta moderna”, destacou Danielle Markham, gerente de programas da Bell.

Próximos passos: uma década de modernizações

Os testes em Patuxent River determinarão a configuração definitiva das modificações que serão replicadas nas demais aeronaves da frota. A conclusão bem-sucedida desta primeira etapa no Centro de Montagem de Amarillo abre caminho para um ciclo de modificações que deve se estender pela próxima década, abrangendo todo o parque de H-1 operado pelos Fuzileiros Navais americanos.

A Bell, subsidiária integral da Textron Inc. e com sede em Fort Worth, Texas, é fabricante histórica de helicópteros militares e civis há mais de 90 anos. O programa H-1 é um dos mais duradouros de sua linha de produtos militares, com aeronaves operando em cenários de combate desde a Guerra do Vietnã.■


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Artemis
23 dias atrás

Batman e Robin , ficariam ótimos com as cores dos Fuzileiros navais ! 10 e 10 já tava bom heim !

Henrique A
Henrique A
Responder para  Artemis
22 dias atrás

O Venom seria interessante pra MB já que é totalmente naval e capaz de transporte e ataque mas os gênios prefiraram torrar uma grana preta no H225M.

Artemis
Responder para  Henrique A
22 dias atrás

Apesar dos H225 com tot fake , ainda há espaço para o Venom e AH-1Z , sem prejuízo para o primeiro , seriam ferramentas importantes para infiltração e extração de comandos navais , imagino estes caras operando drones suicidas, drones de reconhecimento , utilizando Malinois e robodogs , uma força com 100 guerreiros !

Última edição 22 dias atrás por Artemis
Henrique A
Henrique A
Responder para  Artemis
22 dias atrás

Não tem dinheiro pra isso. Esse é o problema. O meu ponto é que teria sido melhor gasto no H-1 do que no H225M.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Henrique A
21 dias atrás

H-1? que helicóptero é esse?

Henrique A
Henrique A
22 dias atrás

Só o Venom já seria um ganho absoluto pra nós já que além de transporte é capaz de fazer missões de ataque, sendo uma máquina muito mais capaz do que os Esquilo, nosso único heli no EB com armamento ofensivo.

Artemis
Responder para  Henrique A
22 dias atrás

Ataca como se atacava no século 19 , fogo sem mirada , apenas visada !

Mauricio R.
22 dias atrás

O USMC já procura opções para substituí-los e também aos AV-8B e os F/A-18C/D legados:

(https://www.twz.com/air/new-vision-to-fill-gaps-after-av-8b-harrier-and-ah-1z-viper-retirements-laid-out-by-marines)

Heinz
Heinz
22 dias atrás

AH-1Z é o meu sonho de consumo para a MB, uma frota de 12 desses já daria as fuzileiros um belo apoio de fogo, e ainda armado com foguetes guiados e mísseis ar-ar poderia ser um belo kill- drone.

Henrique A
Henrique A
Responder para  Heinz
22 dias atrás

O Venom seria mais desejável além de ser mais barato ele é mais versátil (pode fazer transporte e ataque).

Artemis
Responder para  Henrique A
22 dias atrás

Usá-los separados vira mais do mesmo , devem ser utilizados em duplas , sempre em duplas !

Henrique A
Henrique A
Responder para  Artemis
22 dias atrás

Mas se temos as restrições orçamentárias que temos? O Viper é bem mais caro de adquirir e operar.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Henrique A
20 dias atrás

Não é.
Ambas as aeronaves são caras de operar.

O Venon foi desenvolvido para ser um utilitário que possui uma variante de ataque.
E o Viper é especializado para ataque.

Existe uma comunalidade de componentes que ultrapassa os 80%.
Utilizam os mesmos motores, rotores e transmissão, sessão de cauda, sistemas e displays, sistemas hidráulicos e elétricos.
Em termos logísticos, melhor impossível.

O Venom ficou de fora de escolhas, tanto do EB como MB, por diversos fatores.
Um deles foi a capacidade de carga. O Venom transporta 10 pessoas enquanto o H225M transporta 28 militares.
Outro foi o custo de operação, que fica em média US$ 8 mil a hora.
O H225M fica em terno de US$ 4.5 mil.

O EB recentemente adquiriu o MH-60R (SH-16 para nós).
Ele tem um custo de operação bastante alto de US$ 12 mil por hora de voo e transporta 8 pessoas.
É caro mas tem uma taxa de disponibilidade de 98%. Não quebra.
.

Bardini
Bardini
Responder para  MMerlin
20 dias atrás

O Venom ficou de fora de escolhas, tanto do EB como MB, por diversos fatores.”
.
“Um deles foi a capacidade de carga. O Venom transporta 10 pessoas enquanto o H225M transporta 28 militares.”
.
Nunca existiu possibilidade de escolha e os “requisitos” foram o que tinha que ser…
Eu acho que você está confundindo o Black Hawk com o Venom, sendo que são dois helicópteros diferentes.
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Outro foi o custo de operação, que fica em média US$ 8 mil a hora.
O H225M fica em terno de US$ 4.5 mil.”
.
O H225M que temos em operação estão custando mais que o dobro que os Black Hawk por hora de vôo. Isso, além de ser menos confiável em todos os cenários de emprego.
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“O EB recentemente adquiriu o MH-60R (SH-16 para nós).”
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MH-60R é uma versão do Seahawk, comulmente chamado de “Romeo”.
O EB adquiriu o UH-60M, que é a versão de produção mais atual do Black Hawk.
Os SH-16 da Marinha, que são Seahawks, são da versão S-70B, muito parecidos com os helicópteros que os turcos operam.
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“Ele tem um custo de operação bastante alto de US$ 12 mil por hora de voo e transporta 8 pessoas.”
.
Os H225M estão custando um bom troco mais que isso aí.
.
O Brasil opera H225M a preço de Chinook…

MMerlin
MMerlin
Responder para  Bardini
19 dias atrás

O H225M que temos em operação estão custando mais que o dobro que os Black Hawk“.

Os dados que mencionei foram os divulgados pelo fabricante.
Na pesquisa inclusive encontrei dados que apontam que os custos para manter os Black Hawks são bem maiores do que fabricante menciona. Como não são oficiais, não foram colocados.

O EB adquiriu o UH-60M

Aqui, realmente troquei o modelo da aeronave.

Os H225M estão custando um bom troco mais que isso aí.

Numa pesquisa referente aos motivos que podem levar ao aumento de custos, que levam os modelos das FA terem um alto custo de hora/voo encontrei alguns motivos.

Um deles é de que modelo de suporte adotado é o sistema PBH (Power by the Hour) através da Helibras.
O governo paga um valor fixo para ter a garantia de que o helicóptero estará em condições.
O problema é que os valores do fabricante levam em consideração uma quantidade alta de uso durante o ano, o que dilui esse valor.
Como a escala militar é menor que o uso civil, este valor tende a aumentar.

Outra que o valor de hora/voo não leva em consideração o custo logístico de importação das peça.
Já sabemos que o valor para movimentação de componentes de alta tecnologia é bastante caro e utiliza empresas específicas.  
Também existem as taxas aduaneiras (uso do SISCOMEX, armazenagem e despacho).

Equipamentos de defesa tem isenção de taxas tributárias.

Adicione tudo isso a variação cambial, uma vez que o custo das peças são estabelecidas em Euro, e realmente não tem como o custo de fabricante bater com a realidade.
Mas é uma referência, assim como para veículos.

Última edição 19 dias atrás por MMerlin
MMerlin
MMerlin
Responder para  MMerlin
19 dias atrás

Inclusive, recentemente, os EAU cancelaram uma compra do H225M devido ao alto custo do ciclos de vida da aeronave.

https://www.cavok.com.br/emirados-arabes-unidos-cancelam-compra-de-12-helicopteros-airbus-h225m

Mauricio R.
Responder para  Henrique A
21 dias atrás

O MH-60S faz o mesmo.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Heinz
21 dias atrás

Para mim, até uns Z-10ME cairiam bem de serem comprados, melhor do que helicóptero idoso…

comment image

O preço unitário estimado para o helicóptero de ataque Z-10ME tem um alcance entre US$ 17 milhões e US$ 25 milhões. 

Os modelos de exportação de alta configuração podem atingir valores entre 18 milhões e 25 milhões de dólares, dependendo dos pacotes de armamento, treinamento e suporte de manutenção.

Com base em uma conversão aproximada (usando 1 USD ≈ 7 CNY), o preço unitário fica em torno de 119 milhões a 175 milhões de yuans chineses (CNY) , embora os números oficiais de aquisição não sejam divulgados. 

Se não estiver enganado, o Paquistão adquiriu trinta unidades da aeronave chinesa.

comment image

Como é sabido, governo da China realiza vendas e negociações de equipamentos militares utilizando o Yuan, como parte de um esforço mais amplo para internacionalizar sua moeda e reduzir a dependência do dólar americano. 

A utilização do Yuan em transações de defesa é um elemento da estratégia chinesa para aumentar sua influência geopolítica e econômica globalmente. 

 A China tem negociado a venda de blindados e sistemas de defesa aérea, para o Brasil. 
Essas negociações fazem parte de um pacote que visa parcerias industriais e maior influência política, e o uso da moeda chinesa é um fator estratégico nesse contexto.

 A flexibilidade no uso de moedas locais, como o Yuan, é um atrativo para alguns parceiros comerciais, especialmente em regiões como a América do Sul e África, onde a China busca expandir sua presença.

Países como o Irã,Venezuela,Paquistão,Argélia e Bangladesh vem usando o Yuan em suas aquisições militares junto a China.

Portanto, o Brasil realmente não adquire porque não quer…

MMerlin
MMerlin
Responder para  Heinz
20 dias atrás

Concordo.
Infelizmente nenhuma das embarcações com doca alagável pode transportar este número.
O NDM Bahia tem um hangar para até 3 aeronaves.
O NNDM Oiapoque não tem hangar.
Apenas o NAM Atlântico tem essa capacidade em seu hangar.